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	<title>Materiais sobre a Gestão do SUAS - Blog do GESUAS</title>
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	<title>Materiais sobre a Gestão do SUAS - Blog do GESUAS</title>
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		<title>O que é a equipe de referência do SUAS e como ela é composta? </title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:22:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 16 minutos</small> A Constituição de 1988 e o reconhecimento da assistência social como política pública trouxeram a necessidade de consolidação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no Brasil. Desde então, a estruturação das equipes de referência do SUAS se tornou um dos pilares da proteção socioassistencial, conforme apontam diversas normativas e a legislação da área. Essa gestão do trabalho no SUAS requer educação permanente, adequação dos perfis profissionais às necessidades do sistema e definição de planos de carreira, cargos e salários. A compreensão <a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 16 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A Constituição de 1988 e o reconhecimento da assistência social como política pública trouxeram a necessidade de consolidação do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, a estruturação das equipes de referência do SUAS se tornou um dos pilares da proteção socioassistencial, conforme apontam diversas normativas e a legislação da área.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa gestão do trabalho no SUAS requer educação permanente, adequação dos perfis profissionais às necessidades do sistema e definição de planos de carreira, cargos e salários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A compreensão sobre como as equipes de referência do SUAS devem ser compostas e quais são as funções de cada membro é fundamental para qualificar os atendimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, apresentamos o que você precisa saber sobre a composição das equipes da proteção social conforme a realidade do território e discutimos as diferenças entre equipe mínima e equipe de referência. Acompanhe a leitura.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a função da equipe de referência do SUAS? </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As equipes de referência do SUAS são grupos multiprofissionais responsáveis pela organização, oferta e acompanhamento dos serviços socioassistenciais. Sua composição varia conforme o nível de proteção social, o porte do município, o serviço ofertado e as normativas vigentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> orienta que a composição das equipes priorize trabalhadores com vínculos permanentes, especialmente por meio de concurso público, visando garantir continuidade, qualidade e estabilidade na oferta dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a NOB-RH/SUAS estabelece que a constituição dessas equipes deve considerar o total de famílias e indivíduos atendidos na região atendida por elas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, a oferta dos serviços socioassistenciais deve:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ser realizada de forma contínua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">garantir a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acolhida do usuário</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">preservar os</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;"> vínculos familiares e comunitários</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">promover o desenvolvimento das potencialidades sociais.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre equipe mínima e equipe de referência no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do SUAS promove o acolhimento e o atendimento no serviço, indicando as intervenções a serem realizadas, de acordo com os objetivos da </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já as equipes mínimas, geralmente, são compostas apenas por assistente social e psicólogo em municípios que não possuem equipe de referência adequada à NOB-RH/SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos municípios, esse termo é utilizado para se referir à estrutura básica necessária quando a equipe de referência ainda não está plenamente dimensionada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os conceitos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, a diferenciação é importante porque a equipe de referência possui uma concepção mais ampla, relacionada à capacidade técnica necessária para garantir a qualidade dos serviços, o acompanhamento das famílias e a efetivação dos direitos socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender essa diferença auxilia gestores e trabalhadores do SUAS no planejamento de recursos humanos, na organização dos serviços e no cumprimento das normativas da assistência social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que são famílias e indivíduos referenciados?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a NOB-RH/SUAS, a família referenciada é aquela que está inserida em regiões consideradas vulneráveis conforme os indicadores estabelecidos pelo órgão federal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, determinadas famílias e indivíduos que demandam </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica e Proteção Social Especial</span></a><span style="font-weight: 400;"> em algum momento da vida podem ser entendidos como família referenciada, mesmo que estejam fora do território atendido em caráter permanente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação é comum em municípios de pequeno porte que possuem somente um </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, uma única equipe de referência é responsável por atender as famílias e indivíduos referenciados não somente no território de abrangência do CRAS, mas também fora deste.</span></p>
<h2>Como as equipes de referência são compostas?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de profissionais para compor as equipes de referência do SUAS deve considerar a quantidade de famílias referenciadas no território. Veja abaixo como elas devem ser compostas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></h3>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do CRAS</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Pequeno Porte I</b></td>
<td><b>Pequeno Porte II</b></td>
<td><b>Médio, Grande, Metrópole e Distrito Federal </b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">até 2.500 famílias referenciadas</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">até 3.500 famílias referenciadas</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">a cada 5.000 famílias referenciadas</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">2 técnicos de nível superior, sendo 1 assistente social e o outro, obrigatoriamente, psicólogo;</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">3 técnicos de nível superior, sendo 2 assistentes sociais e, obrigatoriamente, 1  psicólogo;</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">4 técnicos de nível superior, sendo 2 assistentes sociais, 1 psicólogo e 1 profissional que compõe o SUAS;</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">2 técnicos de nível médio.</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">3 técnicos de nível médio.</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">4 técnicos de nível médio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOB/SUAS</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=4038" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, os profissionais de psicologia passaram a integrar, obrigatoriamente, as equipes de referência do SUAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resolução aponta ainda quais profissionais podem, preferencialmente, atender as especificidades dos serviços socioassistenciais: antropólogo, economista doméstico, pedagogo e sociólogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também reconhece as ocupações profissionais de ensino médio e fundamental no SUAS, em consonância com a NOB-RH/SUAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses profissionais desempenham atribuições relacionadas à gestão, ao controle social, ao provimento dos serviços, aos programas, projetos e benefícios, à <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">transferência de renda</a> e ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do SCFV é constituída por um técnico de nível superior do CRAS e por orientadores sociais ou educadores sociais. O técnico poderá ser o assistente social, o psicólogo ou outro profissional que integre esta equipe.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa equipe é formada por dois profissionais de nível superior, sendo um assistente social e um psicólogo ou terapeuta ocupacional. Ela pode ter também até 20 profissionais de nível médio e uma coordenação do serviço no território vinculada ao CRAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial</span></h3>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do CREAS</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Municípios em Gestão Inicial e Básica</b></td>
<td><b>Municípios em Gestão Plena e Estados com Serviços Regionais</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento de 50 pessoas/indivíduos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento de 80 pessoas/indivíduos</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 coordenador</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 advogado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2 assistentes sociais</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 assistente social</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2 psicólogos</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 psicólogo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 advogado</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">2 profissionais de nível superior ou médio com abordagem nos seus usuários</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">4 profissionais de nível superior ou médio com abordagem nos usuários</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 auxiliar administrativo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2 auxiliares administrativos</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOB/SUAS</span></a></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do PAEFI</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"><b>Município</b></td>
<td><b>Capacidade de Atendimento</b></td>
<td><b>Equipe de Referência</b></td>
</tr>
<tr>
<td><b>Porte</b></td>
<td><b>Nível de Gestão</b></td>
<td><span style="font-weight: 400;"> </span></td>
<td><span style="font-weight: 400;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Pequeno Porte I e II</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Gestão Inicial Básica</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">50 pessoas/indivíduos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Coordenador</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Assistente Social</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Psicólogo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Advogado</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 Profissionais de nível superior ou médio</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(abordagem dos usuários)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Auxiliar administrativo</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Médio Porte</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Plena</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">80 pessoas/indivíduos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Coordenador</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 Assistentes Sociais</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 Psicólogos</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Advogado</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">4 Profissionais de nível superior ou médio</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(abordagem dos usuários)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 Auxiliares administrativos</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="font-weight: 400;">Alta Complexidade</span></h3>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do Abrigo institucional, Casa-Lar e Casa de Passagem</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Profissional/Função</b></td>
<td><b>Escolaridade</b></td>
<td><b>Quantidade</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível Superior ou Médio</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional referenciado para até 20 usuários acolhidos em, no máximo, 2 equipamentos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Cuidador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível médio e qualificação específica</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para até 10 usuários, por turno. A quantidade de cuidador por usuário deverá ser aumentada quando houver usuários que demandem atenção específica (com deficiência, com necessidades específicas de saúde, pessoas soropositivas, idade inferior a um ano, pessoa idosa com Grau de Dependência II ou III, dentre outros). Para tanto, deverá ser adotada a seguinte relação: a) 1 cuidador para cada 8 usuários, quando houver 1 usuário com demandas específicas; b) 1 cuidador para cada 6 usuários, quando houver 2 ou mais usuários com demandas específicas.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Auxiliar Cuidador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível fundamental e qualificação específica</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para até 10 usuários, por turno. A quantidade de cuidador usuário deverá ser aumentada quando houver usuários que demandem atenção específica (com deficiência, com necessidades específicas de saúde, pessoas soropositivas, idade inferior a um ano, pessoa idosa com Grau de Dependência II ou III, dentre outros). Para tanto, deverá ser adotada a seguinte relação: a) 1 auxiliar de cuidador para cada 8 usuários, quando houver 1 usuário com demandas específicas; b) 1 auxiliar de cuidador para cada 6 usuários, quando houver 2 ou mais usuários com demandas específicas.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do Programa Família Acolhedora</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Profissional/Função</b></td>
<td><b>Escolaridade</b></td>
<td><b>Quantidade</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional referenciado para até 20 usuários.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Assistente Social</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para atendimento a, no máximo, 20 usuários em até dois equipamentos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Psicólogo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para atendimento a, no máximo, 20 usuários em até dois equipamentos.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência para </span><span style="font-weight: 400;">República</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Profissional/Função</b></td>
<td><b>Escolaridade</b></td>
<td><b>Quantidade</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional referenciado para até 45 usuários acolhidos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Assistente Social</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para acompanhamento de até 15 famílias acolhedoras e atendimento a até 15 famílias de origem dos usuários atendidos nesta modalidade.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Psicólogo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para acompanhamento de até 15 famílias acolhedoras e atendimento a até 15 famílias de origem dos usuários atendidos nesta modalidade.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência Instituições de Longa Permanência para Idosos </span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Profissional/Função</b></td>
<td><b>Escolaridade</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior ou médio</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Cuidadores</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível médio</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Assistente Social</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Psicólogo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Profissional para desenvolvimento de atividades socioculturais</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Profissional de limpeza</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível fundamental</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Profissional de alimentação</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível fundamental</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Profissional de lavanderia</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível fundamental</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="font-weight: 400;">Gestão do SUAS</span></h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Gestão</b></td>
<td><b>Funções Essenciais</b></td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="9"><span style="font-weight: 400;">Gestão Municipal</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Gestão do Sistema Municipal de Assistência Social</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenação da Proteção Social Básica</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenação da Proteção Social Especial</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Planejamento e Orçamento</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Gerenciamento do Fundo Municipal de Assistência Social</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Gerenciamento dos Sistemas de Informação Monitoramento e Controle da Execução dos Serviços, Programas, Projetos e Benefícios</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Monitoramento e Controle da Rede Socioassistencial</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Gestão do Trabalho</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Apoio às Instâncias de Deliberação</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como é o trabalho das equipes de referência no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da equipe de referência é pautado na oferta de atenção integral às famílias e indivíduos. Na Proteção Social Básica, essa atuação acontece por meio do CRAS e do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho social com as famílias no PAIF tem o objetivo de prevenir situações de risco e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, fortalecer os vínculos familiares e comunitários e garantir o acesso da população a benefícios eventuais e de transferência de renda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito da Proteção Social Especial, o trabalho é feito pelo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pelo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paefi/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos casos em que ocorrem violações de direitos, o PAEFI direciona as suas ações para a superação dessas situações no escopo da média complexidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, a proteção social especial de alta complexidade oferece atendimento integral e ininterrupto para crianças, adolescentes e adultos, nas seguintes modalidades: serviço de acolhimento institucional, em repúblicas; família acolhedora e proteção em situações de calamidade e emergência.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais os princípios éticos a serem seguidos pelos trabalhadores do SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho das equipes de referência tem uma dimensão técnica e uma dimensão ética, e as duas estão interligadas na prática cotidiana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A NOB-RH/SUAS define os princípios que devem nortear a conduta dos profissionais do SUAS, articulando os compromissos de cada categoria à responsabilidade coletiva da equipe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São esses princípios que sustentam a relação com os usuários e garantem que os serviços se realizem com qualidade e respeito aos direitos. Veja a seguir quais são eles.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Defesa intransigente dos direitos socioassistenciais e construção de estratégias para garanti-los.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comprometimento com a oferta de serviços socioassistenciais de qualidade, por meio do trabalho social.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Produção de vínculos com os usuários.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Proteção da privacidade e garantia do sigilo profissional.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reconhecimento do direito dos usuários aos benefícios, programas de transferência de renda e inserção profissional e social.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Incentivo à participação social dos usuários.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Garantia do acesso da população à Assistência Social sem qualquer discriminação.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Restituição à população dos resultados de estudos e pesquisas, garantindo que essas informações sirvam aos interesses dos próprios usuários.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Redução de barreiras burocráticas que dificultam o acesso aos serviços, contribuindo para um atendimento mais direto e eficiente.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecer esses princípios é o ponto de partida, mas a sua aplicação exige que a equipe incorpore cada um deles ao planejamento das ações, ao atendimento direto e à relação com o território. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O papel dos gestores na garantia dos serviços socioassistenciais</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Garantir a composição das equipes de referência conforme previsto na NOB-RH/SUAS pode ser um desafio para os gestores municipais, principalmente em municípios de pequeno porte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de estrutura do órgão gestor, a precarização dos contratos de trabalho e o desconhecimento das normativas que regem o SUAS por parte dos gestores prejudicam a oferta dos serviços socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, a NOB-RH/SUAS prevê a realização de concurso público, a construção de plano de carreiras, cargos e salários e a capacitação constante das equipes de referência para lidar com os desdobramentos da questão social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, é essencial que a gestão da assistência social, a administração municipal e seu setor jurídico concentrem seus esforços no cumprimento de tais premissas durante a composição das equipes de referência.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O alicerce legal do SUAS é fundamental para a sua consolidação em todo o território nacional. Diante disso, a NOB-RH/SUAS assume um papel central ao definir o conceito de equipes de referência e explicitar quais profissionais compõem as equipes em cada nível de proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio dessa norma, a continuidade dos serviços socioassistenciais passa a ser vista como um direito da população. Além disso, os trabalhadores contam com mais segurança para reivindicarem as condições necessárias para o pleno exercício de suas funções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, para que a proteção social cumpra as suas atribuições, a implantação das diretrizes previstas no estabelecimento das equipes de referência deve ser garantida pelas gestões municipais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a qualificação dos serviços, benefícios e programas socioassistenciais demanda a integração de dados e serviços na rotina da gestão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, a plataforma da GESUAS conta com recursos que facilitam os registros, o acompanhamento dos atendimentos e os processos de gestão socioassistencial. Clique abaixo para conhecer.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que são equipes de referência no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">São grupos multiprofissionais responsáveis pela oferta, acompanhamento e gestão dos serviços socioassistenciais. A composição delas varia conforme o porte do município, o nível de proteção social e a unidade de atendimento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem são os profissionais que trabalham no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A NOB-RH/SUAS organiza a força de trabalho do SUAS em três eixos: gestão do sistema, vigilância socioassistencial e execução direta dos serviços. Em cada um deles atuam assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, advogados, orientadores sociais e cuidadores, entre outros profissionais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem são os técnicos de referência do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">São profissionais de nível superior, principalmente assistentes sociais e psicólogos, responsáveis pelo acompanhamento das famílias, desenvolvimento do PAIF e articulação da rede socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem compõe a equipe de referência do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela é formada, no mínimo, por assistentes sociais e psicólogos, podendo incluir outros profissionais conforme a demanda do território, o porte do município e as orientações da NOB-RH/SUAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais normativas regulamentam a equipe de referência do SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição e atuação das equipes de referência são regulamentadas principalmente pela NOB-RH/SUAS, pela NOB/SUAS, pela Política Nacional de Assistência Social (PNAS), pela Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais e por resoluções do CNAS relacionadas à gestão do trabalho.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Constituição da República Federativa do Brasil de 1988</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=4038" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução nº 17 Conselho Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=4038" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução nº 9 Conselho Nacional de Assistência Social</span></a></li>
</ul>
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		<title>Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil: entenda como funciona o MROSC</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/marco-regulatorio-das-organizacoes-da-sociedade-civil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações da Sociedade Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 13 minutos</small> As parcerias entre o poder público e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) fazem parte da realidade da assistência social em muitos municípios brasileiros.  Com o crescimento dessas parcerias, surgiu também a necessidade de criar regras mais claras para garantir planejamento, transparência e segurança jurídica.  Nesse cenário, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) passou a ocupar um papel central na organização das relações entre a administração pública e as OSCs. Compreender as mudanças trazidas pelo MROSC ajuda os profissionais <a href="https://blog.gesuas.com.br/marco-regulatorio-das-organizacoes-da-sociedade-civil/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 13 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">As parcerias entre o poder público e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) fazem parte da realidade da assistência social em muitos municípios brasileiros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o crescimento dessas parcerias, surgiu também a necessidade de criar regras mais claras para garantir planejamento, transparência e segurança jurídica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) passou a ocupar um papel central na organização das relações entre a administração pública e as OSCs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender as mudanças trazidas pelo MROSC ajuda os profissionais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) a fortalecerem a gestão socioassistencial e reduzirem as dificuldades que aparecem na rotina administrativa e técnica dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste artigo, você vai entender o que é o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, como funcionam as parcerias previstas na legislação e quais impactos ele traz para a política de assistência social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) é o conjunto de regras estabelecido pela Lei nº 13.019/2014 para regulamentar as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, definindo critérios para seleção, execução, monitoramento e prestação de contas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele definiu regras específicas para formalização, execução, monitoramento e prestação de contas das parcerias entre a administração pública e as Organizações da Sociedade Civil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes do MROSC, muitas relações entre governos e entidades eram realizadas por meio de convênios que não consideravam as particularidades das organizações sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso gerava insegurança jurídica, fragilidade nos processos de acompanhamento e dificuldades na avaliação dos resultados alcançados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><a href="https://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.019-2014?OpenDocument" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">nova legislação</span></a><span style="font-weight: 400;">, as parcerias passaram a exigir maior planejamento, definição de metas e mecanismos de transparência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, isso impacta diretamente a organização da rede socioassistencial e a execução de serviços ligados à</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">proteção social básica e especial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da formalização das parcerias, o MROSC também reforça o acompanhamento técnico das ações desenvolvidas no território, especialmente em serviços continuados executados por entidades socioassistenciais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que mudou com a Lei nº 13.019/2014?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal mudança trazida pela legislação foi a criação de instrumentos específicos para as parcerias entre administração pública e OSCs, como o termo de colaboração, o termo de fomento e o acordo de cooperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os convênios utilizados de forma ampla, inclusive em situações que exigiam fluxos diferentes de acompanhamento e execução, passaram por revisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a legislação passou a estabelecer o chamamento público como regra para seleção das organizações parceiras, ampliando a transparência e a impessoalidade dos processos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra mudança importante foi a valorização do plano de trabalho e do acompanhamento das metas pactuadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o foco deixa de estar apenas na análise documental e passa a considerar também os impactos produzidos pela parceria no território.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem precisa cumprir o MROSC?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco deve ser seguido por diferentes órgãos e entidades sempre que houver parceria entre a administração pública e organizações da sociedade civil para execução de projetos, programas ou serviços financiados com recursos públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais envolvidos nesse processo estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">secretarias municipais, estaduais e federais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fundos públicos vinculados às políticas sociais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">autarquias e demais órgãos da administração pública;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizações da sociedade civil (OSCs) que executam ações financiadas pelo poder público.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, esse Marco faz parte do cotidiano de gestores, equipes técnicas e integrantes do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cmas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Conselho Municipal de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente nos processos de acompanhamento, monitoramento e avaliação das entidades socioassistenciais.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como funcionam as parcerias entre poder público e OSCs?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O MROSC estabelece instrumentos jurídicos específicos para organizar as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses instrumentos ajudam a definir responsabilidades, metas, formas de acompanhamento e critérios de execução das ações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, o planejamento funciona como um alinhamento inicial entre gestão pública e entidade parceira. Ainda, a clareza sobre os objetivos, indicadores e fluxos traz mais eficiência ao longo da execução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção do plano de trabalho é outra etapa dessa parceria. Ela detalha atividades, metas, prazos e formas de monitoramento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo incentiva a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/gestao-e-monitoramento-das-entidades/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">gestão e o monitoramento</span></a><span style="font-weight: 400;"> das parcerias, especialmente em serviços continuados do SUAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é termo de colaboração?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No termo de colaboração, a iniciativa da parceria parte da administração pública. O poder público identifica uma demanda relacionada à</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-no-suas-politicas-publicas-no-enfrentamento-as-desigualdades-sociais/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">política pública</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seleciona uma OSC para executar a ação prevista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo costuma ser utilizado quando o município já possui planejamento definido para determinado serviço ou projeto socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é termo de fomento?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do termo de colaboração, o termo de fomento nasce a partir de uma proposta apresentada pela própria organização da sociedade civil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caso, a OSC apresenta um projeto ou ação de interesse público e, após análise e aprovação da administração pública, a parceria pode receber apoio financeiro para execução das atividades previstas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é acordo de cooperação?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não há transferência de recursos financeiros, o instrumento aplicável é o acordo de cooperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situações de cooperação institucional, compartilhamento de espaços ou </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">articulação em rede</span></a><span style="font-weight: 400;"> são os contextos mais comuns para esse instrumento.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><b>intersetorialidade no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é chamamento público e por que ele é importante?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O chamamento público é o procedimento utilizado para selecionar a organização da sociedade civil que realizará determinada parceria com a administração pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo é garantir transparência, critérios objetivos de seleção e igualdade de participação entre as entidades interessadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ajuda a reduzir fragilidades nos processos de escolha e favorece a utilização adequada dos recursos públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, o chamamento público também contribui para qualificar a organização da rede socioassistencial e ampliar a clareza sobre responsabilidades e metas das parcerias.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando há dispensa ou inexigibilidade de chamamento público?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A legislação prevê casos específicos em que o chamamento público pode ser dispensado ou considerado inexigível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas situações incluem contextos de urgência, risco à continuidade dos serviços ou inviabilidade de competição entre organizações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, mesmo com inexigibilidade, a administração pública também precisa justificar tecnicamente a decisão e manter a transparência do processo.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o MROSC impacta a política de assistência social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil na assistência social é direto porque muitas ofertas do SUAS acontecem em parceria com OSCs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazem parte dessa rede compartilhada de proteção social:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">serviços de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ações comunitárias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atividades do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os fluxos de acompanhamento são frágeis, dificuldades administrativas podem afetar a continuidade das ações no território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o MROSC ajuda a expandir o planejamento, o monitoramento e a organização das parcerias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, informações produzidas pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/principais-fontes-de-informacoes-para-a-vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Vigilância Socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> podem contribuir para o planejamento das parcerias, auxiliando na identificação de demandas territoriais, das prioridades de atendimento e das necessidades de expansão da rede socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualificação desses processos também depende de instrumentos técnicos consistentes, principalmente no registro das ações, no acompanhamento familiar e na produção de informações para análise territorial. </span></p>
<p><b>Saiba mais sobre como a</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <b>instrumentalidade no Serviço Social</b></a><b> estimula a intervenção profissional e contribui para a gestão das parcerias!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual o papel das OSCs no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As Organizações da Sociedade Civil (OSCs) têm papel importante na oferta da proteção social dentro do SUAS, especialmente em municípios e territórios com alta demanda por atendimentos e serviços continuados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando executam serviços socioassistenciais em parceria com o poder público, as OSCs devem observar as normativas do SUAS, incluindo a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que as ofertas precisam seguir objetivos, público atendido e padrões de funcionamento definidos nacionalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da execução dos serviços socioassistenciais, as OSCs também participam de espaços de articulação comunitária, controle social e construção das políticas públicas, fomentando a integração entre território, gestão pública e rede socioassistencial.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais desafios na prestação de contas e monitoramento do MROSC?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os maiores desafios do MROSC estão a organização documental, a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/prestacao-de-contas-para-o-cmas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">prestação de contas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o acompanhamento das metas previstas no plano de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina da assistência social, equipes frequentemente lidam com demandas urgentes do território e múltiplas responsabilidades administrativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os processos internos não estão bem organizados, pequenas falhas podem gerar retrabalho, atrasos e dificuldades no acompanhamento das parcerias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, a prestação de contas funciona como ferramenta de transparência e qualificação da gestão.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que muda na prestação de contas?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o MROSC, a análise deixa de considerar apenas os documentos financeiros e passa a avaliar os resultados alcançados pela parceria, o que torna o cumprimento das metas, dos indicadores e do objeto pactuado o principal critério de acompanhamento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais erros que podem comprometer uma parceria?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns problemas aparecem com frequência na execução das parcerias:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ausência de planejamento adequado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">metas pouco objetivas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">falhas documentais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">monitoramento insuficiente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">comunicação limitada entre gestão e OSC;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">prestação de contas incompleta.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas dessas dificuldades surgem quando os fluxos internos não estão bem definidos ou quando não existe alinhamento contínuo entre equipes técnicas e administrativas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como aplicar o MROSC de forma mais eficiente na assistência social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação eficiente do MROSC depende de alguns fatores, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a elaboração do plano de trabalho;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o acompanhamento permanente das ações desenvolvidas no território;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a integração entre equipes técnicas, administrativas e financeiras.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, processos claros ajudam a reduzir sobrecarga e melhorar a continuidade dos serviços ofertados à população.</span></p>
<p><b>Veja também como o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><b>relatório social</b></a><b> pode ser usado para qualificar os registros e o monitoramento das ações!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como desenvolver a aplicação do Marco Regulatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas estratégias contribuem para a aplicação do MROSC:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">investir em capacitação contínua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizar fluxos internos de acompanhamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">definir indicadores objetivos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter documentação atualizada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecer espaços de diálogo com as OSCs;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">integrar acompanhamento técnico e administrativo.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a importância do diálogo entre gestão pública e OSCs? </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunicação contínua entre gestão pública e organizações da sociedade civil contribui para reduzir conflitos operacionais, alinhar responsabilidades e fortalecer o acompanhamento das ações executadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, os mecanismos de monitoramento e avaliação das parcerias, previstos na Lei nº 13.019/2014, evidenciam a importância da troca permanente de informações entre equipes técnicas, gestão e entidades parceiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há espaços permanentes de diálogo, as equipes conseguem identificar dificuldades com mais rapidez, ajustar fluxos de trabalho e melhorar a articulação entre serviços e território, consolidando a transparência das parcerias e a continuidade da proteção social ofertada às famílias.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil mudou a forma como as parcerias entre gestão pública e OSCs são organizadas dentro da assistência social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o MROSC, foram criados processos mais estruturados, critérios mais claros de acompanhamento e maior responsabilidade na execução e monitoramento das ações desenvolvidas no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação do Marco Regulatório depende da capacidade de organizar informações, acompanhar metas e integrar processos técnicos e administrativos no cotidiano da gestão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS contribui para qualificar a gestão socioassistencial, apoiar o acompanhamento das ações e fortalecer as rotinas do SUAS. Clique abaixo para conhecer.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é marco regulatório das Organizações da Sociedade Civil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil é o conjunto de regras criado pela Lei nº 13.019/2014 para regulamentar as parcerias entre administração pública e OSCs.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o marco regulatório da Lei 13.019 de 2014?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lei nº 13.019/2014 estabelece normas para seleção, formalização, execução, monitoramento e prestação de contas das parcerias entre poder público e organizações da sociedade civil.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é a Lei das Organizações da Sociedade Civil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É a legislação que organiza juridicamente as parcerias entre governo e entidades sem fins lucrativos, trazendo mais transparência, planejamento e controle.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode firmar parceria pelo MROSC?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Podem firmar parcerias pelo MROSC as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que atendam aos requisitos previstos na Lei nº 13.019/2014 e nos editais de chamamento público, quando aplicáveis.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O MROSC substituiu os convênios?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, o MROSC criou instrumentos próprios, como o termo de colaboração e o termo de fomento. Entretanto, os convênios continuam sendo utilizados em outras situações previstas na legislação.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O chamamento público é obrigatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O chamamento público é o procedimento utilizado para selecionar organizações da sociedade civil de forma transparente e impessoal. A legislação prevê exceções específicas de dispensa e inexigibilidade.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.019-2014?OpenDocument" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://mpce.mp.br/wp-content/uploads/2015/10/ENTENDENDO-A-LEI-13.019.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Entendendo a Lei Federal nº 13.019/14</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13019.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei nº 13.019/2014</span></a></li>
</ul>
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		<title>Psicólogo no CRAS e no CREAS: qual é seu papel na proteção social?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.blog.gesuas.com.br/?p=260</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 12 minutos</small> O psicólogo integra as equipes de referência do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), desempenhando funções específicas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).  Porém, ainda existem dúvidas sobre quais atividades fazem parte dessa atuação e quais demandas devem ser encaminhadas para outros serviços. Nos cursos de Psicologia, é comum a ênfase na prática clínica. Com isso, muitos profissionais ingressam na assistência social sem contato aprofundado com os marcos normativos que <a href="https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 12 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O psicólogo integra as equipes de referência do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, desempenhando funções específicas no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, ainda existem dúvidas sobre quais atividades fazem parte dessa atuação e quais demandas devem ser encaminhadas para outros serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos cursos de Psicologia, é comum a ênfase na prática clínica. Com isso, muitos profissionais ingressam na assistência social sem contato aprofundado com os marcos normativos que organizam o SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o desconhecimento sobre a atuação do psicólogo no SUAS também é frequente entre os usuários do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As referências técnicas do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> orientam para uma atuação voltada à </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção social</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao fortalecimento de vínculos e ao trabalho interdisciplinar com famílias e comunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá qual é o papel do psicólogo no CRAS e no CREAS, quais são os limites da atuação, como ocorre a articulação com o Serviço Social e quais competências fortalecem o exercício profissional no território.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel do psicólogo no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O psicólogo no CRAS deve contribuir para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, a prevenção de situações de risco social e o desenvolvimento da autonomia das famílias acompanhadas pela proteção social básica, considerando os recursos e potencialidades presentes no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, sua atuação ocorre por meio de atendimentos psicossociais, atividades coletivas, ações comunitárias e trabalho interdisciplinar com a equipe de referência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa atuação não substitui a psicoterapia e segue as </span><a href="https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/12/Nota-te%CC%81cnica-web.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">normas técnicas do Conselho Federal de Psicologia</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a inclusão da Psicologia na Política Nacional de Assistência Social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o psicólogo no SUAS trabalha a partir das </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">demandas do território</span></a><span style="font-weight: 400;">, considerando as condições sociais, familiares e comunitárias que influenciam a vida dos usuários.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como a Psicologia contribui para os objetivos da proteção social básica?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho do psicólogo no CRAS está alinhado aos objetivos do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecer vínculos; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ampliar o acesso a direitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estimular a participação social das famílias acompanhadas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, a conduta profissional considera a realidade social, econômica e cultural do território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dessa leitura, o psicólogo identifica recursos individuais e coletivos que podem ser mobilizados para </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">reduzir vulnerabilidades</span></a><span style="font-weight: 400;">, fortalecer capacidades protetivas e estimular a rede de apoio das famílias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também busca reconhecer potencialidades já existentes nos indivíduos, famílias e comunidades, favorecendo processos de autonomia e participação social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, o diálogo entre o saber técnico e a experiência cotidiana contribui para os processos de mobilização social e a participação comunitária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais atividades fazem parte da rotina do psicólogo no CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No cotidiano do CRAS, o psicólogo participa de diferentes ações voltadas à </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">, entre elas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">acolhida das famílias que chegam à unidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atendimentos individuais e familiares de caráter psicossocial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">condução de atividades coletivas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">participação em grupos do PAIF;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento de ações comunitárias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">articulação com serviços e políticas públicas do território.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas atividades mantêm foco preventivo e buscam fortalecer a convivência familiar e comunitária, sem configurar acompanhamento clínico continuado.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O psicólogo realiza atendimento clínico no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. O CRAS não substitui os serviços de saúde mental e não realiza psicoterapia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença do psicólogo na equipe frequentemente gera a expectativa de atendimento clínico tradicional. Entretanto, a finalidade da unidade é desenvolver ações de proteção social, e não ofertar tratamento psicológico continuado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho desenvolvido no CRAS possui caráter psicossocial e territorial. A psicoterapia exige enquadre clínico específico, continuidade do atendimento e objetivos terapêuticos que não fazem parte da organização dos serviços socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse motivo, o psicólogo realiza acolhimentos, atendimentos pontuais, visitas domiciliares, oficinas e atividades coletivas voltadas ao fortalecimento de vínculos e à prevenção de riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como proceder quando há demanda por acompanhamento psicológico?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando uma família apresenta necessidade de acompanhamento psicológico continuado, a equipe realiza o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamento para a rede</span></a><span style="font-weight: 400;"> de saúde mental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, o psicólogo do CRAS atua como articulador entre os serviços, ajudando a garantir que o encaminhamento não interrompa o acompanhamento socioassistencial já realizado pela equipe de referência.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre como funciona a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><b>articulação em rede no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/formulario-de-encaminhamento?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Formul%C3%A1rio+Encaminhamento+SUAS&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2073" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png" alt="Modelo de Formulário de Encaminhamento para CRAS, CREAS e SUAS em geral para download" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-320x54.png 320w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-640x108.png 640w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-360x61.png 360w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-720x122.png 720w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1080x183.png 1080w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-800x135.png 800w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1280x217.png 1280w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a diferença entre a atuação do psicólogo e do assistente social no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o assistente social atua na mediação do acesso a direitos, benefícios e políticas públicas, o psicólogo contribui para a compreensão dos aspectos subjetivos envolvidos nas situações de vulnerabilidade e risco social, articulando essa análise ao contexto familiar, comunitário e territorial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas profissões possuem competências próprias e complementares, o que torna indispensável a atuação integrada dentro da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">equipe de referência</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como é o trabalho do assistente social no CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A garantia de direitos e o acesso das famílias às políticas públicas estão no centro da atuação do assistente social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre suas atribuições estão a realização de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">estudos sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visitas domiciliares</span></a><span style="font-weight: 400;">, encaminhamentos e acompanhamento de demandas relacionadas à proteção social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, o foco do trabalho está na mediação entre usuários, serviços e benefícios disponíveis na rede socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que caracteriza a intervenção do psicólogo no CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os aspectos subjetivos presentes nas situações de vulnerabilidade social constituem o principal campo de atuação do psicólogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conflitos familiares, rompimentos de vínculos, processos de luto e dificuldades de convivência são exemplos de situações que podem demandar essa leitura especializada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, a análise psicológica contribui para a construção de estratégias de acompanhamento compatíveis com os objetivos da proteção social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como ocorre a atuação interdisciplinar na equipe de referência?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação interdisciplinar reúne diferentes olhares sobre uma mesma situação familiar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Psicólogo e assistente social compartilham informações, discutem hipóteses de intervenção e definem responsabilidades dentro do acompanhamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, uma visita domiciliar realizada pelo assistente social pode identificar dificuldades de convivência familiar que serão aprofundadas posteriormente pelo psicólogo durante os atendimentos psicossociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os registros técnicos e os espaços de discussão de caso ajudam a organizar esse trabalho conjunto e tornam as decisões da equipe mais consistentes.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o psicólogo atua no CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O psicólogo no CREAS atua em situações nas quais já existe </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seu trabalho envolve acolhimento, escuta qualificada, acompanhamento psicossocial e participação na construção de estratégias de proteção para indivíduos e famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação ocorre em conjunto com assistentes sociais e outros profissionais da equipe multiprofissional, conforme prevê a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, esse trabalho está vinculado ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paefi/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;">, principal serviço ofertado pelo CREAS.</span></p>
<p><b>Veja também como </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/psb-e-pse-servicos-e-fluxos-entre-cras-e-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>estruturar os serviços e o fluxo entre CRAS e CREAS</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais situações demandam atuação psicológica no CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as situações mais frequentes estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">violência doméstica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">violência sexual;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">trabalho infantil;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">situação de rua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cumprimento de medidas socioeducativas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">rompimento de vínculos familiares.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todos esses casos, o acompanhamento ocorre de forma articulada com a rede de proteção. Quando necessário, o plano de intervenção pode envolver medidas de proteção e encaminhamentos para outros serviços especializados.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais competências o psicólogo precisa desenvolver para atuar no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O psicólogo do SUAS precisa compreender a organização da política de assistência social, conhecer os serviços da rede e desenvolver capacidade de trabalho interdisciplinar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o domínio dos marcos normativos do SUAS ajuda o psicólogo a identificar corretamente suas atribuições dentro da política pública.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais conhecimentos fortalecem a atuação do psicólogo no território?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os conhecimentos sobre proteção social, garantia de direitos e trabalho em rede ajudam esse profissional a reconhecer os recursos disponíveis no território e a construir os encaminhamentos mais qualificados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra compreensão é relevante diz respeito aos fluxos entre assistência social, saúde, educação e sistema de garantia de direitos. Esse entendimento favorece a continuidade do acompanhamento das famílias e reduz as barreiras de acesso aos serviços necessários.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como as atividades coletivas ampliam os resultados do trabalho?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Grupos e ações comunitárias ampliam o alcance das intervenções porque permitem que experiências individuais sejam discutidas de forma coletiva, fortalecendo vínculos e redes de apoio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses espaços, o psicólogo não atua como terapeuta do grupo. Seu papel é planejar metodologias participativas, estimular reflexões, facilitar o diálogo entre os participantes e identificar fatores que influenciam a convivência familiar e comunitária.</span></p>
<p><b>Aproveite para conferir também </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" target="_blank" rel="noopener"><b>ideias de temas para oficinas com as famílias no PAIF</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A especificidade da atuação do psicólogo no SUAS está na capacidade de relacionar os processos subjetivos às condições sociais vivenciadas pelas famílias que são acompanhadas pelos serviços socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa perspectiva amplia a compreensão das situações atendidas e fortalece a construção de estratégias de proteção compatíveis com os objetivos da política de assistência social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento qualificado a partir das demandas do território é fundamental para que esse trabalho se torne capaz de responder às demandas do território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, é preciso contar com recursos que organizam os registros, monitoram os atendimentos e apoiam a gestão cotidiana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GESUAS contribui diretamente para essa qualificação da atuação técnica ao apoiar o trabalho das equipes, fortalecendo a organização dos serviços e a condução do acompanhamento socioassistencial. Conheça a seguir.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual o papel do psicólogo dentro do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Contribuir para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, a prevenção de riscos sociais e o desenvolvimento da autonomia das famílias.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Tem psicólogo pelo CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O CRAS pode contar com psicólogos na equipe de referência, que atuam no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários por meio de atendimentos psicossociais, grupos e ações no território. Porém, o atendimento por meio da psicoterapia, não faz parte das atribuições do serviço.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são as referências técnicas para atuação do psicólogo no CRAS/SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no CRAS/SUAS do Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH/SUAS) são as principais referências.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que o psicólogo faz no CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele atua no acompanhamento de indivíduos e famílias que vivenciam situações de violência, negligência ou rompimento de vínculos familiares. O trabalho envolve acolhimento, escuta qualificada e apoio na construção de estratégias de proteção e fortalecimento dos vínculos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel do psicólogo no CRAS e no CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, o psicólogo atua na prevenção de situações de risco social e no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. No CREAS, acompanha indivíduos e famílias em situações de violação de direitos, contribuindo para a proteção social e a reconstrução de vínculos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O psicólogo e o assistente social realizam as mesmas atividades?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. Cada profissão possui competências específicas, embora atuem de forma integrada na equipe de referência.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O psicólogo do CRAS e do CREAS pode realizar visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. A visita domiciliar pode fazer parte da atuação do psicólogo tanto no CRAS quanto no CREAS, desde que esteja relacionada aos objetivos do acompanhamento socioassistencial. Essa atividade contribui para a compreensão da realidade familiar, das relações comunitárias e das condições que influenciam as situações vivenciadas pelos usuários.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/12/Nota-te%CC%81cnica-web.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no CRAS/SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH/SUAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Orientacoes_PAIF_2.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas sobre o PAIF</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas do CRAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas do CREAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais </span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Plano Decenal de Assistência Social: o que é e qual é o seu papel no SUAS?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/plano-decenal-de-assistencia-social/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/plano-decenal-de-assistencia-social/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Thainá Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 29 May 2026 13:07:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[controle social]]></category>
		<category><![CDATA[gestão do suas]]></category>
		<category><![CDATA[planejamento]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 12 minutos</small> O Plano Decenal de Assistência Social define as prioridades do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em ciclos de dez anos.  Esse documento foi construído a partir de acordos entre União, estados, municípios e sociedade civil. Dessa forma, a medida se consolidou como referência para o planejamento e o monitoramento da política socioassistencial no país. Em 2026, será encerrado o período vigente do II Plano, que teve início em 2016. Com isso, é importante que as gestões municipais estejam preparadas para os <a href="https://blog.gesuas.com.br/plano-decenal-de-assistencia-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 12 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O Plano Decenal de Assistência Social define as prioridades do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) em ciclos de dez anos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse documento foi construído a partir de acordos entre União, estados, municípios e sociedade civil. Dessa forma, a medida se consolidou como referência para o planejamento e o monitoramento da política socioassistencial no país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2026, será encerrado o período vigente do II Plano, que teve início em 2016. Com isso, é importante que as gestões municipais estejam preparadas para os debates, avaliações e as decisões em relação aos objetivos que estarão em foco na próxima década.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, há a tramitação de uma proposta para tornar o Plano Decenal obrigatório na </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso essa mudança seja efetivada, as metas do SUAS e a responsabilidade dos entes federados podem ganhar mais estabilidade institucional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, detalhamos o que é o Plano Decenal de Assistência Social, como ele influencia a gestão municipal, quais metas estruturam o ciclo vigente e o que os municípios precisam saber sobre o próximo período.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o Plano Decenal de Assistência Social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Plano Decenal de Assistência Social é o instrumento de planejamento estratégico do SUAS que organiza as metas nacionais desta área em ciclos de dez anos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A iniciativa orienta as decisões sobre financiamento, as prioridades da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">rede socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a capacidade de resposta dos municípios às demandas sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o plano atua como uma referência contínua para a execução da </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/politica-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://bibliotecadigital.mdh.gov.br/jspui/bitstream/192/12404/1/ii-plano-decenal-assistenciasocial.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">II Plano Decenal da Assistência Social (2016–2026) &#8211;  Proteção Social para todos os brasileiros</span></a><span style="font-weight: 400;"> surgiu após a avaliação do primeiro ciclo e os debates realizados na X Conferência Nacional de Assistência Social. A elaboração envolveu gestores, conselhos e representantes da sociedade civil.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a função do Plano Decenal no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, o documento determina ações que ultrapassam mandatos eletivos e ajuda a manter a continuidade das ofertas da assistência social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A versão atual prevê diretrizes e objetivos estratégicos para alcançar uma proteção social acessível em todo o território nacional, considerando as diferenças regionais e as especificidades dos públicos atendidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, o plano reduz os riscos de mudanças de prioridades por interesses políticos e constrói um compromisso de longo prazo com a proteção social a partir das metas definidas de forma conjunta entre os entes federados.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o Plano Decenal orienta a gestão municipal?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As diretrizes do Plano Decenal orientam o planejamento municipal, a execução dos serviços, programas e benefícios socioassistenciais, assim como e a definição de medidas prioritárias na rede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse documento é utilizado como referência na rotina dos profissionais do SUAS, pois ajuda a sustentar decisões técnicas com mais consistência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, as gestões municipais aplicam o ciclo decenal na ampliação de serviços, na estruturação da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/principais-fontes-de-informacoes-para-a-vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;">, na elaboração do Plano Municipal de Assistência Social, entre outras ações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da organização dos serviços, o Plano Decenal também influencia o planejamento orçamentário e financeiro da assistência social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As diretrizes nacionais do SUAS servem de referência para a elaboração do Plano Plurianual (PPA), da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso ajuda os municípios a justificar as prioridades de investimento, a ampliar a capacidade de pactuação federativa e a estruturar as estratégias de expansão da rede socioassistencial com base nas demandas do território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A articulação entre as diretrizes nacionais e a execução municipal está prevista na </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/norma-operacional-basica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como funciona a elaboração do Plano Decenal?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, o plano é construído pela negociação entre o</span><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/conselhos/cnas" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a Comissão Intergestores Tripartite (CIT) para garantir a participação dos três entes federados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CNAS, os representantes do governo federal e da sociedade civil aprovam as diretrizes, deliberam sobre as prioridades e homologam o plano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os debates ocorrem em plenária e são guiados pelas resoluções produzidas nas Conferências Nacionais de Assistência Social, que reúnem delegados de todo o país.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, a CIT é o espaço de pactuação entre os gestores dos três entes federados: União, estados e municípios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na CIT, são negociadas metas, prazos e responsabilidades de cada nível de governo. A CIT não delibera por votação, mas por meio de consenso entre os representantes do Ministério, do Fórum Nacional de Gestores Estaduais (FONSEAS) e do Colegiado Nacional de Gestores Municipais (CONGEMAS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, a construção do Plano Decenal começa nas conferências municipais e estaduais, segue para a Conferência Nacional e depois para a CIT e o CNAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome coordena tecnicamente essa construção, consolida diagnósticos e redige as versões do documento para discussão e deliberação.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o artigo sobre a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/20-anos-do-suas-a-participacao-social-como-instrumento-da-democracia/" target="_blank" rel="noopener"><b>participação social como instrumento da democracia</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o II Plano Decenal trata o fortalecimento da proteção social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O ciclo vigente prioriza a expansão do acesso aos serviços, o fortalecimento da rede e a melhoria da capacidade técnica das equipes do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na gestão municipal, o Plano Decenal estimulou diversas práticas, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a implantação de novos equipamentos; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a reorganização da oferta do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a ampliação do suporte às famílias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a integração entre </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção básica e especial</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel da Vigilância Socioassistencial nas metas </span><span style="font-weight: 400;">II Plano Decenal</span><span style="font-weight: 400;">?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de produzir diagnósticos territoriais, a Vigilância Socioassistencial (VSA) permite identificar mudanças nas </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidades sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e antecipar as necessidades da rede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A consolidação da produção de dados e da análise das informações está entre os objetivos centrais do plano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com essas informações, os municípios conseguem identificar as áreas com baixa cobertura dos serviços, o aumento da demanda por benefícios eventuais ou o crescimento de situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os dados da VSA também ajudam os municípios a participarem dos espaços de pactuação de forma mais consistente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, municípios que possuem diagnósticos socioterritoriais consistentes conseguem participar dos espaços de pactuação e conferência com maior capacidade técnica, defendendo prioridades alinhadas à realidade local e justificando a necessidade de ampliação dos serviços socioassistenciais.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como os serviços socioassistenciais aparecem nas metas?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As metas do II Plano Decenal são concretizam na execução dos serviços, no suporte às famílias e no funcionamento da oferta socioassistencial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">trabalho social com famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um dos eixos centrais dessa execução. Nos</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, ele se organiza por meio do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, com foco no fortalecimento de vínculos e na prevenção de vulnerabilidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Centros de Referência Especializados de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, o acompanhamento especializado responde às situações de violação de direitos, articulando a rede para intervenções mais complexas.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-paf?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+PAF&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1772" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png" alt="Saiba como preencher um Plano de Acompanhamento Familiar (PAF) com o modelo do Gesuas!" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que muda com a proposta aprovada na Comissão da Câmara?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta de incluir o Plano Decenal na LOAS tornou as discussões sobre o tema ainda mais relevantes. Hoje, esse plano existe por meio de pactuações técnicas e resoluções do SUAS, mas ainda não há previsão legal que obrigue a sua elaboração.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A proposta aprovada em dezembro de 2025 na Comissão de Previdência, Assistência Social, Infância, Adolescência e Família da Câmara dos Deputados prevê a transformação dessa medida em obrigação legal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a </span><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1236804-comissao-aprova-obrigatoriedade-do-plano-decenal-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Agência Câmara de Notícias</span></a><span style="font-weight: 400;">, o texto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, pela Câmara e pelo Senado para virar lei.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a proposta seja implementada, o Plano Decenal terá maior estabilidade jurídica e institucional, já que a elaboração e revisão do documento deixariam de depender apenas de decisão administrativa ou política.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, a inclusão do Plano Decenal na LOAS fortalece a continuidade das metas da assistência social. Também amplia a possibilidade de acompanhamento pelos conselhos e pelo controle social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, com base legal, municípios, estados e União passam a ter maior responsabilidade no alinhamento do planejamento às diretrizes nacionais.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Por que os municípios já precisam acompanhar as discussões sobre o próximo Plano Decenal?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O ciclo 2016–2026 se aproxima do encerramento, e a construção do próximo plano já começa a tomar forma nos espaços de pactuação e deliberação do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os encontros regionais do CONGEMAS, as conferências de assistência social e os debates promovidos pelos conselhos já vêm colocando o próximo Plano Decenal no centro das discussões da política socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse movimento tende a ganhar ainda mais força ao longo de 2026, à medida que os entes federados começam a pactuar prioridades para o próximo ciclo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, os municípios que entram nesse processo sem diagnóstico atualizado e sem posição técnica definida tendem a receber metas construídas a partir de realidades que não são as suas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O momento de elaboração do plano é fundamental para influenciar as metas nacionais e defender prioridades específicas que podem impactar positivamente o território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, as gestões devem participar apresentando levantamentos sobre o território, a cobertura dos serviços e as demandas reprimidas da rede.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais temas tendem a aparecer no próximo ciclo?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A tendência é que os temas centrais para o próximo período continuem enfatizando:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o financiamento federal; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a cobertura dos serviços socioassistenciais; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a qualificação das equipes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a integração entre os níveis de proteção social.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, pode haver ampliação do debate sobre população em situação de rua, migração e respeito às diversidades, uma vez que esses temas ganharam espaço nas </span><a href="https://7f9ee646-2885-415a-bfa4-9e608360171d.usrfiles.com/ugd/7f9ee6_07643896283f42f1a3c5e1f3e0627bc4.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">conferências nacionais mais recentes</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o Plano Decenal pode orientar as decisões da gestão municipal?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os municípios que mantêm diagnósticos atualizados, acompanham indicadores da rede e monitoram mudanças nas demandas sociais constroem capacidade técnica acumulada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa base permite planejar serviços, justificar prioridades e responder às transformações sociais de forma contínua, à medida que o próximo ciclo decenal entra na agenda do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Plano Decenal de Assistência Social se consolida como referência para decisões que impactam a continuidade dos serviços e a capacidade de resposta da rede ao longo do tempo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Pensar em metas para a próxima década exige clareza sobre o que a rede oferece hoje, onde estão as lacunas e como as demandas do território evoluíram. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GESUAS otimiza essa leitura ao integrar os dados da política socioassistencial em um único ambiente, facilitando o acompanhamento da execução e a construção de um planejamento com base na realidade do território. Clique abaixo para conhecer.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é o Plano Decenal da Assistência Social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Plano Decenal da Assistência Social organiza metas nacionais em ciclos de dez anos. Ele define prioridades de proteção social, financiamento e qualificação da rede, orientando União, estados e municípios na execução da política socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O Plano Decenal de Assistência Social é obrigatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, o plano é estruturado por meio de articulação interfederativa e resoluções do SUAS. Há proposta em tramitação para incluí-lo na LOAS e tornar sua elaboração obrigatória.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o período do Plano Decenal vigente?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O ciclo atual corresponde a 2016–2026.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem participa da elaboração do Plano Decenal?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Participam União, estados, municípios, CNAS, CIT e sociedade civil.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como o Plano Decenal influencia os municípios?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O plano orienta o planejamento local, metas de cobertura, organização dos serviços e monitoramento da política socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O Plano Municipal precisa seguir o Plano Decenal?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento municipal deve dialogar com as diretrizes nacionais do SUAS previstas no documento.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/assistencia-social/conselhos/cnas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarq/pncfc/politica_nacional_assistencia_social_2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarq/cnas/norma_operacional_basica_suas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do SUAS (NOB/SUAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarq/pncfc/II_Plano_Decenal_SUAS_2016_2026.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">II Plano Decenal da Assistência Social 2016-2026</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://7f9ee646-2885-415a-bfa4-9e608360171d.usrfiles.com/ugd/7f9ee6_07643896283f42f1a3c5e1f3e0627bc4.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Deliberações da 14ª Conferência Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.camara.leg.br/noticias/1236804-comissao-aprova-obrigatoriedade-do-plano-decenal-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Agência Câmara de Notícias</span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Diferença entre CRAS e CREAS: o que muda na prática socioassistencial?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 17:21:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 10 minutos</small> A diferença entre CRAS e CREAS pode gerar dúvidas, já que as duas unidades fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e atendem famílias em situação de vulnerabilidade. Entretanto, cada unidade tem um papel específico dentro da rede socioassistencial e a confusão entre elas pode prejudicar as ações de Proteção Social Básica e Especial.  Saber exatamente onde cada situação deve ser atendida é parte do trabalho técnico no SUAS, pois isso orienta as famílias e organiza o fluxo de atendimento <a href="https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 10 minutos</small></p> <div id="case-de-sucesso-db58a5b020a116df6c7c">
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre CRAS e CREAS pode gerar dúvidas, já que as duas unidades fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e atendem famílias em situação de vulnerabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, cada unidade tem um papel específico dentro da rede socioassistencial e a confusão entre elas pode prejudicar as ações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica e Especial</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saber exatamente onde cada situação deve ser atendida é parte do trabalho técnico no SUAS, pois isso orienta as famílias e organiza o fluxo de atendimento com mais segurança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender essa distinção de forma prática, é importante observar como cada unidade atua no dia a dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, explicamos a diferença do CRAS para o CREAS: os serviços que cada um oferta, os públicos-alvo, como funciona o acesso e quando o encaminhamento entre eles é necessário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continue a leitura!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre CRAS e CREAS na prática?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> atua na Proteção Social Básica, com foco na prevenção de riscos sociais, enquanto o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> atua na Proteção Social Especial de Média Complexidade, voltada à reparação de violações de direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o CRAS atende famílias em situação de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> para evitar que esses grupos tenham seus direitos comprometidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, o CREAS acompanha aqueles que já tiveram seus </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">direitos violados</span></a><span style="font-weight: 400;"> de alguma forma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa distinção está prevista na </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/politica-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2004 e na </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/norma-operacional-basica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que organizam os níveis de complexidade da proteção social no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo sintetiza como essa diferença se expressa no atendimento.</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CRAS</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><b>CREAS</b></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Descrição</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Busca prevenir situações de risco por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, do desenvolvimento de potencialidades e da ampliação do acesso aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/"><span style="font-weight: 400;">direitos de cidadania</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Oferece apoio e orientação especializada a indivíduos e famílias que sofreram violações de direitos.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Público-alvo</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Famílias em situação de vulnerabilidade social, pessoas com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no Cadastro Único e usuários de <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">programas de transferência de renda</a>: Bolsa Família, BPC, Acessuas Trabalho, entre outros.</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pessoas que tiveram direitos violados: vítimas de violência física, psíquica e sexual, negligência, abandono, ameaças, maus-tratos e discriminações sociais.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Quando procurar</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Quando a família precisa de cadastramento, acesso a benefícios, acompanhamento preventivo ou fortalecimento de vínculos.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Quando há situação de violência, abuso, negligência, exploração ou qualquer outra forma de violação de direitos.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como funcionam o CRAS e o CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O funcionamento do CRAS e do CREAS é guiado pelos </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">parâmetros do  Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Família e Combate à Fome (MDS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que direciona onde cada equipamento deve ser implantado e quantas famílias ou casos cada um deve atender. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, na prática socioassistencial, além dessas orientações, é preciso considerar a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">realidade do território</span></a><span style="font-weight: 400;"> na cobertura do SUAS no município. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Território e localização</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS deve ser instalado nos territórios com maior concentração de famílias em situação de vulnerabilidade e o mais próximo possível da comunidade para alcançar quem mais precisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o CREAS tem abrangência mais ampla, que pode ser municipal ou regional, dependendo do porte do município. Os municípios menores podem ser atendidos por um CREAS regional, compartilhado entre mais de um município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo traz os parâmetros de referência para implantação do CREAS, conforme as orientações técnicas do MDS. Veja!</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Porte do município</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Número de habitantes</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Parâmetros de referência para o CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Até 20.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Cobertura por CREAS regional; ou implantação de CREAS municipal quando a demanda local justificar.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte II</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">De 20.001 até 50.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de pelo menos 1 CREAS.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Médio porte</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">De 50.001 até 100.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de pelo menos 1 CREAS.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte, metrópoles e DF</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">A partir de 100.001</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de 1 CREAS a cada 200.000 habitantes.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade de atendimento varia conforme o porte do município. Para o CRAS, o parâmetro é medido pelo número de famílias referenciadas. Para o CREAS, pelo número de casos em acompanhamento simultâneo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses números ajudam o gestor a dimensionar equipe, estrutura física e orçamento. As cidades que operam acima da capacidade de referência precisam avaliar a necessidade de implantar novas unidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja nas tabelas abaixo a diferença do CRAS para o CREAS em relação à capacidade de atendimento conforme os parâmetros do MDS.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento do CRAS por porte de município</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Município</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CRAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 1 CRAS para até 2.500 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte II</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 1 CRAS para até 3.500 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Médio porte</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 2 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 4 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Metrópoles</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 8 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento do CREAS por porte de município</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Município</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I e II e médio porte</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">50 casos (famílias / indivíduos).</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte, metrópole e DF</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">80 casos (famílias / indivíduos).</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>Entenda também como funciona o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/planejamento-financeiro-no-cras-e-creas-oferta-dos-servicos-socioassistenciais/" target="_blank" rel="noopener"><b>financiamento do CRAS e do CREAS</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais serviços são oferecidos pelo CRAS e pelo CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, são ofertados o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o CREAS desenvolve o </span><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/abordagem-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo resume os serviços ofertados em cada unidade.</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>CRAS</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI).</span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado em Abordagem Social.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida (LA) e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Os serviços ofertados pelo CRAS e pelo CREAS estão definidos na </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Veja mais detalhes sobre os principais!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF realiza o</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">trabalho social com famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">: visitas domiciliares, atendimentos individuais e em grupo, articulação com a rede local e acompanhamento continuado. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse serviço é voltado a crianças, adolescentes, adultos e idosos, com foco em socialização e prevenção de riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No PAEFI, o acompanhamento é mais intensivo e pode exigir a elaboração de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;">, articulação com o Sistema de Garantia de Direitos e, quando necessário, interface com o sistema de Justiça.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as formas de acesso ao CRAS e ao CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O acesso ao CRAS e ao CREAS acontece por três caminhos principais: procura espontânea, busca ativa e encaminhamento. Saiba mais a seguir!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Procura espontânea</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A procura espontânea ocorre quando a própria família ou indivíduo procura o serviço por conta própria, devido a uma necessidade identificada, para cadastro no CadÚnico, acesso a benefício ou busca por orientação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, essa é a forma mais comum de chegada, mas ela também acontece no CREAS, quando a pessoa busca ajuda diretamente.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Busca ativa</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/busca-ativa/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">busca ativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das ferramentas mais importantes do SUAS para alcançar famílias que não chegam por conta própria ao serviço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela acontece por meio de visitas domiciliares, articulação com equipes multidisciplinares, escolas e outros equipamentos do território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CREAS também realiza busca ativa, principalmente por meio do Serviço Especializado em Abordagem Social, para identificar </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-pessoas-em-situacao-de-rua/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pessoas em situação de rua</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ocorrências de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-erradicacao-trabalho-infantil/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho infantil</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Encaminhamento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, é preciso fazer o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do CRAS para o CREAS. Esse fluxo deve ser documentado com informações suficientes sobre a situação da família ou indivíduo, incluindo o histórico de atendimento e a demanda identificada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o CREAS poderá dar continuidade ao acompanhamento sem que a família ou indivíduo precise recomeçar do zero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS mantém o vínculo com a família durante todo o processo para garantir a integração real da rede socioassistencial do SUAS.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/formulario-de-encaminhamento?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Formul%C3%A1rio+Encaminhamento+SUAS&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2073" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png" alt="Modelo de Formulário de Encaminhamento para CRAS, CREAS e SUAS em geral para download" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-320x54.png 320w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-640x108.png 640w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-360x61.png 360w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-720x122.png 720w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1080x183.png 1080w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-800x135.png 800w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1280x217.png 1280w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão sobre a diferença entre CRAS e CREAS na Assistência Social</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal diferença entre CRAS e CREAS na Assistência Social está na forma como cada unidade atua. Os dois equipamentos são complementares e, juntos, formam a base da proteção social no Brasil. Por isso, entender essa diferenciação é essencial para o trabalho no SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para gestores e secretários, essa compreensão também contribui para as decisões de planejamento: quantas unidades o município precisa, como estruturar o fluxo entre elas e como garantir que os dois equipamentos operem de forma conjunta na rede socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colocar esse conhecimento em prática no dia a dia da gestão pode ser desafiador. Registrar atendimentos, acompanhar famílias, monitorar encaminhamentos e garantir a continuidade do acompanhamento entre os serviços exige organização e integração entre as equipes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, organizar esse fluxo, documentar os atendimentos e garantir a continuidade do acompanhamento entre os serviços é um dos maiores desafios da gestão no SUAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a GESUAS, equipes do CRAS e do CREAS conseguem registrar atendimentos, acompanhar famílias, organizar encaminhamentos e manter o histórico dos acompanhamentos em um único sistema, com mais segurança e eficiência. Clique abaixo para saber mais!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> <a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é a diferença do CRAS para o CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atua na Proteção Social Básica, atendendo famílias em situação de vulnerabilidade para prevenir riscos. O CREAS atua na Proteção Social Especial, acompanhando pessoas que já tiveram seus direitos violados.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando devo procurar o CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há situação de violação de direitos, como em casos de violência doméstica, abuso, negligência, trabalho infantil, situação de rua ou cumprimento de medida socioeducativa. Em caso de dúvidas, o CRAS pode orientar e fazer o encaminhamento adequado.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que eu posso resolver no CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, é possível se inscrever no Cadastro Único, acessar benefícios como o BPC e o Bolsa Família, participar do PAIF e do SCFV, receber orientações sobre direitos e ter acompanhamento social preventivo com a família.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do SUAS</span></a></li>
</ul>
</div>
<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
<script type="text/javascript">
  new RDStationForms('case-de-sucesso-db58a5b020a116df6c7c-html', 'UA-104403806-1').createForm();
</script></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/">Diferença entre CRAS e CREAS: o que muda na prática socioassistencial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1017</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Demanda Reprimida no Bolsa Família: como o município pode agir?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/demanda-reprimida-no-bolsa-familia-como-o-municipio-pode-agir/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/demanda-reprimida-no-bolsa-familia-como-o-municipio-pode-agir/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 22:09:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Família]]></category>
		<category><![CDATA[Busca ativa]]></category>
		<category><![CDATA[Cadastro Único]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.gesuas.com.br/?p=5083</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Por Eugene Francklin Segundo um relatório da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em 2025 aproximadamente 1,9 milhão de famílias, o que equivale a cerca de 2,8 milhões de pessoas, estão elegíveis a receber o Bolsa Família, mas permanecem fora do programa. Esse dado, não é apenas uma estatística, mas um indicador de lacuna estrutural no sistema de proteção social, que exige respostas articuladas e planejamento local, impondo um desafio direto aos municípios. Por que a demanda reprimida existe? Analisar apenas o número <a href="https://blog.gesuas.com.br/demanda-reprimida-no-bolsa-familia-como-o-municipio-pode-agir/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>Segundo um <a href="https://cnm.org.br/storage/biblioteca/2025/Estudos_Tecnicos/ET_ASOCIAL_05-2025_Fila_do_Programa_Bolsa_Familia.pdf?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">relatório da Confederação Nacional dos Municípios (CNM)</a>, em 2025 aproximadamente 1,9 milhão de famílias, o que equivale a cerca de 2,8 milhões de pessoas, estão elegíveis a receber o Bolsa Família, mas permanecem fora do programa. Esse dado, não é apenas uma estatística, mas um indicador de lacuna estrutural no sistema de proteção social, que exige respostas articuladas e planejamento local, impondo um desafio direto aos municípios.</p>
<h2><strong>Por que a demanda reprimida existe?</strong></h2>
<p>Analisar apenas o número não basta, é fundamental entender por que há tantas famílias elegíveis que não conseguiram entrar no programa. Entre os principais fatores estão:</p>
<ul>
<li><strong>Redução orçamentária e de repasses</strong>: Em 2025, os repasses federais para gestão do programa (triagem, cadastros, averiguações) foram reduzidos. Esse corte fragiliza a capacidade dos municípios de realizar busca ativa e atualização cadastral necessária para incluir famílias.</li>
<li><strong>Capacidade limitada de atendimento municipal</strong>: Municípios com restrição orçamentária ou carência de estrutura enfrentam dificuldades para mobilizar equipes, fazer visitas domiciliares ou acompanhar famílias vulneráveis que nunca formalizaram o CadÚnico.</li>
<li><strong>Deficiências no cadastro</strong>: Muitas famílias estão nos cadastros, mas com dados desatualizados ou inconsistentes, o que dificulta a inclusão. Processos de cruzamento de dados, averiguação e atualização nem sempre são contínuos. A falta de revisão cadastral recente pode levar ao bloqueio de famílias por inconsistência.</li>
<li><strong>Critérios rígidos e limitação de vagas/repasses</strong>: Mesmo quando há famílias elegíveis, os limites orçamentários e de cobertura podem impedir a inclusão de todos, o que gera uma “fila” de espera.</li>
<li><strong>Barreiras de informação, acesso e mobilização social</strong>: Há famílias vulneráveis que desconhecem seus direitos, que não estão bem orientadas ou não conseguiram acessibilidade para fazer o cadastro. Alcances territoriais, exclusão social, desinformação e estigmas podem impedir o acesso.</li>
</ul>
<p>Esses fatores combinados fazem com que a demanda reprimida não seja apenas uma falha momentânea, mas um problema estrutural que exige atenção contínua e articulação local.</p>
<p>A existência dessa demanda reprimida expressiva evidencia que a política de transferência de renda, embora fundamental, não basta sozinha. A proteção social precisa avançar em integração, universalização real e políticas públicas estruturantes.</p>
<h2><strong>Qual impacto dessa demanda reprimida no Bolsa Família sobre o SUAS e os municípios?</strong></h2>
<p>Para quem atua no campo da assistência social municipal, a demanda reprimida representa consequências concretas, como:</p>
<ul>
<li><strong>Planejamento comprometido</strong>: Sem conhecer o real universo de pessoas em vulnerabilidade, os municípios têm dificuldades para projetar orçamentos, dimensionar equipes e prever a demanda por serviços. Isso fragiliza a gestão municipal e prejuízos podem ocorrer para a cobertura e qualidade dos serviços.</li>
<li><strong>Aumento da desigualdade e vulnerabilidades sociais</strong>: A não inclusão no Bolsa Família perpetua privação de renda, insegurança alimentar, exclusão, fruto de uma estratégia de proteção social incompleta, o que reforça desigualdades estruturais.</li>
<li><strong>Fragilidade da proteção social como política de Estado</strong>: A persistência de uma fila grande mostra que a política de transferência de renda pode não estar cumprindo integralmente seu papel de proteção universal. Para os municípios, isso significa conviver com um abismo social que pressiona a rede local.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O que os municípios podem fazer diante desse desafio?</strong></h2>
<p>Apesar das limitações federais, os municípios não estão impotentes. Há um conjunto de estratégias e ações que podem, de forma imediata ou progressiva, mitigar a demanda reprimida no Bolsa Família e fortalecer a proteção social:</p>
<ol>
<li><strong>Busca ativa e mapeamento socioterritorial</strong>
<ul>
<li>Realizar levantamento das áreas mais vulneráveis, identificar famílias que reúnem condições socioeconômicas, mas não constam como beneficiárias.</li>
<li>Mobilizar CRAS, conselhos de assistência social, lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para chegar às famílias “invisíveis”.</li>
<li>Garantir visitas domiciliares, entrevistas e preenchimento/atualização correta do cadastro.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Qualificação e atualização sistemática do cadastro</strong>
<ul>
<li>Promover revisões periódicas no cadastro social local.</li>
<li>Fazer checagem de renda, composição familiar, verificar dados inconsistentes, residências desatualizadas, óbitos, migrações, etc.</li>
<li>Incentivar o uso de sistemas integrados e cruzamentos com outras bases (saúde, educação, emprego) para mapear potenciais beneficiários.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Fortalecimento da gestão municipal e do SUAS local</strong>
<ul>
<li>Organizar equipes com foco em inclusão, busca ativa e acompanhamento de famílias em situação de risco.</li>
<li>Priorizar orçamento municipal para apoiar a operacionalização do CadÚnico e do registro de famílias vulneráveis, mesmo quando o repasse federal for reduzido.</li>
<li>Promover parceria intersetorial com saúde, educação, habitação, direitos humanos para dar suporte às famílias de forma integrada.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Controle social, transparência e mobilização comunitária</strong>
<ul>
<li>Ativar conselhos municipais de assistência social para monitorar a fila de demanda reprimida, exigir dados públicos e apoiar a inclusão.</li>
<li>Incentivar participação da comunidade, conselhos e movimentos sociais para denunciar invisibilidades e vulnerabilidades não atendidas.</li>
<li>Produzir relatórios municipais que evidenciem o problema e possam ser base para advocacy local e mobilização por recursos.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Advocacy e pressão política por recomposição orçamentária e ampliação do programa</strong>
<ul>
<li>Utilizar os dados locais e nacionais para dialogar com gestores estaduais e federais, reivindicando ampliação do orçamento do programa.</li>
<li>Articular redes intermunicipais para fortalecer demanda e visibilidade, sensibilizar representantes políticos.</li>
<li>Combinar a transferência de renda com outras políticas de garantia de direitos como habitação, trabalho, saúde e educação para assegurar proteção integral.</li>
</ul>
</li>
</ol>
<p>Municípios, SUAS e sociedade civil precisam atuar como protagonistas na garantia de direitos, não apenas como executores de um programa, mas como vigilantes da proteção social, identificando lacunas e pressionando por políticas mais amplas.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>Conclusão: A gestão municipal como território de atuação estratégica</strong></h2>
<p>A demanda reprimida no Bolsa Família, representada pelas 1,9 milhões de famílias elegíveis não atendidas, é um indicador de que a proteção social no Brasil permanece incompleta. Mas, sobretudo, é uma chamada urgente à ação municipal.</p>
<p>Os municípios, por estarem mais próximos da realidade concreta das famílias vulneráveis, têm papel fundamental para transformar essa demanda em inclusão real. A partir de busca ativa, qualificação de dados, mobilização comunitária, articulação intersetorial e advocacy, é possível reduzir, ainda que parcialmente, essa lacuna.</p>
<p>Para o SUAS, para os conselhos municipais e para a sociedade civil, o desafio não é apenas técnico ou burocrático, é político, ético e humanitário. Cada família que permanece fora é uma vida vulnerável, uma oportunidade de dignidade perdida.</p>
<p>Agir não é opcional, é urgente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Referências</strong></h2>
<p>Confederação Nacional de Municípios (CNM). Assistência Social Fila do Programa Bolsa Família (PBF) se aproxima de 3 milhões de pessoas. Estudo Técnico. Abril 2025. Disponível em: <a href="https://cnm.org.br/storage/biblioteca/2025/Estudos_Tecnicos/ET_ASOCIAL_05-2025_Fila_do_Programa_Bolsa_Familia.pdf?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">https://cnm.org.br/storage/biblioteca/2025/Estudos_Tecnicos/ET_ASOCIAL_05-2025_Fila_do_Programa_Bolsa_Familia.pdf?utm_source=chatgpt.com</a></p>
<p>FDR. Bolsa Família tem NOVA redução de beneficiários esse mês: O que explica isso? Fonte FDR: <a href="https://fdr.com.br/2025/11/17/bolsa-familia-tem-nova-reducao-de-beneficiarios-esse-mes-o-que-explica-isso/" target="_blank" rel="noopener">https://fdr.com.br/2025/11/17/bolsa-familia-tem-nova-reducao-de-beneficiarios-esse-mes-o-que-explica-isso/</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/demanda-reprimida-no-bolsa-familia-como-o-municipio-pode-agir/">Demanda Reprimida no Bolsa Família: como o município pode agir?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Conhecendo os Sistemas de Informação e Controle Financeiro do SUAS!</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 23:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão financeira e orçamentária]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[prestação de contas no suas]]></category>
		<category><![CDATA[recursos]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas de informação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Por Aline Barreto   A gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), política pública de grande complexidade e capilaridade, depende fundamentalmente de uma rede integrada de sistemas de informação. Esses sistemas são instrumentos estratégicos que viabilizam o planejamento, a execução, o monitoramento e, crucialmente, o controle financeiro dos recursos públicos destinados à proteção social brasileira.  A seguir, detalha-se a função e a importância de cada sistema de informação e controle financeiro do SUAS para a garantia da transparência, legalidade e eficiência na <a href="https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <h6><span data-contrast="auto">Por Aline Barreto</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h6>
<p><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span><span data-contrast="auto">A gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), política pública de grande complexidade e capilaridade, depende fundamentalmente de uma rede integrada de sistemas de informação. Esses sistemas são instrumentos estratégicos que viabilizam o planejamento, a execução, o monitoramento e, crucialmente, o controle financeiro dos recursos públicos destinados à proteção social brasileira.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A seguir, detalha-se a função e a importância de cada sistema de informação e controle financeiro do SUAS para a garantia da transparência, legalidade e eficiência na aplicação dos recursos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h3><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"><br />
<strong>1. Rede SUAS (Rede de Informações do Sistema Único de Assistência Social)</strong></span></h3>
<ul>
<li><strong><i>Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> É o principal sistema de gestão da informação da assistência social. Registra os dados dos (as) usuários (as), os serviços prestados (como atendimentos, acompanhamentos e encaminhamentos), os benefícios eventuais concedidos e a gestão do PAIF e PAEFI. É alimentado diretamente pelos profissionais dos CRAS, CREAS e demais unidades.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Estabelece o vínculo direto entre o recurso financeiro repassado e o atendimento realizado. Muitas transferências do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para os fundos municipais e estaduais são calculadas com base em parâmetros como o número de famílias acompanhadas e serviços executados, cuja comprovação se dá através dos registros na Rede SUAS. É a prova da execução do serviço pelo qual o recurso foi pago, sendo fundamental para auditorias e prestação de contas.</span></li>
</ul>
<h3><strong> 2. SAA (Sistema de Avaliação e Acompanhamento)</strong></h3>
<ul>
<li><strong><i>Função:</i> </strong><span data-contrast="auto">É a ferramenta de gestão estratégica.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></li>
<li><strong><i>Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Ao permitir o monitoramento de indicadores de desempenho e resultados, o SAA ajuda a responder se os recursos investidos estão gerando os impactos sociais desejados (ex.: fortalecimento de vínculos, melhoria da autonomia das famílias). Isso direciona o controle financeiro para uma perspectiva de eficácia e não apenas de conformidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></li>
</ul>
<h3><strong>3.</strong><strong>CadSUAS (Sistema de Cadastro do SUAS)</strong></h3>
<ul>
<li><strong><i style="font-size: 1rem;">Função:</i></strong><span style="font-size: 1rem;" data-contrast="auto"> É o Sistema Nacional de Cadastro de Entidades, organizações e equipamentos de assistência social, públicos e privados sem fins lucrativos (CRAS, CREAS, Centros Pop, entidades de acolhimento, etc.) e seus trabalhadores.</span></li>
<li><strong> Importância para o Controle Financeiro</strong><span data-contrast="auto"><strong>:</strong> Funciona como um &#8220;CNPJ&#8221; do SUAS. É condição essencial para que um ente ou entidade possa celebrar convênios ou receber transferências de recursos públicos federais. </span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="auto">Os repasses financeiros são vinculados a equipamentos específicos cadastrados (ex.: verba para um CRAS nº XYZ). Isso permite rastrear se o dinheiro foi destinado à unidade correta. Para a Transparência, tornar pública a rede executora e permite o controle social sobre quem está recebendo os recursos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h3><strong> 4.RMA (Relatório Mensal de Atendimentos)</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Não é um sistema, mas um relatório extraído obrigatoriamente da Rede SUAS por todos os CRAS, CREAS e Centros Pop no último dia de cada mês. Consolida os dados quantitativos e qualitativos dos atendimentos realizados.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"><span data-contrast="auto"><span data-contrast="auto"><span data-contrast="auto"><span data-contrast="auto"> É o documento oficial que consolida a informação mensal de execução serviço. Serve como base de evidência para a prestação de contas perante os conselhos de assistência social e os órgãos de controle. Demonstra o cumprimento de metas físicas (número de atendimentos) que justificam a aplicação dos recursos financeiros recebidos.</span></span></span></span></span><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></li>
</ul>
<h3><strong> 5. SISC (Sistema de Informações dos Serviços de Convivência e de Fortalecimento de Vínculos)</strong><strong> </strong></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Sistema destinado ao registro e gestão das informações do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), incluindo dados dos grupos, oficinas e participantes.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Similar à Rede SUAS, o SISC comprova a execução do SCFV. Como o cofinanciamento federal para esse serviço é calculado com base no número de participantes e frequência, o sistema fornece os dados que validam o valor do repasse financeiro e comprovam que a atividade foi realizada.</span></li>
</ul>
<h3><strong> 6. SUAS WEB</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Plataforma digital que consolida o acesso a vários outros sistemas do SUAS (como o CadSUAS e o SISC) e disponibiliza informações gerenciais para gestores. É um portal de acesso integrado.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Facilita a gestão ao centralizar o acesso, agilizando a consulta a dados cadastrais e de execução que são essenciais para a correta aplicação e fiscalização dos recursos. Melhora a eficiência da gestão, reduzindo erros e tempo de processamento.</span></li>
</ul>
<h3><strong> 7. CNEAS (Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social)</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Substituto do antigo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) para registro das entidades de assistência social privadas sem fins lucrativos. É gerido pelos Conselhos de Assistência Social dos estados e municípios.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> O certificado de inscrição no CNEAS é exigência legal para que uma entidade privada possa firmar convênios ou termos de colaboração com o Poder Público e receber recursos. É, portanto, a certidão de validade para o repasse de verbas a entidades não-governamentais, assegurando que cumpram os requisitos da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).</span></li>
</ul>
<h3><strong> 8. Sigcon Saída (Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse &#8211; Módulo Saída)</strong><strong> </strong></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Sistema da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) que registra e acompanha todo o ciclo das transferências voluntárias da União (convênios, termos de colaboração, termos de fomento).</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> É a ferramenta máxima de controle da execução financeira. Todas as fases (proposta, celebração, empenho, pagamento, prestação de contas) ocorrem no sistema e todos os dados ficam disponíveis publicamente no Portal da Transparência.</span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="auto">Permite monitorar em tempo real o status de cada repasse, o saldo disponível e o cumprimento de prazos. É a fonte oficial para auditorias da CGU, TCU e conselhos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h3><strong> 9. Agiliza SUAS</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Sistema do MDS que automatiza e gerencia o processo de prestação de contas de convênios e termos de colaboração. Ele se integra ao Sigcon Saída para trazer os dados financeiros e permite o upload digital dos documentos comprobatórios.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Agiliza e dá transparência ao estágio final do ciclo financeiro: a prestação de contas, reduzindo  a Inadimplência, pois contribui com os entes a cumprirem prazos, evitando que caiam em situação irregular (como o CADIN).</span></li>
</ul>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/alternativas-de-captacao-de-recursos-para-o-suas-editais-parcerias-e-fundos-municipais-em-acao/" target="_blank" rel="noopener">Alternativas de Captação de Recursos para o SUAS: editais, parcerias e fundos municipais em ação.</a></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-beneficio-eventual?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+de+Benef%C3%ADcio+Eventual&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-512" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formul%C3%A1rio-b.jpg" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-1024x173.jpg 1024w" alt="faixa formulário beneficio eventual" width="1772" height="300" /></a></p>
<h2><strong>Considerações finais sobre os Sistemas de Informação e Controle Financeiro do SUAS </strong></h2>
<p><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span><span data-contrast="auto">A interoperabilidade desses sistemas cria um ecossistema robusto de controle. O CadSUAS/CNEAS valida quem pode receber. O Sigcon Saída gerencia como o recurso é transferido. A Rede SUAS, SISC e SAA comprovam o que foi feito e para quem. O RMA consolida essa execução, e o Agiliza SUAS facilita a prestação de contas dessa aplicação.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Juntos, esses sistemas de informação e controle financeiro do SUAS formam uma barreira contra desvios e ineficiências, garantindo que os recursos financeiros cheguem aos seus destinos previstos e se transformem efetivamente em proteção social para a população em situação de vulnerabilidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><em><strong>Leia também: </strong></em><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-utilizar-o-cadastro-unico-no-planejamento-do-suas-dicas-praticas/" target="_blank" rel="noopener">Como utilizar o Cadastro Único no planejamento do SUAS? Dicas práticas!</a></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">Bibliografia</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<p><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span><span data-contrast="auto">BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Norma Operacional Básica do SUAS (NOB-SUAS 2012). Brasília, 2012. (Estabelece as regras para a gestão do SUAS, incluindo o uso dos sistemas de informação).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Portaria nº 109, de 12 de maio de 2023. Aprova a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH/SUAS). (Trata das responsabilidades dos gestores no registro de informações).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">BRASIL. Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Manual do Sigcon Saída. Disponível em: <a href="https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/manual-de-orientacao-do-sigcon-saida/2023/100." target="_blank" rel="noopener">https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/manual-de-orientacao-do-sigcon-saida/2023/100.</a></span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">BRASIL. Controladoria-Geral da União (CGU). Orientações para Prestação de Contas de Transferências Voluntárias. Disponível em: <a href="https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/transferencias-voluntarias." target="_blank" rel="noopener">https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/transferencias-voluntarias.</a></span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CNAS). <a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=4868" target="_blank" rel="noopener">Resolução CNAS nº 33</a>, de 12 de dezembro de 2012. Dispõe sobre a regulamentação do Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/">Conhecendo os Sistemas de Informação e Controle Financeiro do SUAS!</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Quanto Custa NÃO Investir em Assistência Social?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/quanto-custa-nao-investir-em-assistencia-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Oct 2025 12:07:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão financeira e orçamentária]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
		<category><![CDATA[creas]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[serviços socioassistenciais]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Por Aline Barreto A discussão sobre o financiamento da assistência social no Brasil frequentemente se concentra nos custos diretos das ofertas dos serviços, programas, projetos e benefícios. No entanto, uma análise mais profunda e estratégica revela que a pergunta crucial não é &#8220;Quanto custa investir?&#8221;, mas sim &#8220;Quanto custa NÃO investir?&#8221; em um sistema robusto de proteção social. O subfinanciamento crônico do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) representa uma economia ilusória, que gera um passivo social, econômico e humano de magnitude <a href="https://blog.gesuas.com.br/quanto-custa-nao-investir-em-assistencia-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <h6>Por Aline Barreto</h6>
<p>A discussão sobre o financiamento da assistência social no Brasil frequentemente se concentra nos custos diretos das ofertas dos serviços, programas, projetos e benefícios. No entanto, uma análise mais profunda e estratégica revela que a pergunta crucial não é <em>&#8220;Quanto custa investir?&#8221;,</em> mas sim <em>&#8220;Quanto custa NÃO investir?&#8221;</em> em um sistema robusto de proteção social. O subfinanciamento crônico do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) representa uma economia ilusória, que gera um passivo social, econômico e humano de magnitude incalculável, onerando o Estado e a sociedade no presente e no futuro.</p>
<p><strong> </strong></p>
<h2><strong>O Custo Humano de não se investir em Assistência Social</strong></h2>
<p>O primeiro e mais grave custo é o custo humano. A assistência social é um direito fundamental previsto na Constituição Federal de 1988, um pilar do pacto civilizatório brasileiro. Não investir significa negar esse direito, com consequências diretas:</p>
<ul>
<li><em>Ciclos Intergeracionais de Pobreza:</em> sem o acesso a programas de transferência de renda, como o Programa Bolsa Família, e a serviços socioassistenciais (CRAS e CREAS), famílias em situação de pobreza veem-se privadas de condições mínimas para romper o ciclo da miséria. A fome, a desnutrição e a falta de oportunidades para crianças e adolescentes condenam gerações futuras à mesma condição;</li>
<li><em>Agravamento de Vulnerabilidades e Riscos Sociais:</em> a falta de um CREAS estruturado significa que vítimas de violência doméstica, abuso sexual, negligência e outras violações de direitos não encontram amparo especializado. Isso pode levar a desfechos trágicos, incluindo feminicídios, autoextermínio, exploração sexual, envolvimento precoce com uso e abuso de álcool e outras drogas, etc;</li>
<li><em>Perda de Autonomia e Capacidade Produtiva:</em> Idosos e pessoas com deficiência sem acesso a serviços de proteção social básica e especial veem sua autonomia drasticamente reduzida. A ausência de um serviço especializado que preste atendimento, a falta de acesso ao Benefício de Prestação Continuada (quando for o caso), por exemplo, não são apenas uma negação de direito; é a “condenação” de uma pessoa à dependência total, impedindo-a de ser um membro ativo na família e na comunidade.</li>
</ul>
<h2><a class="img-hyperlink" href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-case-de-sucesso-pombal?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Pombal&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2481" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial.jpg" sizes="(max-width: 1773px) 100vw, 1773px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial.jpg 1773w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-1024x173.jpg 1024w" alt="Veja como Pombal implantou a Vigilância Socioassistencial em poucos meses em nosso case de sucesso!" width="1773" height="300" /></a></h2>
<h2><strong><br />
E o Custo Econômico? A Pressão sobre outras Políticas Públicas e a perda de produtividade</strong></h2>
<p>&nbsp;</p>
<p>O subfinanciamento da assistência social opera como um &#8220;efeito dominó&#8221; negativo, sobrecarregando outras áreas do Estado e impactando a economia como um todo.</p>
<ul>
<li><em>Sobrecarga do Sistema de Saúde (SUS):</em> problemas de origem social demandam atendimento médico. A desnutrição infantil, as doenças decorrentes de moradias insalubres, os transtornos mentais provocados por violências não atendidas e as condições crônicas de idosos sem cuidado acabam pressionando hospitais e postos de saúde, gerando custos muito mais elevados do que o investimento preventivo na assistência social;</li>
<li><em>Sobrecarga do Sistema de Segurança Pública e Socioeducativo:</em> a ausência de políticas preventivas, como os Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para jovens em territórios vulneráveis, é um fator correlato ao aumento da violência e da criminalidade. O custo de um adolescente em medida socioeducativa de internação é exponencialmente superior ao custo de mantê-lo integrado a um projeto social no CRAS. O Estado acaba optando por gastar fortunas com políticas reativas (presídios, policiamento) em vez de investir em políticas proativas de inclusão;</li>
<li><em>Redução da Produtividade e da Capacidade Laboral:</em> uma população faminta, doente, traumatizada e sem qualificação não pode ser produtiva. A falta de investimento em assistência social significa abrir mão de potencial humano, reduzindo a força de trabalho qualificada e saudável no médio e longo prazos, com impactos diretos no Produto Interno Bruto (PIB) do país.</li>
</ul>
<p><em><strong>Leia também: </strong></em><a href="https://blog.gesuas.com.br/planejamento-financeiro-no-cras-e-creas-oferta-dos-servicos-socioassistenciais/" target="_blank" rel="noopener">Planejamento Financeiro no CRAS e CREAS: oferta dos serviços socioassistenciais</a></p>
<h2><strong>O Custo Sistêmico de não se investir em Assistência Social</strong></h2>
<p>O não-investimento corrói a própria estrutura do SUAS, tornando-o ineficiente e gerando um ciclo vicioso de descrédito.<em> </em></p>
<ul>
<li><em>Desprofissionalização e Rotatividade:</em> Salários baixos e condições precárias de trabalho para assistentes sociais, psicólogos e outros profissionais levam à desmotivação, ao &#8220;burnout&#8221; e à alta rotatividade. Isso quebra o vínculo com o território, essencial para o trabalho social, e gera custos constantes com novos processos seletivos e treinamentos;</li>
<li><em>Fragilização do Controle Social:</em> Conselhos de Assistência Social sem recursos financeiros e estruturais tornam-se frágeis, incapazes de exercer seu papel fiscalizador e propositivo. A sociedade perde sua voz no controle da política, abrindo espaço para desvios e má gestão;</li>
<li><em>Interrupção de Serviços:</em> A irregularidade nos repasses financeiros leva à interrupção de serviços essenciais. Um grupo de convivência cancelado, um atendimento em CREAS interrompido ou um benefício eventual não concedido, representam uma ruptura na frágil rede de proteção de milhares de famílias, anulando qualquer avanço anteriormente conquistado.<a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a>
<p>&nbsp;</li>
</ul>
<h2><strong>CONCLUSÃO</strong></h2>
<p>A equação é clara: o custo de prevenir e proteger é infinitamente menor do que o custo de remediar. Não investir em assistência social é a opção mais cara para o Estado e para a sociedade.</p>
<p>Uma economia de curto prazo que gera um endividamento social de longo prazo, pago com juros altíssimos em forma de violência, saúde pública debilitada, perda de capital humano e violação sistemática de direitos humanos.</p>
<p>Investir no SUAS é, portanto, um investimento estratégico em:</p>
<ul>
<li><em>Saúde Pública</em>: Prevenindo agravos de origem social;</li>
<li><em>Segurança Pública</em>: Promovendo inclusão e prevenção à violência;</li>
<li><em>Desenvolvimento Econômico</em>: Construindo uma base social saudável, educada e produtiva.</li>
<li>Democracia: Garantindo os direitos fundamentais previstos na Constituição e construindo uma sociedade mais justa e equânime.</li>
</ul>
<p>A pergunta, portanto, deve ser reformulada: podemos nos dar ao luxo de NÃO investir em assistência social? A evidência dos dados e da realidade cotidiana mostra que a resposta é um retumbante não. O preço da negligência é alto demais para ser pago.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">Articulação em rede no SUAS: como articular parcerias no território?</a></p>
<h2><strong>Bibliografia</strong></h2>
<p>BARROS, R. P. de; CARVALHO, M.; FRANCO, S.; MENDONÇA, R. A Queda Recente da Desigualdade de Renda no Brasil. In: Barros, R. P. de et al. (Orgs.). Desigualdade de Renda no Brasil: uma análise da queda recente. Brasília: Ipea, 2010.</p>
<p>CAMPOS, A. G.; CÂMARA, D. C. da. A Atuação do SUAS na Proteção Social: impactos econômicos e sociais do subfinanciamento. In: Revista Serviço Social &amp; Sociedade, nº 138, São Paulo: Cortez, 2020.</p>
<p>DRAPER, A. P.; RAMOS, M. C. Custos do Não Fazer: o impacto econômico da violência contra a mulher no Brasil. Brasília: Instituto Maria da Penha, 2019.</p>
<p>JACCOUD, L. (Org.). Questões Social e Políticas Sociais no Brasil Contemporâneo. Brasília: Ipea, 2020.</p>
<p>NETTO, J. P. A Construção do Projeto Ético-Político do Serviço Social. In: Capacitação em Serviço Social e Política Social. Módulo 1. Brasília: CFESS/ABEPSS/CEAD, 1999. IPEA &#8211; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Nota Técnica: Potenciais impactos da desaceleração do gasto social. Brasília: Dia a Dia do Gestor Público, 2019. Disponível em: <a href="https://www.abepss.org.br/arquivos/anexos/a-construcao-do-projeto-eticopolitico-do-servico-social-201608060411147630190.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.abepss.org.br/arquivos/anexos/a-construcao-do-projeto-eticopolitico-do-servico-social-201608060411147630190.pdf</a></p>
<p>ONU &#8211; Organização das Nações Unidas. Relatório sobre Desenvolvimento Social no Mundo. Vários anos.</p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/quanto-custa-nao-investir-em-assistencia-social/">Quanto Custa NÃO Investir em Assistência Social?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Planejamento Financeiro no CRAS e CREAS: oferta dos serviços socioassistenciais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Oct 2025 14:59:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão financeira e orçamentária]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
		<category><![CDATA[creas]]></category>
		<category><![CDATA[Planejamento Financeiro]]></category>
		<category><![CDATA[recursos]]></category>
		<category><![CDATA[serviços socioassistenciais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Por Aline Barreto O Planejamento Financeiro nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nos Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) constitui a espinha dorsal da operacionalização da Proteção Social Básica e Especial no território. Mais do que uma mera previsão orçamentária, é um processo técnico-político estratégico que visa assegurar que os recursos financeiros, predominantemente originários do cofinanciamento federal e estadual, sejam alocados de forma eficiente, eficaz e equânime para garantir a oferta regular, qualificada e contínua dos serviços <a href="https://blog.gesuas.com.br/planejamento-financeiro-no-cras-e-creas-oferta-dos-servicos-socioassistenciais/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <h6>Por Aline Barreto</h6>
<p>O Planejamento Financeiro nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e nos Centros de Referência Especializada de Assistência Social (CREAS) constitui a espinha dorsal da operacionalização da Proteção Social Básica e Especial no território. Mais do que uma mera previsão orçamentária, é um processo técnico-político estratégico que visa assegurar que os recursos financeiros, predominantemente originários do cofinanciamento federal e estadual, sejam alocados de forma eficiente, eficaz e equânime para garantir a oferta regular, qualificada e contínua dos serviços socioassistenciais à população.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>A estrutura financeira do SUAS</strong></h2>
<p>A estrutura financeira do SUAS é baseada no princípio do cofinanciamento, onde União, Estados, Distrito Federal e Municípios compartilham a responsabilidade pelo financiamento da política de assistência social. Os repasses da União não cobrem 100% dos custos, exigindo uma contrapartida financeira por parte do ente federado.</p>
<ul>
<li><strong><em> CRAS:</em></strong> Os recursos são destinados à manutenção da unidade (despesas com água, luz, telefone, internet, material de consumo e limpeza), ao custeio dos serviços (aquisição de materiais para oficinas, alimentação para grupos) e, fundamentalmente, à remuneração da equipe de referência (Assistentes Sociais, Psicólogos, Coordenador). O valor do repasse federal varia conforme o porte do município e o nível de gestão do SUAS, podendo ser complementado por recursos estaduais e municipais.</li>
<li><strong><em>CREAS:</em></strong> O financiamento segue a mesma lógica, porém, considera a complexidade dos atendimentos à população em situação de risco pessoal e social (como violências, abandono, e medidas socioeducativas). Os valores são geralmente superiores aos do CRAS, refletindo a necessidade de uma equipe técnica mais especializada e um suporte mais intensivo.</li>
</ul>
<p>O planejamento financeiro, portanto, começa com o conhecimento profundo das fontes de receita (portarias de repasse, leis orçamentárias) e das despesas obrigatórias para o pleno funcionamento da unidade.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/gestao-financeira-para-a-concretizacao-das-segurancas-afiancadas-no-suas/" target="_blank" rel="noopener">A Importância da Gestão Financeira para a concretização das Seguranças Afiançadas no SUAS</a></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2></h2>
<h2><strong>Quais são as Etapas do Planejamento Financeiro no CRAS e no CREAS?</strong></h2>
<p>O processo de planejamento no CRAS e no CREAS é contínuo e cíclico, integrado ao Plano Municipal de Assistência Social e ao orçamento público anual.</p>
<p><strong><em>a) Diagnóstico e Dimensionamento da Demanda:</em></strong> a primeira etapa é técnica e fundamentada no território. A equipe do CRAS/CREAS, por meio do trabalho social, dos cadastros e do acompanhamento das famílias, identifica e quantifica as necessidades da população. Perguntas-chave orientam este diagnóstico:</p>
<ul>
<li>Qual o número estimado de famílias e indivíduos a serem atendidos?</li>
<li>Quais os principais tipos de vulnerabilidades presentes no território?</li>
<li>Quantos grupos, oficinas e atendimentos individuais serão necessários ao longo do ano?</li>
<li>Qual a frequência e a duração necessária dessas atividades?</li>
</ul>
<p><strong><em> </em><em>b) Elaboração do Plano de Trabalho e da Proposta Orçamentária:</em></strong> com base no diagnóstico, a equipe e a coordenação elaboram um Plano de Trabalho detalhado para o ano, contendo:</p>
<ul>
<li>Metas Físicas: Número de atendimentos individuais, grupos a serem realizados, oficinas, visitas domiciliares, atividades comunitárias.</li>
<li>Metas Financeiras: Tradução das metas físicas em custos. Isso inclui:</li>
<li>Pessoal: Verba para eventuais horas extras ou contratações via processo seletivo simplificado, se permitido e necessário;</li>
<li>Custeio: Recursos para alimentação nos grupos, material pedagógico, material de escritório, combustível para visitas, passes de transporte para usuários, cópias, etc;</li>
<li>Investimento: Aquisição de equipamentos permanentes (computadores, móveis, instrumentos para oficinas).</li>
</ul>
<p>Esta proposta é encaminhada à Secretaria Municipal de Assistência Social, que consolida as demandas de todas as unidades no orçamento anual do município.</p>
<p><strong><em>c) Execução Orçamentária e Financeira:</em></strong> após a aprovação do orçamento municipal e a confirmação dos repasses federais/estaduais,os recursos são disponibilizados. A gestão da unidade (coordenador) deve administrar esses recursos ao longo do ano, garantindo que:</p>
<ul>
<li>As despesas sejam realizadas em estrita conformidade com o planejado e com a legislação (Lei 8.666/93 &#8211; Licitações);</li>
<li>Os pagamentos sejam processados em tempo hábil para não interromper os serviços;</li>
<li>Haja equilíbrio entre as rubricas, evitando, por exemplo, sobra de verba para material e falta de verba para transporte.</li>
</ul>
<p><strong><em>d) Monitoramento e Prestação de Contas:</em></strong> o monitoramento é uma atividade permanente. Relatórios periódicos devem comparar o que foi planejado (metas) com o que foi executado (gastos e atividades realizadas). Essa prática permite realizar ajustes midiáticos no planejamento, realocando recursos subutilizados para áreas com maior necessidade. Por fim, toda a execução financeira é prestada à Secretaria, que consolida as contas perante os cofinanciadores, principalmente via sistema SIGCON-SAÍDA.</p>
<h2><strong>Quais os desafios e boas práticas no Planejamento?</strong></h2>
<p><em><strong> </strong>Desafios:</em></p>
<ul>
<li>Instabilidade e Atraso nos Repasses: A irregularidade no fluxo de recursos é o maior obstáculo para um planejamento eficaz;</li>
<li>Inflexibilidade Orçamentária: Muitas vezes, o orçamento público é pouco flexível, dificultando o remanejamento de recursos entre categorias de despesa (pessoal, custeio, investimento) conforme as demandas surgem;</li>
<li>Fragilidade Técnica da Gestão: Municípios pequenos podem ter dificuldades em elaborar planos de trabalho e propostas orçamentárias robustas;</li>
<li>Desvinculação entre Planejamento e Execução: Às vezes, o planejamento é feito de forma dissociada da realidade da unidade, tornando-se um documento meramente formal.</li>
</ul>
<p><em>Boas Práticas:</em></p>
<ul>
<li>Planejamento Participativo: Envolver a equipe técnica na elaboração do plano e do orçamento, pois são eles que conhecem a fundo a demanda do território;</li>
<li>Transparência: Manter um quadro de acompanhamento financeiro visível para toda a equipe, promovendo corresponsabilização;</li>
<li>Integração com o SGISUAS: Utilizar os dados do Sistema de Gestão do SUAS (metas, cadastros) para embasar as previsões orçamentárias com informações concretas;</li>
<li>Criação de Reserva Técnica: Buscar, dentro das possibilidades legais, prever uma pequena margem para despesas imprevistas e emergenciais.<br />
<h2><a class="img-hyperlink" href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-case-de-sucesso-pombal?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Pombal&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2481" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial.jpg" sizes="(max-width: 1773px) 100vw, 1773px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial.jpg 1773w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-1024x173.jpg 1024w" alt="Veja como Pombal implantou a Vigilância Socioassistencial em poucos meses em nosso case de sucesso!" width="1773" height="300" /></a></h2>
</li>
</ul>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>O planejamento financeiro nos CRAS e CREAS é muito mais do que uma atividade administrativa. É um ato de gestão técnica e compromisso ético-político.</p>
<p>Um planejamento bem feito, baseado em um diagnóstico preciso e participativo, é a condição fundamental para que essas unidades cumpram seu papel de porta de entrada e referência especializada do SUAS.</p>
<p>Garantir recursos para o transporte de um usuário, a alimentação em um grupo de convivência ou o material para uma oficina significa, em última instância, assegurar o direito à assistência social, fortalecendo vínculos, prevenindo situações de risco e promovendo a dignidade de milhares de brasileiros.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong> </em><a href="https://blog.gesuas.com.br/alternativas-de-captacao-de-recursos-para-o-suas-editais-parcerias-e-fundos-municipais-em-acao/" target="_blank" rel="noopener">Alternativas de Captação de Recursos para o SUAS: editais, parcerias e fundos municipais em ação.</a></p>
<h2><strong>Bibliografia</strong></h2>
<p>BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Norma Operacional Básica do SUAS &#8211; <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdF">NOB/SUAS</a>. Brasília, 2012.</p>
<p>BRASIL. Ministério da Cidadania. Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Brasília, 2021.</p>
<p>JACCOUD, L.; BICHIR, R. M.; MESQUITA, A. C. O Sistema Único de Assistência Social: uma década em foco. In: Revista Ciência &amp; Saúde Coletiva, vol. 22, n° 6, 2017.</p>
<p>SANTOS, R. M. dos; PAULA, A. P. P. de. Gestão Financeira e Orçamentária no SUAS: os desafios para a efetivação da política pública. In: Revista Políticas Sociais: acompanhamento e análise, n° 26, Ipea, 2020.</p>
<p>SILVA, M. O. da S. e. O Planejamento como Ferramenta de Gestão no CRAS. In: Serviço Social: Direito e Políticas Públicas. Ponta Grossa: Atena Editora, 2019.</p>
<p>Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). Resoluções e Pareceres sobre Financiamento e Cofinanciamento no SUAS. (Disponível no portal do CNAS).</p>
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		<title>Alternativas de Captação de Recursos para o SUAS: editais, parcerias e fundos municipais em ação.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 21:12:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão financeira e orçamentária]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.gesuas.com.br/?p=5037</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Por Aline Barreto A garantia da oferta contínua e qualificada dos serviços, benefícios e programas socioassistenciais previstos no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) depende essencialmente da sustentabilidade financeira. Embora o cofinanciamento tripartite (União, Estados e Municípios) seja a espinha dorsal do sistema, a instabilidade dos repasses e a crescente demanda tornam imperativo que os gestores municipais busquem alternativas complementares de captação de recursos. Dominar estratégias como editais, parcerias e a potencialização dos fundos municipais é essencial para a inovação, a ampliação <a href="https://blog.gesuas.com.br/alternativas-de-captacao-de-recursos-para-o-suas-editais-parcerias-e-fundos-municipais-em-acao/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <h6>Por Aline Barreto</h6>
<p>A garantia da oferta contínua e qualificada dos serviços, benefícios e programas socioassistenciais previstos no Sistema Único de Assistência Social (SUAS) depende essencialmente da sustentabilidade financeira. Embora o cofinanciamento tripartite (União, Estados e Municípios) seja a espinha dorsal do sistema, a instabilidade dos repasses e a crescente demanda tornam imperativo que os gestores municipais busquem alternativas complementares de captação de recursos. Dominar estratégias como editais, parcerias e a potencialização dos fundos municipais é essencial para a inovação, a ampliação da cobertura e a consolidação da rede de proteção social no território.</p>
<h2><strong>A dependência do cofinanciamento e a necessidade de complementaridade</strong></h2>
<p>A Norma Operacional Básica do SUAS (NOB/SUAS) estabelece as responsabilidades de cada ente federado. No entanto, os municípios, principal porta de entrada do sistema, frequentemente enfrentam:</p>
<ul>
<li>Atraso ou irregularidade nos repasses dos entes superiores;</li>
<li>Insuficiência de recursos para cobrir todas as demandas identificadas no território;</li>
<li>Dificuldade em garantir a contrapartida financeira exigida;</li>
<li>Necessidade de financiar projetos inovadores não totalmente cobertos pelas fontes tradicionais.</li>
</ul>
<p>Nesse contexto, a busca por recursos extras não é uma opção, mas uma estratégia de gestão necessária para assegurar a efetividade da política pública e a garantia de direitos.</p>
<h2><strong>Editais de Fomento e Chamamento Público: oportunidade para inovar e fortalecer projetos</strong></h2>
<p>Editais são instrumentos convocatórios publicados por entes públicos ou privados (como fundações e empresas) para selecionar e financiar projetos específicos. São uma das principais alternativas para captação de recursos externos.</p>
<p><strong>Fontes:</strong> Podem ser lançados por ministérios (MDSA, Saúde, Cultura), governos estaduais, fundações (BB, Itaú Social, Fundação Tide Setubal, etc.), e até por consórcios intermunicipais.</p>
<p><strong>Vantagens:</strong></p>
<ul>
<li>Permitem acessar recursos não onerosos (não precisam ser devolvidos);</li>
<li>Financiam projetos inovadores e pontuais que complementam os serviços de rotina (ex.: oficinas de geração de renda, projetos de esporte e cultura para jovens, capacitação de conselheiros);</li>
<li>Fortalecem a capacidade técnica da equipe na elaboração de projetos.</li>
</ul>
<p><strong>Desafios e Estratégias:</strong></p>
<ul>
<li><em>Alta competitividade:</em> exige que o projeto seja muito bem elaborado, com clareza de objetivos, metas, cronograma e orçamento realista;</li>
<li><em style="font-size: 1rem;">Adequação ao edital:</em><span style="font-size: 1rem;"> o projeto deve se alinhar perfeitamente às diretrizes e ao foco temático do edital;</span></li>
<li><em>Prestação de contas específica:</em> exige um rigoroso controle da aplicação dos recursos, conforme previsto no projeto aprovado.<a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-beneficio-eventual?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+de+Benef%C3%ADcio+Eventual&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-512" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formul%C3%A1rio-b.jpg" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-1024x173.jpg 1024w" alt="faixa formulário beneficio eventual" width="1772" height="300" /></a></li>
</ul>
<h2><strong>É possível estabelecer parcerias com Organizações da Sociedade Civil (OSCs) e de Iniciativa Privada?</strong></h2>
<p>As parcerias são arranjos colaborativos que podem assumir diversas formas, indo além do repasse financeiro.</p>
<ul>
<li><em>Parcerias com OSCs (via chamamento público):</em> O município pode, por meio de edital, selecionar OSCs para executar serviços socioassistenciais que complementem a rede, como abrigos, serviços de acolhimento ou atividades especializadas. O recurso para isso geralmente vem do próprio orçamento do SUAS municipal, mas a parceria otimiza a execução;</li>
<li><em>Termos</em> de Colaboração e Cooperação: Acordos com outras secretarias municipais (Saúde, Educação, Esporte) para desenvolvimento de ações conjuntas, compartilhamento de espaços físicos e recursos humanos, potencializando o orçamento de todas as pastas.</li>
<li>Parcerias com a Iniciativa Privada (via Lei de Incentivo ou ISR):</li>
</ul>
<p><em>Leis de Incentivo Fiscal (como o Fundo da Criança e do Adolescente &#8211; FIA e o Fundo do Idoso):</em> Empresas e pessoas físicas podem destinar parte do Imposto de Renda devido para projetos aprovados nesses fundos. É um mecanismo poderoso e subutilizado;<br />
<em>Investimento Social Privado (ISP):</em> Empresas podem investir diretamente em projetos sociais, sem o viés fiscal, por meio de suas áreas de responsabilidade social. A chave é apresentar um projeto alinhado à estratégia da empresa;<br />
<em>Doações e Campanhas:</em> Campanhas pontuais para arrecadação de recursos, alimentos, materiais ou roupas, mobilizando a comunidade.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-utilizacao-dos-recursos-do-bloco-de-financiamento-da-pse-para-assegurar-segurancas-no-suas/" target="_blank" rel="noopener">A utilização dos recursos do bloco de financiamento da PSE para assegurar seguranças no SUAS</a></p>
<h2><strong>Fundos Muncipais de Assistência Social: é possível potencializar o recurso próprio?</strong></h2>
<p>O Fundo Municipal de Assistência Social é um instrumento fundamental e obrigatório, mas muitas vezes subaproveitado. Ele não é uma &#8220;alternativa&#8221; no sentido estrito, mas a principal ferramenta legal para gerir e potencializar todos os recursos do SUAS no município.</p>
<p><strong><em>Função:</em></strong> É uma conta especial, gerida pelo Conselho de Assistência Social, para onde devem ser canalizados todos os recursos da assistência social, sejam eles do cofinanciamento, da própria prefeitura, de doações ou de parcerias;</p>
<p><strong>Como potencializar a captação via Fundo:</strong></p>
<ul>
<li><em>Alocação de Recursos Próprios:</em> Garantir que a dotação orçamentária do município para a assistência social seja efetivamente depositada no Fundo;</li>
<li><em>Captação via Incentivo Fiscal:</em> Como mencionado, divulgar massivamente a possibilidade de destinação de Imposto de Renda para o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FMCA) e para o Fundo do Idoso, que podem financiar projetos do SUAS;</li>
<li><em>Receitas Eventuais:</em> Direcionar para o Fundo doações em dinheiro, multas, ou quaisquer outras receitas eventuais previstas em lei municipal;</li>
<li><em>Transparência e Credibilidade:</em> Um Fundo bem gerido, com prestação de contas transparente e ágil, atrai mais parceiros e doadores, pois gera confiança na aplicação dos recursos.Leia também:<a href="https://blog.gesuas.com.br/usando-a-gestao-da-informacao-para-garantir-recursos-para-a-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener">Usando a Gestão da Informação para garantir recursos para a Assistência Social</a></li>
</ul>
<h2><strong>A Governança como fator de sucesso</strong></h2>
<p>O sucesso na captação de recursos depende menos de sorte e mais de gestão. É necessário:</p>
<ul>
<li><em>Capacitação Técnica:</em> Formar equipes capacitadas em elaborar projetos, prestar contas e gerir convênios.</li>
<li><em>Planejamento Estratégico:</em> Identificar as necessidades do território e elaborar um &#8220;portfólio&#8221; de projetos prontos para serem submetidos a oportunidades;</li>
<li><em>Articulação Interinstitucional:</em> Manter diálogo constante com conselhos, OSCs, empresas e outras secretarias;</li>
<li><em>Transparência:</em> Adotar sistemas de controle e prestação de contas robustos, como o SIGCON-SAÍDA, para garantir a credibilidade perante financiadores e sociedade.<a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></li>
</ul>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>A busca por alternativas de captação de recursos para o SUAS é um imperativo da gestão contemporânea. Editais, parcerias estratégicas e o pleno aproveitamento dos fundos municipais não substituem a obrigação do Estado com o financiamento adequado da política, mas funcionam como mecanismos cruciais de complementaridade e inovação.</p>
<p>A gestão competente e transparente desses instrumentos permite aos municípios ampliar o escopo e a qualidade dos serviços oferecidos, reduzindo a dependência de fontes únicas de recurso e, principalmente, fortalecendo a rede de proteção social para que ela seja, de fato, universal e capaz de garantir direitos à população em situação de vulnerabilidade.<strong> </strong></p>
<h2><strong>Bibliografia</strong></h2>
<p>BRASIL. Ministério da Cidadania. Norma Operacional Básica do SUAS &#8211; NOB/SUAS. Brasília, 2012. (Estabelece as diretrizes para a gestão do financiamento no SUAS).</p>
<p>BRASIL. Lei nº 12.101, de 27 de novembro de 2009. Dispõe sobre a certificação das entidades beneficentes de assistência social e regulamenta a isenção de contribuições para a seguridade social.</p>
<p>BRASIL. Lei nº 12.868, de 15 de outubro de 2013. Altera a Lei nº 12.101/2009 para facilitar a destinação de recursos aos Fundos dos Direitos da Criança e do Adolescente.</p>
<p>IPEA &#8211; Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Financiamento da Política de Assistência Social: evolução e desafios. Brasília: Boletim Legislativo n° 42, 2017.</p>
<p>MONTANARI, P. M.; RAICHELIS, R. Gestão Social: articulação de políticas e captação de recursos. São Paulo: Editora Cortez, 2015.</p>
<p>SANTOS, R. M. dos; PAULA, A. P. P. de. Gestão Financeira e Orçamentária no SUAS: os desafios para a efetivação da política pública. In: Revista Políticas Sociais: acompanhamento e análise, n° 26, Ipea, 2020.</p>
<p>Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS). <a href="https://www.google.com/search?cs=1&amp;sca_esv=2865fea3d3342d0d&amp;sxsrf=AE3TifP3CknRd3LWBbxtmERyddhXNJWhDQ%3A1757351941085&amp;q=Resolu%C3%A7%C3%A3o+n%C2%BA+182%2F2025&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwj_ubeR1smPAxU8pZUCHTk8MCkQxccNegQIAxAC&amp;mstk=AUtExfC9Cq8y5_vc7ZXNYlXqzZDtWtqAzkpqKUwOwHWDaCYdo_CoRb5p3MNWW4s5WkUwbXYw2uZFZ-ZUirUQkzmABz97pWaSElx2hvxPllTuNTWxrSqOxtIsRLD78x3VGW_PeBHH-a_1LTgqSFPx58jzyFmq5iR4sNoadoHGBr61sZS3Wc8&amp;csui=3">Resolução nº 182/2025</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/alternativas-de-captacao-de-recursos-para-o-suas-editais-parcerias-e-fundos-municipais-em-acao/">Alternativas de Captação de Recursos para o SUAS: editais, parcerias e fundos municipais em ação.</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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