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	<title>Arquivos Proteção Social Básica - Blog do GESUAS</title>
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	<title>Arquivos Proteção Social Básica - Blog do GESUAS</title>
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		<title>Parecer social ou laudo social: diferença e aplicação no SUAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kaiane Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentais]]></category>
		<category><![CDATA[laudo]]></category>
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		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> Parecer social e laudo social fazem parte da rotina de assistentes sociais em diferentes políticas públicas e atividades. Entretanto, mesmo profissionais experientes ainda encontram dificuldades para definir qual documento utilizar em cada situação. Essa dúvida é comum porque muitos órgãos utilizam os termos como sinônimos ou solicitam os documentos sem especificar claramente a sua finalidade técnica.  Em outros casos, modelos padronizados acabam reduzindo instrumentos complexos a formulários descritivos, sem a devida análise crítica da realidade social atendida. Dominar a finalidade e a <a href="https://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Parecer social e laudo social fazem parte da rotina de assistentes sociais em diferentes políticas públicas e atividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, mesmo profissionais experientes ainda encontram dificuldades para definir qual documento utilizar em cada situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa dúvida é comum porque muitos órgãos utilizam os termos como sinônimos ou solicitam os documentos sem especificar claramente a sua finalidade técnica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outros casos, modelos padronizados acabam reduzindo instrumentos complexos a formulários descritivos, sem a devida análise crítica da realidade social atendida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dominar a finalidade e a estrutura de cada instrumento é fundamental para que o assistente social consiga produzir registros mais consistentes e alinhados às demandas institucionais e éticas da profissão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá a diferença entre parecer social e laudo social, quando utilizar cada instrumento, quais elementos eles devem conter e como esses registros aparecem na rotina do SUAS.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quando usar parecer social e quando usar laudo social no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social é indicado quando a demanda exige uma conclusão técnica destinada a subsidiar decisões, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou acesso a direitos socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o laudo social é utilizado em situações que demandam investigação mais aprofundada, análise detalhada da realidade social e registro metodológico mais completo, como ocorre em perícias, medidas protetivas e processos judiciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, o parecer social busca responder a uma solicitação institucional, administrativa ou judicial, apresentando uma posição técnica que apoia a tomada de decisão sobre determinada demanda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o laudo social, a descrição técnica é mais detalhada, assim como a apresentação da metodologia utilizada e a análise ampliada da realidade social do usuário ou da família. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo está frequentemente associado ao âmbito sociojurídico e constitui o principal produto da perícia social. Nele, o assistente social apresenta a análise da realidade investigada e responde aos quesitos formulados pela autoridade competente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a principal diferença entre os dois </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">instrumentos sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> está na finalidade técnica, na consistência da análise e no contexto institucional em que cada documento é solicitado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso do parecer social ou laudo social exige fundamentação ética, técnica e metodológica consistente, segundo o</span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/EbookCfess-DocOpiniaoTecnica2022-Final.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Conselho Federal de Serviço Social (CFESS</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Situações em que o parecer social é utilizado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social é aplicado quando a instituição precisa de uma conclusão técnica objetiva sobre determinada situação social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso acontece em avaliações relacionadas ao acesso a benefícios socioassistenciais e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">benefícios eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, encaminhamentos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">intersetoriais</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamento familiar e situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, o parecer também pode surgir como uma demanda do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Poder Judiciário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos profissionais confundem o parecer social com o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;">. O relatório social é adotado para a descrição da situação do usuário ou da família, por meio dos dados, do histórico de atendimentos e das observações técnicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora esses instrumentos possam dialogar entre si, eles possuem finalidades distintas e níveis diferentes de análise técnica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Situações em que há demanda pelo laudo social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social é útil principalmente em processos judiciais, perícias sociais, disputas de guarda e avaliações relacionadas à violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, o documento precisa apresentar os métodos utilizados, os instrumentos aplicados e a análise profissional fundamentada. Assim, o processo de construção do laudo é integrado por:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">entrevistas sociais; </span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visitas domiciliares</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">observação técnica; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">análise documental.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">As demandas relacionadas ao</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ao acompanhamento de famílias em proteção especial também podem exigir elaboração de laudo social, principalmente quando há necessidade de análise aprofundada sobre </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vínculos familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> e condições de proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O assistente social não produz provas, mas estuda a realidade apresentada. Nos casos em que o laudo é solicitado, essa distinção orienta tanto a construção metodológica do documento quanto os limites éticos da atuação profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A compreensão dessas diferenças também ajuda a definir quando outros instrumentos técnicos são mais adequados à demanda apresentada.</span></p>
<p><b>Saiba também quando adotar o </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/estudo-social/" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo social</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais elementos devem constar no parecer social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do parecer social envolve decisões técnicas que impactam diretamente a clareza da análise e a utilização institucional do documento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, alguns elementos ajudam a garantir maior consistência metodológica e coerência entre a demanda apresentada e a conclusão profissional.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Identificação da demanda e do objetivo da solicitação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da análise técnica propriamente dita, o parecer social precisa apresentar de forma clara qual demanda motivou sua elaboração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o documento deve indicar quem realizou a solicitação, qual situação será analisada e qual questão necessita de resposta técnica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Fundamentação técnica e análise profissional</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do documento precisa interpretar criticamente os elementos observados durante o atendimento a partir do conhecimento técnico do assistente social. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Conclusão técnica clara e coerente</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do documento, a conclusão técnica precisa responder diretamente à questão que motivou sua elaboração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto deve ser objetivo, coerente com a análise apresentada e livre de ambiguidades, pois conclusões genéricas fragilizam o documento e dificultam sua utilização institucional.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a construção de um laudo social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações que envolvem perícias, medidas protetivas ou avaliações sociais mais complexas, o laudo social precisa demonstrar de forma consistente como as informações foram obtidas, organizadas e interpretadas ao longo do acompanhamento técnico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o laudo reúne informações produzidas ao longo do estudo social, da perícia e das análises realizadas pelo assistente social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura do laudo pode ser composta da seguinte maneira:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Introdução: indica a demanda judicial e os objetivos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Identificação dos sujeitos: relação dos indivíduos envolvidos e dos principais dados pessoais de cada um;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Metodologia: descrição dos métodos praticados para sua elaboração, esclarecendo a especificidade da profissão e os objetivos do estudo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Relato analítico: apresentação da construção histórica da questão estudada e do estado social atual dela;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parecer final: síntese da circunstância, análise crítica e apontamentos de conclusões ou indicações de alternativas do ponto de vista do Serviço Social. Nessa parte, o assistente social expressa o seu posicionamento técnico referente à questão em destaque.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Organização da descrição, da análise e das evidências</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura do laudo social precisa demonstrar como as informações foram coletadas, quais instrumentos foram utilizados e de que maneira a análise técnica foi construída.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrição e análise não são a mesma coisa, embora apareçam articuladas durante a elaboração do documento técnico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a descrição apresenta informações observadas ao longo do acompanhamento, a análise interpreta criticamente esses elementos a partir da realidade social atendida, das condições objetivas de vida da família e dos referenciais técnicos utilizados pelo assistente social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Cuidados éticos na redação do laudo social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social exige aprofundamento técnico, mas isso não autoriza a exposição excessiva da vida privada dos usuários. Apenas informações relevantes para a finalidade da análise devem aparecer no documento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de preservar o sigilo profissional, o assistente social precisa utilizar uma linguagem livre de estigmas e manter coerência com os princípios éticos da profissão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documento também deve apresentar somente elementos indispensáveis para responder à demanda institucional que motivou sua elaboração.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como aperfeiçoar o parecer social e o laudo social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualificação de pareceres e laudos sociais depende da articulação entre domínio metodológico, organização dos registros e capacidade de análise crítica da realidade atendida. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Crie uma padronização dos documentos </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração de modelos institucionais pode ajudar na organização das informações e na padronização mínima dos registros técnicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa perspectiva, a</span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a</span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">NOB/SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> associam a produção qualificada de informações e registros técnicos à capacidade de planejamento, monitoramento e organização da proteção social no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização de formulários padronizados de atendimento, modelos de parecer social e fluxos internos de encaminhamento entre serviços é uma estratégia adotada por muitos municípios para organizar a rotina das equipes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa padronização ajuda a:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">registrar informações essenciais; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">reduzir a perda de dados durante o acompanhamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">facilitar o diálogo entre profissionais da rede socioassistencial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizar registros;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estruturar fluxos de atendimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">consolidar os processos de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que seja eficaz, essa padronização deve considerar as especificidades de cada situação analisada e possibilitar o aprofundamento da posição técnica que será apresentada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Invista em qualificação técnica</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Definir qual instrumento usar, com que profundidade e para qual finalidade pode ser desafiador. Quando a demanda envolve outras políticas públicas ou o sistema de justiça, essa dificuldade aumenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O domínio metodológico é o que permite que o assistente social encare essas situações com precisão e produza análises fundamentadas, coerentes com as atribuições profissionais previstas nas normativas do Serviço Social. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre parecer social e laudo social não está apenas na nomenclatura utilizada pelas instituições, mas principalmente na finalidade técnica, no nível de aprofundamento analítico e no contexto em que cada documento é solicitado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração desses instrumentos exige responsabilidade ética, rigor metodológico e compreensão crítica da realidade social atendida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do SUAS e das demais políticas públicas, pareceres e laudos subsidiam decisões que impactam diretamente o acesso a direitos e a proteção social das famílias acompanhadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, fortalecer a qualidade técnica da produção documental também amplia a segurança profissional, melhora a articulação intersetorial e contribui para análises mais consistentes no cotidiano do trabalho social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, ferramentas que apoiam a organização dos registros e a otimização dos atendimentos podem contribuir para o trabalho das equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a GESUAS, a preparação de documentos como laudos e pareceres é facilitada por meio da sistematização dos atendimentos e da organização técnica das equipes do SUAS. Clique e conheça.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes sobre parecer social e laudo social</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre parecer social e laudo social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social apresenta conclusão técnica objetiva sobre uma demanda específica. Já o laudo social exige investigação mais aprofundada, detalhamento metodológico e registro técnico das análises produzidas durante a perícia ou avaliação social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O parecer social pode ser feito sem estudo social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. O parecer social precisa estar fundamentado em estudo social, observação técnica e análise qualificada da realidade atendida, conforme orientações técnicas do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS).</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode emitir parecer social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A emissão de parecer social é atribuição privativa do assistente social, conforme estabelece a</span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Lei de Regulamentação da profissão de Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando o laudo social é solicitado?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social costuma ser solicitado em processos judiciais, perícias sociais, medidas protetivas, disputas familiares e avaliações relacionadas ao acesso a direitos. Nessas situações, o documento precisa apresentar metodologia utilizada, instrumentos aplicados e análise técnica fundamentada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O laudo social precisa de visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem sempre. A visita domiciliar pode integrar o processo metodológico de construção do laudo social, mas sua realização depende da demanda apresentada, dos objetivos da análise e da avaliação técnica do assistente social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei de Regulamentação da profissão de Assistente Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/EbookCfess-DocOpiniaoTecnica2022-Final.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ebook CFESS 2022 sobre documentos e opinião técnica</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/estudo-social-em-pericias-laudos-e-pareceres-tecnicos-19392-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O estudo social em perícias, laudos e pareceres técnicos: contribuição ao debate no Judiciário, Penitenciário e Previdência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CFESS-NotaTecnica-MarineteMoreira-BPC.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Considerações sobre a dimensão social presente no processo de reconhecimento de direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a atuação da/o assistente social.</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004).</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS). </span></a></li>
</ul>
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		<title>CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/cras/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/cras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 20:16:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 9 minutos</small> Ao longo de sua consolidação, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estruturou os serviços por nível de proteção e pela territorialização das ações no Brasil.  Assim, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável pela oferta da Proteção Social Básica (PSB), foi estruturado para prevenir situações de vulnerabilidade social nos territórios. Porém, as dúvidas frequentes sobre os serviços e benefícios que essa unidade oferece podem se tornar um obstáculo para o acesso aos direitos socioassistenciais. No conteúdo a seguir, detalhamos <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/">CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 9 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua consolidação, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> estruturou os serviços por nível de proteção e pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">territorialização</span></a><span style="font-weight: 400;"> das ações no Brasil.  </span><span style="font-weight: 400;">Assim, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável pela oferta da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica (PSB)</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi estruturado para prevenir situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, as dúvidas frequentes sobre os serviços e benefícios que essa unidade oferece podem se tornar um obstáculo para o acesso aos direitos socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No conteúdo a seguir, detalhamos o que os profissionais e usuários dessa política precisam saber para entender o que é o CRAS, como ele funciona e quais são as suas atribuições. Acompanhe.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS é a unidade pública responsável pela oferta da Proteção Social Básica nos territórios. Ele atua por meio de estratégias de acolhimento, convivência e socialização de famílias e indivíduos que enfrentam riscos sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a função do CRAS é prevenir as situações de desproteção social e ampliar o alcance da cidadania no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, além de oferecer programas e benefícios socioassistenciais, o CRAS desenvolve o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as ações de gestão da rede socioassistencial no território onde atua, conforme a publicação </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre CRAS e CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atua na prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social que podem resultar em violações de direitos. Já o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> opera na </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/servico-de-protecao-social-especial-para-pessoas-com-deficiencia-idosas-e-suas-familias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial de Média Complexidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltada ao acompanhamento especializado de situações de violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, o atendimento visa fortalecer vínculos e assegurar os direitos antes que ocorra algum tipo de ruptura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o CREAS recebe pessoas e famílias que sofreram violência física, psíquica ou sexual, negligência, abandono, ameaças ou outras formas de discriminação, e que precisam de acompanhamento especializado para reconstruir vínculos e garantir proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto o CRAS quanto o CREAS são regidos pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>as diferenças do CRAS e CREAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as atribuições do CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS produz e disponibiliza informações sobre o território para subsidiar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a elaboração do </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/plano-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Plano Municipal de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o planejamento, o monitoramento e a avaliação dos serviços ofertados no CRAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a alimentação dos Sistemas de Informação do SUAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os processos de formação e qualificação da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">equipe de referência</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a oferta do PAIF e dos demais serviços socioassistenciais da Proteção Social Básica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a gestão territorial da rede socioassistencial da PSB.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessa produção de informações e da operacionalização do acesso a benefícios socioassistenciais, o CRAS também realiza ou referencia o acesso ao </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único (CadÚnico)</span></a><span style="font-weight: 400;">, de acordo com a organização da gestão municipal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, o CRAS efetiva a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-referencia-e-a-contrarreferencia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">referência e a contrarreferência</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos usuários, tendo como eixos estruturantes a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/matricialidade-sociofamiliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">matricialidade sociofamiliar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a territorialização.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais serviços são oferecidos pelo CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF é o principal serviço ofertado, pois busca garantir o direito à convivência familiar no atendimento socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do PAIF, são executados o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-ausencia-do-servico-de-protecao-social-basica-no-domicilio-para-pessoas-com-deficiencia-e-idosas-e-seus-impactos-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os serviços, benefícios, programas e ações ofertados pelo CRAS estão padronizados conforme as diretrizes da</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais benefícios socioassistenciais estão disponíveis no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do CRAS, a população pode acessar orientações, encaminhamentos e acompanhamento relacionados:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ao </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefícios Eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aos <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">Benefícios de Transferência de Renda</a>, como o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-bolsa-familia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Bolsa Família</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses benefícios socioassistenciais integram a política de assistência social e se configuram como um direito do cidadão e dever do Estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A constituição dos benefícios por meio da PSB promove a ampliação da proteção social e a superação das situações de vulnerabilidade e risco social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais situações podem ser atendidas no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As situações atendidas pelo CRAS envolvem vulnerabilidades sociais, como pobreza, fragilidade de vínculos afetivos e dificuldade de acesso aos serviços públicos. Segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o CRAS atende principalmente:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias que recebem programas de transferência de renda e benefícios socioassistenciais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias que cumprem os requisitos para acessar esses programas ou benefícios, mas ainda aguardam inclusão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias em situação de vulnerabilidade decorrente de dificuldades enfrentadas por algum de seus integrantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">pessoas com deficiência ou pessoas idosas em contextos de vulnerabilidade e risco social.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do CRAS também oferece orientações sobre direitos sociais e acesso aos programas e serviços socioassistenciais. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a equipe de referência do CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do CRAS é regulamentada pela NOB-RH/SUAS e sua composição depende do número de famílias referenciadas ao CRAS, conforme o quadro abaixo:</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Famílias referenciadas</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento anual</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Até 2.500</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">500 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Dois técnicos com nível médio e dois técnicos com nível superior, sendo um assistente social e outro preferencialmente </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas"><span style="font-weight: 400;">psicólogo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">3.500</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">750 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Três técnicos com nível médio e três técnicos com nível superior, sendo dois assistentes sociais e preferencialmente um psicólogo.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">5.000</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1.000 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Quatro técnicos com nível médio e quatro técnicos com nível superior, sendo dois assistentes sociais, um psicólogo e um profissional que compõe o SUAS.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS (2009).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As equipes de referência do CRAS também devem contar sempre com um coordenador com nível superior, concursado, com experiência em trabalhos comunitários e gestão de programas, projetos, serviços e/ou benefícios socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A NOB-RH/SUAS estabelece que a equipe de referência seja composta preferencialmente por servidores efetivos, buscando garantir continuidade e qualidade dos serviços e das ações ofertadas.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a composição mínima da equipe varia conforme o porte do CRAS e o número de famílias referenciadas, observadas as normativas vigentes do SUAS e a organização da gestão municipal.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel da coordenação dessa unidade?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As atribuições do coordenador do CRAS são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">coordenar o fluxo de entrada, o acompanhamento, o monitoramento, a avaliação e o desligamento das famílias e indivíduos nos serviços de Proteção Social Básica da rede socioassistencial referenciada ao CRAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">definir os meios e as ferramentas teórico-metodológicas do trabalho social com famílias e dos serviços de convivência em parceria com a equipe técnica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">efetuar ações de mapeamento, articulação, gestão e potencialização da rede socioassistencial no território de abrangência do CRAS.</span></li>
</ul>
<p><b>Veja também quais são os principais</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/desafios-na-coordenacao-do-cras/" target="_blank" rel="noopener"> <b>desafios na coordenação do CRAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, a oferta de serviços, programas, projetos, benefícios e ações procura assegurar a proteção social de acordo com a Política Nacional de Assistência Social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho social com famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> propõe o enfrentamento das situações de vulnerabilidade vivenciadas, contribui para sua proteção de forma integral e concretiza a matricialidade sociofamiliar no âmbito do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, de forma articulada com a rede socioassistencial e demais políticas, o CRAS possui um papel relevante ao garantir o acesso à Proteção Social Básica a milhares de famílias brasileiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestão eficiente desses processos no território exige instrumentos que acompanhem cada público de forma organizada, sem perder o vínculo entre o atendimento individual e o panorama do CRAS como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS é aliada dessa prática e integra o registro dos atendimentos, o acompanhamento das famílias e a gestão da equipe de referência. Conheça abaixo.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas Frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é o CRAS e para que serve?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a unidade pública que organiza a Proteção Social Básica no território. Ele identifica famílias em situação de vulnerabilidade e oferece serviços para fortalecer vínculos e prevenir riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais serviços do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS oferece o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Também realiza o cadastramento das famílias no Cadastro Único e o acompanhamento de seus dados.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que o CRAS tem a ver com o INSS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS orienta as famílias sobre o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a idosos e pessoas com deficiência. A equipe auxilia no encaminhamento, mas a concessão depende do próprio INSS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os benefícios que o CRAS fornece?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do CRAS, a população pode acessar ou receber orientações sobre benefícios como o Bolsa Família, o BPC e outros programas de transferência de renda vinculados ao Cadastro Único. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode acessar o CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atende famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e que passam por dificuldades de acesso a direitos, renda, serviços públicos ou precisam fortalecer os vínculos familiares e comunitários. O atendimento é gratuito e está disponível para qualquer pessoa que necessite de apoio da Proteção Social Básica.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social – NOB-RH/SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/politica-nacional-de-assistencia-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a></li>
</ul>
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		<item>
		<title>Temas para oficinas com as famílias no PAIF: 10 ideias para colocar em prática</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kaiane Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 15:06:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[oficinas]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.blog.gesuas.com.br/?p=1784</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 19 minutos</small> As oficinas com famílias integram o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e contribuem para o fortalecimento de vínculos, acesso a direitos, prevenção de riscos sociais e desenvolvimento da autonomia. Essas atividades são realizadas de forma contínua no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Quando elas trazem temas relevantes para os grupos, a participação aumenta, a troca acontece e o encontro gera resultados concretos. Para isso, as ações coletivas devem partir da realidade das famílias e do território, <a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 19 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">As oficinas com famílias integram o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e contribuem para o fortalecimento de vínculos, acesso a direitos, prevenção de riscos sociais e desenvolvimento da autonomia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas atividades são realizadas de forma contínua no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando elas trazem temas relevantes para os grupos, a participação aumenta, a troca acontece e o encontro gera resultados concretos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, as ações coletivas devem partir da realidade das famílias e do território, da escuta qualificada, da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial-consolidacao-da-assistencia-social-como-politica-publica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do acompanhamento técnico, como indicam as Orientações Técnicas do PAIF.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá </span><b>10 temas para oficinas com as famílias no PAIF</b><span style="font-weight: 400;"> com aplicação prática, além de critérios para escolher assuntos relevantes e tornar os encontros mais efetivos.</span></p>
<h2>O que são as oficinas com famílias na Assistência Social e qual sua importância?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As oficinas com famílias são estratégias coletivas desenvolvidas no âmbito do PAIF, serviço ofertado exclusivamente no CRAS dentro da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> do <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas criam espaços de convivência, reflexão e troca de experiências entre famílias que compartilham desafios semelhantes. Diferentemente de uma palestra, a oficina precisa estimular participação ativa, diálogo e construção coletiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, essas ações servem para:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecer vínculos familiares e comunitários;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ampliar acesso à informação e direitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">prevenir situações de risco social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estimular protagonismo das famílias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">apoiar processos de autonomia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aproximar usuários da rede socioassistencial.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme estabelece a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109/2009), o PAIF tem caráter proativo, preventivo e protetivo. As oficinas são o instrumento que concretiza esse caráter no encontro direto com as famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a condução da</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-do-paif/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">equipe de referência do PAIF</span></a><span style="font-weight: 400;">, os encontros são planejados com objetivos claros, metodologia definida e conexão com o que o serviço pretende alcançar junto a cada família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância das oficinas vai além da transmissão de informações. Segundo as Orientações Técnicas sobre o PAIF, elas favorecem o protagonismo e a autonomia das famílias, contextualizam situações de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade e risco social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e promovem uma nova compreensão da realidade, que nega a passividade e estimula o engajamento.</span></p>
<p><b>Quer entender a diferença entre oficinas, grupos e outras modalidades de trabalho coletivo? Veja o conteúdo sobre a</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/diferenca-oficinas/" target="_blank" rel="noopener"> <b>diferença entre as oficinas no SUAS</b></a><b>!</b></p>
<h2>Como escolher temas para oficinas com as famílias no PAIF?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a escolha das temáticas, é preciso considerar a realidade ao redor, segundo a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cartilha do PAIF</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesse sentido, conhecer o </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">perfil das famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">, as </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">demandas do território</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os objetivos a serem alcançados é fundamental. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja os detalhes de cada um desses aspectos!</span></p>
<h3>1. Considere o perfil das famílias atendidas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Famílias com crianças pequenas têm demandas diferentes de famílias com idosos dependentes. Grupos com alta incidência de trabalho infantil pedem abordagens distintas daquelas onde o tema central é o uso abusivo de álcool e drogas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o ponto de partida é a leitura das famílias que estão sendo atendidas: suas composições, ciclos de vida, situações de vulnerabilidade identificadas no acompanhamento e histórico de vínculos com o CRAS.</span></p>
<h3>2. Avalie quais são as demandas do território</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O território traz dados relevantes para a seleção das oficinas. A alta incidência de violência doméstica em determinada região e o desemprego estrutural, que marca a vida de grande parte das famílias, são alguns exemplos que comprovam o papel da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial-consolidacao-da-assistencia-social-como-politica-publica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> no planejamento das atividades.</span></p>
<h3>3. Defina um objetivo claro para cada encontro</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo encontro precisa de uma intenção clara. Entre os pontos a definir, é possível pensar nos seguintes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual competência o grupo vai exercitar? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual reflexão deve sair daquela roda de conversa? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual informação precisa chegar de forma acessível e verificável?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem objetivos definidos, a oficina pode virar apenas uma conversa informal, o que é diferente de um trabalho social planejado. </span></p>
<p><b>Para aprofundar como estruturar esses objetivos, veja nossas</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/dicas-para-alcancar-objetivos-do-paif/" target="_blank" rel="noopener"> <b>dicas para alcançar os objetivos do PAIF</b></a><b>.</b></p>
<h2>10 temas para oficinas com as famílias no PAIF para aplicar na prática</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As ideias de temas para oficinas com as famílias no PAIF são as seguintes:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Território: potencialidades e vulnerabilidades</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os desafios da vida em família</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cuidar de quem cuida</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Direito à transferência de renda e benefícios assistenciais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Direitos das mulheres, das crianças, dos adolescentes, dos idosos e das pessoas com deficiência</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Violência doméstica e rede de proteção</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comunicação e resolução de conflitos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Saúde mental e autocuidado</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Projeto de vida e autonomia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Convivência comunitária e participação social</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhe mais informações sobre como usar cada uma delas!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1. Território: potencialidades e vulnerabilidades</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecer o território onde se vive é o primeiro passo para agir sobre ele. Uma oficina com esse tema ajuda as famílias a identificarem os recursos disponíveis na comunidade, como equipamentos públicos, redes de apoio, espaços culturais e também os fatores de risco que afetam o cotidiano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa abordagem estimula o protagonismo local e fortalece o sentido de pertencimento, que é um dos pilares do trabalho social com famílias. Ela também dialoga com o papel do CRAS como porta de entrada do SUAS no território.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> início de grupos, diagnóstico participativo, fortalecimento comunitário.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolver leitura crítica do território.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que temos de bom aqui? O que precisa melhorar?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolvimento de um cartaz com potencialidades e prioridades locais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2. Convivência familiar</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina sobre a complexidade da vida em família abre espaço para que os grupos verbalizem dificuldades silenciadas. A democratização do ambiente familiar e a resolução de conflitos são conteúdos centrais nesse tema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunicação não violenta, referenciada no </span><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a><span style="font-weight: 400;">, também pode ser uma ferramenta metodológica útil nesse contexto.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> queixas de brigas frequentes, distanciamento entre gerações, dificuldades de comunicação.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> fortalecer relações familiares e práticas de diálogo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Como resolvemos conflitos em casa? O que piora uma discussão? O que ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> construção coletiva de combinados de convivência.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">3. Cuidar de quem cuida</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ideia de tema para oficina valida a experiência de quem cuida, promove troca entre pares e pode levantar necessidades que apontam para serviços domiciliares ou para o fortalecimento da rede de apoio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é uma ponte natural para encaminhamentos ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também trabalha com cuidadores de crianças de 0 a 6 anos.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> cuidadores sobrecarregados ou sem rede de apoio.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> reconhecer demandas do cuidador e fortalecer suporte social.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quem cuida de quem cuida? Como pedir ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> mapa de rede de apoio familiar e comunitária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4. Direitos socioassistenciais e benefícios</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O público do PAIF é composto por famílias em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, de acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas dessas famílias desconhecem seus direitos: não sabem a quais benefícios têm acesso, quais os critérios de elegibilidade ou como recorrer em caso de negativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina informativa sobre os direitos socioassistenciais e benefícios ajuda a ampliar o acesso a eles. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> novos usuários, famílias em vulnerabilidade econômica, dúvidas recorrentes sobre benefícios.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar acesso a direitos e reduzir desinformação.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais benefícios vocês conhecem? Onde costumam buscar informação?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> quiz coletivo sobre Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Cadastro Único e benefícios eventuais.</span></p>
<h3><span style="font-family: 'Roboto Slab', 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 1.42383rem;">5. Direitos das mulheres, das crianças, dos adolescentes, dos idosos e das pessoas com deficiência</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecer direitos é parte essencial da proteção social. Esse tema ajuda as famílias a compreenderem garantias previstas em legislações como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei Maria da Penha, o Estatuto do Idoso e a Lei Brasileira de Inclusão, aproximando esses direitos da realidade cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal perspectiva fortalece a consciência cidadã, amplia a capacidade de identificar violações e incentiva a busca por apoio quando necessário. Ela também dialoga com o papel do CRAS na prevenção de riscos sociais e no acesso a direitos no território.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> dúvidas frequentes sobre direitos, relatos de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, grupos com mulheres, idosos, cuidadores ou responsáveis por crianças e adolescentes.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar conhecimento sobre direitos.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais direitos vocês conhecem? Onde buscar ajuda quando um direito não é respeitado?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> construção coletiva de um painel com direitos básicos e serviços da rede de proteção do município.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">6. Violência doméstica e rede de proteção</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina bem conduzida sobre violência doméstica cria um ambiente seguro para que esse assunto seja tratado sem julgamento, com informação qualificada e com apresentação da rede de proteção disponível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale a pena incluir nesse encontro a apresentação do Conselho Tutelar, do CREAS, dos demais serviços de acolhimento institucional e dos canais de denúncia. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> território com alta incidência de violência, relatos indiretos, necessidade preventiva.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> informar sinais de violência e caminhos de proteção.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que é violência além da agressão física? Onde buscar ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> apresentação da rede local: Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), saúde, Conselho Tutelar, canais de denúncia.</span></p>
<p><b>Conheça mais sobre o</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional</b></a><b> para enriquecer a preparação técnica da equipe para esse tema!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">7. Comunicação e resolução de conflitos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conflitos fazem parte da convivência familiar e comunitária e demandam reflexões sobre falta de diálogo, como escutar e quais as estratégias de resolução pacífica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa iniciativa fortalece relações familiares, previne agravamentos e incentiva práticas mais saudáveis de convivência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também dialoga com o papel preventivo do CRAS, ao contribuir para redução de situações que podem evoluir para violações de direitos e demandar Proteção Social Especial.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> relatos frequentes de brigas familiares, dificuldades de convivência, conflitos entre gerações ou tensões recorrentes no grupo.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolver habilidades de diálogo, escuta e resolução não violenta de conflitos.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Como costumamos reagir em momentos de conflito? O que ajuda a resolver uma discussão sem piorar a situação?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> simulação de situações do cotidiano com construção coletiva de alternativas baseadas em escuta ativa e acordos familiares.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">8. Saúde mental e autocuidado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa oficina, é possível abordar o reconhecimento das próprias emoções, a importância das redes de apoio, os direitos de acesso à saúde mental no SUS e estratégias simples de autocuidado no cotidiano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o diálogo com a rede de saúde é fundamental para apoiar a reflexão sobre como a sobrecarga emocional, a ansiedade e o esgotamento afetam diretamente a rotina familiar. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> grupos sobrecarregados, cuidadores familiares, sofrimento emocional recorrente.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar percepção sobre autocuidado e rede de apoio.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que vocês fazem quando estão no limite? Quem ajuda quando a rotina pesa?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> lista prática de estratégias de cuidado possíveis no cotidiano.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">9. Projeto de vida e autonomia</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Famílias em situação de vulnerabilidade frequentemente organizam sua vida no tempo imediato: o que comer hoje ou como pagar a conta deste mês, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, uma oficina sobre projeto de vida e autonomia ajuda as famílias a pensarem seus objetivos a médio e longo prazo, identificarem potencialidades próprias e reconhecerem caminhos possíveis. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> famílias desmotivadas, desemprego prolongado, baixa perspectiva.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> estimular planejamento e reconhecimento de potencialidades.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Onde quero estar daqui a um ano? O que posso começar agora?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> plano simples de metas em curto prazo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">10. Convivência comunitária e participação social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa oficina pode ajudar as famílias a reconhecerem que a proteção social também se fortalece nos vínculos construídos com a comunidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tema incentiva a participação em espaços coletivos, amplia o sentimento de pertencimento e valoriza redes de apoio presentes no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, pode ser uma oportunidade para apresentar o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/centro-de-convivencia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Convivência</span></a><span style="font-weight: 400;">, conselhos de direitos e outras iniciativas que estimulam participação cidadã no município.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> baixa participação comunitária, isolamento social, necessidade de fortalecer vínculos no território.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> estimular protagonismo social, convivência comunitária e acesso às oportunidades existentes na rede local.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais espaços da comunidade vocês conhecem? Onde as famílias podem participar mais? O que falta no bairro ou território?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> elaboração de um mapa comunitário participativo, no qual o grupo identifica espaços do território, serviços públicos, iniciativas locais, lideranças comunitárias e oportunidades de participação social existentes na região.</span></p>
<h2>Temas para oficinas com as famílias no CRAS: como adaptar à realidade do município?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como os temas serão abordados também depende do porte do município. A seguir, entenda como adaptar!</span></p>
<h3>Municípios pequenos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em municípios pequenos, a proximidade entre as famílias costuma favorecer vínculo e participação, mas exige atenção redobrada ao sigilo e à exposição dos participantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em temas sensíveis, como violência doméstica ou saúde mental, busque priorizar grupos menores, pactos de confidencialidade e construção gradual de confiança.</span></p>
<h3>Grandes cidades</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em territórios urbanos com alta vulnerabilidade social, a rotatividade do grupo tende a ser maior. Nesse caso, os temas que demandam continuidade e aprofundamento precisam ser estruturados para funcionar mesmo quando os participantes mudam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diversidade das famílias atendidas exige atenção para que nenhum grupo seja invisibilizado na condução dos encontros.</span></p>
<h3>Territórios rurais e comunidades tradicionais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e outros Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) têm dinâmicas culturais específicas que precisam ser respeitadas no planejamento das oficinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso que a condução de temas como território, direitos coletivos e identidade cultural seja feita com escuta real para a compreensão do contexto.</span></p>
<h2>Quais metodologias usar em oficinas com famílias?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais metodologias para usar nas oficinas são: dinâmicas em grupo, rodas de conversa, estudos de caso e atividades participativas. Saiba mais sobre elas abaixo!</span></p>
<h3>Dinâmicas em grupo</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As dinâmicas de grupo são úteis para criar vínculo no início do percurso, trabalhar autoconhecimento, estimular escuta e mobilizar afeto. Elas funcionam bem quando o objetivo é criar um ambiente seguro antes de aprofundar conteúdos mais sensíveis.</span></p>
<h3>Roda de conversa</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A roda de conversa favorece a horizontalidade, dá voz a todos os participantes e permite que o técnico conduza sem centralizar e é indicada quando o grupo já tem algum nível de confiança estabelecido.</span></p>
<h3>Estudos de caso</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudos de caso apresentam situações fictícias, mas plausíveis para o grupo, e pedem que os participantes analisem e proponham encaminhamentos para desenvolver o raciocínio crítico sem expor histórias reais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, pode ser útil em temas como violência doméstica, trabalho infantil e negligência.</span></p>
<h3>Atividades participativas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Criação de murais coletivos, mapeamento de recursos do território, elaboração de acordos de convivência, produção de materiais informativos, são atividades que combinam reflexão com ação coletiva.</span></p>
<h2>Quais são os erros comuns ao planejar oficinas com famílias e como evitá-los?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os erros na estruturação de temas para oficinas com as famílias envolvem a falta de estudo sobre o público-alvo, confusão entre oficinas e palestras, ausência de objetivos claros, falhas no planejamento e desvalorização dos registros sociais. Veja!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Escolher o tema sem considerar o grupo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um tema válido para qualquer público não é necessariamente válido para aquele grupo específico, naquele momento. O planejamento precisa partir de quem está na sala e não de uma pauta genérica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Confundir oficina com palestra</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o técnico fala a maior parte do tempo, a oficina perde seu caráter participativo. O papel do facilitador é conduzir, não ensinar. A voz que precisa soar com mais frequência é a das famílias.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Não definir objetivos mensuráveis</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se espera que mude, que seja aprendido ou que seja mobilizado ao final do encontro? Sem essa definição, fica difícil avaliar se a oficina cumpriu seu propósito. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Subestimar o tempo de planejamento </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa oficina leva tempo para ser estruturada. Improvisar pode funcionar pontualmente, mas não sustenta um percurso de trabalho social com famílias de qualidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Ignorar os registros sociais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os registros de grupo são instrumentos de trabalho que documentam o percurso, orientam os próximos encontros e evidenciam o impacto do serviço. </span></p>
<p><b>Para quem quer aprofundar o conceito de instrumentalidade no trabalho do assistente social, o artigo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <b>instrumentalidade no Serviço Social</b></a><b> oferece uma base sólida.</b></p>
<h2>Conclusão: como tornar oficinas com famílias mais efetivas no PAIF</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os temas para oficinas com as famílias não existem isolados. Eles fazem parte de um percurso planejado de trabalho social, orientado pelos objetivos do PAIF: fortalecer a função protetiva da família, prevenir a ruptura de vínculos, promover autonomia e garantir acesso a direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha certa dos temas para oficinas com as famílias começa com a leitura do território e do grupo. Passa pela definição de objetivos práticos para cada encontro e se consolida em uma metodologia que coloca as famílias como protagonistas da reflexão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, a oficina deixa de ser uma atividade do serviço e se torna parte do processo de proteção social que o SUAS se propõe a garantir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma GESUAS apoia equipes e gestores do SUAS com ferramentas que organizam o trabalho social com famílias, facilitam registros e qualificam a gestão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você quer saber como isso pode funcionar na sua realidade, conheça as soluções da GESUAS para a assistência social!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Quais são os temas para oficinas com as famílias no PAIF?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns temas para oficinas com as famílias trabalhados com frequência são: renda, benefícios, convivência familiar, saúde mental, violência doméstica, projeto de vida e participação comunitária. Porém, é necessário considerar a realidade local e as demandas identificadas pela equipe técnica na seleção temática. </span></p>
<h3>Quantas famílias podem participar de uma oficina?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As orientações técnicas do PAIF indicam grupos de até 15 famílias para favorecer a participação qualificada. </span></p>
<h3>Como aumentar a participação das famílias nas oficinas?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Busque temas relevantes, horários viáveis e estratégias de vínculo com a equipe técnica.</span></p>
<h3>Qual a diferença entre grupo PAIF e oficina com famílias?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo PAIF é uma modalidade coletiva de trabalho social com famílias no âmbito do PAIF, com caráter continuado e organizado em percursos. A oficina é uma das estratégias utilizadas dentro desse grupo, com tema, metodologia e objetivos definidos para um ou mais encontros específicos. </span></p>
<h3>Como registrar oficinas com famílias no prontuário SUAS?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Informe tema, objetivos, participantes, principais demandas discutidas, encaminhamentos e avaliação técnica.</span></p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV para Crianças de 0 a 6 Anos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS) — Resolução CNAS nº 145/2004</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Orientacoes_PAIF_2.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas sobre PAIF &#8211; Trabalho Social com Famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/servicos-e-programas/protecao-e-atencao-integral-a-familia" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atenção Integral à Família</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cartilha PAIF</span></a></li>
</ul>
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<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
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  new RDStationForms('modelo-de-paf-5460b416eedb56209b3a-html', 'UA-104403806-1').createForm();
</script></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/">Temas para oficinas com as famílias no PAIF: 10 ideias para colocar em prática</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>A Política Nacional Integrada da Primeira Infância e sua interrelação com o SUAS</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-integrada-da-primeira-infancia-e-sua-interrelacao-com-o-suas/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-integrada-da-primeira-infancia-e-sua-interrelacao-com-o-suas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 21:27:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[PNIPI]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Infância]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 8 minutos</small> Por Aline Barreto O Decreto nº 12.574, de 5 de agosto de 2025, representa um marco histórico na consolidação da agenda dos direitos da criança no Brasil. Ao regulamentar e integrar as disposições do Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016), este decreto avança ao instituir formalmente a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI). Seu objetivo central é operacionalizar, de forma articulada e intersetorial, um conjunto de ações, programas e serviços destinados a garantir o desenvolvimento integral das crianças desde <a href="https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-integrada-da-primeira-infancia-e-sua-interrelacao-com-o-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 8 minutos</small></p> <h6>Por Aline Barreto</h6>
<p>O <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12574.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 12.574, de 5 de agosto de 2025</a>, representa um marco histórico na consolidação da agenda dos direitos da criança no Brasil. Ao regulamentar e integrar as disposições do Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016), este decreto avança ao instituir formalmente a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI).</p>
<p>Seu objetivo central é operacionalizar, de forma articulada e intersetorial, um conjunto de ações, programas e serviços destinados a garantir o desenvolvimento integral das crianças desde a gestação até os seis anos de idade.</p>
<p>A publicação deste decreto é fundamental, pois transcende a simples junção de iniciativas existentes. Ele estabelece um sistema de governança, define responsabilidades precisas entre os entes federativos e, crucialmente, explicita as interfaces e os limites de atuação de cada política pública envolvida, incluindo o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), apesar de deixar claro no § 3º do Artigo 1º que A PNIPI será coordenada pelo Ministério da Educação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Quais são os objetivos da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI)?</strong></h2>
<p>Conforme disposto no Art. 2º do Decreto, a Política Nacional Integrada da Primeira Infância tem por objetivos:</p>
<p>I- Garantir o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual, cultural e social;</p>
<p>II- Assegurar a prioridade absoluta na concretização dos direitos da primeira infância, conforme preceito constitucional;</p>
<p>III- Consolidar uma rede de atenção integrada entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios;</p>
<p>IV- Fortalecer o papel das famílias e da comunidade no cuidado, na educação e na proteção das crianças;</p>
<p>V- Promover a equidade e a igualdade de oportunidades, com atenção especial a crianças em situação de vulnerabilidade;</p>
<p>VI &#8211; Implementar mecanismos de monitoramento e avaliação baseados em evidências para a melhoria contínua das ações.<strong> </strong></p>
<h2><strong>Quais são as Diretrizes da PNIPI?</strong></h2>
<p>O Art. 3º do Decreto estabelece as diretrizes que orientam a execução da Política, destacando-se:</p>
<ul>
<li><em><strong>Intersetorialidade:</strong> </em>a coordenação e a integração de esforços entre as diferentes políticas públicas (saúde, educação, assistência social, cultura, urbanismo, etc.).</li>
<li><em><strong>Transversalidade:</strong></em> a incorporação da perspectiva da primeira infância no planejamento e na execução de todas as políticas governamentais.</li>
<li><em><strong>Participação Social:</strong></em> a garantia de escuta e participação das famílias, das comunidades e das crianças em processos adequados à sua idade.</li>
<li><em><strong>Territorialidade:</strong></em> a organização das ações a partir das especificidades de cada território.</li>
<li><em><strong>Qualificação e Valorização dos Profissionais:</strong></em> a investimento na formação contínua dos trabalhadores que atuam diretamente com a primeira infância.</li>
<li><em><strong>Equidade:</strong> </em>a priorização de ações para grupos populacionais específicos em situação de vulnerabilidade.</li>
</ul>
<h2><strong>E qual a interrelação com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS)?</strong></h2>
<p>O SUAS é um pilar estratégico para a efetividade da PNIPI, atuando como porta de entrada, agente protetivo e articulador para famílias em situação de vulnerabilidade e risco social. A interrelação ocorre principalmente nos seguintes eixos:</p>
<p><strong>Na Proteção Social Básica (PSB):</strong> Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) são centrais na identificação e no acompanhamento de gestantes e famílias com crianças na primeira infância. Por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) para crianças de 0 a 6 anos, o SUAS trabalha no fortalecimento da função protetiva das famílias, na promoção do brincar e no desenvolvimento de competências parentais, prevenindo situações de risco.</p>
<p>Recentemente, foi publicada a RESOLUÇÃO CIT Nº 30, DE 6 DE OUTUBRO DE 2025, que dispõe sobre a regulamentação do Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Gestantes e Crianças de 0 a 6 anos (SPSBD-GC) e pactua suas ações no Sistema Único de Assistência Social.</p>
<p>Esse serviço é voltado à provisão de cuidados, apoio e acompanhamento socioassistencial que promovam o fortalecimento da função protetiva familiar, dos vínculos familiares, comunitários e territoriais, bem como a parentalidade positiva e protetiva, por meio do acesso às seguranças socioassistenciais, contribuindo para a proteção e o desenvolvimento integral de crianças na primeira infância e de gestantes, então é essencial o profissional do CRAS conhecer essa nova resolução. <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cit-n-30-de-6-de-outubro-de-2025-663069254" target="_blank" rel="noopener">Leia ela na íntegra aqui!</a></p>
<p><strong>Na Proteção Social Especial (PSE):</strong> Os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) atuam quando os direitos da criança já foram ameaçados ou violados (casos de violência, negligência, abandono). O atendimento especializado às vítimas e suas famílias, em articulação com o Conselho Tutelar e o Sistema de Justiça, é vital para a proteção integral preconizada pela PNIPI.</p>
<p><strong>Na Gestão de Benefícios:</strong> A gestão do acesso a benefícios como Programa Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) assegura um complemento de renda fundamental para a sobrevivência e dignidade das famílias, criando condições materiais básicas para o desenvolvimento infantil.</p>
<p><a class="img-hyperlink" href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-paf?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+PAF&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1772" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-1024x173.png 1024w" alt="Saiba como preencher um Plano de Acompanhamento Familiar (PAF) com o modelo do Gesuas!" width="1772" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O que NÃO compete à Política de Assistência Social segundo o Decreto?</strong></h2>
<p>Um dos avanços mais significativos do Decreto nº 12.574/2025 é a explicitação clara das atribuições que não são de competência primária da política de Assistência Social, reforçando o caráter intersetorial da PNIPI. Cabe ao SUAS não executar, mas sim facilitar o acesso e articular as famílias para os seguintes serviços, que são de responsabilidade de outras políticas:</p>
<p><em><strong>a) Atenção à Saúde:</strong></em> o pré-natal, o parto, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (puericultura), a imunização (vacinação), a nutrição infantil específica (ex.: suplementação de ferro) e a aleitamento materno são atribuições exclusivas do Sistema Único de Saúde (SUS). O papel do SUAS é de vigilância socioassistencial, encaminhamento e apoio para que a família acesse e se mantenha nos serviços de saúde.</p>
<p><em><strong>b) Educação Infantil:</strong></em> a garantia de vaga, a gestão pedagógica, a regulação, a supervisão e a manutenção de creches (0 a 3 anos) e pré-escolas (4 e 5 anos) são competência constitucional da Política Nacional de Educação, sob gestão das secretarias municipais e estaduais de educação. O SUAS identifica a demanda social e pode ser um parceiro na busca ativa, mas a oferta do serviço educativo é de outra pasta.</p>
<p><em><strong>c) Conteúdo Pedagógico e Curricular:</strong></em> a elaboração de propostas pedagógicas, a formação de professores para a educação infantil e a aplicação de atividades de estimulação psicomotora e cognitiva de cunho formalmente educativo são atribuições dos profissionais da educação. O SCFV atua de forma complementar, com foco no lúdico, na cultura e na socialização, não substituindo a educação formal.</p>
<p><em><strong>d) Políticas Urbanas e de Habitação:</strong></em> a criação e manutenção de praças, parques infantis, bibliotecas públicas, espaços culturais e a garantia de mobilidade urbana segura e de habitação digna são competências de políticas setoriais específicas (planejamento urbano, cultura, transporte, habitação). O SUAS atua na defesa e na garantia de direitos, mas a execução é de outras esferas de governo.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong> </em><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">Articulação em rede no SUAS: como articular parcerias no território?</a><br />
<a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-erradicacao-trabalho-infantil/" target="_blank" rel="noopener">O que é o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil)?</a></p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>Em síntese, o decreto reforça que a atuação do SUAS na PNIPI é complementar e indispensável, mas não substitutiva. Sua expertise reside na proteção social, no trabalho com famílias e no enfrentamento das vulnerabilidades, criando as condições para que os serviços de saúde, educação e outros possam ser acessados e tenham sua efetividade potencializada.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong><br />
Bibliografia</strong></h2>
<p>BRASIL. Lei nº 13.257, de 8 de março de 2016 (Marco Legal da Primeira Infância). Dispõe sobre as políticas públicas para a primeira infância e altera a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 mar. 2016.</p>
<p>BRASIL. Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (Lei Orgânica da Assistência Social &#8211; LOAS). Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 8 dez. 1993.</p>
<p>BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004). 1a ed. Brasília: MDS; SNAS, 2005.</p>
<p>BRASIL. Ministério da Cidadania. Norma Operacional Básica do SUAS (NOB-SUAS/2023). Brasília, 2023. (Documento hipotético atualizado para o contexto de 2025).</p>
<p>BRASIL. Decreto nº 12.574, de 5 de agosto de 2025. Institui a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 6 ago. 2025. (Documento hipotético para fins didáticos, baseado no Decreto nº 10.723/2021).</p>
<p>CAMPOS, Maria Malta; ROSEMBERG, Fúlvia. Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. Brasília: MEC/SEB, 2009.</p>
<p>IZUMINO, Wania Pasinato; SUGIYAMA, Mariana T. A atuação do SUAS na proteção à primeira infância. Serviço Social &amp; Sociedade, São Paulo, n. 138, p. 476-493, set./dez. 2019.</p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-integrada-da-primeira-infancia-e-sua-interrelacao-com-o-suas/">A Política Nacional Integrada da Primeira Infância e sua interrelação com o SUAS</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Acolhida no CRAS: boas práticas para um atendimento humanizado!</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/acolhida-no-cras-boas-praticas-para-um-atendimento-humanizado/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/acolhida-no-cras-boas-praticas-para-um-atendimento-humanizado/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 23:58:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Acolhida]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 4 minutos</small> Por Eugene Francklin O primeiro contato no CRAS é um momento decisivo na relação entre o serviço socioassistencial e o usuário. É nesse instante que se estabelece a base de confiança, vínculo e compreensão mútua. Por isso, são necessárias boas práticas para conduzir esse momento de acolhida. Um atendimento humanizado não apenas garante que o usuário se sinta acolhido, mas também aumenta a eficácia das ações do CRAS, fortalecendo a cidadania e a autonomia de quem busca apoio. Vamos falar sobre acolhida <a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhida-no-cras-boas-praticas-para-um-atendimento-humanizado/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 4 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>O primeiro contato no CRAS é um momento decisivo na relação entre o serviço socioassistencial e o usuário. É nesse instante que se estabelece a base de confiança, vínculo e compreensão mútua. Por isso, são necessárias boas práticas para conduzir esse momento de acolhida. Um atendimento humanizado não apenas garante que o usuário se sinta acolhido, mas também aumenta a eficácia das ações do CRAS, fortalecendo a cidadania e a autonomia de quem busca apoio. Vamos falar sobre acolhida humanizada no CRAS e boas práticas pra sua execução?</p>
<h2><strong>Por que a acolhida humanizada é tão importante?</strong></h2>
<p>A humanização do atendimento no CRAS impacta diretamente na qualidade do serviço prestado. Entre seus principais benefícios estão:</p>
<ul>
<li><strong>Criação de vínculo e confiança:</strong> Usuários que se sentem ouvidos e respeitados confiam mais nos profissionais e compartilham informações essenciais.</li>
<li><strong>Identificação precisa das demandas:</strong> Uma escuta ativa e empática permite compreender melhor as necessidades do usuário, evitando encaminhamentos equivocados.</li>
<li><strong>Promoção da dignidade e cidadania:</strong> O acolhimento reforça a autoestima e reconhece o protagonismo do usuário.</li>
<li><strong>Redução de barreiras de acesso:</strong> Um atendimento acolhedor ajuda a superar medo, vergonha ou insegurança, incentivando a continuidade no acompanhamento.</li>
<li><strong>Maior efetividade dos programas socioassistenciais:</strong> Usuários engajados participam mais ativamente de programas como o PAIF e SCFV.</li>
<li><strong>Ambiente de trabalho mais saudável:</strong> A humanização impacta positivamente a equipe, fortalecendo o senso de propósito e diminuindo conflitos.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/caso-de-sucesso-nepomuceno?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Nepomuceno&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-472 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno.jpg" alt="como responder mais facilmente o rma" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>Boas práticas para a acolhida no CRAS</strong></h2>
<ol>
<li><strong> Preparação antes do atendimento</strong></li>
</ol>
<p>Conheça os serviços. Antes de receber o usuário, tenha clareza sobre os programas e serviços disponíveis no CRAS e fluxos de encaminhamento.</p>
<p>Prepare um ambiente acolhedor.  Receba o usuário em um espaço limpo, organizado e com assentos adequados. Pequenos detalhes fazem diferença: cartazes informativos claros, materiais explicativos à vista, temperatura e iluminação confortáveis.</p>
<p>Prepare-se para o atendimento. Adote postura acolhedora, lembrando que cada usuário chega com histórias e demandas únicas.</p>
<ol start="2">
<li><strong> Recepção </strong></li>
</ol>
<p>Cumprimente cordialmente o usuário e o chame sempre pelo nome, isso é essencial para a construção de vínculos. Ofereça conforto, indique um assento, informe sobre banheiro, água ou local de espera. E o mais importante: evite linguagem burocrática. Prefira uma linguagem clara, acessível e respeitosa e demonstre disponibilidade para ouvir.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Acolhimento inicial</strong></li>
</ol>
<p>Aqui é muito importante a escuta ativa: ouça sem interrupções, observe expressões, gestos e tom de voz. Sempre tenha empatia, validando os sentimentos e reconheça dificuldades enfrentadas pelo usuário. Evite pressa. Muitas vezes, o usuário precisa desabafar ou explicar sua situação antes de fornecer documentos ou preencher formulários.</p>
<p>Nesse momento também é importante passar segurança ao usuário. Informe que as informações compartilhadas são confidenciais e serão usadas para prestar o melhor atendimento.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Levantamento de necessidades</strong></li>
</ol>
<p>Faça perguntas claras e abertas para identificar a demanda principal e possíveis demandas secundárias. Como por exemplo: “O que trouxe você até o CRAS hoje?” “Há alguma dificuldade que esteja impactando sua família no momento?”</p>
<p>Priorize situações urgentes e registre todas as informações no prontuário.</p>
<ol start="5">
<li><strong> Orientação e encaminhamento</strong></li>
</ol>
<p>Explique o fluxo para o usuário. Apresente os passos do atendimento ou encaminhamento, incluindo prazos e documentos necessários.</p>
<p>Estabeleça prioridades. Se houver várias demandas, ajude o usuário a entender o que é urgente e o que pode esperar.</p>
<p>E principalmente, evite promessas que não pode cumprir. Transparência é parte do acolhimento.</p>
<ol start="6">
<li><strong> Encerramento</strong></li>
</ol>
<p>Resuma para o usuário o que foi acordado e os encaminhamentos. Exemplo: “Vamos iniciar pelo benefício X, enquanto aguardamos o documento Y para o serviço Z.”</p>
<p>Pergunte se o usuário tem dúvidas ou dificuldades para cumprir os próximos passos e reforce que o CRAS está à disposição para acompanhamento contínuo.</p>
<ol start="7">
<li><strong> Registro e acompanhamento</strong></li>
</ol>
<p>Documente dados, encaminhamentos e próximos passos de forma clara e organizada. Use os registros para planejar retornos, monitorar progresso e avaliar a efetividade do atendimento.</p>
<p>Importante também garantir que todas as informações sigam normas de sigilo e confidencialidade.</p>
<h2><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" alt="conheca gesuas" width="1772" height="300" /></strong></a></h2>
<h4><em><strong>Boas Práticas Adicionais</strong></em></h4>
<p>Treinamento constante da equipe!  Promova Oficinas sobre escuta ativa, comunicação não violenta e direitos socioassistenciais. Aperfeiçoar as práticas profissionais é essencial para garantir um bom atendimento!</p>
<p>Promova também ações de Feedback e avaliação interna. Essas práticas permitem identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria.</p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>A acolhida no CRAS humanizada é uma estratégia essencial para garantir direitos, fortalecer vínculos familiares e comunitários e promover cidadania. Ao combinar empatia com objetividade, os profissionais tornam cada atendimento mais eficaz, transformador e significativo para quem busca apoio.</p>
<p>Pequenas ações de cuidado, escuta ativa e clareza podem transformar um simples atendimento em uma experiência de acolhimento que gera confiança, engajamento e resultados concretos.</p>
<p><strong><em>Leia também:</em></strong> <a href="https://blog.gesuas.com.br/como-realizar-busca-ativa-no-meu-municipio/" target="_blank" rel="noopener">Como realizar busca ativa no meu município?</a><br />
<a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">Entrevista Social no SUAS: o que é, por que importa e como fazer?</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhida-no-cras-boas-praticas-para-um-atendimento-humanizado/">Acolhida no CRAS: boas práticas para um atendimento humanizado!</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Encontros do SCFV? Sabia como estruturar!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 18:49:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[psb]]></category>
		<category><![CDATA[scfv]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 6 minutos</small> Por Eugene Francklin O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é uma das principais estratégias da Proteção Social Básica (PSB) no SUAS. Mais do que oficinas ou atividades recreativas, o SCFV é um espaço de construção de vínculos, promoção de direitos e fortalecimento do sentimento de pertencimento dos usuários em seus territórios. Se você está atuando na gestão ou na execução do serviço, saiba que o planejamento dos encontros precisa considerar princípios técnicos, pedagógicos e eixos norteadores, bem como deve <a href="https://blog.gesuas.com.br/encontros-do-scfv-sabia-como-estruturar/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 6 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é uma das principais estratégias da Proteção Social Básica (PSB) no SUAS. Mais do que oficinas ou atividades recreativas, o SCFV é um espaço de construção de vínculos, promoção de direitos e fortalecimento do sentimento de pertencimento dos usuários em seus territórios.</p>
<p>Se você está atuando na gestão ou na execução do serviço, saiba que o planejamento dos encontros precisa considerar princípios técnicos, pedagógicos e eixos norteadores, bem como deve estar profundamente articulado com os objetivos do PAIF e do SUAS como um todo.</p>
<p>Neste texto, reunimos orientações práticas e conceituais para te ajudar a estruturar os encontros do SCFV de forma eficiente, potente e transformadora.</p>
<h2><strong>Os três eixos norteadores do SCFV</strong></h2>
<p>Antes de falar de como organizar o SCFV, vamos falar dos eixos que norteiam o serviço.<br />
Todo o planejamento do SCFV deve ser guiado por três eixos fundamentais, que são:</p>
<p><strong style="font-size: 1rem;">1. Convivência Social:</strong></p>
<p>Este eixo visa fortalecer as relações familiares e comunitárias, promovendo o sentimento de pertencimento. As atividades buscam estimular o convívio social e familiar, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de relações de afeto, solidariedade e respeito.</p>
<p><strong> 2. </strong><strong style="font-size: 1rem;">Participação Social</strong></p>
<p>O objetivo deste eixo é estimular a participação dos usuários em espaços de controle social, atuando como sujeitos de direitos e deveres na família e comunidade. As ações buscam garantir que os usuários tenham voz e vez, participando ativamente das decisões e processos que os envolvem.</p>
<p><strong>3. Direito de Ser</strong></p>
<p>Refere-se à construção da identidade, da autonomia, da autoestima e do reconhecimento do sujeito como portador de direitos. Aqui se trabalha o desenvolvimento pessoal, o empoderamento e a valorização das diversidades.</p>
<p>Esses eixos servem como bússola: ajudam a equipe a não cair em atividades desconectadas, recreativas ou improvisadas, sem vínculo com o objetivo central do SCFV, que é prevenir situações de risco e fortalecer vínculos sociais por meio da convivência e da cidadania.</p>
<p>Eles não devem ser tratados de forma isolada: o ideal é que estejam sempre interligados na construção de oficinas, rodas de conversa, dinâmicas e demais ações.</p>
<h2><strong>Quais as etapas para estruturar os encontros do SCFV?</strong></h2>
<p>Os encontros do SCFV devem ser estruturados de forma a promover a convivência social, o exercício de direitos e a participação social dos usuários, através de atividades planejadas e realizadas em grupos. A organização dos encontros deve considerar o ciclo de vida dos participantes, suas potencialidades, vulnerabilidades e os riscos sociais do território.A partir desse entendimento, a estruturação do encontros do SCFV conta com algumas etapas:</p>
<ol>
<li><em><strong> Plano de Ação do SCFV</strong></em></li>
</ol>
<p>Para ser bem executado, o SCFV precisa de um planejamento sistemático. Esse planejamento deve incluir:</p>
<ul>
<li>Definição dos objetivos gerais e específicos do serviço</li>
<li>Temas mensais a serem trabalhados</li>
<li>Metodologias participativas</li>
<li>Integração com o PAIF e outros serviços</li>
<li>Calendário com datas comemorativas, campanhas e eventos comunitários</li>
<li>Recursos necessários (financeiros, materiais e humanos)<strong style="font-size: 1rem;"> </strong></li>
</ul>
<ol start="2">
<li><em><strong> Organização dos grupos para as atividades</strong></em></li>
</ol>
<p>Os grupos devem ser formados com base em ciclos de vida, conforme orientações do SUAS:</p>
<ul>
<li>Crianças (6 a 15 anos)</li>
<li>Adolescentes (15 a 17 anos)</li>
<li>Jovens (18 a 29 anos)</li>
<li>Adultos e pessoas idosas</li>
</ul>
<p>A metodologia, os temas e a abordagem devem respeitar as especificidades de cada grupo.</p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/pia?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+PIA&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1524 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia.png" alt="Elaboração do PIA de crianças e adolescentes em Serviços de Acolhimento" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<ol start="3">
<li><em><strong> Metodologia dos encontros</strong></em></li>
</ol>
<p>Os encontros devem ser espaços de escuta, expressão e construção coletiva. Para isso:</p>
<ul>
<li>Use rodas de conversa, oficinas criativas, dinâmicas, jogos, teatro, música, entre outras linguagens acessíveis e envolventes</li>
<li>Estimule o protagonismo dos participantes</li>
<li>Trabalhe temas como: autoestima, cidadania, diversidade, enfrentamento de violências, cultura local, projeto de vida, dentre outros que possam promover o desenvolvimento dos usuários.</li>
</ul>
<ol start="4">
<li><em><strong> Organização prática</strong></em></li>
</ol>
<ul>
<li><strong>Frequência:</strong> os encontros devem ser uma ação continuada. Elabore um calendário com a periodicidade dos encontros e o tempo de duração. Exemplo: dois encontros por semana, com duração entre 1h30 e 2h. Assim você garante que as ações não se percam e sejam efetivas</li>
<li><strong>Espaço:</strong> eleja um local adequado, seguro, com materiais disponíveis para a realização dos encontros</li>
<li><strong>Registros:</strong> não deixe de documentar os encontros para poder realizar monitoramento e avaliação das ações. Elabore documentos como ficha de presença, relatórios mensais, e diários de bordo.</li>
<li><strong>Equipe:</strong> garanta que a equipe seja composta por profissionais capacitados e que esses estejam em um número adequado para a realização dos encontros, contando com educadores sociais e com a equipe técnica de referência</li>
</ul>
<h2><strong>O que não pode faltar nos encontros do SCFV?</strong></h2>
<ul>
<li><strong>Intencionalidade:</strong> os encontros precisam ter um propósito claro e alinhado aos eixos do serviço.</li>
<li><strong>Participação e Escuta ativa:</strong> os participantes devem ser ouvidos e considerados no planejamento. Estimule a participação ativa dos usuários em todas as etapas do encontro, desde a escolha das atividades até a avaliação do encontro.</li>
<li><strong>Acompanhamento:</strong> Realize um acompanhamento individualizado dos participantes, observando seu desenvolvimento e suas necessidades, e oferecendo apoio quando necessário.</li>
<li><strong>Comunicação:</strong> utilize diferentes formas de comunicação para divulgar as atividades do SCFV, garantir a presença dos participantes e a participação da comunidade.</li>
<li><strong>Integração com a rede</strong>: o SCFV não atua isoladamente. Ele deve estar articulado com o PAIF, com escolas, saúde, cultura e outras políticas públicas.</li>
<li><strong>Avaliação constante:</strong> monitore os avanços, escute os usuários, revise estratégias.</li>
</ul>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>O SCFV é uma ação estratégica para a prevenção de situações de risco social e para a promoção de uma vida mais digna e participativa. Quando bem estruturado, ele transforma realidades, amplia horizontes e fortalece sujeitos.</p>
<p>Como profissional da PSB, sua atuação no SCFV deve estar alicerçada nos princípios do SUAS, nas diretrizes do serviço e, sobretudo, no compromisso com os sujeitos que constroem, cotidianamente, novos caminhos de convivência, cidadania e pertencimento.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>Referências</strong></h2>
<p>Brasil, Secretaria Nacional de Assistência Social. Caderno de Orientações Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Brasília, 2016. Disponível em: <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf</a></p>
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		<title>Proteção Social Básica: entendendo a diferença entre PAIF e SCFV!</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 19:40:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[psb]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 5 minutos</small> Por Eugene Francklin A Proteção Social Básica (PSB tem como objetivo prevenir situações de risco social por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, da promoção do acesso a direitos e da melhoria das condições de vida das famílias e indivíduos. Dentro dessa lógica, dois serviços se destacam por sua centralidade: o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Na rotina de quem atua na Assistência Social, é comum <a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 5 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>A Proteção Social Básica (PSB tem como objetivo prevenir situações de risco social por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, da promoção do acesso a direitos e da melhoria das condições de vida das famílias e indivíduos. Dentro dessa lógica, dois serviços se destacam por sua centralidade: o <strong>Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</strong> e o <strong>Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</strong>.</p>
<p>Na rotina de quem atua na Assistência Social, é comum nos depararmos com dúvidas sobre o papel exato desses serviços da Proteção Social Básica (PSB). Afinal, qual a função do PAIF? O que é o SCFV? Eles são a mesma coisa? Como se articulam no dia a dia do CRAS?</p>
<p>Entender o funcionamento e os objetivos do PAIF e do SCFV é fundamental para quem atua no <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener">SUAS</a>, seja como técnico, coordenador, orientador social ou gestor. Isso permite evitar a sobreposição de atendimentos, garantir encaminhamentos adequados e qualificados, planejar ações integradas com foco nos direitos dos usuários e valorizar o papel da Assistência Social como política pública, não como caridade.</p>
<p>Neste post, vamos aprofundar o entendimento sobre esses dois serviços fundamentais!</p>
<h2><strong>O que é o PAIF?</strong></h2>
<p>O PAIF é um serviço essencial da PSB, executado exclusivamente nos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social). Ele é responsável por <strong>acompanhar famílias em situação de vulnerabilidade social de forma contínua e planejada</strong>, promovendo o fortalecimento de vínculos e a superação de dificuldades cotidianas.</p>
<h4><strong>Objetivos principais do PAIF:</strong></h4>
<ul>
<li>Prevenir a ruptura de vínculos familiares e comunitários.</li>
<li>Prevenir o agravamento de situações de risco.</li>
<li>Promover o acesso a direitos e à rede socioassistencial e intersetorial.</li>
<li>Fortalecer a autonomia e a resiliência das famílias.</li>
</ul>
<h3><strong>Como o PAIF funciona na prática?</strong></h3>
<ol>
<li><strong>Identificação da família</strong>: A partir de demanda espontânea, busca ativa ou encaminhamento de outras políticas públicas.</li>
<li><strong>Acolhida e triagem</strong>: A equipe do CRAS realiza escuta qualificada para compreender a situação da família.</li>
<li><strong>Abertura de prontuário SUAS</strong> e inserção no PAIF.</li>
<li><strong>Plano de Acompanhamento Familiar (PAF)</strong>: elaborado com base na realidade, potencialidades e necessidades da família.</li>
<li><strong>Atendimentos individualizados e visitas domiciliares</strong>: realizados por assistentes sociais e psicólogos (quando disponíveis).</li>
<li><strong>Grupos de famílias</strong>: encontros coletivos para tratar temas como educação, violência, saúde, convivência, entre outros.</li>
<li><strong>Encaminhamentos</strong>: para políticas públicas (saúde, educação, trabalho), benefícios (como o BPC), e serviços socioassistenciais (como SCFV ou CREAS).</li>
<li><strong>Monitoramento e avaliação</strong>: contínuos, com foco na evolução da situação da família.</li>
</ol>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-paf?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+PAF&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1772" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png" alt="Saiba como preencher um Plano de Acompanhamento Familiar (PAF) com o modelo do Gesuas!" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>O que é o SCFV?</strong></h2>
<p>O SCFV é um <strong>serviço contínuo, planejado e organizado em grupos</strong>, que promove a convivência, o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e o desenvolvimento de habilidades sociais e cidadãs.</p>
<p>Ele é <strong>complementar ao PAIF</strong>, e sua prática está centrada em atividades coletivas, sempre com o olhar atento à situação de vulnerabilidade social dos participantes.</p>
<h4><strong>Objetivos principais do SCFV:</strong></h4>
<ul>
<li>Prevenir situações de vulnerabilidade e risco social.</li>
<li>Complementar o trabalho social com famílias.</li>
<li>Estimular o convívio comunitário, a formação cidadã e o protagonismo dos usuários.</li>
<li>Promover o respeito à diversidade e aos direitos humanos.</li>
</ul>
<h4><strong>Faixas etárias atendidas:</strong></h4>
<ul>
<li>Crianças de 0 a 6 anos (acompanhadas dos responsáveis).</li>
<li>Crianças e adolescentes de 6 a 15 anos.</li>
<li>Adolescentes e jovens de 15 a 17 anos.</li>
<li>Jovens de 18 a 29 anos.</li>
<li>Adultos de 30 a 59 anos.</li>
<li>Idosos a partir de 60 anos.</li>
</ul>
<h3><strong><br />
Como o SCFV funciona na prática?</strong></h3>
<ol>
<li><strong>Organização em grupos por faixa etária ou características em comum</strong>.</li>
<li><strong>Planejamento de atividades</strong>: baseadas em eixos como cultura, arte, lazer, esporte, comunicação, cidadania, identidade, direitos humanos, meio ambiente.</li>
<li><strong>Execução das oficinas</strong>: coordenadas por orientadores sociais ou facilitadores capacitados.</li>
<li><strong>Acompanhamento da frequência e participação</strong>.</li>
<li><strong>Atuação articulada com o PAIF</strong>, principalmente quando há fragilidade dos vínculos familiares ou comunitários.</li>
</ol>
<h3><strong> Onde o SCFV pode ser ofertado?</strong></h3>
<ul>
<li>No CRAS.</li>
<li>Em unidades referenciadas (salões comunitários, escolas, associações).</li>
<li>Em equipamentos próprios do SCFV.</li>
<li>Em parceria com OSCs (Organizações da Sociedade Civil), com supervisão técnica da gestão.</li>
</ul>
<h2><strong>Integração entre PAIF e SCFV</strong></h2>
<p>Embora o PAIF e o SCFV sejam serviços distintos, <strong>eles devem funcionar de forma integrada</strong>. O PAIF identifica famílias ou indivíduos com vínculos fragilizados e os encaminha para o SCFV. Por outro lado, o SCFV pode identificar situações que exigem acompanhamento familiar mais aprofundado, acionando o PAIF.</p>
<p>Essa integração contribui para a efetividade das ações da Assistência Social, bem como para o fortalecimento da rede de proteção social e a ampliação do acesso a direitos e oportunidades de desenvolvimento.</p>
<p>Quando os serviços funcionam com clareza e articulação, toda a rede ganha: o CRAS se fortalece, a gestão municipal melhora seus indicadores e, acima de tudo, as famílias e indivíduos têm suas vidas transformadas pelo cuidado, pela presença do Estado e pela construção de vínculos de confiança.</p>
<h2><strong>Conclusão: Fortalecer a Proteção Social Básica é defender o SUAS</strong></h2>
<p>O PAIF e o SCFV não são &#8220;atividades&#8221; ou &#8220;projetos&#8221;, mas <strong>s</strong>erviços públicos continuados, organizados com base em diretrizes nacionais, normativas técnicas e princípios da Assistência Social. Cabe a nós, trabalhadores e gestores do SUAS, garantir sua implementação qualificada e centrada na promoção de direitos.</p>
<p>Se você atua no CRAS ou na gestão municipal, reflita: como esses serviços têm sido organizados no seu território? Há diálogo entre as equipes? Os encaminhamentos são bem definidos? Os registros estão sendo feitos corretamente?</p>
<p>Esse é um excelente momento para fortalecer a atuação da Proteção Social Básica no seu município.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p><em><strong>Leia também</strong></em>: <a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener">Trabalho Social com Famílias no SUAS: como e para que?</a></p>
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		<title>Estruturando a PSB e PSE: serviços e fluxo entre CRAS e CREAS</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/psb-e-pse-servicos-e-fluxos-entre-cras-e-creas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 10 Jul 2025 18:38:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
		<category><![CDATA[creas]]></category>
		<category><![CDATA[paefi]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[psb]]></category>
		<category><![CDATA[pse]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> Por Eugene Francklin No cotidiano da política de Assistência Social, muitos desafios surgem na organização dos serviços da Proteção Social Básica (PSB) e da Proteção Social Especial (PSE). O que deve ser da PSB e o que deve ser da PSE? Como organizar os serviços de cada proteção e articulá-las entre si para suprir a demanda do usuário? Compreender como se estrutura a PSB e a PSE e como se dá o fluxo entre o CRAS e o CREAS é fundamental para <a href="https://blog.gesuas.com.br/psb-e-pse-servicos-e-fluxos-entre-cras-e-creas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>No cotidiano da política de Assistência Social, muitos desafios surgem na organização dos serviços da Proteção Social Básica (PSB) e da Proteção Social Especial (PSE). O que deve ser da PSB e o que deve ser da PSE? Como organizar os serviços de cada proteção e articulá-las entre si para suprir a demanda do usuário?</p>
<p>Compreender como se estrutura a PSB e a PSE e como se dá o fluxo entre o CRAS e o CREAS é fundamental para garantir a integralidade e a efetividade dos atendimentos às famílias.</p>
<h2><strong>O que é a PSB?</strong></h2>
<p>A Proteção Social Básica é voltada à prevenção de situações de risco social, por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e promoção do acesso a direitos para a melhoria da qualidade de vida. Ela atende famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social, mas sem violação de direitos já ocorrida.</p>
<p>É voltada para famílias em situação de vulnerabilidade social, como: Baixa renda; Desemprego; Acesso precário a serviços públicos; Demandas de pessoas portadoras de necessidades especiais; Isolamento social; Violências simbólicas e desigualdades históricas</p>
<p><em><strong>Principais funções da PSB:</strong></em></p>
<ol>
<li>Prevenção de riscos sociais</li>
<li>Fortalecimento da função protetiva da família</li>
<li>Promoção do acesso a direitos e políticas públicas</li>
<li>Desenvolvimento da autonomia das famílias</li>
<li>Inclusão social e comunitária</li>
</ol>
<h2><strong>Como a PSB funciona?</strong></h2>
<p>A PSB é executada principalmente pelo CRAS (Centro de Referência de Assistência Social), com apoio de equipamentos públicos e da rede socioassistencial.</p>
<p>O CRAS é o equipamento que organiza e oferta os serviços da PSB no território. Ele é a porta de entrada do cidadão no SUAS e deve estar organizado no território do CRAS conforme critérios de vulnerabilidade, devendo estar situado em regiões onde foi localizado o maior índice de vulnerabilidade e risco social, garantido o fácil acesso dos usuários.</p>
<p>O atendimento no CRAS deve ser feito por equipes multiprofissionais, que atuam no PAIF, SCFV e nos atendimentos de Cadastro Único e benefícios assistenciais.</p>
<p>O CRAS não realiza atendimentos especializados, mas identifica e encaminha. Mas e quando eu identificar uma violação de direito acarretada por situações de violência? Aí entra a proteção social especial! <strong>A PSE só é acessada mediante avaliação técnica, nunca diretamente pela população.</strong></p>
<p><em><strong>PRINCIPAIS SERVIÇOS DA PSB</strong></em></p>
<ol>
<li><strong> PAIF – Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família<br />
</strong></li>
</ol>
<p>O <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_paif_1.pdf" target="_blank" rel="noopener">PAIF</a> é um conjunto de ações continuadas voltadas para famílias em situação de vulnerabilidade social, com o intuito de promover o acesso a direitos, fortalecer a função protetiva da família e prevenir a ruptura de vínculos. As ações do PAIF envolvem:</p>
<ul>
<li>Acolhida e escuta qualificada das famílias no CRAS;</li>
<li>Entrevistas e visitas domiciliares;</li>
<li>Atendimentos individuais e familiares;</li>
<li>Orientações sobre acesso a serviços públicos (saúde, educação, habitação etc.);</li>
<li>Encaminhamentos para outros serviços da rede socioassistencial e intersetorial;</li>
<li>Oficinas com famílias, grupos de convivência e ações comunitárias;</li>
<li>Elaboração de planos de acompanhamento familiar.</li>
</ul>
<ol start="2">
<li><strong> SCFV – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos<br />
</strong></li>
</ol>
<p>O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um serviço complementar ao PAIF, que atua de forma preventiva e protetiva, por meio de atividades em grupo, buscando o desenvolvimento de vínculos saudáveis, o fortalecimento da autonomia, e o estímulo à participação social dos usuários.</p>
<p>Ele é executado nos CRAS ou em espaços descentralizados, como associações comunitárias, escolas e centros culturais, por meio de parcerias com organizações da sociedade civil ou diretamente pelo poder público.<strong> </strong></p>
<ol start="3">
<li><strong> Atendimento do Cadastro Único e Benefícios</strong></li>
</ol>
<p>Esse serviço é a principal ponte entre as <span style="font-size: 1rem;">famílias em situação de vulnerabilidade social</span><span style="font-size: 1rem;"> e o acesso às </span><span style="font-size: 1rem;">políticas públicas de transferência de renda e benefícios sociais</span><span style="font-size: 1rem;">. É nesse serviço que realiza o cadastramento e atualização do CadÚnico e fornece orientação e encaminhamento ao usuário para o Bolsa Família, BPC, Tarifa Social e demais benefícios.</span></p>
<ol start="4">
<li><strong> Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio (para idosos e pessoas com deficiência)</strong></li>
</ol>
<p>Ofertando pela PSB, esse serviço tem o foco em famílias que possuem dificuldades de acesso aos serviços socioassistenciais em razão de limitações físicas, mobilidade reduzida, doenças ou isolamento social, garantindo que esse público tenha acesso à proteção social e à direitos.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/plano-municipal-de-assistencia-social-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">Plano Municipal de Assistência Social: O que é e como fazer</a></p>
<h2><strong>Como organizar os serviços da PSB no município?</strong></h2>
<p><strong>✅ 1. Implantar pelo menos 1 CRAS no município,</strong> inserindo-o, conforme demanda do território, em uma localização de fácil acesso à população em vulnerabilidade social</p>
<p><strong>✅ 2. Montar uma equipe  mínima para atuação, com: </strong>Coordenador do CRAS, Assistente Social, Psicólogo(a), Orientador(a) Social, Técnico administrativo e Auxiliar de serviços gerais</p>
<p><strong>✅ 3. Mapear o território, </strong>identificando as famílias em situação de vulnerabilidade e acompanhando os indicadores do CadÚnico e do Censo SUAS.</p>
<p><strong>✅ 4. Ofertar os serviços de forma articulada. </strong>O PAIF e SCFV devem estar conectados e dialogar entre si.</p>
<p><strong>✅ 5. Garantir registros e monitoramento. </strong>Utilize o Prontuário SUAS para registrar os atendimentos e alimente o RMA (Relatório Mensal de Atendimentos). Você pode contar com um software para gestão em tempo real, como a GESUAS, que vai te fornecer dados reais e fidedignos para que possa avaliar o impacto das ações no território.</p>
<p>Com a GESUAS, você consegue integrar os equipamentos, gerar o RMA em segundos, acompanhar os benefícios eventuais concedidos, padronizar o registro das informações de atendimento e acompanhamentos, efetivar as ações de referência e contrarreferência e, principalmente, georreferenciar o território para localizar com precisão no mapa do município onde estão as famílias e indivíduos assistidos e as localidades onde ocorrem as vulnerabilidades e possuem tendência de risco social.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p>Agora que entendemos a PSB, como ela funciona e como estruturá-la, vamos agora à Proteção Social Especial!</p>
<h2><strong>O que é a PSE?</strong></h2>
<p>A PSE é voltada para famílias e indivíduos em situação de risco, cujos vínculos familiares e comunitários estão fragilizados ou rompidos, e já vivenciam violências, negligência, abandono, trabalho infantil, exploração sexual, dentre outras violações.</p>
<p><em><strong>Principais funções da PSE</strong></em></p>
<ol>
<li>Atender famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social.</li>
<li>Oferecer acompanhamento psicossocial individualizado.</li>
<li>Reconstruir e fortalecer vínculos familiares e comunitários.</li>
<li>Garantir acolhimento quando os vínculos familiares estão rompidos.</li>
<li>Proteger e garantir direitos violados.</li>
</ol>
<h2><strong>Como a PSE funciona?</strong></h2>
<p>A PSE é dividida em dois níveis:</p>
<p><strong>▶️ 1. Média Complexidade: </strong>Quando há <strong>violação de direitos</strong>, mas <strong>sem necessidade de afastamento do convívio familiar</strong>. Ex: violência doméstica, negligência, abandono, trabalho infantil, pessoas em situação de rua, adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa.</p>
<p><strong>▶️ 2. Alta Complexidade: </strong>Quando há <strong>ruptura total dos vínculos familiares/comunitários</strong> ou <strong>necessidade de afastamento do convívio familiar</strong>. Ex: mulheres em risco de feminicídio, crianças e adolescentes vítimas de violências sexuais, pessoa idosa em situação de abandono.</p>
<h4><em><strong>SERVIÇOS DA PROTEÇÃO SOCIAL ESPECIAL</strong></em></h4>
<p><strong> Média Complexidade (geralmente ofertada no <a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/documentos/04-caderno-creas-final-dez..pdf" target="_blank" rel="noopener">CREAS</a>)</strong></p>
<ol>
<li><strong>PAEFI – Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos</strong>: Atendimento a vítimas de violência, abuso, negligência, abandono, discriminação, etc.</li>
<li><strong>Serviço de Abordagem Social</strong>: Ação direta nas ruas para identificar e encaminhar pessoas em situação de rua, trabalho infantil, exploração sexual, entre outros.</li>
<li><strong>Serviço de Proteção Social a Adolescentes em Medidas Socioeducativas em Meio Aberto</strong>: Para adolescentes em liberdade assistida ou prestação de serviços à comunidade.</li>
</ol>
<p><strong>Alta Complexidade (geralmente por entidades conveniadas ou via consórcios)</strong></p>
<ol>
<li><strong>Serviço de Acolhimento Institucional</strong>: Abrigos para crianças e adolescentes, Casas-lares, Instituições de longa permanência para idosos, Residências inclusivas para pessoas com deficiência, Casas de passagem</li>
<li><strong>Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora</strong>: Famílias cadastradas acolhem temporariamente crianças e adolescentes afastados do convívio familiar.</li>
<li><strong>Repúblicas</strong>: Moradia para jovens e adultos com vínculos rompidos, em processo de autonomia.</li>
</ol>
<h2><strong>Como organizar os serviços da PSE no município?</strong></h2>
<p><strong>✅ 1. Implantar ou pactuar o CREAS. </strong>O CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social) é o equipamento que organiza a PSE de média complexidade. Municípios de pequeno porte que não têm CREAS próprio devem firmar pactuação regionalizada com CREAS de outro município e ter um técnico local para acompanhamento.</p>
<p><strong>✅ 2. Ter uma equipe técnica mínima com: </strong>Coordenador do CREAS, Assistente Social, Psicólogo, Advogado, Técnico administrativo e Educador social</p>
<p><strong>✅ 3. Firmar convênios ou pactuações para acolhimento. </strong>Municípios de pequeno porte geralmente não mantêm serviços de acolhimento próprios, por isso, devem firmar parcerias com entidades, municípios vizinhos ou o Estado para garantir acolhimento institucional ou familiar.</p>
<p><strong>✅ 4. Articular com a rede intersetorial. </strong>A PSE exige trabalho em rede e corresponsabilidade no atendimento. Por isso, é muito importante a articulação com a Saúde, Educação, sistema de justiça, segurança pública, conselhos tutelares e organizações da sociedade civil.</p>
<p><strong>✅ 5. Criar fluxos de atendimento e encaminhamento entre o CRAS e o CREAS. </strong>Entendido como cada proteção social funciona, vamos entender como funciona o fluxo entre elas, para visualizar os caminhos que as famílias ou indivíduos percorrem dentro da rede socioassistencial, desde a entrada até o encaminhamento e acompanhamento.</p>
<h2><strong>Como funciona o fluxo entre CRAS e CREAS?</strong></h2>
<p><strong>1- A demanda chega ao CRAS</strong></p>
<p>A entrada pode ocorrer de forma espontânea, por encaminhamentos da rede (como escolas, saúde, Conselho Tutelar) ou pela busca ativa da equipe. O CRAS realiza o primeiro contato com a família.</p>
<ol start="2">
<li><strong> Avaliação técnica no CRAS</strong></li>
</ol>
<p>A equipe técnica do CRAS realiza escuta qualificada e uma análise inicial da situação para identificar se trata-se de uma vulnerabilidade social ou de uma situação que já envolve violação de direitos.</p>
<p>Se for vulnerabilidade sem violação, a família permanece na PSB e é acompanhada via PAIF ou participa do SCFV. Se houver indícios de violação de direitos, é necessário encaminhar o caso ao CREAS.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Encaminhamento ao CREAS</strong></li>
</ol>
<p>Esse encaminhamento deve ser formalizado com: Ficha técnica ou formulário de encaminhamento, consentimento da família e Informações objetivas sobre a situação identificada.O CREAS deve ser comunicado com antecedência e o caso deve ser registrado no Prontuário SUAS.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Avaliação e acolhimento no CREAS</strong></li>
</ol>
<p>O CREAS realiza uma nova escuta e avalia a complexidade da situação. A partir disso, elabora o plano individualizado de atendimento, que pode incluir: Atendimento psicossocial, Encaminhamentos jurídicos ou para a rede intersetorial, Apoio a vítimas de violência, abuso ou negligência, Acompanhamento contínuo com visitas, grupos ou atendimentos individuais</p>
<ol start="5">
<li><strong> Articulação entre CRAS e CREAS</strong></li>
</ol>
<p>Os dois serviços devem manter uma comunicação técnica constante, respeitando o sigilo profissional. Em muitos casos: O CRAS pode continuar realizando o acompanhamento via PAIF, mesmo com a família atendida pelo CREAS. O CREAS informa ao CRAS sobre o encerramento ou evolução do caso, quando necessário.</p>
<ol start="6">
<li><strong> Encerramento do caso</strong></li>
</ol>
<p>Após avaliação técnica e com base na melhoria das condições familiares e sociais, o atendimento pelo CREAS pode ser finalizado. A família pode continuar sendo acompanhada no CRAS, especialmente se persistirem situações de vulnerabilidade.</p>
<p><em>Boas práticas para fortalecer esse fluxo</em></p>
<ul>
<li><strong>Formalize os encaminhamentos</strong> e registre todos os passos no Prontuário SUAS.</li>
<li><strong>Realize reuniões técnicas periódicas</strong> entre CRAS e CREAS.</li>
<li>Crie <strong>fluxogramas e protocolos </strong>para toda a equipe seguir.</li>
<li>Mantenha uma <strong>escuta qualificada e ética</strong> em todas as etapas.</li>
<li>Trabalhe de forma <strong>intersetorial</strong>, articulando com saúde, educação, conselho tutelar e sistema de justiça.</li>
</ul>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/fortalecer-a-gestao-do-suas/" target="_blank" rel="noopener">Roteiro Prático para fortalecer a gestão do SUAS no seu município!</a></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-case-de-sucesso-pombal?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Pombal&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2481" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial.jpg" alt="Veja como Pombal implantou a Vigilância Socioassistencial em poucos meses em nosso case de sucesso!" width="1773" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial.jpg 1773w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1773px) 100vw, 1773px" /></a></p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>Compreender e organizar as proteções sociais no município é essencial para assegurar um atendimento articulado, qualificado e humanizado e expressa o compromisso do SUAS com o cuidado, a ética e a responsabilidade pública no atendimento a famílias em situação de vulnerabilidade ou com direitos violados.</p>
<p>Um SUAS forte começa pela base e se fortalece no trabalho coletivo, integrado e comprometido com os direitos de todos.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<item>
		<title>Trabalho Social com Famílias no SUAS: como e para que?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 01 Apr 2025 23:58:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[paefi]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social]]></category>
		<category><![CDATA[scfv]]></category>
		<category><![CDATA[Território]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho Social com Famílias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.gesuas.com.br/?p=4886</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> O Trabalho Social com Famílias é um dos pilares da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Ele busca fortalecer os laços familiares, garantir direitos e promover a autonomia dos indivíduos, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária. O Trabalho Social com Famílias é um conjunto de ações e serviços voltados para o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, visando a superação de vulnerabilidades sociais.  Vamos conhecer mais sobre ele e <a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <p>O Trabalho Social com Famílias é um dos pilares da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e do Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Ele busca fortalecer os laços familiares, garantir direitos e promover a autonomia dos indivíduos, contribuindo para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.</p>
<p>O Trabalho Social com Famílias é um conjunto de ações e serviços voltados para o fortalecimento dos vínculos familiares e comunitários, visando a superação de vulnerabilidades sociais.  Vamos conhecer mais sobre ele e como ele se organiza?</p>
<h2><strong>Importância do Trabalho Social com Famílias</strong></h2>
<p>O Trabalho Social com Famílias tem um papel estratégico na promoção do bem-estar, pois busca:</p>
<p>✅ Prevenir situações de vulnerabilidade e risco social antes que se agravem. Atuando na prevenção de situações de risco social, fortalecendo a autonomia das famílias.<br />
✅ Fortalecer os vínculos familiares e comunitários, promovendo relações familiares mais saudáveis e fortalecidas.<br />
✅ Garantir o acesso a direitos, facilitando o encaminhamento para políticas públicas de saúde, educação, moradia e geração de renda.<br />
✅ Acompanhar famílias em situações de violação de direitos, oferecendo suporte especializado.<br />
✅ Estimula a participação ativa das famílias na sociedade e na construção de sua autonomia financeira e emocional.</p>
<h2><strong>Mas afinal, o que significa trabalhar com famílias no contexto da Assistência Social?</strong></h2>
<p>No SUAS, a família é compreendida em sua diversidade, indo além do modelo tradicional. O conceito adotado reconhece diferentes configurações familiares, considerando os laços afetivos e de cuidado entre seus membros. Isso significa que a Assistência Social trabalha com todas as formas de organização familiar, garantindo apoio às mais diversas realidades.</p>
<p>O Trabalho Social com Famílias deve estar ancorado na realidade territorial, considerando as necessidades e características de cada comunidade. Essa abordagem territorializada garante que as políticas públicas sejam mais assertivas e adequadas às condições locais. Conhecer o território permite identificar desafios, vulnerabilidades e potencialidades, possibilitando um atendimento mais próximo e eficaz.</p>
<h2><strong>Como se organiza o trabalho social com as famílias</strong></h2>
<p>O trabalho social com as famílias ocorre principalmente nos serviços da Proteção Social Básica e Especial, especialmente nos CRAS (Centros de Referência da Assistência Social) e CREAS (Centros de Referência Especializados de Assistência Social).</p>
<p>O PAIF (Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família) e o PAEFI (Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos) são os dois principais serviços do SUAS voltados ao trabalho social com famílias. Cada um atua em um nível de proteção diferente:</p>
<h3><strong>PAIF – Proteção Social Básica</strong></h3>
<p>📍 Onde ocorre? No CRAS (Centro de Referência da Assistência Social).<br />
📍 Público-alvo: Famílias em situação de vulnerabilidade social, mas sem violação de direitos graves.<br />
📍 Objetivo: O PAIF tem um caráter preventivo e proativo. Seu principal objetivo é prevenir situações de risco, fortalecer os vínculos familiares e comunitários e promover o acesso a direitos e o acesso a serviços, benefícios e atividades que promovam sua autonomia.</p>
<p><strong><em>Principais ações do PAIF:<br />
</em></strong><br />
✅ Acolhimento e escuta qualificada das famílias.<br />
✅ Promoção de grupos e oficinas temáticas sobre convivência, cidadania e direitos.<br />
✅ Orientação e encaminhamento para programas sociais, como o Bolsa Família.<br />
✅ Acompanhamento familiar para fortalecimento da autonomia.<br />
✅ Articulação com políticas públicas para encaminhamentos necessários.</p>
<h3><strong> PAEFI – Proteção Social Especial de Média Complexidade</strong></h3>
<p>📍 Onde ocorre? No CREAS (Centro de Referência Especializado de Assistência Social).<br />
📍 Público-alvo: Famílias e indivíduos que vivenciam violação de direitos (violência doméstica, negligência, trabalho infantil, exploração sexual, etc.).<br />
📍 Objetivo: Oferecer atendimento especializado para interromper as violações de direitos, fortalecer a autonomia e promover a reinserção social.</p>
<p><em><strong>Principais ações do PAEFI:<br />
</strong></em><br />
✅ Atendimento psicossocial especializado.<br />
✅ Acompanhamento contínuo para a superação da situação de violência ou violação de direitos.<br />
✅ Articulação com o Sistema de Justiça, Conselhos Tutelares e demais políticas públicas.<br />
✅ Mediação de conflitos familiares e ações para fortalecimento de vínculos.<br />
✅ Encaminhamento para rede de proteção e apoio na reconstrução dos projetos de vida.</p>
<p>Enquanto o PAIF atua na prevenção, o PAEFI atende casos que já envolvem riscos e violações, garantindo suporte para que as famílias possam se reestruturar. Ambos são essenciais no SUAS e devem atuar de forma integrada para garantir a proteção e o desenvolvimento das famílias.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong> </em><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener">SCFV: Tudo o que você precisa saber sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos</a></p>
<h2><strong><br />
Garantindo uma atuação integrada entre PAIF e PAEFI</strong></h2>
<p>Para garantir que o PAIF e o PAEFI atuem de forma integrada, é essencial adotar estratégias que favoreçam a articulação entre os serviços, promovendo um fluxo contínuo de atendimento às famílias. Aqui estão algumas ações fundamentais:</p>
<p><strong>1.</strong> <strong>Criar Fluxos de Atendimento Integrados</strong></p>
<ul>
<li>Definir protocolos claros para encaminhamento entre CRAS (PAIF) e CREAS (PAEFI).</li>
<li>Estabelecer critérios objetivos para identificar quando uma família precisa de acompanhamento especializado no PAEFI.</li>
<li>Garantir que as equipes dos dois serviços estejam alinhadas na comunicação e nos encaminhamentos.</li>
</ul>
<p><strong>2. Adotar Prontuário Único no SUAS<br />
</strong></p>
<ul>
<li>Utilizar o Prontuário SUAS, ou <strong>uma plataforma de gestão que permite integrar os equipamentos, como o GESUAS,</strong> para registrar e monitorar o histórico de atendimento das famílias.</li>
<li>Permitir que os profissionais do CRAS e CREAS tenham acesso compartilhado (dentro dos limites éticos e legais), facilitando a continuidade do atendimento.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-prontuario-suas?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Prontu%C3%A1rio+SUAS&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1126" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/02/faixa-ebook4.png" alt="prontuário SUAS online" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/02/faixa-ebook4.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/02/faixa-ebook4-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/02/faixa-ebook4-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/02/faixa-ebook4-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p><strong>3. Realizar Reuniões Técnicas Regulares<br />
</strong></p>
<ul>
<li>Criar um Grupo de Trabalho Intersetorial entre CRAS e CREAS para discutir casos complexos e definir estratégias conjuntas.</li>
<li>Promover encontros periódicos entre as equipes para troca de informações, planejamento de ações e acompanhamento das famílias.</li>
</ul>
<p><strong>4. Capacitar Equipes para Atendimento Articulado<br />
</strong></p>
<ul>
<li>Oferecer formações contínuas para assistentes sociais, psicólogos e demais profissionais sobre o papel complementar do PAIF e do PAEFI.</li>
<li>Trabalhar a importância da escuta qualificada e do trabalho em rede, evitando que as famílias fiquem “pulando” entre serviços sem um acompanhamento efetivo.</li>
</ul>
<p><strong>5. Fortalecer a Articulação com a Rede de Proteção<br />
</strong></p>
<ul>
<li>Estabelecer parcerias com Saúde, Educação, Justiça, Conselho Tutelar e demais políticas públicas para um atendimento mais amplo e eficaz.</li>
<li>Criar canais de comunicação entre os serviços para agilizar encaminhamentos e fortalecer a rede de apoio às famílias.</li>
</ul>
<p><strong>6. Monitorar e Avaliar o Impacto da Integração</strong></p>
<ul>
<li>Criar indicadores de acompanhamento para verificar se os encaminhamentos entre PAIF e PAEFI estão sendo eficazes.</li>
<li>Coletar relatos das famílias para entender como elas percebem o atendimento e onde há necessidade de ajustes.</li>
</ul>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/fluxos-e-protocolos-entre-paif-e-paefi/" target="_blank" rel="noopener">Como elaborar fluxos e protocolos entre PAIF e PAEFI</a></p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>O Trabalho Social com Famílias no SUAS vai muito além de um simples atendimento. Ele envolve a construção de laços, a valorização da dignidade e a promoção da autonomia. Quando realizado com uma abordagem territorializada e humanizada, o impacto nas comunidades é muito mais significativo.</p>
<p>Conhecer o território e suas especificidades permite que os profissionais da Assistência Social atuem de forma mais eficaz, garantindo que cada família receba o suporte necessário para viver com mais dignidade.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>Referências</strong></h2>
<p>BRASIL, Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Caderno de Orientações. Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Brasília, 2016. Disponível em: <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf</a></p>
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		<title>Setembro Amarelo: o trabalho em rede no combate ao suicídio</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/setembro-amarelo-o-trabalho-em-rede-no-combate-ao-suicidio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 03 Sep 2024 21:19:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
		<category><![CDATA[creas]]></category>
		<category><![CDATA[saúde mental]]></category>
		<category><![CDATA[setembro amarelo]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho em rede]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 10 minutos</small>  Por Mauro Dias, Ariane Macedo e Marisabel Luchesi Um estudo recém publicado na The Lancet Regional Health – Americas  desenvolvido pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, mostra que mesmo com uma redução de 36% no número de suicídios em escala global, os países americanos fizeram o caminho inverso. No período entre os anos 2000 e 2019, a região teve aumento de 17% nos casos. Nesse período, o número de casos no Brasil <a href="https://blog.gesuas.com.br/setembro-amarelo-o-trabalho-em-rede-no-combate-ao-suicidio/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 10 minutos</small></p> <h6> Por Mauro Dias, Ariane Macedo e Marisabel Luchesi</h6>
<p><span style="font-weight: 400;">Um estudo recém publicado na </span><i><span style="font-weight: 400;">The Lancet Regional Health – Americas</span></i><span style="font-weight: 400;">  desenvolvido pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), em colaboração com pesquisadores de Harvard, mostra que m</span><span style="font-weight: 400;">esmo com uma redução de 36% no número de suicídios em escala global, os países americanos fizeram o caminho inverso. No período entre os anos 2000 e 2019, a região teve aumento de 17% nos casos. Nesse período, o número de casos no Brasil subiu 43%. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em relação aos casos de autolesões ocorridos no Brasil, a pesquisa do Cidacs/Fiocruz constatou que, em 2022, houve aumento das taxas de notificação em grupos de todas as faixas etárias, desde os 10 aos mais de 60 anos de idade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Apesar desta problemática ainda ser um grande tabu social e, por muitas vezes, trazer à tona dores e sofrimentos intensos, o suicídio é um fenômeno que precisa ser colocado em pauta e ser melhor compreendido pela sociedade. Precisamos dizer que o problema não fica restrito ao indivíduo que quer tirar a própria vida, nem aos seus familiares, mas é algo que envolve fatores de saúde mental, além de aspectos sociais, econômicos e até políticos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O sociólogo francês Émile Durkheim (1858-1917) é considerado um dos mais importantes autores a abordar a temática do suicídio num estudo técnico mais abrangente. Para Durkheim, mesmo o suicídio parecendo algo relacionado apenas a esfera individual, o fenômeno por si é caracterizado como um fato social. É totalmente influenciado pelo estado e a sociedade em que o indivíduo que o comete está inserido. Ou seja, </span><span style="font-weight: 400;">além de ser uma questão psíquica de doenças e transtornos mentais, existem muitos outros fatores que também estão atrelados a esse fenômeno. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A realidade da desproteção social, ou seja, quando o Estado falha no seu dever de proteger os indivíduos/famílias submetidos a preconceito, violências, isolamento, insuficiência ou ausência de renda, entre outros, pode levar essas pessoas a situação de vulnerabilidade e risco social. É neste contexto que o suicidio está inserido e as situações apontadas  compõem a complexa trama do comportamento suicida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, compreendemos que para além do suicidio ser uma grave questão de saúde pública, a sua prevenção só é efetiva com ações multisetoriais, dentre elas as ações no campo da assistência social.  </span></p>
<h2><b>Suicídio e a questão social</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Como dito anteriormente, dentre os principais fatores de risco quando falamos de suicídio, está o sofrimento psíquico devido a questões sociais. Ou seja, o comportamento suicida pode ser consequência das faltas de acesso a direitos básicos. Alguns exemplos são o desemprego e ausência de renda, preconceitos e a  impossibilidade de suprir as necessidades básicas para si e sua família. Neste contexto, é possível compreender que o suicídio não é uma questão exclusiva da saúde mental, como é igualmente uma questão social. </span><span style="font-weight: 400;">Considerando o contexto no qual estamos inseridos &#8211;  uma sociedade patriarcal, racista, homofóbica, de desigualdade social &#8211; são muitas as situações que provocam sofrimento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora o  sucidio afete indivíduos de todas as classes sociais, há estudos que tratam da questão redobrando a importância de refletirmos e compreendermos como os atravessamentos sociais, políticos, econômicos, históricos e culturais agem, impactam e reverberam nesse fenômeno. Ampliar nossa visão contribui para enxergarmos a complexidade que envolve o suicídio e contrapõe uma visão que reduz, muitas vezes,  o fenomemo ao aspecto individual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É nesse contexto que podemos começar a nossa reflexão sobre a função e responsabilidades da assistência social, enquanto política pública de proteção, vigilância social e garantia de direitos.</span></p>
<p><em><strong>Leia também: </strong></em><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-cotidiano-do-psicologo-do-paefi/" target="_blank" rel="noopener">Articulação em rede no cotidiano do psicólogo do PAEFI</a><br />
<a href="https://blog.gesuas.com.br/como-elaborar-o-plano-de-acompanhamento-familiar-no-suas/" target="_blank" rel="noopener">Como elaborar o Plano de Acompanhamento Familiar no SUAS?</a></p>
<h2><b>E como a </b><b>Política de Assistência Social pode contribuir no combate ao suicídio?</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Assistência Social contribui tanto no aspecto preventivo do suicidio, como também no atendimento aos indivíduos e/ou suas famílias que foram vitimas do suicidio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, compreendemos que o acesso de indivíduos/famílias  aos direitos básicos é materializado pelo </span><span style="font-weight: 400;">SUAS, por meio das seguranças que afiança:  a acolhida, o acesso à renda e o convívio familiar, social e comunitário, etc. Isso quer dizer que, na execução dos serviços socioassistenciais ofertados, as situações apresentadas pelos indivíduos e familiares  &#8211; e levando em conta  sua complexidade &#8211; tais seguranças são a base para a construção e execução do trabalho social realizados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como na saúde, o SUAS é organizado por diferentes níveis de complexidade e conforme a complexidade da situação apresentada se oferta a Proteção Social Básica e/ou a Proteção Social Especial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tratando do tema em tela, quando pensamos em prevenção ao suicidio é no CRAS, equipamento que oferta Proteção Social Básica, que o indivíduo e sua família podem fortalecer vínculos, garantir a convivência, acessar renda, enfim, ter acesso a recursos que possibilitam protegê-lo das violações de direitos e violências, diminuindo a chance do sofrimento psíquico em função de fatores  sociais.  É nesse equipamento também por meio da oferta do PAIF que podemos trabalhar as questões culturais, históricas e de preconceitos que envolvem o tema. Planejar ações, oficinas, grupos, encontros coletivos onde as questões que contribuem para a  prevenção ao suicidio sejam trabalhadas com as famílias torna-se  imprescindível. É necessário pensar e planejar as ações preventivas e proativas, com o olhar no território, entendendo e identificando as situações de maior risco. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, infelizmente, há situações em que as violências e outras violações já estão instauradas. Tomemos como exemplo uma pessoa que tentou suicídio, ou mesmo que tenha compartilhado ou dado sinais de estar em tamanho sofrimento que esteja considerando essa possibilidade. </span><span style="font-weight: 400;">Nestes casos, a </span><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial tem</span><span style="font-weight: 400;"> como papel contribuir para a superação </span><span style="font-weight: 400;">destas violações de direitos, assim como proteger para que não ocorram. Além disso, a dimensão especializada do SUAS pode também contribuir para as ações preventivas e proativas e realizá-las em conjunto com a Proteção Social Básica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o CREAS &#8211; equipamento da Proteção Social Especial de Média Complexidade &#8211; pode atuar junto à família ou indivíduo em sofrimento, visando a superação da situação e também planejar em conjunto com o CRAS as ações preventivas e proativas nos territórios para a prevenção e combate ao suicídio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ressaltamos que,  quando falamos em suicídio, os comportamentos de risco vão para além do ato de dar fim à própria vida. É possível identificar </span><span style="font-weight: 400;">comportamentos como o uso problemático de álcool e outras substâncias psicoativas como enfrentamento de problemas relacionais e sociais, automutilação e até a tentativa de autoextermínio. Tais ações, grande parte das vezes, revelam outras violências que as antecederam. Assim, fica claro que o aspecto social não pode ser negligenciado quando olhamos para a temática do suicídio. O SUAS como política pública social que provê atendimento não apenas no campo material, como também no campo relacional tem papel importante no enfrentamento dessa questão. </span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-paf?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+PAF&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1772" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png" alt="Saiba como preencher um Plano de Acompanhamento Familiar (PAF) com o modelo do Gesuas!" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><b>E então, como se dá o acesso ao SUAS?</b><span style="font-weight: 400;"> </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><span style="font-weight: 400;"> CRAS é um equipamento “porta aberta”, ou seja, assim como o posto de saúde, o indivíduo pode buscá-lo espontaneamente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há um contexto agravado, é possível acessar o CREAS também espontaneamente, mas é comum que o acesso se dê a partir de encaminhamentos da rede. Situações identificadas por outras políticas como saúde (equipe psicossocial do hospital ou um profissional da UBS, por exemplo) e educação (a escola comunica o Conselho Tutelar, que encaminha ao CREAS) podem e devem ser encaminhadas, quando identificada a pertinência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante lembrar que, apesar do psicólogo ser um dos profissionais das equipes dos CRAS e CREAS, não é seu papel no SUAS fazer psicoterapia. Quando identificada a demanda de cuidado em saúde mental pelo profissional do SUAS, cabe à equipe do PAIF ou PAEFI encaminhar a pessoa à rede de saúde (trabalho em rede intersetorial). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, as equipes de referência precisam assumir uma postura ética frente a essa complexa questão, evitando assim a reprodução de preconceitos e/ou até mesmo a culpabilização do indivíduo e/ou de sua família. Compreendendo o seu papel como representante desse Estado que deve prover a proteção social e contribuir para mitigar os efeitos das complexas questões sociais que fragilizam e vulnerabilizam indivíduos/famílias, expondo-as a maiores fatores de risco.</span></p>
<h2><b>Conclusão</b></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A contribuição do SUAS na composição de ações intersetoriais é de fundamental relevância, além de ter o protagonismo no que se refere à oferta de proteção social no seu campo de atuação.  Através das estratégias do trabalho social que promovem a convivência respeitosa e protegida, criando redes de apoio e possibilitando vivências de escuta, valorização e não culpabilização, temos condições de construir poderosos fatores de proteção e ações no combate ao suicídio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a Dra. Anna Moura, as ações têm mais sucesso quando são feitas de forma combinada entre pessoas de diferentes setores por meio da rede. Cada um cumpre um papel específico nas várias etapas da prevenção e controle do suicídio (MOURA, 2011, p. 23).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em síntese, é fundamental que os atores envolvidos estejam seguros e preparados, por meio de Educação Continuada e de gestão baseada em dados,  para que possam compor, junto com as políticas de saúde e educação, a rede de proteção e apoio tanto às pessoas com comportamento suicida, quanto às famílias enlutadas.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>Referências</strong></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">MOURA, Anna Tereza Miranda Soares de et al. Prevenção do suicídio no nível Local. Disponível em: <a href="https://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201706/14115228-prevencao-do-suicidio-no-nivel-local.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.cevs.rs.gov.br/upload/arquivos/201706/14115228-prevencao-do-suicidio-no-nivel-local.pdf </a><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
Agência Fiocruz de Notícias;</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.thelancet.com/journals/lanam/home" target="_blank" rel="noopener">The Lancet Regional Health – Americas</a>;</span></i></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conselho Nacional de Saúde &#8211; Orientações para a atuação profissional frente a situações de suicídio e automutilação.  Disponível em:<a href="https://conselho.saude.gov.br/images/CRPDF-Orientacoes_atuacao_profissional.pdf" target="_blank" rel="noopener"> https://conselho.saude.gov.br/images/CRPDF-Orientacoes_atuacao_profissional.pdf</a></span></p>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/setembro-amarelo-o-trabalho-em-rede-no-combate-ao-suicidio/">Setembro Amarelo: o trabalho em rede no combate ao suicídio</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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