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	<title>Arquivos Proteção Social Básica - Blog do GESUAS</title>
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	<title>Arquivos Proteção Social Básica - Blog do GESUAS</title>
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		<title>SCFV: o que é e como funciona o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/scfv/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/scfv/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:09:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[atividades]]></category>
		<category><![CDATA[criança e adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[idoso]]></category>
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		<category><![CDATA[trabalho social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 15 minutos</small> O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um dos serviços mais estratégicos da Proteção Social Básica e ainda gera muitas dúvidas na execução cotidiana dos municípios. Entender seu papel, seus objetivos e sua forma de organização é fundamental para qualificar a oferta e fortalecer a política de assistência social nos territórios. Continue a leitura para entender como o SCFV funciona e o público atendido por ele! O que é o SCFV? O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos <a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 15 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um dos serviços mais estratégicos da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ainda gera muitas dúvidas na execução cotidiana dos municípios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender seu papel, seus objetivos e sua forma de organização é fundamental para qualificar a oferta e fortalecer a política de assistência social nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continue a leitura para entender como o SCFV funciona e o público atendido por ele!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um serviço do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span>tem como objetivo criar e fortalecer espaços de convivência familiar e comunitária<span style="font-weight: 400;">, prevenindo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">situações de vulnerabilidade e risco social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, </span>o SCFV funciona por meio de atividades coletivas<span style="font-weight: 400;">, desenvolvidas em grupos, que estimulam a convivência, o pertencimento, a participação social e a criação de vínculos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse serviço é ofertado de forma complementar ao trabalho social com famílias realizado no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-do-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e amplia as possibilidades de proteção social nos territórios com ações lúdicas, culturais e esportivas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a finalidade do SCFV? </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos oferece novas oportunidades de reflexão acerca da realidade social para a população que vivencia situações de vulnerabilidades sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o SCFV contribui para o planejamento de estratégias e a construção de novos projetos de vida. Entre as principais finalidades do SCFV estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">promover a convivência social e familiar, por meio de iniciativas em grupo que facilitam a interação, o diálogo e a troca de experiências.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">fortalecer vínculos comunitários e contribuir para sentimentos de pertencimento, identidade e solidariedade.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">prevenir situações de risco social, como isolamento, violências e exclusão, com a realização de intervenções planejadas que valorizem a participação e o protagonismo dos usuários.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos oferece oportunidades de reflexão acerca da realidade social, o que fortalece a construção de novos projetos de vida para populações que vivenciam vulnerabilidades sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV é um espaço de convivência qualificada que promove a proteção social antes do agravamento das situações de violação e que cumpre um papel relevante dentro da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os eixos norteadores do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os eixos norteadores que perpassam todos os ciclos da vida dos usuários, estão: a participação, a convivência social e o direito de ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span>participação<span style="font-weight: 400;"> busca estimular a presença dos usuários nos diversos espaços de controle social e nos relacionamentos familiares, comunitários e escolares, assegurando seu papel como sujeitos de direitos e deveres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a </span>convivência social<span style="font-weight: 400;"> é considerada o principal eixo do SCFV, por traduzir a essência dos serviços da Proteção Social Básica e promover a consolidação de vínculos familiares e comunitários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o </span>direito de ser<span style="font-weight: 400;"> estimula o exercício da infância e da adolescência por meio de ações que promovem a troca de experiências e potencializam a vivência em cada ciclo de vida.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/formulario-de-encaminhamento?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Formul%C3%A1rio+Encaminhamento+SUAS&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2073" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png" alt="Modelo de Formulário de Encaminhamento para CRAS, CREAS e SUAS em geral para download" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-320x54.png 320w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-640x108.png 640w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-360x61.png 360w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-720x122.png 720w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1080x183.png 1080w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-800x135.png 800w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1280x217.png 1280w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Para quem é feito o SCFV?</span></h2>
<p>O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é voltado a quem dele necessitar<span style="font-weight: 400;">, mas deve priorizar os seguintes casos, conforme a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (TNSS)</span></a><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Indivíduos pertencentes a famílias beneficiárias de programas de transferência de renda;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pessoas com deficiência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Egressos de medidas socioeducativas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Vítimas de situações de violência ou exclusão.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os grupos podem ser organizados por faixas etárias:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crianças até 6 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crianças e adolescentes de 6 a 15 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adolescentes de 15 a 17 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Jovens de 18 a 29 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adultos de 30 a 59 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pessoas idosas</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns grupos podem estar mais expostos a situações de vulnerabilidade e risco social devido à raça, etnia, religião, orientação sexual, entre outros fatores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, apesar da organização dos grupos, o município deve considerar as </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">demandas do território</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as necessidades das pessoas participantes.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o SCFV é ofertado?</span></h2>
<p>O SCFV é ofertado principalmente nos <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener">Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)</a> ou em <a href="https://blog.gesuas.com.br/centro-de-convivencia/" target="_blank" rel="noopener">Centros de Convivência</a> referenciados ao CRAS.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação ocorre a partir de:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-realizar-busca-ativa-no-meu-municipio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">busca ativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> no território;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos realizados pelo PAIF;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">demanda espontânea, quando identificada a necessidade de inclusão no serviço.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A organização da oferta deve considerar o planejamento do serviço, a capacidade de atendimento e as especificidades locais.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é desenvolvido nos grupos do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades do SCFV são planejadas a partir da realidade do território e dos interesses dos participantes. Entre as ações mais comuns estão:</span></p>
<ul>
<li aria-level="1">Oficinas culturais, artísticas e esportivas;</li>
<li aria-level="1">Atividades lúdicas e recreativas;</li>
<li aria-level="1">Rodas de conversa e espaços de diálogo;</li>
<li aria-level="1">Ações educativas sobre direitos, convivência e participação social.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, o que caracteriza o SCFV é a intencionalidade do trabalho social, voltado ao fortalecimento de vínculos e à convivência comunitária.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais os objetivos do SCFV por faixa etária?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos objetivos gerais, o SCFV tem objetivos específicos para cada ciclo de vida,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">tendo em vista as especificidades de cada etapa do desenvolvimento dos sujeitos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para crianças de 0 a 6 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para essa faixa etária, o SCFV busca o </span>desenvolvimento de atividades com crianças, seus familiares e a comunidade<span style="font-weight: 400;">. A prioridade é o estímulo aos vínculos de afetividade e cuidado, além da prevenção de situações de exclusão social e risco, como violência e trabalho infantil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o </span><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a><span style="font-weight: 400;">, a organização e execução das atividades é guiada pelos seguintes eixos norteadores do serviço: </span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eixo norteador</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Descrição</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eu Comigo</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Refere-se a competências pessoais que cada indivíduo, cuidador ou criança precisa desenvolver ou reforçar para estabelecer relações interpessoais e com os contextos de vivência qualificados.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eu com Quem Cuida de Mim</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Refere-se a competências que precisam ser desenvolvidas primeiramente entre os cuidadores para que estes, a partir de sua ação, olhar e exemplo, possibilitem a aquisição por parte das crianças de competências pessoais e relacionais.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eu com os Outros</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Refere-se a competências relacionais fundamentais para a relação além do binômio criança-cuidador e do convívio criança-família em termos de comunicação, empatia, cooperação, respeito e sociabilidade.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eu com a Cidade</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Refere-se ao desenvolvimento de competências em uma esfera mais ampla de vivência, que expande a noção de direitos e deveres dos sujeitos para reforçar a cidadania e as competências pessoais e interpessoais.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o SCFV busca fortalecer vínculos afetivos, estimular o desenvolvimento infantil e apoiar as famílias no cuidado e na proteção das crianças por meio de experiências lúdicas e de convivência.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV prepara crianças e adolescentes para o </span>exercício da cidadania por meio da participação social<span style="font-weight: 400;"> para o desenvolvimento do protagonismo e da autonomia.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para adolescentes de 15 a 17 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas idades, os adolescentes são motivados a </span>ampliar a convivência familiar e comunitária<span style="font-weight: 400;">. O serviço busca viabilizar o retorno ou a permanência na escola, com atividades que incentivem a convivência social, a participação cidadã e uma formação geral para o mundo do trabalho.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para jovens de 18 a 29 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV assegura espaços de referência para o </span>convívio grupal, comunitário e social dos jovens<span style="font-weight: 400;">. Além disso, promove relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo, fortalecendo laços familiares e comunitários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse grupo, o SCFV também contribui para:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A ampliação do acesso à informação, arte e cultura;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento de potencialidades;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A formação cidadã;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A participação social e o desenvolvimento de habilidades.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para adultos de 30 a 59 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV desenvolve ações complementares para os adultos, oferece espaços de referência e promove relações de</span> afetividade, solidariedade e encontros intergeracionais<span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para idosos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando o processo de envelhecimento, o SCFV busca desenvolver </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atividades-scfv-idosos/" target="_blank" rel="noopener">atividades para idosos</a> que promovam vínculos familiares e comunitários<span style="font-weight: 400;">, previnam situações de risco social e fortaleçam a autonomia e a sociabilidade dos participantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os idosos atendidos são aqueles com 60 anos ou mais em situação de vulnerabilidade, especialmente:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idosos beneficiários do </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idosos de famílias beneficiárias de Programas de Transferência de Renda;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idosos com vivências de isolamento e com poucas oportunidades de convívio.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Execução direta ou indireta do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV pode ser ofertado tanto nos CRAS e Centros de Convivência, que são instituições públicas, como em entidades socioassistenciais parceiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas instituições devem estar inscritas no Conselho de Assistência Social dos municípios ou Distrito Federal (DF) e seguir os devidos trâmites legais para que a parceria seja reconhecida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando ofertado em uma instituição pública considera-se que </span>o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é executado diretamente<span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já quando é operado por uma entidade de assistência social, ou seja, que não é uma instituição pública, é dito que o </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/scfv-de-forma-indireta/" target="_blank" rel="noopener"><b>SCFV é executado indiretamente</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A TNSS prevê também que o espaço de execução do SCFV de ambos contemple uma série de requisitos quanto às instalações, como adequada iluminação, ventilação, conservação, privacidade, salubridade, limpeza e acessibilidade em todos seus ambientes onde ocorrem as atividades de acordo com as normas da ABNT.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os casos em que o serviço é executado indiretamente, é importante estabelecer fluxos para o compartilhamento regular de informações entre as entidades e o CRAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas informações poderão contribuir na redução de situações de vulnerabilidade, aumento de acessos a serviços e direitos socioassistenciais, dentre outras formas de melhoria de qualidade de vida.</span></p>
<p><b>Entenda também como funciona o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><b>acolhimento institucional no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como organizar o SCFV: grupos e encontros</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os encontros do SCFV devem ser organizados de forma a promoverem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprendizado e ensino igualitário;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diálogo para resolução de conflitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Escuta qualificada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Experiências de escolha e decisão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Valorização e reconhecimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Produção coletiva;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nomeação de emoções;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reconhecimento da diversidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tomada de decisão individual e coletiva.</span></li>
</ul>
<p><b>Para se aprofundar, veja </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/encontros-do-scfv-sabia-como-estruturar/" target="_blank" rel="noopener"><b>como estruturar os encontros do SCFV</b></a><b>.</b></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/caso-de-sucesso-nepomuceno?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Nepomuceno&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-472" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno.jpg" alt="como responder mais facilmente o rma" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a Equipe Técnica do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">equipe de referência</span></a><span style="font-weight: 400;"> do SCFV  é composta por:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Técnico de referência:<span style="font-weight: 400;"> profissional de nível superior do CRAS.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/educador-social/" target="_blank" rel="noopener">Orientador social</a>:<span style="font-weight: 400;"> profissional de nível médio responsável pela convivência grupal.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Facilitadores de oficinas:<span style="font-weight: 400;"> profissionais de nível médio responsáveis por oficinas de esporte, arte, lazer e cultura.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição da equipe deve garantir a qualidade do atendimento e a intencionalidade do trabalho social</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o SCFV é registrado e financiado?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV integra os serviços cofinanciados do SUAS. </span>O registro das informações é realizado no Sistema de Informações do <a href="https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/" target="_blank" rel="noopener">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SISC)</a>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização do SISC ocorreu desde o reordenamento do SCFV, iniciado em 2013. Com isso, a ferramenta se tornou estratégica para organização da oferta, monitoramento da execução, planejamento do serviço e tomada de decisão na gestão da política de assistência social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro dos usuários no SISC é obrigatório, inclusive para aqueles não identificados nas situações prioritárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a manutenção do cofinanciamento federal está condicionada, entre outros requisitos, ao registro e à confirmação periódica da participação dos usuários no sistema.</span></p>
<p><b>Veja também como</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/sisc-com-o-gesuas/" target="_blank" rel="noopener"> <b>descomplicar o SISC com a GESUAS</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão: Por que o SCFV é estratégico no SUAS?</span></h2>
<p>O SCFV é uma das principais estratégias de prevenção <span style="font-weight: 400;">no âmbito da Proteção Social Básica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao promover a convivência, fortalecer vínculos e ampliar a participação social, o serviço contribui para a redução de vulnerabilidades e para a garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem planejado e articulado com os demais serviços do SUAS, o SCFV fortalece o trabalho social no território e amplia a capacidade de proteção das famílias e indivíduos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora que você já sabe o que é o SCFV, aproveite e clique abaixo para entender como o GESUAS pode fortalecer a assistência social e garantir uma gestão mais eficaz para os municípios!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O SCFV é obrigatório em todos os municípios?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é obrigatório por si só, mas a oferta está prevista no SUAS e é fortemente recomendada como política pública de proteção social básica para prevenir vulnerabilidades.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a relação entre o SCFV e o PAIF?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV tem por objetivo complementar o trabalho social desenvolvido com famílias pelo PAIF, prevenindo a ocorrência de situações de risco social e fortalecendo a convivência familiar e comunitária junto aos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Havendo necessidade, os usuários atendidos pelo SCFV também poderão ser acompanhados pelo PAIF, juntamente com outros integrantes do núcleo familiar.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Saiba mais sobre a diferença entre PAIF e SCFV: </span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica: entendendo a diferença entre PAIF e SCFV!</span></a></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual relação entre o SCFV e o AEPETI?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação de crianças e adolescentes retirados do trabalho infantil no SCFV é considerada uma estratégia fundamental para o enfrentamento do trabalho infantil, proporcionando a oferta de novas oportunidades de desenvolvimento às crianças e aos adolescentes atendidos pelo SCFV.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como registrar o SCFV no RMA?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/registro-mensal-de-atendimentos-cras/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Registro Mensal de Atendimentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> funciona da seguinte forma em cada faixa etária:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crianças de 0 à 6 anos em SCFV:</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se Informar o número total de crianças, com idade até 6 anos, que participaram das atividades desenvolvidas pelo SCFV no mês de referência que está sendo informado. Também deverá ser informado quais profissionais do CRAS que compõem a equipe técnica realizaram os atendimentos.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crianças e adolescentes de 7 a 14 anos em SCFV</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se Informar o número total de crianças ou adolescentes, com idade entre 7  e 14 anos, que participaram das atividades desenvolvidas pelo SCFV no mês de referência que está sendo informado. Também deverão ser contabilizadas todas as criança que estão vinculadas às Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) (AEPETI), e que participam com regularidade do SCFV.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adolescentes de 15 a 17 anos em SCFV</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se Informar o número total de adolescentes, com idade entre 15 e 17 anos, que participaram das atividades desenvolvidas pelo SCFV no mês de referência que está sendo informado. Também deverão ser contabilizados todos os adolescentes que participam regularmente do serviço.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adultos de 18 a 59 anos em SCFV</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se informar o número total de adultos com idades entre 18 e 59 anos, que participaram das atividades desenvolvidas pelo SCFV no mês de referência que está sendo informado.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idosos em SCFV</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se informar o número total de idosos (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos), que foram atendidos durante o mês de referência, e que participaram das atividades desenvolvidas nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos, realizados neste CRAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os 3 eixos do SCFV?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é estruturado pelos eixos de autonomia e autoestima; convivência e comunicação e pertencimento e cidadania.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como o SCFV funciona nas escolas?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV procura incentivar a participação social dos usuários nos ambientes escolares como uma forma de convivência, fortalecimento de laços comunitários e familiares.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências Bibliográficas</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/crianca_feliz/CADERNO-ATIVIDADES-DIGITAL-28122018.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos: para crianças de 0 à 6 anos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/servicos-e-programas/convivencia-e-fortalecimento-de-vinculos" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Convivência e Fortalecimento de Vínculos</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.sigas.pe.gov.br/files/08092017114541-38.orientacoes.tecnicas.sobre.o.servico.de.convivencia.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações técnicas sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes de 6 à 15 anos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/atendimento/doc/Manual_RMA_CRAS2018.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Registro Mensal de Atendimentos RMA: CRAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.sedes.df.gov.br/scfv" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV para Crianças e Adolescentes de 06 a 15 anos</span></a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/">SCFV: o que é e como funciona o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Proteção Social Básica e Especial: veja quais são as diferenças, os serviços e os objetivos de cada uma no SUAS</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Neljanira Oliveira]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 18:22:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social especial]]></category>
		<category><![CDATA[qual a diferença]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.blog.gesuas.com.br/?p=893</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 10 minutos</small> A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) estrutura a garantia de direitos e a prevenção de vulnerabilidades por meio da Proteção Social Básica e da Proteção Social Especial. Cada um desses níveis possui públicos, finalidades e estratégias diferentes, o que impacta a forma como as ações são viabilizadas no território. Com a PNAS e a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais, foram detalhados os serviços que materializam esses níveis de proteção no Sistema Único de Assistência Social (SUAS). Neste artigo, você entenderá como <a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/">Proteção Social Básica e Especial: veja quais são as diferenças, os serviços e os objetivos de cada uma no SUAS</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 10 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrutura a garantia de direitos e a prevenção de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidades</span></a><span style="font-weight: 400;"> por meio da Proteção Social Básica e da Proteção Social Especial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada um desses níveis possui públicos, finalidades e estratégias diferentes, o que impacta a forma como as ações são viabilizadas no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a PNAS e a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">, foram detalhados os serviços que materializam esses níveis de proteção no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você entenderá como a Proteção Social Básica e Especial se diferenciam na prática, quais iniciativas compõem cada nível e como essa divisão afeta o trabalho cotidiano de equipes e gestores.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é a proteção social na Política Nacional de Assistência Social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A proteção social é uma estratégia pública de garantia de direitos que busca prevenir ou enfrentar riscos sociais que comprometem a autonomia das famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A PNAS distribui essa responsabilidade entre prevenção e resposta a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violações de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Dessa forma, por meio da proteção social, tal política busca reduzir as situações que ampliam a vulnerabilidade social e que podem atuar de forma interligada nos territórios, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a fragilidade de vínculos familiares; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os riscos de violência; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o isolamento social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a insegurança habitacional;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a pobreza;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a falta de acesso a direitos como saúde e educação.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é a Proteção Social Básica?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Proteção Social Básica (PSB) tem como objetivo o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, as equipes direcionam o trabalho socioassistencial para ações que antecipem o agravamento de situações de risco dentro da realidade vivenciada pelos usuários. Esse trabalho precisa estar alinhado aos contextos específicos apresentados pelas famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Proteção Social Básica, o público atendido é formado por famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e que precisam ter acesso aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">programas de transferência de renda</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-operacionalizacao-do-bpc-e-a-loas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">, aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefícios Eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, dentre outros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os serviços da PSB são executados pelo</span> <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que funciona como porta de entrada e referência permanente para o acompanhamento dessas famílias.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais serviços compõem a Proteção Social Básica?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A PSB opera por meio dos seguintes serviços:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-ausencia-do-servico-de-protecao-social-basica-no-domicilio-para-pessoas-com-deficiencia-e-idosas-e-seus-impactos-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF é ofertado no CRAS e cria atividades de convívio, socialização e acesso a direitos.</span> <span style="font-weight: 400;">Já o SCFV organiza os grupos atendidos conforme a faixa etária e a demanda local e funciona como um espaço onde as pessoas buscam, coletivamente, soluções para as vulnerabilidades enfrentadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio, é priorizada a inclusão de pessoas com deficiência e pessoas idosas para prevenir o isolamento e fortalecer a autonomia e a participação social desses indivíduos.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é a Proteção Social Especial?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Proteção Social Especial (PSE) atua quando as violações de direitos já ocorreram. Enquanto a PSB previne, a PSE responde a situações em que os vínculos de proteção da família foram rompidos ou fragilizados, o que amplia as situações de riscos sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, a PSE atende a situações como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">abandono; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">violência sexual, física e psicológica; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cumprimento de medidas socioeducativas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/servico-de-protecao-social-especial-para-pessoas-com-deficiencia-idosas-e-suas-familias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção especializada para pessoas com deficiência, pessoas idosas e suas famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os níveis da Proteção Social Especial?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os níveis da PSE são classificados em média e alta complexidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A média complexidade preserva vínculos familiares fragilizados por meio do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paefi/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAEFI promove o acompanhamento a famílias em situação de ameaça ou violação, com foco na restauração de direitos e na prevenção da reincidência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, há o </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/abordagem-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado em Abordagem Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, que realiza ações diversas, dentre elas: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/busca-ativa/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">busca ativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> de casos de trabalho infantil e situação de rua; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">acompanhamento de adolescentes em medidas socioeducativas, com a criação do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/pia-plano-individual-de-atendimento" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Plano Individual de Atendimento</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">serviços direcionados a pessoas com deficiência e pessoas idosas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A alta complexidade também disponibiliza o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;"> para quem necessita de afastamento temporário do grupo familiar ou da comunidade de origem, como crianças, adolescentes e adultos sem referência social. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as principais diferenças entre Proteção Social Básica e Especial?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja a seguir quais são as principais diferenças entre a PSB e a PSE.</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Nível</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><b>Proteção Básica</b></td>
<td style="text-align: center;"><b>Proteção Especial</b></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Objetivo</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Prevenção de vulnerabilidades</span></td>
<td style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção diante de violações de direitos</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Unidade de referência</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">CRAS</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">CREAS e unidades especializadas</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Público</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Vulnerabilidade social</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Violação de direitos, com ou sem rompimento de vínculos</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Foco da intervenção</b></td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Fortalecimento de vínculos</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Superação e proteção diante do risco</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Serviços ofertados</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">PAIF, SCFV, Proteção Social Básica no Domicílio</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">PAEFI, Abordagem Social, medidas socioeducativas, acolhimento</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Exemplos de situações atendidas</b></td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Famílias em vulnerabilidade social, beneficiários do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único (Cadúnico)</span></a></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Violência doméstica, situação de rua, abandono, medidas socioeducativas</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, o reconhecimento dessa diferenciação ajuda a identificar quando é necessário realizar o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamento do CRAS para o CREAS</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, nos municípios sem CREAS implantado, o CRAS precisa estar preparado para a articulação com o CREAS mais próximo da sua região.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, saiba mais sobre as</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas" target="_blank" rel="noopener"><b> diferenças entre CRAS e CREAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como acontece o fluxo entre CRAS e CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora possuam atribuições diferentes, CRAS e CREAS atuam de forma complementar. Quando, durante o acompanhamento realizado pelo CRAS, é identificada uma situação de violação de direitos que exige proteção especializada, a família ou indivíduo pode ser encaminhado ao CREAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Da mesma forma, após a superação da situação de violação, o CREAS pode articular o retorno do acompanhamento ao CRAS para continuidade do fortalecimento de vínculos e da inclusão em serviços da Proteção Social Básica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/psb-e-pse-servicos-e-fluxos-entre-cras-e-creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">fluxo entre o CRAS e o CREAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> deve ocorrer de forma articulada, preservando a continuidade do atendimento e evitando a fragmentação do acompanhamento.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Concl</span><span style="font-weight: 400;">usão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A divisão entre a Proteção Social Básica e a Proteção Social Especial é fundamental para a definição de estratégias que serão adotadas no trabalho socioassistencial com foco na garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O domínio sobre as diferenças entre os dois níveis de proteção amplia a clareza técnica, traz mais organização para os serviços do SUAS e respostas mais rápidas para os usuários da rede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a PSB e a PSE atuam de forma isolada, as respostas tendem a ser fragmentadas e insuficientes para atender às múltiplas demandas que se apresentam nos territórios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, para que o atendimento às famílias seja eficaz, é preciso que haja articulação entre os serviços, as equipes e as políticas públicas envolvidas na proteção social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A integração entre os diferentes atores da rede também ajuda a ampliar a capacidade de proteção social, fortalecer os encaminhamentos e contribuir para a construção de respostas mais efetivas. Dessa forma, é possível promover a autonomia das famílias e expandir o acesso aos direitos socioassistenciais e às demais políticas públicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS oferece recursos que ajudam os profissionais a acompanhar os territórios e a fortalecer a articulação entre a Proteção Social Básica e a Proteção Social Especial. Clique abaixo para conhecer as soluções.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a Proteção Social Básica da Proteção Social Especial?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A proteção básica previne vulnerabilidades e fortalece vínculos antes de violações graves. A proteção especial atua quando já existe violação de direitos, com ou sem rompimento de vínculos familiares.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O CRAS faz parte da Proteção Social Básica ou Especial?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS é a unidade de referência da Proteção Social Básica. Nele são executados o PAIF, o SCFV e o Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O CREAS atende quais situações?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CREAS atende famílias em situação de violação de direitos, como violência, abandono e cumprimento de medidas socioeducativas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O PAIF é um serviço da Proteção Social Básica?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O PAIF é o principal serviço da Proteção Social Básica, de execução exclusiva do CRAS, voltado ao fortalecimento de vínculos familiares.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O PAEFI faz parte da Proteção Social Especial?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O PAEFI sustenta a Proteção Social Especial de média complexidade, com acompanhamento a famílias com direitos violados, mas que ainda possuem os vínculos preservados.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que significa prevenção de riscos sociais no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A prevenção de riscos sociais está relacionada com a atuação antes que as vulnerabilidades se tornem violações de direitos. Ela é feita por meio do fortalecimento de vínculos e da ampliação do acesso a direitos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando uma família deve ser acompanhada pelo CRAS e quando deve ser encaminhada ao CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS acompanha famílias em vulnerabilidade social, sem violação de direitos. O CREAS recebe casos em que já existe violação, risco pessoal ou rompimento de vínculos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A Proteção Social Especial substitui a Proteção Social Básica?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. Os dois níveis são complementares e atuam de forma articulada, respondendo a momentos distintos da trajetória de vulnerabilidade da família.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">A Proteção Social Básica e a Proteção Social Especial trabalham juntas?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. A articulação entre CRAS, CREAS e demais serviços garante continuidade ao atendimento e respostas mais efetivas às necessidades das famílias.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do SUAS (NOB-RH/SUAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/participar-de-servicos-da-protecao-social-basica-programas-e-beneficios-assistenciais" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do CRAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/documentos/04-caderno-creas-final-dez..pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do CREAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_paif_1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas sobre o PAIF</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/publicacoes/perguntas_frequentes_SCFV_2022.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Perguntas Frequentes: Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a></li>
</ul>
<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
<script type="text/javascript">
  new RDStationForms('modelo-de-paf-5460b416eedb56209b3a-html', 'UA-104403806-1').createForm();
</script></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/">Proteção Social Básica e Especial: veja quais são as diferenças, os serviços e os objetivos de cada uma no SUAS</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">893</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Atividades do SCFV para idosos: veja 20 ideias práticas e como aplicar cada uma</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/atividades-scfv-idosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 17:52:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[idoso]]></category>
		<category><![CDATA[scfv]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.blog.gesuas.com.br/?p=999</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 15 minutos</small> Planejar atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) para idosos exige atenção ao território e à realidade das pessoas atendidas.  No Sistema Único de Assistência Social (SUAS), tais iniciativas precisam contribuir para a convivência, a consolidação dos vínculos e a participação comunitária.  Dessa forma, o serviço poderá responder de forma mais qualificada à demanda crescente da população idosa, que representa mais de 32 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Neste conteúdo, <a href="https://blog.gesuas.com.br/atividades-scfv-idosos/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/atividades-scfv-idosos/">Atividades do SCFV para idosos: veja 20 ideias práticas e como aplicar cada uma</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 15 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Planejar atividades do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;"> para idosos exige atenção ao território e à realidade das pessoas atendidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Sistema Único de Assistência Social (SUAS), tais iniciativas precisam contribuir para a convivência, a consolidação dos vínculos e a participação comunitária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o serviço poderá responder de forma mais qualificada à demanda crescente da população idosa, que representa mais de 32 milhões de pessoas no Brasil, segundo o </span><a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste conteúdo, reunimos 20 atividades para idosos no SCFV com orientações práticas de aplicação, temas mensais e cuidados técnicos para qualificar os grupos do SCFV. Acompanhe!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual o objetivo do SCFV para idosos?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV integra a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> do SUAS e atua na prevenção de situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">risco social</span></a><span style="font-weight: 400;"> por meio do fortalecimento das relações familiares e comunitárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O serviço busca estimular a convivência, a autonomia, o protagonismo, o engajamento comunitário entre as pessoas idosas atendidas e a função protetiva das famílias, conforme aponta a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os grupos ajudam a reduzir o isolamento e ampliar o acesso aos espaços de convivência e a informações sobre direitos e serviços.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Público atendido e o papel do CRAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a principal porta de entrada da Proteção Social Básica e organiza os encontros do SCFV no território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atende pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas que vivenciam fragilidade de vínculos familiares ou dificuldade de acesso aos direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento também é articulado ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, reforçando o trabalho social com famílias e a atuação integrada da equipe. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Diferencial do SCFV como ação socioassistencial</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos desafios das equipes é evitar que o SCFV seja visto apenas como espaço recreativo, já que a atuação socioassistencial tem intencionalidade técnica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que essa intenção se concretize, cada encontro precisa ter objetivos claros, como apoio à convivência, estímulo ao envolvimento na comunidade, valorização das trajetórias de vida e ampliação do acesso à informação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, as atividades para idosos no SCFV buscam gerar impactos positivos para a vida cotidiana dos participantes, de forma contínua e sustentável no longo prazo.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como planejar atividades do SCFV para idosos?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o planejamento dessas iniciativas, é preciso definir o público-alvo, a frequência dos encontros e as metas previstas para eles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse planejamento interfere diretamente na participação dos usuários e nos resultados observados pela equipe técnica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, quando as ações acontecem sem organização ou continuidade, os encontros tendem a perder sentido para os usuários. Consequentemente, a frequência diminui gradualmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, quando há planejamento, escuta e regularidade, os participantes se sentem à vontade para sugerir temas, convidar outras pessoas e ocupar o espaço com mais autonomia.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Diagnóstico do perfil do público</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender a faixa etária, as condições de saúde, as dificuldades de mobilidade, os interesses e o histórico de participação comunitária ajuda a construir propostas mais adequadas ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">território</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns usuários, oficinas culturais despertam maior participação, enquanto outros podem preferir temas ligados a direitos, memória e convivência familiar. Por isso, o planejamento precisa dialogar com o cotidiano das pessoas atendidas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Frequência dos encontros</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A frequência deve considerar a realidade do território e a disponibilidade dos usuários. Grupos semanais podem favorecer maior sustentação para os vínculos, pois criam regularidade nos encontros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, é importante avaliar horários acessíveis para idosos que dependem de familiares, transporte público ou cuidadores. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Metas de participação e convivência</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento precisa incluir metas simples e viáveis para acompanhamento recorrente do serviço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, registros técnicos bem organizados ajudam a acompanhar a evolução dos participantes e a qualificar o planejamento das ações. </span></p>
<p><b>Para aprofundar esse olhar sobre a organização da prática profissional, leia o artigo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <b>instrumentalidade no Serviço Social</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">20 atividades do SCFV para idosos e como aplicar</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades para idosos no SCFV podem incluir ações para:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">convivência e integração;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cognição e memória;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">saúde e bem-estar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">protagonismo e cidadania;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">contato com outras gerações.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A seguir, veja quais iniciativas podem ser adaptadas para diferentes realidades locais, públicos e interesses.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades de convivência e integração</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas ações favorecem a aproximação entre os participantes e expandem o sentimento de pertencimento social. Veja algumas ideias com esse foco.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">1. Roda de apresentação com histórias de vida </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">As rodas de conversa podem estimular a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/escuta-protegida-e-sua-relacao-com-a-escuta-especializada-no-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">escuta</span></a><span style="font-weight: 400;">, reconhecimento mútuo e pertencimento. Nessa dinâmica, os participantes podem compartilhar momentos marcantes da trajetória, desafios e reflexões que estão vivendo. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">2. Café coletivo com os aniversariantes do mês </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ação pode incentivar a organização do café coletivo pelos próprios participantes. Assim, a atividade estimula o protagonismo e a corresponsabilidade por meio de uma comemoração simples, que cria aproximação e momento coletivo de convivência. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">3. Dinâmicas sobre memórias do território </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">As conversas mediadas sobre a história do bairro ou da cidade aproximam gerações, reforçam a identidade comunitária e costumam revelar lideranças naturais nos encontros.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">4. Bingo comunitário </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A realização de um bingo cultural pode unir entretenimento e estímulo cognitivo. Em vez de utilizar apenas números, as cartelas podem conter palavras, imagens ou temas relacionados à história local, aos direitos da pessoa idosa ou à cultura popular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o profissional do SUAS pode apresentar pistas ou fazer perguntas para os participantes marcarem na cartela a resposta correspondente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de estimular a memória e a atenção, essa atividade favorece a troca de conhecimentos e as conversas sobre experiências vividas no território.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">5. Oficinas de culinária afetiva </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível organizar o preparo coletivo de receitas com significado cultural. Essa oficina abre espaço para falar de memória, família e pertencimento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades cognitivas e de memória</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das ações de convivência, as práticas que trabalham cognição e memória podem ampliar a participação e a troca entre os idosos ao serem conectadas às experiências de vida dos integrantes. Confira algumas opções!</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">6. Jogos de memória </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Os jogos selecionados precisam garantir que a atividade seja desafiadora, sem se tornar excludente. Para isso, cartas, palavras cruzadas e dominó adaptados são algumas atividades que estimulam atenção e linguagem de forma colaborativa. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">7. Leitura comentada de notícias ou poesias</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse encontro amplia o repertório cultural e estimula reflexões a partir das leituras propostas.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">8. Oficina de músicas antigas</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A música estimula a ativação da memória afetiva e favorece a interação. Por isso, a equipe pode montar uma playlist colaborativa com sugestões dos próprios participantes.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">9. Contação de histórias do território</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal ação pode valorizar relatos da memória coletiva e da história oral. Além disso, os registros em áudio ou vídeo podem ampliar o valor simbólico da atividade para a comunidade.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">10. Produção coletiva de mural de memórias </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro visual das trajetórias de vida com fotos, desenhos ou recortes pode ser feito em murais coletivos. Esse material pode ser exposto no CRAS e apresentado à comunidade em datas comemorativas, por exemplo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades corporais e de bem-estar</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos encontros, as dinâmicas corporais fortalecem o bem-estar físico, a convivência e a confiança entre os participantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas práticas, a articulação com a área de saúde do município é fundamental. Para isso, a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/"><span style="font-weight: 400;">intersetorialidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ser ampliada por meio de parceria com a secretaria municipal de saúde. Veja alternativas nesse sentido!</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">11. Alongamento orientado </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa prática pode incluir movimentos simples e adaptados às condições físicas do coletivo, conduzidos com atenção às limitações individuais. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">12. Dança circular </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A dança circular é acessível e integradora, estimula movimento, ritmo e convivência sem exigir habilidade técnica. O círculo favorece a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/assistencia-social-e-populacoes-invisibilizadas-como-incluir-as-diversidades-nas-politicas-do-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visibilidade de todos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e aumenta o sentimento de coletividade.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">13. Caminhada comunitária </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A união de atividade física e reconhecimento do espaço ao redor pode incluir visitas a equipamentos públicos e pontos de referência da comunidade.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">14. Oficina de respiração e relaxamento </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa oficina, podem ser realizadas técnicas simples de respiração consciente, que ajudam no controle da ansiedade e na qualidade do sono, que são temas frequentes entre esse público.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">15. Atividades rítmicas com música </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, o uso de instrumentos simples estimula a coordenação e a participação coletiva. A proposta pode ser adotada como abertura ou encerramento dos encontros.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades de protagonismo e cidadania</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já nas ações voltadas para o protagonismo, é necessário priorizar a autonomia, a participação social e o acesso à informação sobre direitos. Entenda!</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">16. Debate sobre direitos da pessoa idosa </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O debate pode trazer a apresentação e discussão do </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Estatuto da Pessoa Idosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir de situações do cotidiano. Ainda, casos reais trazidos pelos próprios participantes tornam a conversa mais concreta.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">17. Conversa sobre violência contra idosos </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa oficina propõe reflexões sobre identificação, prevenção e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> de situações de violência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe deve conduzir com escuta ativa e atenção a relatos que indiquem </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violações de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">18. Participação em eventos comunitários </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O envolvimento dos participantes em ações do território amplia o senso de pertencimento e a visibilidade social do serviço junto à comunidade.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">19. Oficinas sobre acesso a benefícios sociais </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal proposta pode oferecer orientações sobre </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">seguridade social</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-operacionalizacao-do-bpc-e-a-loas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros direitos socioassistenciais, contribuindo para reduzir barreiras de acesso e estimular a emancipação dos usuários.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades intergeracionais</span></h3>
<h4><span style="font-weight: 400;">20. Encontros entre idosos e crianças ou adolescentes do território </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">As trocas entre gerações ajudam a reduzir preconceitos e fortalecem vínculos comunitários. Essas interações também podem incentivar a troca de saberes entre diferentes idades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse formato, os idosos ensinam uma habilidade manual ou cultural, e os jovens trazem elementos do próprio universo, como tecnologia básica ou música atual.</span></p>
<p><b>Aproveite e confira também </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" target="_blank" rel="noopener"><b>10 temas para oficinas com famílias no PAIF</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais temas mensais podem ser trabalhados nos grupos de idosos do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A organização de temas mensais ajuda a equipe a manter a continuidade no planejamento e evita repetição de propostas ao longo do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As sugestões a seguir podem facilitar a construção de iniciativas conectadas às demandas observadas nos encontros. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Janeiro a junho</span></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Janeiro: projeto de vida e convivência.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fevereiro: cultura popular e território.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Março: direitos das mulheres idosas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Abril: saúde e autocuidado.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Maio: vínculos familiares.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Junho: festas populares e memória cultural.</span></li>
</ul>
<h4><span style="font-weight: 400;">Julho a dezembro</span></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Julho: participação comunitária.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Agosto: valorização da pessoa idosa.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Setembro: saúde mental e convivência.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Outubro: envelhecimento ativo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Novembro: cidadania e acesso a direitos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dezembro: retrospectiva e celebração coletiva.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais erros devem ser evitados no trabalho com idosos no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina acelerada dos serviços, algumas escolhas podem prejudicar os objetivos do SCFV para idosos. Dessa forma, é preciso revisar constantemente as práticas e fazer ajustes para qualificar o trabalho socioassistencial. Veja os erros mais comuns para evitar!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Infantilização do público idoso</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, o uso de linguagem inadequada, ações excessivamente infantilizadas ou tratamento desrespeitoso afastam os participantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o reconhecimento a partir das experiências, trajetórias e capacidades construídas ao longo da vida promove conexões mais aprofundadas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Falta de escuta do público</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A escuta qualificada ajuda a construir ações mais significativas, aumenta o engajamento e incentiva o protagonismo dos participantes.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Ausência de registro e avaliação </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A escassez de registros adequados gera a perda de informações importantes sobre envolvimento, evolução coletiva e resultados observados no território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um tipo de instrumento social que pode trazer contribuições relevantes para a documentação do histórico das atividades para idosos no SCFV. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como registrar e avaliar os resultados das atividades?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns indicadores podem ser acompanhados de forma prática, como a participação nas oficinas, a interação entre os usuários, o envolvimento familiar e a adesão às ações comunitárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, os indicadores facilitam o acompanhamento e ajudam a visualizar avanços dos participantes sem transformar o processo em algo burocrático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, é necessário avaliar fatores diversos, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">frequência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">participação espontânea; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecimento de vínculos; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">participação familiar; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">adesão contínua; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">relatos qualitativos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível usar os relatórios para que a gestão municipal acompanhe resultados e qualifique o planejamento das ações socioassistenciais. </span></p>
<p><b>Para entender mais sobre fluxos, registros e acompanhamento na rede socioassistencial, leia também o artigo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional no SUAS</b></a><b>. </b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão sobre as atividades do SCFV para idosos </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades do SCFV para idosos têm papel central na promoção da convivência comunitária e na prevenção de situações de vulnerabilidade social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas ações são essenciais para fortalecer os vínculos, estimular a autonomia e impulsionar a participação social das pessoas idosas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, para que cumpram esses objetivos, elas devem ser planejadas com intencionalidade técnica, com foco no território e para um público específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, o planejamento, registro e avaliação ajudam equipes e gestores a acompanhar o que está sendo construído no território e a demonstrar os impactos reais do serviço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para organizar essas informações com mais agilidade, a plataforma da GESUAS oferece recursos para registrar atendimentos, acompanhar os grupos do SCFV e qualificar a gestão nos municípios. Clique abaixo para conhecer os recursos da GESUAS para acompanhamento e gestão das atividades do SCFV.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são as atividades do SCFV para idosos?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV para idosos pode incluir rodas de conversa, oficinas culturais, atividades corporais, dinâmicas de convivência, ações intergeracionais e debates sobre direitos da pessoa idosa. Elas precisam atender ao território e ao público-alvo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais atividades são realizadas no SCFV?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV realiza atividades coletivas com foco em convivência, fortalecimento de vínculos, autonomia, participação social e prevenção de situações de risco social, conforme previsto na Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os temas de palestras para idosos?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns temas de palestras voltadas para idosos incluem direitos da pessoa idosa, saúde emocional, envelhecimento ativo, convivência familiar, prevenção da violência e participação comunitária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quantos idosos podem participar de um grupo do SCFV?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe um número único definido para todos os grupos do SCFV. A quantidade de participantes deve considerar a capacidade de acompanhamento da equipe, os objetivos da atividade, o espaço disponível e o perfil dos usuários. O mais importante é garantir a participação de todos, a qualidade das interações e o acompanhamento técnico adequado.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O SCFV para idosos é obrigatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. A participação no SCFV é voluntária. O serviço busca incentivar o envolvimento contínuo dos usuários por meio de atividades que fortaleçam vínculos familiares e comunitários, promovam a autonomia e ampliem a participação social das pessoas idosas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/publicacoes/perguntas_frequentes_SCFV_2022.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Perguntas Frequentes sobre o SCFV</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_scfv.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Estatuto da Pessoa Idosa</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">IBGE</span></a></li>
</ul>
<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
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</script></p>
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		<item>
		<title>Parecer social ou laudo social: diferença e aplicação no SUAS</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kaiane Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentais]]></category>
		<category><![CDATA[laudo]]></category>
		<category><![CDATA[parecer]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> Parecer social e laudo social fazem parte da rotina de assistentes sociais em diferentes políticas públicas e atividades. Entretanto, mesmo profissionais experientes ainda encontram dificuldades para definir qual documento utilizar em cada situação. Essa dúvida é comum porque muitos órgãos utilizam os termos como sinônimos ou solicitam os documentos sem especificar claramente a sua finalidade técnica.  Em outros casos, modelos padronizados acabam reduzindo instrumentos complexos a formulários descritivos, sem a devida análise crítica da realidade social atendida. Dominar a finalidade e a <a href="https://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Parecer social e laudo social fazem parte da rotina de assistentes sociais em diferentes políticas públicas e atividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, mesmo profissionais experientes ainda encontram dificuldades para definir qual documento utilizar em cada situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa dúvida é comum porque muitos órgãos utilizam os termos como sinônimos ou solicitam os documentos sem especificar claramente a sua finalidade técnica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outros casos, modelos padronizados acabam reduzindo instrumentos complexos a formulários descritivos, sem a devida análise crítica da realidade social atendida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dominar a finalidade e a estrutura de cada instrumento é fundamental para que o assistente social consiga produzir registros mais consistentes e alinhados às demandas institucionais e éticas da profissão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá a diferença entre parecer social e laudo social, quando utilizar cada instrumento, quais elementos eles devem conter e como esses registros aparecem na rotina do SUAS.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quando usar parecer social e quando usar laudo social no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social é indicado quando a demanda exige uma conclusão técnica destinada a subsidiar decisões, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou acesso a direitos socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o laudo social é utilizado em situações que demandam investigação mais aprofundada, análise detalhada da realidade social e registro metodológico mais completo, como ocorre em perícias, medidas protetivas e processos judiciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, o parecer social busca responder a uma solicitação institucional, administrativa ou judicial, apresentando uma posição técnica que apoia a tomada de decisão sobre determinada demanda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o laudo social, a descrição técnica é mais detalhada, assim como a apresentação da metodologia utilizada e a análise ampliada da realidade social do usuário ou da família. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo está frequentemente associado ao âmbito sociojurídico e constitui o principal produto da perícia social. Nele, o assistente social apresenta a análise da realidade investigada e responde aos quesitos formulados pela autoridade competente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a principal diferença entre os dois </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">instrumentos sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> está na finalidade técnica, na consistência da análise e no contexto institucional em que cada documento é solicitado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso do parecer social ou laudo social exige fundamentação ética, técnica e metodológica consistente, segundo o</span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/EbookCfess-DocOpiniaoTecnica2022-Final.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Conselho Federal de Serviço Social (CFESS</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Situações em que o parecer social é utilizado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social é aplicado quando a instituição precisa de uma conclusão técnica objetiva sobre determinada situação social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso acontece em avaliações relacionadas ao acesso a benefícios socioassistenciais e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">benefícios eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, encaminhamentos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">intersetoriais</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamento familiar e situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, o parecer também pode surgir como uma demanda do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Poder Judiciário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos profissionais confundem o parecer social com o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;">. O relatório social é adotado para a descrição da situação do usuário ou da família, por meio dos dados, do histórico de atendimentos e das observações técnicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora esses instrumentos possam dialogar entre si, eles possuem finalidades distintas e níveis diferentes de análise técnica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Situações em que há demanda pelo laudo social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social é útil principalmente em processos judiciais, perícias sociais, disputas de guarda e avaliações relacionadas à violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, o documento precisa apresentar os métodos utilizados, os instrumentos aplicados e a análise profissional fundamentada. Assim, o processo de construção do laudo é integrado por:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">entrevistas sociais; </span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visitas domiciliares</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">observação técnica; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">análise documental.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">As demandas relacionadas ao</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ao acompanhamento de famílias em proteção especial também podem exigir elaboração de laudo social, principalmente quando há necessidade de análise aprofundada sobre </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vínculos familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> e condições de proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O assistente social não produz provas, mas estuda a realidade apresentada. Nos casos em que o laudo é solicitado, essa distinção orienta tanto a construção metodológica do documento quanto os limites éticos da atuação profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A compreensão dessas diferenças também ajuda a definir quando outros instrumentos técnicos são mais adequados à demanda apresentada.</span></p>
<p><b>Saiba também quando adotar o </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/estudo-social/" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo social</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais elementos devem constar no parecer social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do parecer social envolve decisões técnicas que impactam diretamente a clareza da análise e a utilização institucional do documento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, alguns elementos ajudam a garantir maior consistência metodológica e coerência entre a demanda apresentada e a conclusão profissional.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Identificação da demanda e do objetivo da solicitação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da análise técnica propriamente dita, o parecer social precisa apresentar de forma clara qual demanda motivou sua elaboração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o documento deve indicar quem realizou a solicitação, qual situação será analisada e qual questão necessita de resposta técnica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Fundamentação técnica e análise profissional</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do documento precisa interpretar criticamente os elementos observados durante o atendimento a partir do conhecimento técnico do assistente social. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Conclusão técnica clara e coerente</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do documento, a conclusão técnica precisa responder diretamente à questão que motivou sua elaboração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto deve ser objetivo, coerente com a análise apresentada e livre de ambiguidades, pois conclusões genéricas fragilizam o documento e dificultam sua utilização institucional.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a construção de um laudo social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações que envolvem perícias, medidas protetivas ou avaliações sociais mais complexas, o laudo social precisa demonstrar de forma consistente como as informações foram obtidas, organizadas e interpretadas ao longo do acompanhamento técnico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o laudo reúne informações produzidas ao longo do estudo social, da perícia e das análises realizadas pelo assistente social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura do laudo pode ser composta da seguinte maneira:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Introdução: indica a demanda judicial e os objetivos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Identificação dos sujeitos: relação dos indivíduos envolvidos e dos principais dados pessoais de cada um;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Metodologia: descrição dos métodos praticados para sua elaboração, esclarecendo a especificidade da profissão e os objetivos do estudo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Relato analítico: apresentação da construção histórica da questão estudada e do estado social atual dela;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parecer final: síntese da circunstância, análise crítica e apontamentos de conclusões ou indicações de alternativas do ponto de vista do Serviço Social. Nessa parte, o assistente social expressa o seu posicionamento técnico referente à questão em destaque.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Organização da descrição, da análise e das evidências</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura do laudo social precisa demonstrar como as informações foram coletadas, quais instrumentos foram utilizados e de que maneira a análise técnica foi construída.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrição e análise não são a mesma coisa, embora apareçam articuladas durante a elaboração do documento técnico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a descrição apresenta informações observadas ao longo do acompanhamento, a análise interpreta criticamente esses elementos a partir da realidade social atendida, das condições objetivas de vida da família e dos referenciais técnicos utilizados pelo assistente social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Cuidados éticos na redação do laudo social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social exige aprofundamento técnico, mas isso não autoriza a exposição excessiva da vida privada dos usuários. Apenas informações relevantes para a finalidade da análise devem aparecer no documento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de preservar o sigilo profissional, o assistente social precisa utilizar uma linguagem livre de estigmas e manter coerência com os princípios éticos da profissão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documento também deve apresentar somente elementos indispensáveis para responder à demanda institucional que motivou sua elaboração.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como aperfeiçoar o parecer social e o laudo social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualificação de pareceres e laudos sociais depende da articulação entre domínio metodológico, organização dos registros e capacidade de análise crítica da realidade atendida. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Crie uma padronização dos documentos </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração de modelos institucionais pode ajudar na organização das informações e na padronização mínima dos registros técnicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa perspectiva, a</span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a</span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">NOB/SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> associam a produção qualificada de informações e registros técnicos à capacidade de planejamento, monitoramento e organização da proteção social no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização de formulários padronizados de atendimento, modelos de parecer social e fluxos internos de encaminhamento entre serviços é uma estratégia adotada por muitos municípios para organizar a rotina das equipes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa padronização ajuda a:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">registrar informações essenciais; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">reduzir a perda de dados durante o acompanhamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">facilitar o diálogo entre profissionais da rede socioassistencial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizar registros;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estruturar fluxos de atendimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">consolidar os processos de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que seja eficaz, essa padronização deve considerar as especificidades de cada situação analisada e possibilitar o aprofundamento da posição técnica que será apresentada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Invista em qualificação técnica</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Definir qual instrumento usar, com que profundidade e para qual finalidade pode ser desafiador. Quando a demanda envolve outras políticas públicas ou o sistema de justiça, essa dificuldade aumenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O domínio metodológico é o que permite que o assistente social encare essas situações com precisão e produza análises fundamentadas, coerentes com as atribuições profissionais previstas nas normativas do Serviço Social. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre parecer social e laudo social não está apenas na nomenclatura utilizada pelas instituições, mas principalmente na finalidade técnica, no nível de aprofundamento analítico e no contexto em que cada documento é solicitado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração desses instrumentos exige responsabilidade ética, rigor metodológico e compreensão crítica da realidade social atendida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do SUAS e das demais políticas públicas, pareceres e laudos subsidiam decisões que impactam diretamente o acesso a direitos e a proteção social das famílias acompanhadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, fortalecer a qualidade técnica da produção documental também amplia a segurança profissional, melhora a articulação intersetorial e contribui para análises mais consistentes no cotidiano do trabalho social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, ferramentas que apoiam a organização dos registros e a otimização dos atendimentos podem contribuir para o trabalho das equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a GESUAS, a preparação de documentos como laudos e pareceres é facilitada por meio da sistematização dos atendimentos e da organização técnica das equipes do SUAS. Clique e conheça.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes sobre parecer social e laudo social</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre parecer social e laudo social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social apresenta conclusão técnica objetiva sobre uma demanda específica. Já o laudo social exige investigação mais aprofundada, detalhamento metodológico e registro técnico das análises produzidas durante a perícia ou avaliação social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O parecer social pode ser feito sem estudo social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. O parecer social precisa estar fundamentado em estudo social, observação técnica e análise qualificada da realidade atendida, conforme orientações técnicas do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS).</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode emitir parecer social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A emissão de parecer social é atribuição privativa do assistente social, conforme estabelece a</span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Lei de Regulamentação da profissão de Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando o laudo social é solicitado?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social costuma ser solicitado em processos judiciais, perícias sociais, medidas protetivas, disputas familiares e avaliações relacionadas ao acesso a direitos. Nessas situações, o documento precisa apresentar metodologia utilizada, instrumentos aplicados e análise técnica fundamentada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O laudo social precisa de visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem sempre. A visita domiciliar pode integrar o processo metodológico de construção do laudo social, mas sua realização depende da demanda apresentada, dos objetivos da análise e da avaliação técnica do assistente social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei de Regulamentação da profissão de Assistente Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/EbookCfess-DocOpiniaoTecnica2022-Final.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ebook CFESS 2022 sobre documentos e opinião técnica</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/estudo-social-em-pericias-laudos-e-pareceres-tecnicos-19392-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O estudo social em perícias, laudos e pareceres técnicos: contribuição ao debate no Judiciário, Penitenciário e Previdência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CFESS-NotaTecnica-MarineteMoreira-BPC.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Considerações sobre a dimensão social presente no processo de reconhecimento de direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a atuação da/o assistente social.</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004).</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS). </span></a></li>
</ul>
<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script></p>
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		<title>CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/cras/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/cras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 20:16:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.gesuas.com.br/?p=2891</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 9 minutos</small> Ao longo de sua consolidação, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estruturou os serviços por nível de proteção e pela territorialização das ações no Brasil.  Assim, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável pela oferta da Proteção Social Básica (PSB), foi estruturado para prevenir situações de vulnerabilidade social nos territórios. Porém, as dúvidas frequentes sobre os serviços e benefícios que essa unidade oferece podem se tornar um obstáculo para o acesso aos direitos socioassistenciais. No conteúdo a seguir, detalhamos <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 9 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua consolidação, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> estruturou os serviços por nível de proteção e pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">territorialização</span></a><span style="font-weight: 400;"> das ações no Brasil.  </span><span style="font-weight: 400;">Assim, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável pela oferta da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica (PSB)</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi estruturado para prevenir situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, as dúvidas frequentes sobre os serviços e benefícios que essa unidade oferece podem se tornar um obstáculo para o acesso aos direitos socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No conteúdo a seguir, detalhamos o que os profissionais e usuários dessa política precisam saber para entender o que é o CRAS, como ele funciona e quais são as suas atribuições. Acompanhe.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS é a unidade pública responsável pela oferta da Proteção Social Básica nos territórios. Ele atua por meio de estratégias de acolhimento, convivência e socialização de famílias e indivíduos que enfrentam riscos sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a função do CRAS é prevenir as situações de desproteção social e ampliar o alcance da cidadania no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, além de oferecer programas e benefícios socioassistenciais, o CRAS desenvolve o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as ações de gestão da rede socioassistencial no território onde atua, conforme a publicação </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre CRAS e CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atua na prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social que podem resultar em violações de direitos. Já o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> opera na </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/servico-de-protecao-social-especial-para-pessoas-com-deficiencia-idosas-e-suas-familias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial de Média Complexidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltada ao acompanhamento especializado de situações de violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, o atendimento visa fortalecer vínculos e assegurar os direitos antes que ocorra algum tipo de ruptura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o CREAS recebe pessoas e famílias que sofreram violência física, psíquica ou sexual, negligência, abandono, ameaças ou outras formas de discriminação, e que precisam de acompanhamento especializado para reconstruir vínculos e garantir proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto o CRAS quanto o CREAS são regidos pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>as diferenças do CRAS e CREAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as atribuições do CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS produz e disponibiliza informações sobre o território para subsidiar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a elaboração do </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/plano-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Plano Municipal de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o planejamento, o monitoramento e a avaliação dos serviços ofertados no CRAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a alimentação dos Sistemas de Informação do SUAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os processos de formação e qualificação da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">equipe de referência</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a oferta do PAIF e dos demais serviços socioassistenciais da Proteção Social Básica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a gestão territorial da rede socioassistencial da PSB.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessa produção de informações e da operacionalização do acesso a benefícios socioassistenciais, o CRAS também realiza ou referencia o acesso ao </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único (CadÚnico)</span></a><span style="font-weight: 400;">, de acordo com a organização da gestão municipal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, o CRAS efetiva a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-referencia-e-a-contrarreferencia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">referência e a contrarreferência</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos usuários, tendo como eixos estruturantes a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/matricialidade-sociofamiliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">matricialidade sociofamiliar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a territorialização.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais serviços são oferecidos pelo CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF é o principal serviço ofertado, pois busca garantir o direito à convivência familiar no atendimento socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do PAIF, são executados o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-ausencia-do-servico-de-protecao-social-basica-no-domicilio-para-pessoas-com-deficiencia-e-idosas-e-seus-impactos-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os serviços, benefícios, programas e ações ofertados pelo CRAS estão padronizados conforme as diretrizes da</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais benefícios socioassistenciais estão disponíveis no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do CRAS, a população pode acessar orientações, encaminhamentos e acompanhamento relacionados:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ao </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefícios Eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aos <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">Benefícios de Transferência de Renda</a>, como o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-bolsa-familia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Bolsa Família</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses benefícios socioassistenciais integram a política de assistência social e se configuram como um direito do cidadão e dever do Estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A constituição dos benefícios por meio da PSB promove a ampliação da proteção social e a superação das situações de vulnerabilidade e risco social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais situações podem ser atendidas no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As situações atendidas pelo CRAS envolvem vulnerabilidades sociais, como pobreza, fragilidade de vínculos afetivos e dificuldade de acesso aos serviços públicos. Segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o CRAS atende principalmente:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias que recebem programas de transferência de renda e benefícios socioassistenciais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias que cumprem os requisitos para acessar esses programas ou benefícios, mas ainda aguardam inclusão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias em situação de vulnerabilidade decorrente de dificuldades enfrentadas por algum de seus integrantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">pessoas com deficiência ou pessoas idosas em contextos de vulnerabilidade e risco social.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do CRAS também oferece orientações sobre direitos sociais e acesso aos programas e serviços socioassistenciais. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a equipe de referência do CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do CRAS é regulamentada pela NOB-RH/SUAS e sua composição depende do número de famílias referenciadas ao CRAS, conforme o quadro abaixo:</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Famílias referenciadas</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento anual</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Até 2.500</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">500 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Dois técnicos com nível médio e dois técnicos com nível superior, sendo um assistente social e outro preferencialmente </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas"><span style="font-weight: 400;">psicólogo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">3.500</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">750 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Três técnicos com nível médio e três técnicos com nível superior, sendo dois assistentes sociais e preferencialmente um psicólogo.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">5.000</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1.000 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Quatro técnicos com nível médio e quatro técnicos com nível superior, sendo dois assistentes sociais, um psicólogo e um profissional que compõe o SUAS.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS (2009).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As equipes de referência do CRAS também devem contar sempre com um coordenador com nível superior, concursado, com experiência em trabalhos comunitários e gestão de programas, projetos, serviços e/ou benefícios socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A NOB-RH/SUAS estabelece que a equipe de referência seja composta preferencialmente por servidores efetivos, buscando garantir continuidade e qualidade dos serviços e das ações ofertadas.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a composição mínima da equipe varia conforme o porte do CRAS e o número de famílias referenciadas, observadas as normativas vigentes do SUAS e a organização da gestão municipal.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel da coordenação dessa unidade?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As atribuições do coordenador do CRAS são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">coordenar o fluxo de entrada, o acompanhamento, o monitoramento, a avaliação e o desligamento das famílias e indivíduos nos serviços de Proteção Social Básica da rede socioassistencial referenciada ao CRAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">definir os meios e as ferramentas teórico-metodológicas do trabalho social com famílias e dos serviços de convivência em parceria com a equipe técnica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">efetuar ações de mapeamento, articulação, gestão e potencialização da rede socioassistencial no território de abrangência do CRAS.</span></li>
</ul>
<p><b>Veja também quais são os principais</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/desafios-na-coordenacao-do-cras/" target="_blank" rel="noopener"> <b>desafios na coordenação do CRAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, a oferta de serviços, programas, projetos, benefícios e ações procura assegurar a proteção social de acordo com a Política Nacional de Assistência Social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho social com famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> propõe o enfrentamento das situações de vulnerabilidade vivenciadas, contribui para sua proteção de forma integral e concretiza a matricialidade sociofamiliar no âmbito do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, de forma articulada com a rede socioassistencial e demais políticas, o CRAS possui um papel relevante ao garantir o acesso à Proteção Social Básica a milhares de famílias brasileiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestão eficiente desses processos no território exige instrumentos que acompanhem cada público de forma organizada, sem perder o vínculo entre o atendimento individual e o panorama do CRAS como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS é aliada dessa prática e integra o registro dos atendimentos, o acompanhamento das famílias e a gestão da equipe de referência. Conheça abaixo.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas Frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é o CRAS e para que serve?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a unidade pública que organiza a Proteção Social Básica no território. Ele identifica famílias em situação de vulnerabilidade e oferece serviços para fortalecer vínculos e prevenir riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais serviços do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS oferece o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Também realiza o cadastramento das famílias no Cadastro Único e o acompanhamento de seus dados.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que o CRAS tem a ver com o INSS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS orienta as famílias sobre o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a idosos e pessoas com deficiência. A equipe auxilia no encaminhamento, mas a concessão depende do próprio INSS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os benefícios que o CRAS fornece?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do CRAS, a população pode acessar ou receber orientações sobre benefícios como o Bolsa Família, o BPC e outros programas de transferência de renda vinculados ao Cadastro Único. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode acessar o CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atende famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e que passam por dificuldades de acesso a direitos, renda, serviços públicos ou precisam fortalecer os vínculos familiares e comunitários. O atendimento é gratuito e está disponível para qualquer pessoa que necessite de apoio da Proteção Social Básica.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social – NOB-RH/SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/politica-nacional-de-assistencia-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/">CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<item>
		<title>Temas para oficinas com as famílias no PAIF: 10 ideias para colocar em prática</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kaiane Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 15:06:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[oficinas]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 19 minutos</small> As oficinas com famílias integram o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e contribuem para o fortalecimento de vínculos, acesso a direitos, prevenção de riscos sociais e desenvolvimento da autonomia. Essas atividades são realizadas de forma contínua no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Quando elas trazem temas relevantes para os grupos, a participação aumenta, a troca acontece e o encontro gera resultados concretos. Para isso, as ações coletivas devem partir da realidade das famílias e do território, <a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 19 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">As oficinas com famílias integram o <a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</a> e contribuem para o fortalecimento de vínculos, acesso a direitos, prevenção de riscos sociais e desenvolvimento da autonomia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas atividades são realizadas de forma contínua no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando elas trazem temas relevantes para os grupos, a participação aumenta, a troca acontece e o encontro gera resultados concretos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, as ações coletivas devem partir da realidade das famílias e do território, da escuta qualificada, da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial-consolidacao-da-assistencia-social-como-politica-publica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do acompanhamento técnico, como indicam as Orientações Técnicas do PAIF.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá </span>10 temas para oficinas com as famílias no PAIF<span style="font-weight: 400;"> com aplicação prática, além de critérios para escolher assuntos relevantes e tornar os encontros mais efetivos.</span></p>
<h2>O que são as oficinas com famílias na Assistência Social e qual sua importância?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As oficinas com famílias são estratégias coletivas desenvolvidas no âmbito do PAIF, serviço ofertado exclusivamente no CRAS dentro da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> do <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas criam espaços de convivência, reflexão e troca de experiências entre famílias que compartilham desafios semelhantes. Diferentemente de uma palestra, a oficina precisa estimular participação ativa, diálogo e construção coletiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, essas ações servem para:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecer vínculos familiares e comunitários;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ampliar o acesso à informação e direitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">prevenir situações de risco social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estimular protagonismo das famílias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">apoiar processos de autonomia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aproximar usuários da <a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">rede socioassistencial</a>.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme estabelece a <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109/2009)</a>, o PAIF tem caráter proativo, preventivo e protetivo. As oficinas são o instrumento que concretiza esse caráter no encontro direto com as famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a condução da</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-do-paif/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">equipe de referência do PAIF</span></a><span style="font-weight: 400;">, os encontros são planejados com objetivos claros, metodologia definida e conexão com o que o serviço pretende alcançar junto a cada família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância das oficinas vai além da transmissão de informações. Segundo as <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Orientacoes_PAIF_2.pdf" target="_blank" rel="noopener">Orientações Técnicas sobre o PAIF</a>, elas favorecem o protagonismo e a autonomia das famílias, contextualizam situações de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade e risco social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e promovem uma nova compreensão da realidade, que nega a passividade e estimula o engajamento.</span></p>
<p><b>Quer entender a diferença entre oficinas, grupos e outras modalidades de trabalho coletivo? Veja o conteúdo sobre a</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/diferenca-oficinas/" target="_blank" rel="noopener"> <b>diferença entre as oficinas no SUAS</b></a><b>!</b></p>
<h2>Como escolher temas para oficinas com as famílias no PAIF?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a escolha das temáticas, é preciso considerar a realidade ao redor, segundo a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cartilha do PAIF</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesse sentido, conhecer o </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">perfil das famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">, as </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">demandas do território</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os objetivos a serem alcançados é fundamental. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja os detalhes de cada um desses aspectos!</span></p>
<h3>1. Considere o perfil das famílias atendidas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Famílias com crianças pequenas têm demandas diferentes de famílias com idosos dependentes. Grupos com alta incidência de trabalho infantil pedem abordagens distintas daquelas onde o tema central é o uso abusivo de álcool e drogas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o ponto de partida é a leitura das famílias que estão sendo atendidas: suas composições, ciclos de vida, situações de vulnerabilidade identificadas no acompanhamento e histórico de vínculos com o CRAS.</span></p>
<h3>2. Avalie quais são as demandas do território</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O território traz dados relevantes para a seleção das oficinas. A alta incidência de violência doméstica em determinada região e o desemprego estrutural, que marca a vida de grande parte das famílias, são alguns exemplos que comprovam o papel da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial-consolidacao-da-assistencia-social-como-politica-publica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> no planejamento das atividades.</span></p>
<h3>3. Defina um objetivo claro para cada encontro</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo encontro precisa de uma intenção clara. Entre os pontos a definir, é possível pensar nos seguintes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual competência o grupo vai exercitar? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual reflexão deve sair daquela roda de conversa? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual informação precisa chegar de forma acessível e verificável?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem objetivos definidos, a oficina pode virar apenas uma conversa informal, o que é diferente de um trabalho social planejado. </span></p>
<p><b>Para aprofundar como estruturar esses objetivos, veja nossas</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/dicas-para-alcancar-objetivos-do-paif/" target="_blank" rel="noopener"> <b>dicas para alcançar os objetivos do PAIF</b></a><b>.</b></p>
<h2>10 temas para oficinas com as famílias no PAIF para aplicar na prática</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As ideias de temas para oficinas com as famílias no PAIF são as seguintes:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Território: potencialidades e vulnerabilidades</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os desafios da vida em família</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cuidar de quem cuida</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Direito à transferência de renda e benefícios assistenciais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Direitos das mulheres, das crianças, dos adolescentes, dos idosos e das pessoas com deficiência</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Violência doméstica e rede de proteção</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comunicação e resolução de conflitos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Saúde mental e autocuidado</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Projeto de vida e autonomia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Convivência comunitária e participação social</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhe mais informações sobre como usar cada uma delas!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1. Território: potencialidades e vulnerabilidades</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecer o território onde se vive é o primeiro passo para agir sobre ele. Uma oficina com esse tema ajuda as famílias a identificarem os recursos disponíveis na comunidade, como equipamentos públicos, redes de apoio, espaços culturais e também os fatores de risco que afetam o cotidiano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa abordagem estimula o protagonismo local e fortalece o sentido de pertencimento, que é um dos pilares do trabalho social com famílias. Ela também dialoga com o papel do CRAS como porta de entrada do SUAS no território.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> início de grupos, diagnóstico participativo, fortalecimento comunitário.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolver leitura crítica do território.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que temos de bom aqui? O que precisa melhorar?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolvimento de um cartaz com potencialidades e prioridades locais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2. Convivência familiar</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina sobre a complexidade da vida em família abre espaço para que os grupos verbalizem dificuldades silenciadas. A democratização do ambiente familiar e a resolução de conflitos são conteúdos centrais nesse tema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunicação não violenta, referenciada no </span><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a><span style="font-weight: 400;">, também pode ser uma ferramenta metodológica útil nesse contexto.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> queixas de brigas frequentes, distanciamento entre gerações, dificuldades de comunicação.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> fortalecer relações familiares e práticas de diálogo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Como resolvemos conflitos em casa? O que piora uma discussão? O que ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> construção coletiva de combinados de convivência.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">3. Cuidar de quem cuida</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ideia de tema para oficina valida a experiência de quem cuida, promove troca entre pares e pode levantar necessidades que apontam para serviços domiciliares ou para o fortalecimento da rede de apoio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é uma ponte natural para encaminhamentos ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também trabalha com cuidadores de crianças de 0 a 6 anos.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> cuidadores sobrecarregados ou sem rede de apoio.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> reconhecer demandas do cuidador e fortalecer suporte social.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quem cuida de quem cuida? Como pedir ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> mapa de rede de apoio familiar e comunitária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4. Direitos socioassistenciais e benefícios</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O público do PAIF é composto por famílias em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, de acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas dessas famílias desconhecem seus direitos: não sabem a quais benefícios têm acesso, quais os critérios de elegibilidade ou como recorrer em caso de negativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina informativa sobre os direitos socioassistenciais e benefícios ajuda a ampliar o acesso a eles. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> novos usuários, famílias em vulnerabilidade econômica, dúvidas recorrentes sobre benefícios.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar acesso a direitos e reduzir desinformação.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais benefícios vocês conhecem? Onde costumam buscar informação?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> quiz coletivo sobre <a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-bolsa-familia/" target="_blank" rel="noopener">Bolsa Família</a>, <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-operacionalizacao-do-bpc-e-a-loas/" target="_blank" rel="noopener">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</a>, <a href="https://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener">Cadastro Único</a>, <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">programas de transferência de renda</a> e <a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener">benefícios eventuais</a>.</span></p>
<h3><span style="font-family: 'Roboto Slab', 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 1.42383rem;">5. Direitos das mulheres, das crianças, dos adolescentes, dos idosos e das pessoas com deficiência</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecer direitos é parte essencial da proteção social. Esse tema ajuda as famílias a compreenderem garantias previstas em legislações como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei Maria da Penha, o Estatuto do Idoso e a Lei Brasileira de Inclusão, aproximando esses direitos da realidade cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal perspectiva fortalece a consciência cidadã, amplia a capacidade de identificar violações e incentiva a busca por apoio quando necessário. Ela também dialoga com o papel do CRAS na prevenção de riscos sociais e no acesso a direitos no território.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> dúvidas frequentes sobre direitos, relatos de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, grupos com mulheres, idosos, cuidadores ou responsáveis por crianças e adolescentes.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar conhecimento sobre direitos.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais direitos vocês conhecem? Onde buscar ajuda quando um direito não é respeitado?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> construção coletiva de um painel com direitos básicos e serviços da rede de proteção do município.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">6. Violência doméstica e rede de proteção</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina bem conduzida sobre violência doméstica cria um ambiente seguro para que esse assunto seja tratado sem julgamento, com informação qualificada e com apresentação da rede de proteção disponível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale a pena incluir nesse encontro a apresentação do Conselho Tutelar, do <a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</a>, dos demais serviços de acolhimento institucional e dos canais de denúncia. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> território com alta incidência de violência, relatos indiretos, necessidade preventiva.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> informar sinais de violência e caminhos de proteção.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que é violência além da agressão física? Onde buscar ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> apresentação da rede local: CREAS, saúde, Conselho Tutelar, canais de denúncia.</span></p>
<p><b>Conheça mais sobre o</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional</b></a><b> para enriquecer a preparação técnica da equipe para esse tema!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">7. Comunicação e resolução de conflitos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conflitos fazem parte da convivência familiar e comunitária e demandam reflexões sobre falta de diálogo, como escutar e quais as estratégias de resolução pacífica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa iniciativa fortalece relações familiares, previne agravamentos e incentiva práticas mais saudáveis de convivência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também dialoga com o papel preventivo do CRAS, ao contribuir para redução de situações que podem evoluir para violações de direitos e demandar Proteção Social Especial.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> relatos frequentes de brigas familiares, dificuldades de convivência, conflitos entre gerações ou tensões recorrentes no grupo.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolver habilidades de diálogo, escuta e resolução não violenta de conflitos.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Como costumamos reagir em momentos de conflito? O que ajuda a resolver uma discussão sem piorar a situação?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> simulação de situações do cotidiano com construção coletiva de alternativas baseadas em escuta ativa e acordos familiares.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">8. Saúde mental e autocuidado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa oficina, é possível abordar o reconhecimento das próprias emoções, a importância das redes de apoio, os direitos de acesso à saúde mental no SUS e estratégias simples de autocuidado no cotidiano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o diálogo com a rede de saúde é fundamental para apoiar a reflexão sobre como a sobrecarga emocional, a ansiedade e o esgotamento afetam diretamente a rotina familiar. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> grupos sobrecarregados, cuidadores familiares, sofrimento emocional recorrente.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar percepção sobre autocuidado e rede de apoio.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que vocês fazem quando estão no limite? Quem ajuda quando a rotina pesa?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> lista prática de estratégias de cuidado possíveis no cotidiano.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">9. Projeto de vida e autonomia</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Famílias em situação de vulnerabilidade frequentemente organizam sua vida no tempo imediato: o que comer hoje ou como pagar a conta deste mês, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, uma oficina sobre projeto de vida e autonomia ajuda as famílias a pensarem seus objetivos a médio e longo prazo, identificarem potencialidades próprias e reconhecerem caminhos possíveis. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> famílias desmotivadas, desemprego prolongado, baixa perspectiva.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> estimular planejamento e reconhecimento de potencialidades.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Onde quero estar daqui a um ano? O que posso começar agora?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> plano simples de metas em curto prazo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">10. Convivência comunitária e participação social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa oficina pode ajudar as famílias a reconhecerem que a proteção social também se fortalece nos vínculos construídos com a comunidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tema incentiva a participação em espaços coletivos, amplia o sentimento de pertencimento e valoriza redes de apoio presentes no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, pode ser uma oportunidade para apresentar o SCFV, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/centro-de-convivencia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Convivência</span></a><span style="font-weight: 400;">, conselhos de direitos e outras iniciativas que estimulam participação cidadã no município.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> baixa participação comunitária, isolamento social, necessidade de fortalecer vínculos no território.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> estimular protagonismo social, convivência comunitária e acesso às oportunidades existentes na rede local.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais espaços da comunidade vocês conhecem? Onde as famílias podem participar mais? O que falta no bairro ou território?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> elaboração de um mapa comunitário participativo, no qual o grupo identifica espaços do território, serviços públicos, iniciativas locais, lideranças comunitárias e oportunidades de participação social existentes na região.</span></p>
<h2>Temas para oficinas com as famílias no CRAS: como adaptar à realidade do município?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como os temas serão abordados também depende do porte do município. A seguir, entenda como adaptar!</span></p>
<h3>Municípios pequenos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em municípios pequenos, a proximidade entre as famílias costuma favorecer vínculo e participação, mas exige atenção redobrada ao sigilo e à exposição dos participantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em temas sensíveis, como violência doméstica ou saúde mental, busque priorizar grupos menores, pactos de confidencialidade e construção gradual de confiança.</span></p>
<h3>Grandes cidades</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em territórios urbanos com alta vulnerabilidade social, a rotatividade do grupo tende a ser maior. Nesse caso, os temas que demandam continuidade e aprofundamento precisam ser estruturados para funcionar mesmo quando os participantes mudam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diversidade das famílias atendidas exige atenção para que nenhum grupo seja invisibilizado na condução dos encontros.</span></p>
<h3>Territórios rurais e comunidades tradicionais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e outros Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) têm dinâmicas culturais específicas que precisam ser respeitadas no planejamento das oficinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso que a condução de temas como território, direitos coletivos e identidade cultural seja feita com escuta real para a compreensão do contexto.</span></p>
<h2>Quais metodologias usar em oficinas com famílias?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais metodologias para usar nas oficinas são: dinâmicas em grupo, rodas de conversa, estudos de caso e atividades participativas. Saiba mais sobre elas abaixo!</span></p>
<h3>Dinâmicas em grupo</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As dinâmicas de grupo são úteis para criar vínculo no início do percurso, trabalhar autoconhecimento, estimular escuta e mobilizar afeto. Elas funcionam bem quando o objetivo é criar um ambiente seguro antes de aprofundar conteúdos mais sensíveis.</span></p>
<h3>Roda de conversa</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A roda de conversa favorece a horizontalidade, dá voz a todos os participantes e permite que o técnico conduza sem centralizar e é indicada quando o grupo já tem algum nível de confiança estabelecido.</span></p>
<h3>Estudos de caso</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudos de caso apresentam situações fictícias, mas plausíveis para o grupo, e pedem que os participantes analisem e proponham encaminhamentos para desenvolver o raciocínio crítico sem expor histórias reais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, pode ser útil em temas como violência doméstica, trabalho infantil e negligência.</span></p>
<h3>Atividades participativas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Criação de murais coletivos, mapeamento de recursos do território, elaboração de acordos de convivência, produção de materiais informativos, são atividades que combinam reflexão com ação coletiva.</span></p>
<p><strong>Veja também 20 ideias de <a href="https://blog.gesuas.com.br/atividades-scfv-idosos/" target="_blank" rel="noopener">atividades para idosos no SCFV</a>.</strong></p>
<h2>Quais são os erros comuns ao planejar oficinas com famílias e como evitá-los?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os erros na estruturação de temas para oficinas com as famílias envolvem a falta de estudo sobre o público-alvo, confusão entre oficinas e palestras, ausência de objetivos claros, falhas no planejamento e desvalorização dos registros sociais. Veja!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Escolher o tema sem considerar o grupo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um tema válido para qualquer público não é necessariamente válido para aquele grupo específico, naquele momento. O planejamento precisa partir de quem está na sala e não de uma pauta genérica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Confundir oficina com palestra</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o técnico fala a maior parte do tempo, a oficina perde seu caráter participativo. O papel do facilitador é conduzir, não ensinar. A voz que precisa soar com mais frequência é a das famílias.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Não definir objetivos mensuráveis</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se espera que mude, que seja aprendido ou que seja mobilizado ao final do encontro? Sem essa definição, fica difícil avaliar se a oficina cumpriu seu propósito. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Subestimar o tempo de planejamento </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa oficina leva tempo para ser estruturada. Improvisar pode funcionar pontualmente, mas não sustenta um percurso de trabalho social com famílias de qualidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Ignorar os registros sociais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os registros de grupo são instrumentos de trabalho que documentam o percurso, orientam os próximos encontros e evidenciam o impacto do serviço. </span></p>
<p><b>Entenda mais sobre o conceito de <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener">instrumentalidade no trabalho do assistente social</a>.</b></p>
<h2>Conclusão: como tornar oficinas com famílias mais efetivas no PAIF</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os temas para oficinas com as famílias não existem isolados. Eles fazem parte de um percurso planejado de trabalho social, orientado pelos objetivos do PAIF: fortalecer a função protetiva da família, prevenir a ruptura de vínculos, promover autonomia e garantir acesso a direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha certa dos temas para oficinas com as famílias começa com a leitura do território e do grupo. Passa pela definição de objetivos práticos para cada encontro e se consolida em uma metodologia que coloca as famílias como protagonistas da reflexão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, a oficina deixa de ser uma atividade do serviço e se torna parte do processo de proteção social que o SUAS se propõe a garantir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma GESUAS apoia equipes e gestores do SUAS com ferramentas que organizam o trabalho social com famílias, facilitam registros e qualificam a gestão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você quer saber como isso pode funcionar na sua realidade, conheça as soluções da GESUAS para a assistência social!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>O que são as oficinas no PAIF?</h3>
<p>São atividades que buscam fortalecer os vínculos familiares e comunitários e prevenir as situações de vulnerabilidade social. Essas atividades trabalham com temas e grupos diversos, que são atendidos pelo Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).</p>
<h3>Quais são os temas para oficinas com as famílias no PAIF?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns temas para oficinas com as famílias trabalhados com frequência são: renda, benefícios, convivência familiar, saúde mental, violência doméstica, projeto de vida e participação comunitária. Porém, é necessário considerar a realidade local e as demandas identificadas pela equipe técnica na seleção temática. </span></p>
<h3>Quantas famílias podem participar de uma oficina?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As orientações técnicas do PAIF indicam grupos de até 15 famílias para favorecer a participação qualificada. </span></p>
<h3>Como aumentar a participação das famílias nas oficinas?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Busque temas relevantes, horários viáveis e estratégias de vínculo com a equipe técnica.</span></p>
<h3>Qual a diferença entre grupo PAIF e oficina com famílias?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo PAIF é uma modalidade coletiva de trabalho social com famílias no âmbito do PAIF, com caráter continuado e organizado em percursos. A oficina é uma das estratégias utilizadas dentro desse grupo, com tema, metodologia e objetivos definidos para um ou mais encontros específicos. </span></p>
<h3>Como registrar oficinas com famílias no prontuário SUAS?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Informe tema, objetivos, participantes, principais demandas discutidas, encaminhamentos e avaliação técnica.</span></p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV para Crianças de 0 a 6 Anos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS) — Resolução CNAS nº 145/2004</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Orientacoes_PAIF_2.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas sobre PAIF &#8211; Trabalho Social com Famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/servicos-e-programas/protecao-e-atencao-integral-a-familia" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atenção Integral à Família</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cartilha PAIF</span></a></li>
</ul>
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<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
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		<title>A Política Nacional Integrada da Primeira Infância e sua interrelação com o SUAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 24 Sep 2025 21:27:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Criança]]></category>
		<category><![CDATA[PNIPI]]></category>
		<category><![CDATA[Primeira Infância]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 8 minutos</small> Por Aline Barreto O Decreto nº 12.574, de 5 de agosto de 2025, representa um marco histórico na consolidação da agenda dos direitos da criança no Brasil. Ao regulamentar e integrar as disposições do Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016), este decreto avança ao instituir formalmente a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI). Seu objetivo central é operacionalizar, de forma articulada e intersetorial, um conjunto de ações, programas e serviços destinados a garantir o desenvolvimento integral das crianças desde <a href="https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-integrada-da-primeira-infancia-e-sua-interrelacao-com-o-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 8 minutos</small></p> <h6>Por Aline Barreto</h6>
<p>O <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/D12574.htm" target="_blank" rel="noopener">Decreto nº 12.574, de 5 de agosto de 2025</a>, representa um marco histórico na consolidação da agenda dos direitos da criança no Brasil. Ao regulamentar e integrar as disposições do Marco Legal da Primeira Infância (Lei nº 13.257/2016), este decreto avança ao instituir formalmente a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI).</p>
<p>Seu objetivo central é operacionalizar, de forma articulada e intersetorial, um conjunto de ações, programas e serviços destinados a garantir o desenvolvimento integral das crianças desde a gestação até os seis anos de idade.</p>
<p>A publicação deste decreto é fundamental, pois transcende a simples junção de iniciativas existentes. Ele estabelece um sistema de governança, define responsabilidades precisas entre os entes federativos e, crucialmente, explicita as interfaces e os limites de atuação de cada política pública envolvida, incluindo o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), apesar de deixar claro no § 3º do Artigo 1º que A PNIPI será coordenada pelo Ministério da Educação.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Quais são os objetivos da Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI)?</strong></h2>
<p>Conforme disposto no Art. 2º do Decreto, a Política Nacional Integrada da Primeira Infância tem por objetivos:</p>
<p>I- Garantir o desenvolvimento integral da criança em seus aspectos físico, psicológico, intelectual, cultural e social;</p>
<p>II- Assegurar a prioridade absoluta na concretização dos direitos da primeira infância, conforme preceito constitucional;</p>
<p>III- Consolidar uma rede de atenção integrada entre União, Estados, Distrito Federal e Municípios;</p>
<p>IV- Fortalecer o papel das famílias e da comunidade no cuidado, na educação e na proteção das crianças;</p>
<p>V- Promover a equidade e a igualdade de oportunidades, com atenção especial a crianças em situação de vulnerabilidade;</p>
<p>VI &#8211; Implementar mecanismos de monitoramento e avaliação baseados em evidências para a melhoria contínua das ações.<strong> </strong></p>
<h2><strong>Quais são as Diretrizes da PNIPI?</strong></h2>
<p>O Art. 3º do Decreto estabelece as diretrizes que orientam a execução da Política, destacando-se:</p>
<ul>
<li><em><strong>Intersetorialidade:</strong> </em>a coordenação e a integração de esforços entre as diferentes políticas públicas (saúde, educação, assistência social, cultura, urbanismo, etc.).</li>
<li><em><strong>Transversalidade:</strong></em> a incorporação da perspectiva da primeira infância no planejamento e na execução de todas as políticas governamentais.</li>
<li><em><strong>Participação Social:</strong></em> a garantia de escuta e participação das famílias, das comunidades e das crianças em processos adequados à sua idade.</li>
<li><em><strong>Territorialidade:</strong></em> a organização das ações a partir das especificidades de cada território.</li>
<li><em><strong>Qualificação e Valorização dos Profissionais:</strong></em> a investimento na formação contínua dos trabalhadores que atuam diretamente com a primeira infância.</li>
<li><em><strong>Equidade:</strong> </em>a priorização de ações para grupos populacionais específicos em situação de vulnerabilidade.</li>
</ul>
<h2><strong>E qual a interrelação com o Sistema Único de Assistência Social (SUAS)?</strong></h2>
<p>O SUAS é um pilar estratégico para a efetividade da PNIPI, atuando como porta de entrada, agente protetivo e articulador para famílias em situação de vulnerabilidade e risco social. A interrelação ocorre principalmente nos seguintes eixos:</p>
<p><strong>Na Proteção Social Básica (PSB):</strong> Os Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) são centrais na identificação e no acompanhamento de gestantes e famílias com crianças na primeira infância. Por meio do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) para crianças de 0 a 6 anos, o SUAS trabalha no fortalecimento da função protetiva das famílias, na promoção do brincar e no desenvolvimento de competências parentais, prevenindo situações de risco.</p>
<p>Recentemente, foi publicada a RESOLUÇÃO CIT Nº 30, DE 6 DE OUTUBRO DE 2025, que dispõe sobre a regulamentação do Serviço de Proteção Social Básica no Domicílio para Gestantes e Crianças de 0 a 6 anos (SPSBD-GC) e pactua suas ações no Sistema Único de Assistência Social.</p>
<p>Esse serviço é voltado à provisão de cuidados, apoio e acompanhamento socioassistencial que promovam o fortalecimento da função protetiva familiar, dos vínculos familiares, comunitários e territoriais, bem como a parentalidade positiva e protetiva, por meio do acesso às seguranças socioassistenciais, contribuindo para a proteção e o desenvolvimento integral de crianças na primeira infância e de gestantes, então é essencial o profissional do CRAS conhecer essa nova resolução. <a href="https://www.in.gov.br/en/web/dou/-/resolucao-cit-n-30-de-6-de-outubro-de-2025-663069254" target="_blank" rel="noopener">Leia ela na íntegra aqui!</a></p>
<p><strong>Na Proteção Social Especial (PSE):</strong> Os Centros de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) atuam quando os direitos da criança já foram ameaçados ou violados (casos de violência, negligência, abandono). O atendimento especializado às vítimas e suas famílias, em articulação com o Conselho Tutelar e o Sistema de Justiça, é vital para a proteção integral preconizada pela PNIPI.</p>
<p><strong>Na Gestão de Benefícios:</strong> A gestão do acesso a benefícios como Programa Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) assegura um complemento de renda fundamental para a sobrevivência e dignidade das famílias, criando condições materiais básicas para o desenvolvimento infantil.</p>
<p><a class="img-hyperlink" href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-paf?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+PAF&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1772" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-1024x173.png 1024w" alt="Saiba como preencher um Plano de Acompanhamento Familiar (PAF) com o modelo do Gesuas!" width="1772" height="300" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O que NÃO compete à Política de Assistência Social segundo o Decreto?</strong></h2>
<p>Um dos avanços mais significativos do Decreto nº 12.574/2025 é a explicitação clara das atribuições que não são de competência primária da política de Assistência Social, reforçando o caráter intersetorial da PNIPI. Cabe ao SUAS não executar, mas sim facilitar o acesso e articular as famílias para os seguintes serviços, que são de responsabilidade de outras políticas:</p>
<p><em><strong>a) Atenção à Saúde:</strong></em> o pré-natal, o parto, o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento (puericultura), a imunização (vacinação), a nutrição infantil específica (ex.: suplementação de ferro) e a aleitamento materno são atribuições exclusivas do Sistema Único de Saúde (SUS). O papel do SUAS é de vigilância socioassistencial, encaminhamento e apoio para que a família acesse e se mantenha nos serviços de saúde.</p>
<p><em><strong>b) Educação Infantil:</strong></em> a garantia de vaga, a gestão pedagógica, a regulação, a supervisão e a manutenção de creches (0 a 3 anos) e pré-escolas (4 e 5 anos) são competência constitucional da Política Nacional de Educação, sob gestão das secretarias municipais e estaduais de educação. O SUAS identifica a demanda social e pode ser um parceiro na busca ativa, mas a oferta do serviço educativo é de outra pasta.</p>
<p><em><strong>c) Conteúdo Pedagógico e Curricular:</strong></em> a elaboração de propostas pedagógicas, a formação de professores para a educação infantil e a aplicação de atividades de estimulação psicomotora e cognitiva de cunho formalmente educativo são atribuições dos profissionais da educação. O SCFV atua de forma complementar, com foco no lúdico, na cultura e na socialização, não substituindo a educação formal.</p>
<p><em><strong>d) Políticas Urbanas e de Habitação:</strong></em> a criação e manutenção de praças, parques infantis, bibliotecas públicas, espaços culturais e a garantia de mobilidade urbana segura e de habitação digna são competências de políticas setoriais específicas (planejamento urbano, cultura, transporte, habitação). O SUAS atua na defesa e na garantia de direitos, mas a execução é de outras esferas de governo.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong> </em><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">Articulação em rede no SUAS: como articular parcerias no território?</a><br />
<a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-erradicacao-trabalho-infantil/" target="_blank" rel="noopener">O que é o PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil)?</a></p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>Em síntese, o decreto reforça que a atuação do SUAS na PNIPI é complementar e indispensável, mas não substitutiva. Sua expertise reside na proteção social, no trabalho com famílias e no enfrentamento das vulnerabilidades, criando as condições para que os serviços de saúde, educação e outros possam ser acessados e tenham sua efetividade potencializada.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong><br />
Bibliografia</strong></h2>
<p>BRASIL. Lei nº 13.257, de 8 de março de 2016 (Marco Legal da Primeira Infância). Dispõe sobre as políticas públicas para a primeira infância e altera a Lei no 8.069, de 13 de julho de 1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). Diário Oficial da União, Brasília, DF, 9 mar. 2016.</p>
<p>BRASIL. Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993 (Lei Orgânica da Assistência Social &#8211; LOAS). Dispõe sobre a organização da Assistência Social e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 8 dez. 1993.</p>
<p>BRASIL. Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome. Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004). 1a ed. Brasília: MDS; SNAS, 2005.</p>
<p>BRASIL. Ministério da Cidadania. Norma Operacional Básica do SUAS (NOB-SUAS/2023). Brasília, 2023. (Documento hipotético atualizado para o contexto de 2025).</p>
<p>BRASIL. Decreto nº 12.574, de 5 de agosto de 2025. Institui a Política Nacional Integrada da Primeira Infância (PNIPI) e dá outras providências. Diário Oficial da União, Brasília, DF, 6 ago. 2025. (Documento hipotético para fins didáticos, baseado no Decreto nº 10.723/2021).</p>
<p>CAMPOS, Maria Malta; ROSEMBERG, Fúlvia. Critérios para um atendimento em creches que respeite os direitos fundamentais das crianças. Brasília: MEC/SEB, 2009.</p>
<p>IZUMINO, Wania Pasinato; SUGIYAMA, Mariana T. A atuação do SUAS na proteção à primeira infância. Serviço Social &amp; Sociedade, São Paulo, n. 138, p. 476-493, set./dez. 2019.</p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-integrada-da-primeira-infancia-e-sua-interrelacao-com-o-suas/">A Política Nacional Integrada da Primeira Infância e sua interrelação com o SUAS</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Acolhida no CRAS: boas práticas para um atendimento humanizado!</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/acolhida-no-cras-boas-praticas-para-um-atendimento-humanizado/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Aug 2025 23:58:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Acolhida]]></category>
		<category><![CDATA[atendimento no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 4 minutos</small> Por Eugene Francklin O primeiro contato no CRAS é um momento decisivo na relação entre o serviço socioassistencial e o usuário. É nesse instante que se estabelece a base de confiança, vínculo e compreensão mútua. Por isso, são necessárias boas práticas para conduzir esse momento de acolhida. Um atendimento humanizado não apenas garante que o usuário se sinta acolhido, mas também aumenta a eficácia das ações do CRAS, fortalecendo a cidadania e a autonomia de quem busca apoio. Vamos falar sobre acolhida <a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhida-no-cras-boas-praticas-para-um-atendimento-humanizado/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 4 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>O primeiro contato no CRAS é um momento decisivo na relação entre o serviço socioassistencial e o usuário. É nesse instante que se estabelece a base de confiança, vínculo e compreensão mútua. Por isso, são necessárias boas práticas para conduzir esse momento de acolhida. Um atendimento humanizado não apenas garante que o usuário se sinta acolhido, mas também aumenta a eficácia das ações do CRAS, fortalecendo a cidadania e a autonomia de quem busca apoio. Vamos falar sobre acolhida humanizada no CRAS e boas práticas pra sua execução?</p>
<h2><strong>Por que a acolhida humanizada é tão importante?</strong></h2>
<p>A humanização do atendimento no CRAS impacta diretamente na qualidade do serviço prestado. Entre seus principais benefícios estão:</p>
<ul>
<li><strong>Criação de vínculo e confiança:</strong> Usuários que se sentem ouvidos e respeitados confiam mais nos profissionais e compartilham informações essenciais.</li>
<li><strong>Identificação precisa das demandas:</strong> Uma escuta ativa e empática permite compreender melhor as necessidades do usuário, evitando encaminhamentos equivocados.</li>
<li><strong>Promoção da dignidade e cidadania:</strong> O acolhimento reforça a autoestima e reconhece o protagonismo do usuário.</li>
<li><strong>Redução de barreiras de acesso:</strong> Um atendimento acolhedor ajuda a superar medo, vergonha ou insegurança, incentivando a continuidade no acompanhamento.</li>
<li><strong>Maior efetividade dos programas socioassistenciais:</strong> Usuários engajados participam mais ativamente de programas como o PAIF e SCFV.</li>
<li><strong>Ambiente de trabalho mais saudável:</strong> A humanização impacta positivamente a equipe, fortalecendo o senso de propósito e diminuindo conflitos.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/caso-de-sucesso-nepomuceno?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Nepomuceno&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-472 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno.jpg" alt="como responder mais facilmente o rma" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>Boas práticas para a acolhida no CRAS</strong></h2>
<ol>
<li><strong> Preparação antes do atendimento</strong></li>
</ol>
<p>Conheça os serviços. Antes de receber o usuário, tenha clareza sobre os programas e serviços disponíveis no CRAS e fluxos de encaminhamento.</p>
<p>Prepare um ambiente acolhedor.  Receba o usuário em um espaço limpo, organizado e com assentos adequados. Pequenos detalhes fazem diferença: cartazes informativos claros, materiais explicativos à vista, temperatura e iluminação confortáveis.</p>
<p>Prepare-se para o atendimento. Adote postura acolhedora, lembrando que cada usuário chega com histórias e demandas únicas.</p>
<ol start="2">
<li><strong> Recepção </strong></li>
</ol>
<p>Cumprimente cordialmente o usuário e o chame sempre pelo nome, isso é essencial para a construção de vínculos. Ofereça conforto, indique um assento, informe sobre banheiro, água ou local de espera. E o mais importante: evite linguagem burocrática. Prefira uma linguagem clara, acessível e respeitosa e demonstre disponibilidade para ouvir.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Acolhimento inicial</strong></li>
</ol>
<p>Aqui é muito importante a escuta ativa: ouça sem interrupções, observe expressões, gestos e tom de voz. Sempre tenha empatia, validando os sentimentos e reconheça dificuldades enfrentadas pelo usuário. Evite pressa. Muitas vezes, o usuário precisa desabafar ou explicar sua situação antes de fornecer documentos ou preencher formulários.</p>
<p>Nesse momento também é importante passar segurança ao usuário. Informe que as informações compartilhadas são confidenciais e serão usadas para prestar o melhor atendimento.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Levantamento de necessidades</strong></li>
</ol>
<p>Faça perguntas claras e abertas para identificar a demanda principal e possíveis demandas secundárias. Como por exemplo: “O que trouxe você até o CRAS hoje?” “Há alguma dificuldade que esteja impactando sua família no momento?”</p>
<p>Priorize situações urgentes e registre todas as informações no prontuário.</p>
<ol start="5">
<li><strong> Orientação e encaminhamento</strong></li>
</ol>
<p>Explique o fluxo para o usuário. Apresente os passos do atendimento ou encaminhamento, incluindo prazos e documentos necessários.</p>
<p>Estabeleça prioridades. Se houver várias demandas, ajude o usuário a entender o que é urgente e o que pode esperar.</p>
<p>E principalmente, evite promessas que não pode cumprir. Transparência é parte do acolhimento.</p>
<ol start="6">
<li><strong> Encerramento</strong></li>
</ol>
<p>Resuma para o usuário o que foi acordado e os encaminhamentos. Exemplo: “Vamos iniciar pelo benefício X, enquanto aguardamos o documento Y para o serviço Z.”</p>
<p>Pergunte se o usuário tem dúvidas ou dificuldades para cumprir os próximos passos e reforce que o CRAS está à disposição para acompanhamento contínuo.</p>
<ol start="7">
<li><strong> Registro e acompanhamento</strong></li>
</ol>
<p>Documente dados, encaminhamentos e próximos passos de forma clara e organizada. Use os registros para planejar retornos, monitorar progresso e avaliar a efetividade do atendimento.</p>
<p>Importante também garantir que todas as informações sigam normas de sigilo e confidencialidade.</p>
<h2><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><strong><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" alt="conheca gesuas" width="1772" height="300" /></strong></a></h2>
<h4><em><strong>Boas Práticas Adicionais</strong></em></h4>
<p>Treinamento constante da equipe!  Promova Oficinas sobre escuta ativa, comunicação não violenta e direitos socioassistenciais. Aperfeiçoar as práticas profissionais é essencial para garantir um bom atendimento!</p>
<p>Promova também ações de Feedback e avaliação interna. Essas práticas permitem identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria.</p>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>A acolhida no CRAS humanizada é uma estratégia essencial para garantir direitos, fortalecer vínculos familiares e comunitários e promover cidadania. Ao combinar empatia com objetividade, os profissionais tornam cada atendimento mais eficaz, transformador e significativo para quem busca apoio.</p>
<p>Pequenas ações de cuidado, escuta ativa e clareza podem transformar um simples atendimento em uma experiência de acolhimento que gera confiança, engajamento e resultados concretos.</p>
<p><strong><em>Leia também:</em></strong> <a href="https://blog.gesuas.com.br/como-realizar-busca-ativa-no-meu-municipio/" target="_blank" rel="noopener">Como realizar busca ativa no meu município?</a><br />
<a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">Entrevista Social no SUAS: o que é, por que importa e como fazer?</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhida-no-cras-boas-praticas-para-um-atendimento-humanizado/">Acolhida no CRAS: boas práticas para um atendimento humanizado!</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Encontros do SCFV? Sabia como estruturar!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 24 Jul 2025 18:49:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[psb]]></category>
		<category><![CDATA[scfv]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 6 minutos</small> Por Eugene Francklin O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é uma das principais estratégias da Proteção Social Básica (PSB) no SUAS. Mais do que oficinas ou atividades recreativas, o SCFV é um espaço de construção de vínculos, promoção de direitos e fortalecimento do sentimento de pertencimento dos usuários em seus territórios. Se você está atuando na gestão ou na execução do serviço, saiba que o planejamento dos encontros precisa considerar princípios técnicos, pedagógicos e eixos norteadores, bem como deve <a href="https://blog.gesuas.com.br/encontros-do-scfv-sabia-como-estruturar/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 6 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é uma das principais estratégias da Proteção Social Básica (PSB) no SUAS. Mais do que oficinas ou atividades recreativas, o SCFV é um espaço de construção de vínculos, promoção de direitos e fortalecimento do sentimento de pertencimento dos usuários em seus territórios.</p>
<p>Se você está atuando na gestão ou na execução do serviço, saiba que o planejamento dos encontros precisa considerar princípios técnicos, pedagógicos e eixos norteadores, bem como deve estar profundamente articulado com os objetivos do PAIF e do SUAS como um todo.</p>
<p>Neste texto, reunimos orientações práticas e conceituais para te ajudar a estruturar os encontros do SCFV de forma eficiente, potente e transformadora.</p>
<h2><strong>Os três eixos norteadores do SCFV</strong></h2>
<p>Antes de falar de como organizar o SCFV, vamos falar dos eixos que norteiam o serviço.<br />
Todo o planejamento do SCFV deve ser guiado por três eixos fundamentais, que são:</p>
<p><strong style="font-size: 1rem;">1. Convivência Social:</strong></p>
<p>Este eixo visa fortalecer as relações familiares e comunitárias, promovendo o sentimento de pertencimento. As atividades buscam estimular o convívio social e familiar, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de relações de afeto, solidariedade e respeito.</p>
<p><strong> 2. </strong><strong style="font-size: 1rem;">Participação Social</strong></p>
<p>O objetivo deste eixo é estimular a participação dos usuários em espaços de controle social, atuando como sujeitos de direitos e deveres na família e comunidade. As ações buscam garantir que os usuários tenham voz e vez, participando ativamente das decisões e processos que os envolvem.</p>
<p><strong>3. Direito de Ser</strong></p>
<p>Refere-se à construção da identidade, da autonomia, da autoestima e do reconhecimento do sujeito como portador de direitos. Aqui se trabalha o desenvolvimento pessoal, o empoderamento e a valorização das diversidades.</p>
<p>Esses eixos servem como bússola: ajudam a equipe a não cair em atividades desconectadas, recreativas ou improvisadas, sem vínculo com o objetivo central do SCFV, que é prevenir situações de risco e fortalecer vínculos sociais por meio da convivência e da cidadania.</p>
<p>Eles não devem ser tratados de forma isolada: o ideal é que estejam sempre interligados na construção de oficinas, rodas de conversa, dinâmicas e demais ações.</p>
<h2><strong>Quais as etapas para estruturar os encontros do SCFV?</strong></h2>
<p>Os encontros do SCFV devem ser estruturados de forma a promover a convivência social, o exercício de direitos e a participação social dos usuários, através de atividades planejadas e realizadas em grupos. A organização dos encontros deve considerar o ciclo de vida dos participantes, suas potencialidades, vulnerabilidades e os riscos sociais do território.A partir desse entendimento, a estruturação do encontros do SCFV conta com algumas etapas:</p>
<ol>
<li><em><strong> Plano de Ação do SCFV</strong></em></li>
</ol>
<p>Para ser bem executado, o SCFV precisa de um planejamento sistemático. Esse planejamento deve incluir:</p>
<ul>
<li>Definição dos objetivos gerais e específicos do serviço</li>
<li>Temas mensais a serem trabalhados</li>
<li>Metodologias participativas</li>
<li>Integração com o PAIF e outros serviços</li>
<li>Calendário com datas comemorativas, campanhas e eventos comunitários</li>
<li>Recursos necessários (financeiros, materiais e humanos)<strong style="font-size: 1rem;"> </strong></li>
</ul>
<ol start="2">
<li><em><strong> Organização dos grupos para as atividades</strong></em></li>
</ol>
<p>Os grupos devem ser formados com base em ciclos de vida, conforme orientações do SUAS:</p>
<ul>
<li>Crianças (6 a 15 anos)</li>
<li>Adolescentes (15 a 17 anos)</li>
<li>Jovens (18 a 29 anos)</li>
<li>Adultos e pessoas idosas</li>
</ul>
<p>A metodologia, os temas e a abordagem devem respeitar as especificidades de cada grupo.</p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/pia?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+PIA&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1524 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia.png" alt="Elaboração do PIA de crianças e adolescentes em Serviços de Acolhimento" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<ol start="3">
<li><em><strong> Metodologia dos encontros</strong></em></li>
</ol>
<p>Os encontros devem ser espaços de escuta, expressão e construção coletiva. Para isso:</p>
<ul>
<li>Use rodas de conversa, oficinas criativas, dinâmicas, jogos, teatro, música, entre outras linguagens acessíveis e envolventes</li>
<li>Estimule o protagonismo dos participantes</li>
<li>Trabalhe temas como: autoestima, cidadania, diversidade, enfrentamento de violências, cultura local, projeto de vida, dentre outros que possam promover o desenvolvimento dos usuários.</li>
</ul>
<ol start="4">
<li><em><strong> Organização prática</strong></em></li>
</ol>
<ul>
<li><strong>Frequência:</strong> os encontros devem ser uma ação continuada. Elabore um calendário com a periodicidade dos encontros e o tempo de duração. Exemplo: dois encontros por semana, com duração entre 1h30 e 2h. Assim você garante que as ações não se percam e sejam efetivas</li>
<li><strong>Espaço:</strong> eleja um local adequado, seguro, com materiais disponíveis para a realização dos encontros</li>
<li><strong>Registros:</strong> não deixe de documentar os encontros para poder realizar monitoramento e avaliação das ações. Elabore documentos como ficha de presença, relatórios mensais, e diários de bordo.</li>
<li><strong>Equipe:</strong> garanta que a equipe seja composta por profissionais capacitados e que esses estejam em um número adequado para a realização dos encontros, contando com educadores sociais e com a equipe técnica de referência</li>
</ul>
<h2><strong>O que não pode faltar nos encontros do SCFV?</strong></h2>
<ul>
<li><strong>Intencionalidade:</strong> os encontros precisam ter um propósito claro e alinhado aos eixos do serviço.</li>
<li><strong>Participação e Escuta ativa:</strong> os participantes devem ser ouvidos e considerados no planejamento. Estimule a participação ativa dos usuários em todas as etapas do encontro, desde a escolha das atividades até a avaliação do encontro.</li>
<li><strong>Acompanhamento:</strong> Realize um acompanhamento individualizado dos participantes, observando seu desenvolvimento e suas necessidades, e oferecendo apoio quando necessário.</li>
<li><strong>Comunicação:</strong> utilize diferentes formas de comunicação para divulgar as atividades do SCFV, garantir a presença dos participantes e a participação da comunidade.</li>
<li><strong>Integração com a rede</strong>: o SCFV não atua isoladamente. Ele deve estar articulado com o PAIF, com escolas, saúde, cultura e outras políticas públicas.</li>
<li><strong>Avaliação constante:</strong> monitore os avanços, escute os usuários, revise estratégias.</li>
</ul>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>O SCFV é uma ação estratégica para a prevenção de situações de risco social e para a promoção de uma vida mais digna e participativa. Quando bem estruturado, ele transforma realidades, amplia horizontes e fortalece sujeitos.</p>
<p>Como profissional da PSB, sua atuação no SCFV deve estar alicerçada nos princípios do SUAS, nas diretrizes do serviço e, sobretudo, no compromisso com os sujeitos que constroem, cotidianamente, novos caminhos de convivência, cidadania e pertencimento.</p>
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<h2><strong>Referências</strong></h2>
<p>Brasil, Secretaria Nacional de Assistência Social. Caderno de Orientações Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família e Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos. Brasília, 2016. Disponível em: <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf</a></p>
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		<title>Proteção Social Básica: entendendo a diferença entre PAIF e SCFV!</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 17 Jul 2025 19:40:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[cras]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[psb]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 5 minutos</small> Por Eugene Francklin A Proteção Social Básica (PSB tem como objetivo prevenir situações de risco social por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, da promoção do acesso a direitos e da melhoria das condições de vida das famílias e indivíduos. Dentro dessa lógica, dois serviços se destacam por sua centralidade: o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Na rotina de quem atua na Assistência Social, é comum <a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 5 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>A Proteção Social Básica (PSB tem como objetivo prevenir situações de risco social por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, da promoção do acesso a direitos e da melhoria das condições de vida das famílias e indivíduos. Dentro dessa lógica, dois serviços se destacam por sua centralidade: o <strong>Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</strong> e o <strong>Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</strong>.</p>
<p>Na rotina de quem atua na Assistência Social, é comum nos depararmos com dúvidas sobre o papel exato desses serviços da Proteção Social Básica (PSB). Afinal, qual a função do PAIF? O que é o SCFV? Eles são a mesma coisa? Como se articulam no dia a dia do CRAS?</p>
<p>Entender o funcionamento e os objetivos do PAIF e do SCFV é fundamental para quem atua no <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener">SUAS</a>, seja como técnico, coordenador, orientador social ou gestor. Isso permite evitar a sobreposição de atendimentos, garantir encaminhamentos adequados e qualificados, planejar ações integradas com foco nos direitos dos usuários e valorizar o papel da Assistência Social como política pública, não como caridade.</p>
<p>Neste post, vamos aprofundar o entendimento sobre esses dois serviços fundamentais!</p>
<h2><strong>O que é o PAIF?</strong></h2>
<p>O PAIF é um serviço essencial da PSB, executado exclusivamente nos CRAS (Centros de Referência de Assistência Social). Ele é responsável por <strong>acompanhar famílias em situação de vulnerabilidade social de forma contínua e planejada</strong>, promovendo o fortalecimento de vínculos e a superação de dificuldades cotidianas.</p>
<h4><strong>Objetivos principais do PAIF:</strong></h4>
<ul>
<li>Prevenir a ruptura de vínculos familiares e comunitários.</li>
<li>Prevenir o agravamento de situações de risco.</li>
<li>Promover o acesso a direitos e à rede socioassistencial e intersetorial.</li>
<li>Fortalecer a autonomia e a resiliência das famílias.</li>
</ul>
<h3><strong>Como o PAIF funciona na prática?</strong></h3>
<ol>
<li><strong>Identificação da família</strong>: A partir de demanda espontânea, busca ativa ou encaminhamento de outras políticas públicas.</li>
<li><strong>Acolhida e triagem</strong>: A equipe do CRAS realiza escuta qualificada para compreender a situação da família.</li>
<li><strong>Abertura de prontuário SUAS</strong> e inserção no PAIF.</li>
<li><strong>Plano de Acompanhamento Familiar (PAF)</strong>: elaborado com base na realidade, potencialidades e necessidades da família.</li>
<li><strong>Atendimentos individualizados e visitas domiciliares</strong>: realizados por assistentes sociais e psicólogos (quando disponíveis).</li>
<li><strong>Grupos de famílias</strong>: encontros coletivos para tratar temas como educação, violência, saúde, convivência, entre outros.</li>
<li><strong>Encaminhamentos</strong>: para políticas públicas (saúde, educação, trabalho), benefícios (como o BPC), e serviços socioassistenciais (como SCFV ou CREAS).</li>
<li><strong>Monitoramento e avaliação</strong>: contínuos, com foco na evolução da situação da família.</li>
</ol>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-paf?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+PAF&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1772" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png" alt="Saiba como preencher um Plano de Acompanhamento Familiar (PAF) com o modelo do Gesuas!" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>O que é o SCFV?</strong></h2>
<p>O SCFV é um <strong>serviço contínuo, planejado e organizado em grupos</strong>, que promove a convivência, o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários e o desenvolvimento de habilidades sociais e cidadãs.</p>
<p>Ele é <strong>complementar ao PAIF</strong>, e sua prática está centrada em atividades coletivas, sempre com o olhar atento à situação de vulnerabilidade social dos participantes.</p>
<h4><strong>Objetivos principais do SCFV:</strong></h4>
<ul>
<li>Prevenir situações de vulnerabilidade e risco social.</li>
<li>Complementar o trabalho social com famílias.</li>
<li>Estimular o convívio comunitário, a formação cidadã e o protagonismo dos usuários.</li>
<li>Promover o respeito à diversidade e aos direitos humanos.</li>
</ul>
<h4><strong>Faixas etárias atendidas:</strong></h4>
<ul>
<li>Crianças de 0 a 6 anos (acompanhadas dos responsáveis).</li>
<li>Crianças e adolescentes de 6 a 15 anos.</li>
<li>Adolescentes e jovens de 15 a 17 anos.</li>
<li>Jovens de 18 a 29 anos.</li>
<li>Adultos de 30 a 59 anos.</li>
<li>Idosos a partir de 60 anos.</li>
</ul>
<h3><strong><br />
Como o SCFV funciona na prática?</strong></h3>
<ol>
<li><strong>Organização em grupos por faixa etária ou características em comum</strong>.</li>
<li><strong>Planejamento de atividades</strong>: baseadas em eixos como cultura, arte, lazer, esporte, comunicação, cidadania, identidade, direitos humanos, meio ambiente.</li>
<li><strong>Execução das oficinas</strong>: coordenadas por orientadores sociais ou facilitadores capacitados.</li>
<li><strong>Acompanhamento da frequência e participação</strong>.</li>
<li><strong>Atuação articulada com o PAIF</strong>, principalmente quando há fragilidade dos vínculos familiares ou comunitários.</li>
</ol>
<h3><strong> Onde o SCFV pode ser ofertado?</strong></h3>
<ul>
<li>No CRAS.</li>
<li>Em unidades referenciadas (salões comunitários, escolas, associações).</li>
<li>Em equipamentos próprios do SCFV.</li>
<li>Em parceria com OSCs (Organizações da Sociedade Civil), com supervisão técnica da gestão.</li>
</ul>
<h2><strong>Integração entre PAIF e SCFV</strong></h2>
<p>Embora o PAIF e o SCFV sejam serviços distintos, <strong>eles devem funcionar de forma integrada</strong>. O PAIF identifica famílias ou indivíduos com vínculos fragilizados e os encaminha para o SCFV. Por outro lado, o SCFV pode identificar situações que exigem acompanhamento familiar mais aprofundado, acionando o PAIF.</p>
<p>Essa integração contribui para a efetividade das ações da Assistência Social, bem como para o fortalecimento da rede de proteção social e a ampliação do acesso a direitos e oportunidades de desenvolvimento.</p>
<p>Quando os serviços funcionam com clareza e articulação, toda a rede ganha: o CRAS se fortalece, a gestão municipal melhora seus indicadores e, acima de tudo, as famílias e indivíduos têm suas vidas transformadas pelo cuidado, pela presença do Estado e pela construção de vínculos de confiança.</p>
<h2><strong>Conclusão: Fortalecer a Proteção Social Básica é defender o SUAS</strong></h2>
<p>O PAIF e o SCFV não são &#8220;atividades&#8221; ou &#8220;projetos&#8221;, mas <strong>s</strong>erviços públicos continuados, organizados com base em diretrizes nacionais, normativas técnicas e princípios da Assistência Social. Cabe a nós, trabalhadores e gestores do SUAS, garantir sua implementação qualificada e centrada na promoção de direitos.</p>
<p>Se você atua no CRAS ou na gestão municipal, reflita: como esses serviços têm sido organizados no seu território? Há diálogo entre as equipes? Os encaminhamentos são bem definidos? Os registros estão sendo feitos corretamente?</p>
<p>Esse é um excelente momento para fortalecer a atuação da Proteção Social Básica no seu município.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p><em><strong>Leia também</strong></em>: <a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener">Trabalho Social com Famílias no SUAS: como e para que?</a></p>
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