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	<title>Camila Franciscato, Autor em Blog do GESUAS</title>
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	<title>Camila Franciscato, Autor em Blog do GESUAS</title>
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		<title>A operacionalização do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a LOAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Camila Franciscato]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 11 Jul 2023 19:48:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Para discutirmos sobre a operacionalização do BPC (Benefício de Prestação Continuada) à luz do que está previsto na LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social) é importante, em primeiro momento, compreendermos de que modo o referido benefício está caracterizado. Para isso, buscaremos compreender como o BPC se situa no âmbito da Política de Assistência Social, sua relação com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e quais os papeis de cada uma desses atores na sua viabilização à população. Características dos Benefícios Socioassistenciais <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-operacionalizacao-do-bpc-e-a-loas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-operacionalizacao-do-bpc-e-a-loas/">A operacionalização do Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a LOAS</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <p>Para discutirmos sobre a operacionalização do BPC (Benefício de Prestação Continuada) à luz do que está previsto na LOAS (<a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8742compilado.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei Orgânica da Assistência Social</a>) é importante, em primeiro momento, compreendermos de que modo o referido benefício está caracterizado.</p>
<p>Para isso, buscaremos compreender como o BPC se situa no âmbito da Política de Assistência Social, sua relação com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e quais os papeis de cada uma desses atores na sua viabilização à população.</p>
<h2>Características dos Benefícios Socioassistenciais</h2>
<p>A Política Pública de Assistência Social, em sua organização, oferta à população dois tipos de benefícios: os Benefícios Eventuais e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).</p>
<p>Então, vamos conhecer um pouco sobre cada um deles.</p>
<h3>Benefícios Eventuais</h3>
<p>São um tipo de proteção social que é caracterizada por sua oferta de natureza temporária, para prevenir situações de vulnerabilidade. Tais situações podem estar ligadas a nascimentos, mortes, vulnerabilidades temporárias e calamidades.</p>
<p>São concedidos em forma de pecúnia, bens ou serviços e garantem as Seguranças Socioassistenciais de Acolhida, Convívio e Apoio e Auxílio.</p>
<p>São exemplos conhecidos de Benefícios Eventuais:</p>
<ul>
<li>Auxílio Alimentação (ou Cesta Básica)</li>
<li>Auxílio Funeral</li>
<li>Auxílio Natalidade</li>
<li>Auxílio Moradia (ou Aluguel Social)</li>
</ul>
<p><strong><em>Leia Mais:</em></strong> <a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener">Tudo sobre Benefícios Eventuais</a></p>
<h3>BPC &#8211; Benefício de Prestação Continuada</h3>
<p>É um benefício de transferência de renda que garante um salário mínimo mensal para pessoas com deficiência e pessoas idosas com 65 anos ou mais.</p>
<p>Para ter acesso ao benefício, além de comprovar a idade ou a situação de deficiência, a pessoa deve vivenciar situação socioeconômica na qual não tenha condições de mantes sua subsistência ou tê-la mantida por sua família.</p>
<p>Ou seja, é preciso que a renda familiar per capita mensal não ultrapasse um valor determinado: igual ou inferior a 1/4 do salário mínimo vigente, segundo a LOAS.</p>
<p>Os critérios de acesso, assim como os procedimentos de operacionalização do BPC, estão descritos no <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2007/decreto/D6214compilado.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 6.214/2007</a>, que regulamenta o benefício.</p>
<p>Para além disso, é essencial destacar a importância do benefício na garantia da Segurança de Renda pela Política de Assistência Social, como uma das formas de garantir Proteção Socioassistencial.</p>
<p>Nesse sentido, interessa também compreendermos de que forma essa garantia de Proteção Social se dá na interlocução entre as diferentes ofertas do SUAS (Sistema Único de Assistência Social).</p>
<h2>Articulação entre Serviços e Benefícios no SUAS</h2>
<p>Para materializar uma ampla rede de promoção e proteção social, é necessário articular as diferentes ofertas do SUAS, a fim de que elas se complementem e garantam o acesso aos direitos e seguranças socioassistenciais dos usuários.</p>
<p>Nesse sentido, o <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Protocolo%20de%20gestao/protocolo-de-gestao-integrada-de-servicos-beneficios-e-transferencias-de-renda-no-ambito-do-suas.pdf" target="_blank" rel="noopener">Protocolo de Gestão Integrada de Serviços, Benefícios e Transferência de Renda no âmbito do SUAS</a> traz as diretrizes para a operacionalização das ofertas socioassistenciais de forma articulada e complementar.</p>
<p>Esse formato de operacionalização da Política de Assistência Social é importante pois, a partir dele, a universalidade de acesso é garantida às famílias atendidas.</p>
<p>Essa universalidade de acesso se dá justamente através dos diferentes encaminhamentos feitos de um serviço para outro, ou para acesso aos benefícios e programas de transferência de renda, como o BPC.</p>
<p>Além disso, o acesso a renda é complementado com diversas outras ações que trazem mudanças na realidade social, econômica e cultural dessas famílias, já que a vulnerabilidade socioeconômica é apenas uma das nuances atendidas pelo SUAS.</p>
<p>Compreendida a importância da articulação do BPC com as demais ofertas do SUAS, vamos falar agora sobre o processo de operacionalização do benefício,  à luz daquilo que traz a LOAS.</p>
<p><span style="font-family: 'Roboto Slab', 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 1.80203rem;">A operacionalização do BPC e a LOAS: articulação entre Assistência Social e Previdência Social</span></p>
<p>A parceria entre Assistência e Previdência Social na operacionalização do BPC se dá através de uma divisão de responsabilidades e da necessária articulação e troca de informações.</p>
<p>De acordo com o previsto na LOAS, A Secretaria Nacional de Assistência Social é responsável pela gestão do BPC, o que inclui:</p>
<ul>
<li> implementação</li>
<li>avaliação</li>
<li>coordenação</li>
<li>financiamento</li>
<li>monitoramento</li>
<li>regulamentação</li>
</ul>
<p>Além disso, cabe aos CRAS e CREAS o acompanhamento das famílias com beneficiários do BPC, de acordo com suas demandas. Tal acompanhamento ocorre também no intuito de materializar a articulação necessária entre as ofertas socioassistenciais, como vimos no tópico anterior.</p>
<p>Por outro lado, cabe ao INSS a operacionalização do benefício, ou seja, tornar o benefício alcançável pela população. Esse processo inclui uma série de ações, tais como:</p>
<ul>
<li>Receber o requerimento do BPC</li>
<li>Realizar as avaliações médica e social</li>
<li>Controlar o pagamento do benefício</li>
<li>Conceder, cessar ou suspender o benefício</li>
<li>Informar o beneficiário sobre a concessão ou não</li>
<li>Realizar as revisões do benefício</li>
</ul>
<p>Diante da grande quantidade de operações realizadas pelos profissionais do INSS em relação ao BPC, cabe uma reflexão sobre como a situação de precarização que órgão vem sofrendo tem rebatido no acesso e nas demandas ao SUAS.</p>
<p><strong>Leia também: </strong><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener">O que é o Benefício de Prestação Continuada (BPC)?</a></p>
<h2><a class="img-hyperlink" href="https://conteudo.gesuas.com.br/template-beneficio-eventual"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-512 size-full" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formul%C3%A1rio-b.jpg" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-1024x173.jpg 1024w" alt="faixa formulário beneficio eventual" width="1772" height="300" /></a></h2>
<h2></h2>
<h2>A precarização do INSS: consequências para a operacionalização e o acesso ao BPC</h2>
<p>Nos últimos anos, o INSS tem passado por um processo de desmonte que reflete muito nas demandas que chegam à Política de Assistência Social. Além disso, o impacto também existe no acesso da população ao BPC.</p>
<p>Especialmente durante a período da pandemia de Covid-19, quando as agências do INSS fecharam para atendimento ao público, isso se tornou muito visível.</p>
<p>Ou seja, muitos cidadãos, ao encontrarem o INSS de portas fechadas, foram buscar atendimento na Assistência Social, mais frequentemente, nos CRAS.</p>
<p>Isso levou a um aumento significativo na demanda por atendimentos e, o que eram antes orientações sobre acesso ao benefício e acompanhamentos das famílias, tornou-se um processo basicamente de operacionalização do BPC.</p>
<p>Todo o processo, desde o requerimento do benefício, agendamento de perícias, acompanhamento, tudo passou a ser realizado pelos profissionais do SUAS, o que não se configura como sua função dentro do funcionamento do BPC.</p>
<p>Com isso, o que ocorreu foi uma grande dificuldade das equipes técnicas de realizar os acompanhamentos no âmbito do PAIF, por exemplo, devido a grande demanda de atendimentos relacionados à operacionalização do BPC.</p>
<p>Ademais, o acesso ao benefício por parte da população também foi dificultado. A falta de profissionais no INSS, de peritos para realização das avaliações, faz com que o desenvolvimento do processe de requerimento e concessão dure muito mais tempo do que deveria.</p>
<p>Tal demora já era uma realidade, mas com o desmonte das agências, ficou ainda mais agravada.</p>
<p>Assim, a população que tem direito de acesso à renda através do BPC, tem o acesso tolhido em razão de uma irresponsabilidade estatal. E isso resulta na desproteção social de muitos brasileiros, dificultando a materialização da Segurança de Renda, que deveria ser garantida aos usuários do SUAS.</p>
<p>Leia também: <a href="https://blog.gesuas.com.br/gestao-financeira-para-a-concretizacao-das-segurancas-afiancadas-no-suas/" target="_blank" rel="noopener">A Importância da Gestão Financeira para a concretização das Seguranças Afiançadas no SUAS</a></p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full jetpack-lazy-image jetpack-lazy-image--handled" src="https://i2.wp.com/www.gesuas.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg?resize=1075%2C182&amp;ssl=1" sizes="(max-width: 1075px) 100vw, 1075px" srcset="https://i2.wp.com/www.gesuas.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg?w=1772&amp;ssl=1 1772w, https://i2.wp.com/www.gesuas.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg?resize=300%2C51&amp;ssl=1 300w, https://i2.wp.com/www.gesuas.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg?resize=768%2C130&amp;ssl=1 768w, https://i2.wp.com/www.gesuas.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg?resize=1024%2C173&amp;ssl=1 1024w" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1075" height="182" data-recalc-dims="1" data-lazy-loaded="1" /></p>
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		<title>A utilização dos recursos do bloco de financiamento da PSE para assegurar seguranças no SUAS</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/a-utilizacao-dos-recursos-do-bloco-de-financiamento-da-pse-para-assegurar-segurancas-no-suas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Camila Franciscato]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 02 Dec 2022 14:07:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão financeira e orçamentária]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> Falar sobre recursos financeiros e do bloco de financiamento da Proteção Social Especial (PSE) em sua relação com a garantia das Seguranças Afiançadas pelo SUAS é tema essencial para a efetivação e concretude da proteção socioassistencial, sobretudo na sua dimensão especializada. Por isso, é importante iniciar essa discussão compreendendo um pouco melhor do que se tratam as chamadas Seguranças Afiançadas pelo SUAS: elas são garantias que a Política de Assistência Social deve dar aos seus usuários através dos serviços, benefícios, programas e <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-utilizacao-dos-recursos-do-bloco-de-financiamento-da-pse-para-assegurar-segurancas-no-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> <p>Falar sobre recursos financeiros e do bloco de financiamento da Proteção Social Especial (PSE) em sua relação com a garantia das Seguranças Afiançadas pelo SUAS é tema essencial para a efetivação e concretude da proteção socioassistencial, sobretudo na sua dimensão especializada.</p>
<p>Por isso, é importante iniciar essa discussão compreendendo um pouco melhor do que se tratam as chamadas Seguranças Afiançadas pelo SUAS: elas são garantias que a Política de Assistência Social deve dar aos seus usuários através dos serviços, benefícios, programas e projetos socioassistenciais.</p>
<p>E, para garantir tais seguranças, é imprescindível a destinação de recursos financeiros, já que sem previsão orçamentária e sem recursos disponíveis, não é possível materializar as seguranças afiançadas por meio de atendimentos familiares e em grupo, visitas domiciliares, orientações, encaminhamentos e tantas outras atividades desenvolvidas pelas equipes no cotidiano de trabalho no SUAS.</p>
<p>Para continuar nossa reflexão, vamos nos aprofundar um pouco mais sobre quais são as Seguranças Afiançadas pelo SUAS.</p>
<p><strong>As Seguranças Afiançadas pelo SUAS e a Proteção Social Especial</strong></p>
<p>Como já dito anteriormente, são garantias que a Política de Assistência Social dá aos seus usuários por meio das ações desenvolvidas nos diversos serviços, benefícios, programas e projetos. É através da garantia dessas seguranças que se materializa o objetivo de Proteção Social previsto na <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/LoasAnotada.pdf" target="_blank" rel="noopener">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</a>. São elas:</p>
<p><em>Segurança de Acolhida:</em> garantida por meio da oferta de espaços e de serviços com instalações e ação profissional que contenham condições de recepção, escuta profissional qualificada, informação, referência, concessão de benefícios, aquisições materiais e sociais, abordagem em territórios de incidência de situações de risco, oferta de rede de serviços e locais de permanência para famílias e indivíduos.</p>
<p><em>Segurança de Renda:</em> operada por meio da concessão de auxílios financeiros, como os programas de transferência de renda e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).</p>
<p><em>Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</em>: ofertada por meio de uma rede continuada de serviços que buscam a construção, restauração e o fortalecimento de laços de pertencimento, assim como o exercício capacitador e qualificador de vínculos e projetos pessoais e sociais.</p>
<p><em>Segurança de Desenvolvimento de Autonomia:</em> garantida através de ações profissionais que visem o desenvolvimento de capacidades e habilidades para o exercício do protagonismo e da cidadania, a conquista de maiores graus de liberdade, respeito à dignidade humana e de independência pessoal, além de qualidade nos laços sociais.</p>
<p><em>Segurança de Apoio e Auxílio:</em> garantida nas situações de riscos circunstanciais, por meio da oferta de auxílios em bens materiais e/ou em pecúnia, em caráter transitório, chamados de Benefícios Eventuais.</p>
<p>No quadro abaixo, você pode conferir quais seguranças afiançadas devem ser garantidas por cada um dos serviços da Proteção Social Especial:</p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td rowspan="6" width="133">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Proteção Social Especial de Média Complexidade</strong></td>
<td width="197"><strong>Serviços:</strong></td>
<td width="236"><strong>Seguranças Afiançadas:</strong></td>
</tr>
<tr>
<td width="197">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</p>
<p>&#8211;          Segurança de Desenvolvimento de Autonomia Individual, Familiar e Social</td>
</tr>
<tr>
<td width="197">Serviço Especializado em Abordagem Social</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</td>
</tr>
<tr>
<td width="197">Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medidas Socioeducativas de LA e PSC</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</p>
<p>&#8211;          Segurança de Desenvolvimento de Autonomia Individual, Familiar e Social</td>
</tr>
<tr>
<td width="197">Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</p>
<p>&#8211;          Segurança de Desenvolvimento de Autonomia</td>
</tr>
<tr>
<td width="197">Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</p>
<p>&#8211;          Segurança de Desenvolvimento de Autonomia Individual, Familiar e Social</td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="4" width="133">&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Proteção Social Especial de Alta Complexidade</strong></p>
<p>&nbsp;</td>
<td width="197">Serviço de Acolhimento Institucional</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</p>
<p>&#8211;          Segurança de Desenvolvimento de Autonomia Individual, Familiar e Social</td>
</tr>
<tr>
<td width="197">Serviço de Acolhimento em Repúblicas</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</p>
<p>&#8211;          Segurança de Desenvolvimento de Autonomia Individual, Familiar e Social</td>
</tr>
<tr>
<td width="197">Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</p>
<p>&#8211;          Segurança de Desenvolvimento de Autonomia Individual, Familiar e Social</td>
</tr>
<tr>
<td width="197">Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e Emergências</td>
<td width="236">&#8211;          Segurança de Sobrevivência a Riscos Circunstanciais</p>
<p>&#8211;          Segurança de Acolhida</p>
<p>&#8211;          Segurança de Convívio ou Vivência Familiar, Comunitária e Social</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Fonte: Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</p>
<p>Agora que você já conhece como cada uma das Seguranças Afiançadas deve ser garantida, vamos entender mais sobre como o bloco de financiamento da PSE se relaciona com isso tudo.</p>
<p><strong>Leia também:</strong> <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-impacto-das-emendas-parlamentares-no-orcamento-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener">O Impacto das Emendas Parlamentares no orçamento da Assistência Social</a></p>
<h2><strong><br />
Recursos do bloco de financiamento da PSE</strong></h2>
<p>O Bloco de Financiamento da Proteção Social Especial tem por finalidade garantir a execução dos serviços de média e alta complexidade, conforme estabelecidos na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais:</p>
<ul>
<li>Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</li>
<li>Serviço Especializado em Abordagem Social</li>
<li>Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medidas Socioeducativas de Liberdade Assistida (LA) e Prestação de Serviços à Comunidade (PSC)</li>
<li>Serviço de Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias</li>
<li>Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua</li>
<li>Serviço de Acolhimento Institucional</li>
<li>Serviço de Acolhimento em República</li>
<li>Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora</li>
<li>Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e de Emergências</li>
</ul>
<p>São todos serviços que se destinam a prover proteção social e seguranças a indivíduos e famílias que passam por situações de risco, em virtude da vivência de violências e outras violações de</p>
<p>Diante disso, ao não se destinar recursos financeiros para a execução de tais serviços, tem-se uma lacuna na garantia de proteção social especial: atendimentos essenciais deixam de ser feitos ou acabam sendo acumulados, por exemplo, como funções de equipes de proteção social básica.</p>
<p>Exemplo disso são os municípios que ainda não possuem CREAS implantado e onde não há equipe de referência para a Proteção Social Especial. Os atendimentos acabam ficando por conta das equipes dos CRAS, que se tornam sobrecarregadas e acabam não conseguindo desenvolver a atuação preventiva e proativa nos territórios.</p>
<p>Como consequência, as demandas vão se complexificando, tornando-se mais graves e recaem no campo de atendimento da Alta Complexidade.</p>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-512" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formul%C3%A1rio-b.jpg" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-1024x173.jpg 1024w" alt="faixa formulário beneficio eventual" width="1772" height="300" /></p>
<h3>E nesse ponto importam duas reflexões:</h3>
<p>A primeira delas é o alto custo das ações de Proteção Social Especial de Alta Complexidade, uma vez que tais serviços demandam o acolhimento e a garantia de proteção integral às famílias e indivíduos atendidos.</p>
<p>Quando o trabalho é desenvolvido com efetividade na Média Complexidade, evita-se a necessidade de destinação de vultuosos recursos na Alta Complexidade. Ou seja, a destinação inteligente e planejada do financiamento faz diferença na economia de recursos públicos, inclusive.</p>
<p>Em segundo lugar, devemos ressaltar a questão do financiamento da Proteção Social Básica, que deve ser uma prioridade nos municípios. Uma vez que as ações de prevenção têm por objetivo evitar o agravamento das situações de vulnerabilidade e risco pessoal e social, evita-se a necessidade de altos gastos na Proteção Social Especial.</p>
<p>Nesse sentido, a destinação de recursos financeiros é essencial para a garantia de atendimentos e da oferta de serviços que tenham a capacidade de materializar a proteção social e modificar a realidade das famílias e indivíduos acompanhados.</p>
<p>O planejamento e execução do financiamento da PSE, portanto, devem ser pensados com competência e compromisso com a garantia de direitos da população usuária do SUAS.</p>
<p>Parte essencial desse compromisso é o compartilhamento da responsabilidade pelo financiamento das ações entre União, Estados e Municípios, conforme prevê a Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS):</p>
<p>“Art. 28. O financiamento dos benefícios, serviços, programas e projetos estabelecidos nesta lei far-se-á com os recursos da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, das demais contribuições sociais previstas no <a href="http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#art195">art. 195 da Constituição Federal</a>, além daqueles que compõem o Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).”</p>
<p>Isso porque, para que as equipes dos diversos serviços possam fazer o planejamento das ações a serem realizadas, com base nos objetivos que precisam ser alcançados, é necessário que exista, anteriormente, previsão de financiamento da PSE. Ou seja, é preciso que haja destinação de recursos financeiros por parte dos entes federados (União, Estados e Municípios) para que essas ações possam ser realizadas  .</p>
<p>Por exemplo, para que se possa garantir segurança de acolhida para uma criança afastada do convívio familiar em virtude de uma violação de direitos, é necessário dispor de local de permanência, alimentação, vestuário, profissionais para o atendimento diário e acompanhamento especializado, entre tantos outros itens que, sem recursos financeiros, não será possível prover.</p>
<p><strong>Leia também:</strong> <a href="https://blog.gesuas.com.br/blocos-de-financiamento/" target="_blank" rel="noopener">Desvendando os Blocos de Financiamento no SUAS</a></p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>Como vimos até aqui, as ações da Proteção Social Especial, de Média e Alta Complexidade, tem por objetivo garantir atendimento a famílias e indivíduos em situação de risco, por violação de direitos.</p>
<p>Tais situações demandam ações e recursos (humanos, materiais e financeiros) que garantam um trabalho social voltado ao fortalecimento e/ou reconstrução de vínculos familiares, comunitários e sociais, assim como a oferta de locais de permanência com garantia de alimentação, guarda de pertences, higiene pessoal, ou seja, proteção social integral para indivíduos e famílias.</p>
<p>Não se tratam, pois, de ações que se realizam somente com o trabalho técnico dos profissionais envolvidos, mas que, para se materializarem, necessitam de investimento de recursos públicos de forma considerável.</p>
<p>O que se quer dizer com isso, é que sem orçamento, sem recursos financeiros, não é possível efetivar as ações de PSE e, consequentemente, não há concretude da Política de Assistência Social.</p>
<p>Para finalizar, é importante destacar que a gestão dos recursos do bloco de financiamento da PSE deve traduzir as decisões e prioridades estabelecidas nos instrumentos de planejamento, que devem ser elaborados de forma articulada, a fim de preservar a continuidade dos serviços, garantindo assim aos direitos dos cidadãos usuários.</p>
<p><a class="img-hyperlink" href="https://www.gesuas.com.br/"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" /></a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-utilizacao-dos-recursos-do-bloco-de-financiamento-da-pse-para-assegurar-segurancas-no-suas/">A utilização dos recursos do bloco de financiamento da PSE para assegurar seguranças no SUAS</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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