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	<title>Blog do GESUAS</title>
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	<title>Blog do GESUAS</title>
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		<title>Visita domiciliar no Serviço Social: entenda como funciona e como realizar</title>
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					<comments>https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kaiane Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:56:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social especial]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 9 minutos</small> A visita domiciliar no Serviço Social é utilizada para compreender a realidade das famílias e o seu contexto social.  Ela é adotada em diferentes políticas públicas a fim de ampliar a compreensão sobre os aspectos da realidade familiar e territorial que não são evidenciados nos atendimentos institucionais. Entretanto, a visita domiciliar ainda é associada por muitos usuários do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) à fiscalização e ao controle das famílias atendidas. Para o uso qualificado da visita domiciliar, é preciso compreender <a href="https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 9 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A visita domiciliar no Serviço Social é utilizada para compreender a realidade das famílias e o seu contexto social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela é adotada em diferentes políticas públicas a fim de ampliar a compreensão sobre os aspectos da realidade familiar e territorial que não são evidenciados nos atendimentos institucionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, a visita domiciliar ainda é associada por muitos usuários do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> à fiscalização e ao controle das famílias atendidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o uso qualificado da visita domiciliar, é preciso compreender os seus fundamentos, as suas indicações, os cuidados em cada etapa e a forma correta de transformar as observações em registro técnico relevante. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja neste artigo como realizar o planejamento, a execução e o registro da visita domiciliar.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é visita domiciliar no Serviço Social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A visita domiciliar no Serviço Social consiste no deslocamento do profissional ao local de moradia do usuário para analisar os aspectos do cotidiano familiar e territorial de um grupo ou indivíduo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa iniciativa integra a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">instrumentalidade na assistência social</span></a><span style="font-weight: 400;">, ou seja, o conjunto de meios técnicos utilizados para materializar os objetivos profissionais dentro do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, ela ajuda a aprofundar os conhecimentos sobre o usuário que já foram obtidos por outros meios, conforme o</span><a href="https://www.tjsp.jus.br/Download/CoordenadoriaInfanciaJuventude/pdf/Manual.VIJ.EquipeTecnica.2022.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Manual de Procedimentos Técnicos do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Em quais situações a visita domiciliar pode ser utilizada?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento de famílias em situação de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, o monitoramento de medidas protetivas e o suporte aos cenários de risco identificados pela equipe são contextos frequentes de aplicação da visita domiciliar. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal estratégia também é adequada para complementar avaliações em andamento, subsidiar </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/estudo-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">estudos sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhar intervenções em curso e apoiar </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> à rede de proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, segundo o Manual de Procedimentos do TJSP, cabe ao assistente social avaliar a pertinência e o momento adequado, sem recorrer a protocolos automáticos.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Para que serve a visita domiciliar na proteção social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de informações que os atendimentos na unidade não conseguem captar é a principal contribuição da visita domiciliar do assistente social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, essa ação permite a observação direta dos seguintes aspectos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">condições de moradia; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estado de conservação da residência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organização do espaço doméstico e da rotina doméstica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">presença ou ausência de redes de apoio; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">sinais de conflito ou de proteção entre os membros da família.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da função analítica, é possível destacar dentre as finalidades da visita domiciliar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a complementação das informações obtidas em </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e atendimentos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o apoio aos estudos sociais, planos de acompanhamento e encaminhamentos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a identificação de dificuldades de acesso à escola, à saúde, à documentação civil ou a benefícios socioassistenciais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o fortalecimento da capacidade de resposta da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;"> prevê que essa ação deve contribuir para o entendimento da realidade social dos usuários do SUAS para além do que é relatado no espaço institucional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito da Proteção Social Básica, as Orientações Técnicas sobre o PAIF destacam que a visita domiciliar constitui importante estratégia para o desenvolvimento do trabalho social com famílias, desde que realizada a partir de objetivos técnicos claramente definidos e respeitando a autonomia dos usuários.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como a visita domiciliar deve ser feita?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise dos registros disponíveis, a definição dos objetivos e a preparação do profissional são etapas essenciais para que a visita domiciliar cumpra os seus objetivos. Entenda a intenção de cada uma dessas fases a seguir.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como planejar uma visita domiciliar no Serviço Social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Primeiramente, é importante avaliar se a visita é realmente necessária ou se outros meios seriam mais adequados para a situação analisada, principalmente quando a solicitação vem de outras instituições ou da rede de serviços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Caso a visita domiciliar seja relevante, deve-se organizar o que já se sabe sobre a família. Esse levantamento ajuda na definição de objetivos precisos e pode ser feito pela consulta dos prontuários, dos registros anteriores, dos relatos de atendimentos e das informações da rede. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o planejamento, há ainda o agendamento prévio com o usuário para que a visita ocorra com transparência e respeito.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como executar uma visita domiciliar no Serviço Social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante a visita, acolhimento, observação e entrevista devem ser articulados. O acolhimento favorece a construção de vínculo e respeito ao espaço privado da família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, a observação e a entrevista permitem identificar os elementos do cotidiano que contribuem para a análise profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O Manual de Procedimentos do TJSP orienta que o usuário deve ser informado sobre a identidade do profissional e os objetivos da visita logo no início. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, alguns cuidados de execução fazem diferença direta no resultado da visita, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a observação cuidadosa dos ambientes que são autorizados pela família;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a condução da conversa como um diálogo e não um inquérito; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os registros de detalhes relevantes durante a interação.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Na visita domiciliar, se a família demonstrar indisponibilidade por qualquer razão, como demandas urgentes, situação de saúde de algum membro ou desconforto evidente, pode ser importante o reagendamento. </span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><b>trabalho social com famílias no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais cuidados éticos devem orientar a visita domiciliar?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A visita domiciliar ocorre em espaço privado, o que impõe ao profissional uma responsabilidade ética que vai além das boas práticas técnicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética Profissional do Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;"> veda qualquer atuação com caráter de vigilância ou controle moral sobre os usuários. Assim, a visita não possui caráter de verificação das condutas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A definição dos objetivos da visita domiciliar no Serviço Social e o respeito às orientações metodológicas, ao sigilo profissional e à privacidade dos usuários também são fundamentais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a integração com a rede socioassistencial é dever do profissional em situações de risco. O Conselho Tutelar, a saúde, a escola e os serviços de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;"> devem ser acionados nesses casos para assegurar a proteção social e o acesso a direitos.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como registrar as informações obtidas na visita domiciliar?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As informações coletadas na visita devem priorizar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a objetividade, que significa descrever fatos e não interpretações sem fundamento; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a pertinência, ou seja, a inclusão apenas do que é relevante para a intervenção; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a vinculação ao prontuário, articulando as informações ao histórico de acompanhamento já existente. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Julgamentos morais e generalizações sem base na observação direta não devem constar no documento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que deve constar no registro da visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro deve contemplar: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">as condições de moradia observadas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">as relações familiares identificadas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">as demandas levantadas na entrevista;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os encaminhamentos indicados. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além desses elementos, é importante registrar informações que contribuam para a compreensão da situação acompanhada, sempre relacionadas aos objetivos que motivaram a visita. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro deve ser formulado com o intuito de fortalecer a análise técnica, subsidiar o estudo social, orientar a definição de estratégias de intervenção e qualificar a comunicação entre os profissionais da rede socioassistencial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, as informações registradas devem ser pertinentes, precisas e suficientes para apoiar a continuidade do trabalho desenvolvido pela equipe.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A visita domiciliar perde sua função técnica e se reduz a um deslocamento sem propósito claro caso não possua objetivos definidos e registro consistente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, planejar cada etapa, respeitar a autonomia das famílias e relatar com precisão são condições que sustentam o valor técnico do instrumento, e não apenas formalidades a cumprir. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A organização desse fluxo de trabalho na rotina exige suporte que vá além do registro manual. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, a GESUAS reúne os recursos que sustentam essa prática, integrando o acompanhamento das famílias, a sistematização das informações e o histórico produzido por cada instrumento técnico utilizado pela equipe. Clique abaixo para conhecer a plataforma.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que a assistente social faz na visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Observa as condições de vida, as relações familiares e o contexto socioterritorial, realiza acolhimento e entrevista, e coleta informações que complementam o estudo social. A visita domiciliar no Serviço Social não tem caráter fiscalizatório.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Assistente social do CRAS faz visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. A visita é utilizada por profissionais da Proteção Social Básica e Especial, incluindo equipes do CRAS, sempre que a análise técnica indicar necessidade de complementar informações sobre a situação familiar.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o roteiro de visita domiciliar do Serviço Social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não há roteiro único. O planejamento é feito com base nos objetivos de cada visita, no histórico familiar e nas orientações metodológicas que embasam a intervenção.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Por que o assistente social deve fazer uma visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para ampliar a compreensão sobre condições de vida e acesso a direitos que os atendimentos institucionais não alcançam, qualificando diagnósticos e planos de acompanhamento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais perguntas a assistente social faz na visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As perguntas variam conforme os objetivos do planejamento, buscando compreender a dinâmica familiar, as condições habitacionais, o acesso a serviços e as principais demandas do acompanhamento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A visita domiciliar é obrigatória no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. A realização da visita domiciliar depende de avaliação técnica do profissional ou da equipe de referência. Sua utilização deve estar vinculada aos objetivos do acompanhamento e às necessidades identificadas no processo de trabalho.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">A família pode recusar uma visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. A visita domiciliar ocorre em espaço privado e deve respeitar a autonomia e a decisão dos usuários. Caso a família não deseje receber a equipe naquele momento, o profissional deve avaliar a possibilidade de reagendamento e registrar tecnicamente a situação.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética Profissional do Assistente Social (CFESS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.tjsp.jus.br/Download/CoordenadoriaInfanciaJuventude/pdf/Manual.VIJ.EquipeTecnica.2022.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Manual de Procedimentos Técnicos: Atuação dos Profissionais de Serviço Social e Psicologia (TJSP)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei nº 8.662/1993, Regulamentação da profissão de Assistente Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos &#8211; NOB-RH/SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
</ul>
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		<title>A história da assistência social no Brasil</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:37:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Legislação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 14 minutos</small> A história da assistência social no Brasil teve início com ações pontuais e de caráter caritativo até se consolidar como uma política pública estruturada, com sistema próprio de gestão e proteção social garantida pela Constituição Federal. Os princípios e diretrizes que orientam a assistência social atualmente têm origem na participação popular ao longo do processo de construção dessa política.  Além disso, eles estão fundamentados na legislação que foi estabelecida para viabilizar a assistência social como um direito de todos os brasileiros. Para <a href="https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 14 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A história da assistência social no Brasil teve início com ações pontuais e de caráter caritativo até se consolidar como uma política pública estruturada, com sistema próprio de gestão e proteção social garantida pela Constituição Federal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os princípios e diretrizes que orientam a assistência social atualmente têm origem na participação popular ao longo do processo de construção dessa política. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, eles estão fundamentados na legislação que foi estabelecida para viabilizar a assistência social como um direito de todos os brasileiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os profissionais da assistência social, compreender os aspectos que marcaram essa trajetória é essencial para o fortalecimento da proteção social no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá como a assistência social se constituiu como política pública, quais foram os seus marcos legais, o que estabelecem as suas normativas e como os conselhos contribuíram para sua construção. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O início da história da assistência social no Brasil</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A institucionalização das ações de assistência social pelo Estado brasileiro começou a se fortalecer na década de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, as bases ideológicas do Serviço Social estavam relacionadas tanto às necessidades dos trabalhadores quanto aos interesses das classes dominantes, que tinham cunho moral e religioso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a doutrina social era direcionada ao trabalhador e à sua família sob uma perspectiva de ajuste e enquadramento social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até 1940, prevaleceu no país um </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/assistencia-social-x-assistencialismo/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">modelo assistencialista</span></a><span style="font-weight: 400;">, que era fundamentado em ações de caridade. Nesse momento, a proteção social ainda não era reconhecida como um direito social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O assistencialismo era realizado por meio de ações pontuais, descontínuas e em desacordo com as demais políticas e as necessidades dos usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque essa prática reforçava a exclusão social, não assegurava condições de sobrevivência digna, reproduzia relações de subalternidade e utilizava o clientelismo como instrumento de troca de favores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais eventos que marcaram o assistencialismo foram os seguintes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a promulgação da Constituição Federal de 1934;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a inexistência de programas institucionais na área social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a fragmentação e a desorganização da política socioassistencial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o desenvolvimento do primeiro damismo, com um modelo assistencial filantrópico.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse período, houve também a regulamentação do trabalho por meio da criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das ações voltadas para aposentadorias e pensões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, foram instituídos os Ministérios de Educação e Saúde e a Legião Brasileira de Assistência (LBA), que era marcada pelo assistencialismo e pelas práticas de tutela na relação entre Estado e sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de 1942, as ações da LBA foram redirecionadas e assumiram outras funções, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">atendimento das famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos soldados envolvidos na Segunda Guerra Mundial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a ampliação da atuação federal na área da assistência social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a promoção da assistência social à maternidade, à infância, à adolescência e aos desempregados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a criação do Programa Nacional de Alimentação e Nutrição para o grupo materno-infantil em 1972;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a criação do Ministério da Previdência e Assistência Social, em 1977, com base na centralidade e na exclusividade da ação federal. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante esse período, a assistência social funcionou mais como instrumento de controle social do que como garantia de direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A superação dessa lógica dependeu de um longo processo de mobilização política e de reformas institucionais que só ganharam força nas décadas seguintes.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">A questão social e a construção da assistência no Brasil</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A busca da classe trabalhadora por melhores condições de trabalho e de vida fortaleceu o seu protagonismo nas lutas sociais, concretizadas por meio dos sindicatos e partidos políticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a questão social é compreendida como o conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista, segundo o estudo Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa obra evidencia que a base da sociedade capitalista é a produção social, na qual a apropriação dos lucros produtivos permanece privada e é monopolizada por uma parcela da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, além do sistema capitalista, a questão social é caracterizada também pelo imperialismo e pela concentração de renda, como aponta o livro Questão Social: particularidades no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, a política socioassistencial nasce justamente da necessidade de enfrentar as desigualdades estruturais que o mercado produz e que o Estado tem responsabilidade de mitigar. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">A construção do Sistema Único de Assistência Social</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um sistema público de gestão descentralizada e participativa que organiza os serviços socioassistenciais brasileiros com financiamento nas três esferas de governo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A consolidação desse sistema é resultado de um processo histórico que atravessou décadas, envolveu disputas normativas e reformas institucionais significativas. Confira a seguir os principais marcos da sua formulação.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1937–1977: as primeiras iniciativas institucionais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As primeiras ações aconteceram em 1937, com a criação do Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS), seguida, na década de 1940, pela criação da Legião Brasileira de Assistência (LBA). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1977, o Ministério da Previdência e Assistência Social centralizou na esfera federal a condução da política.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1988–1993: a assistência social como direito</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Constituição Federal de 1988 alterou essa lógica: a assistência social passou a ser reconhecida como dever do Estado, desvinculada do caráter complementar à Previdência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aprovação da </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 1993, consolidou esse avanço e foi resultado de um processo de negociação iniciado em 1989, quando gestores municipais, estaduais e organizações não governamentais pressionaram o governo federal no Congresso, após o veto à primeira redação da lei em 1990.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1997–1998: normatização do sistema descentralizado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1997, a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/norma-operacional-basica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> conceituou o sistema descentralizado e participativo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano seguinte, uma nova edição diferenciou serviços, programas e projetos, ampliou as atribuições dos Conselhos de Assistência Social e instituiu as Comissões Intergestoras Bipartite e Tripartite.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2004–2006: a estruturação do SUAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a edição da </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, ambas em 2004, fortaleceram o processo de construção do sistema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2005, o CNAS aprovou a NOB/SUAS e, em 2006, a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOB-RH/SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;">, normas que definem a organização e a gestão de recursos humanos do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como parte do tripé da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">seguridade social</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao lado da Saúde e da Previdência Social, o SUAS regula e organiza as ações socioassistenciais em todo o território nacional, ofertando serviços, programas, projetos e benefícios com foco prioritário nas famílias, seus membros e indivíduos em situação de vulnerabilidade.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">2011: institucionalização legal do SUAS</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2011, a Lei nº 12.435 promoveu alterações na LOAS e reconheceu formalmente o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), consolidando sua estrutura de gestão, financiamento e organização dos serviços socioassistenciais.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Princípios, diretrizes e objetivos da assistência social brasileira</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A LOAS define os princípios e diretrizes que orientam a organização e a oferta da política de assistência social no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a criação dessa política buscou atender a objetivos específicos para o desenvolvimento social nacional. Entenda a seguir.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Princípios da assistência social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os princípios que distinguem a assistência social de uma ação caritativa e a afirmam como política pública de direitos são:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atender às necessidades sociais tem prioridade sobre qualquer critério de rentabilidade econômica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os direitos sociais devem chegar a todos, conectando quem acessa a assistência social às demais políticas públicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cada cidadão tem direito a um atendimento que respeite sua dignidade, sua autonomia e sua convivência familiar e comunitária, sem exigir comprovações vexatórias de necessidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o acesso aos serviços é igual para todos, sem discriminação, com as mesmas condições para quem vive na cidade e no campo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/guia-definitivo-servicos-programas-e-beneficios-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">benefícios, serviços, programas, projetos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os critérios para acessá-los devem ser amplamente conhecidos pela população.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses princípios estabelecem o compromisso ético e político da assistência social de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/universalidade-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">garantir direitos de forma universal</span></a><span style="font-weight: 400;">, igualitária e transparente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São eles que sustentam as decisões cotidianas nos serviços e que orientam como o atendimento deve ser organizado, ofertado e comunicado à população.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Diretrizes da assistência social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já as diretrizes da organização da assistência social são:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a descentralização político-administrativa para os estados, o Distrito Federal e os municípios;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a participação da população na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis por meio de organizações representativas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a responsabilidade do Estado pela condução da política de assistência social em todas as esferas de governo. </span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dessas diretrizes, a construção da gestão pública e participativa da assistência social é efetivada por meio de conselhos deliberativos e paritários nas esferas federal, estadual e municipal.</span></p>
<p><b>Entenda também como funciona a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><b>articulação em rede no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Objetivos da assistência social no Brasil</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os objetivos e formas de proteção previstos pela assistência social estão:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">: para atender famílias em situação de vulnerabilidade ou risco social, fortalecendo seus vínculos familiares e comunitários; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial</span></a><span style="font-weight: 400;">: destinada ao atendimento de famílias e indivíduos que tiveram </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">direitos violados</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o amparo às crianças e adolescentes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a promoção da integração ao mercado de trabalho;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a garantia de um salário mínimo à pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme as regras do </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A Constituição Federal de 1988 trouxe avanços significativos ao estabelecer os direitos civis, políticos e sociais no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio dela, a assistência social se tornou uma estratégia relevante na luta contra a pobreza, a miséria, o desemprego e a falta de acesso a bens sociais e culturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, a assistência social é executada de forma integrada a outras políticas setoriais. Com isso, ela se torna uma política social não contributiva, não compensatória, redistributiva e que busca a garantia dos direitos sociais.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><b>instrumentalidade na assistência social</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">A contribuição dos Conselhos de Assistência Social na construção das políticas sociais</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação da sociedade civil foi regulamentada pela institucionalização dos conselhos por meio de órgãos colegiados, permanentes e deliberativos, responsáveis pela:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">formulação; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">execução; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fiscalização; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">promoção; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">defesa das políticas públicas. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse papel está respaldado pelo </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">artigo 204 da Constituição Federal</span></a><span style="font-weight: 400;">, que estabelece a participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A LOAS reforça esse princípio ao determinar que a existência e o funcionamento dos conselhos de assistência social são indispensáveis para o repasse de recursos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, os conselhos passaram a ser criados por lei e, para exercer suas atribuições, não se subordinam a nenhuma hierarquia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São eles que concretizam a participação social prevista na Constituição e que contribuíram de forma decisiva para a criação e aprovação da PNAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, a pressão da sociedade civil organizada ainda é fundamental para que a assistência social assuma o seu caráter de política social pública, direito do cidadão e responsabilidade do Estado.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência social chegou à sua configuração atual após décadas de disputas, debates e avanços normativos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação no SUAS requer o entendimento dessa trajetória, já que os princípios e diretrizes que orientam os serviços hoje são frutos de uma construção histórica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a legislação da área e o </span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética</span></a><span style="font-weight: 400;"> da profissão seguem orientando a atuação dos assistentes sociais e dos demais trabalhadores do SUAS para a defesa dos direitos de quem acessa a política.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transformar esses fundamentos em prática cotidiana exige conhecimento técnico, organização e suporte adequado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GESUAS integra os recursos que os profissionais do SUAS precisam para estruturar esse trabalho com segurança e clareza, do registro ao monitoramento dos serviços. Conheça abaixo.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é a assistência social no Brasil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência social é uma política pública de proteção social prevista na Constituição Federal de 1988. Ela atende pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade, independentemente de contribuição prévia.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como a assistência social evoluiu no Brasil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência social no Brasil evoluiu de práticas filantrópicas e assistencialistas, predominantes até a década de 1980, para uma política pública garantida pela Constituição Federal de 1988. Esse processo foi consolidado pela LOAS, pela Política Nacional de Assistência Social e pela implementação do SUAS, responsável pela organização dos serviços socioassistenciais em todo o país.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a importância da LOAS para a assistência social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), aprovada em 1993, regulamentou a assistência social como política pública. A lei definiu objetivos, princípios, diretrizes e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que mudou com a Constituição Federal de 1988 na assistência social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Constituição transformou a assistência social em um direito social garantido pelo Estado. Também ampliou a participação da sociedade na formulação e no controle das políticas públicas por meio dos conselhos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é a relação entre a história da assistência social e o SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é resultado de um processo histórico de organização da política de assistência social. Sua criação consolidou a gestão descentralizada, o financiamento público e a garantia de direitos socioassistenciais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual foi o papel dos movimentos sociais na construção da assistência social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os movimentos sociais, entidades da sociedade civil e gestores públicos tiveram atuação decisiva para que a assistência social deixasse de ser uma prática assistencialista e passasse a ser reconhecida como política pública de direitos.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências </span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.scielo.br/j/sssoc/a/RJ3mPJjQ8Qk8WJRbLRph8Kz/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Renovação do Serviço Social e Vigência na Contemporaneidade</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12435.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">LEI Nº 12.435</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.escolavirtual.gov.br/curso/280" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Controle exercido por conselhos da assistência social</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Constituição Federal</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética do Assistente Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">IAMAMOTO, Marilda Vilela. Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1999.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">SANTOS, Josiane Soares. Questão Social: particularidades no Brasil. São Paulo: Cortez, 2012.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">TATAGIBA, L. A Institucionalização da participação: os conselhos municipais de políticas na cidade de São Paulo. In L. Avritzer (ed). A participação em São Paulo. São Paulo, Unesp, 2004.</span></li>
</ul>
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		<title>O que é a equipe de referência do SUAS e como ela é composta? </title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:22:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 16 minutos</small> A Constituição de 1988 e o reconhecimento da assistência social como política pública trouxeram a necessidade de consolidação do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) no Brasil. Desde então, a estruturação das equipes de referência do SUAS se tornou um dos pilares da proteção socioassistencial, conforme apontam diversas normativas e a legislação da área. Essa gestão do trabalho no SUAS requer educação permanente, adequação dos perfis profissionais às necessidades do sistema e definição de planos de carreira, cargos e salários. A compreensão <a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 16 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A Constituição de 1988 e o reconhecimento da assistência social como política pública trouxeram a necessidade de consolidação do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desde então, a estruturação das equipes de referência do SUAS se tornou um dos pilares da proteção socioassistencial, conforme apontam diversas normativas e a legislação da área.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa gestão do trabalho no SUAS requer educação permanente, adequação dos perfis profissionais às necessidades do sistema e definição de planos de carreira, cargos e salários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A compreensão sobre como as equipes de referência do SUAS devem ser compostas e quais são as funções de cada membro é fundamental para qualificar os atendimentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, apresentamos o que você precisa saber sobre a composição das equipes da proteção social conforme a realidade do território e discutimos as diferenças entre equipe mínima e equipe de referência. Acompanhe a leitura.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a função da equipe de referência do SUAS? </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As equipes de referência do SUAS são grupos multiprofissionais responsáveis pela organização, oferta e acompanhamento dos serviços socioassistenciais. Sua composição varia conforme o nível de proteção social, o porte do município, o serviço ofertado e as normativas vigentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> orienta que a composição das equipes priorize trabalhadores com vínculos permanentes, especialmente por meio de concurso público, visando garantir continuidade, qualidade e estabilidade na oferta dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a NOB-RH/SUAS estabelece que a constituição dessas equipes deve considerar o total de famílias e indivíduos atendidos na região atendida por elas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, a oferta dos serviços socioassistenciais deve:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ser realizada de forma contínua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">garantir a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acolhida do usuário</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">preservar os</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;"> vínculos familiares e comunitários</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">promover o desenvolvimento das potencialidades sociais.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre equipe mínima e equipe de referência no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do SUAS promove o acolhimento e o atendimento no serviço, indicando as intervenções a serem realizadas, de acordo com os objetivos da </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já as equipes mínimas, geralmente, são compostas apenas por assistente social e psicólogo em municípios que não possuem equipe de referência adequada à NOB-RH/SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos municípios, esse termo é utilizado para se referir à estrutura básica necessária quando a equipe de referência ainda não está plenamente dimensionada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora os conceitos sejam frequentemente utilizados como sinônimos, a diferenciação é importante porque a equipe de referência possui uma concepção mais ampla, relacionada à capacidade técnica necessária para garantir a qualidade dos serviços, o acompanhamento das famílias e a efetivação dos direitos socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender essa diferença auxilia gestores e trabalhadores do SUAS no planejamento de recursos humanos, na organização dos serviços e no cumprimento das normativas da assistência social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que são famílias e indivíduos referenciados?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a NOB-RH/SUAS, a família referenciada é aquela que está inserida em regiões consideradas vulneráveis conforme os indicadores estabelecidos pelo órgão federal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, determinadas famílias e indivíduos que demandam </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica e Proteção Social Especial</span></a><span style="font-weight: 400;"> em algum momento da vida podem ser entendidos como família referenciada, mesmo que estejam fora do território atendido em caráter permanente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa situação é comum em municípios de pequeno porte que possuem somente um </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, uma única equipe de referência é responsável por atender as famílias e indivíduos referenciados não somente no território de abrangência do CRAS, mas também fora deste.</span></p>
<h2>Como as equipes de referência são compostas?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A quantidade de profissionais para compor as equipes de referência do SUAS deve considerar a quantidade de famílias referenciadas no território. Veja abaixo como elas devem ser compostas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></h3>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do CRAS</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Pequeno Porte I</b></td>
<td><b>Pequeno Porte II</b></td>
<td><b>Médio, Grande, Metrópole e Distrito Federal </b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">até 2.500 famílias referenciadas</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">até 3.500 famílias referenciadas</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">a cada 5.000 famílias referenciadas</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">2 técnicos de nível superior, sendo 1 assistente social e o outro, obrigatoriamente, psicólogo;</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">3 técnicos de nível superior, sendo 2 assistentes sociais e, obrigatoriamente, 1  psicólogo;</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">4 técnicos de nível superior, sendo 2 assistentes sociais, 1 psicólogo e 1 profissional que compõe o SUAS;</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">2 técnicos de nível médio.</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">3 técnicos de nível médio.</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">4 técnicos de nível médio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> </span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOB/SUAS</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=4038" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, os profissionais de psicologia passaram a integrar, obrigatoriamente, as equipes de referência do SUAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A resolução aponta ainda quais profissionais podem, preferencialmente, atender as especificidades dos serviços socioassistenciais: antropólogo, economista doméstico, pedagogo e sociólogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também reconhece as ocupações profissionais de ensino médio e fundamental no SUAS, em consonância com a NOB-RH/SUAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses profissionais desempenham atribuições relacionadas à gestão, ao controle social, ao provimento dos serviços, aos programas, projetos e benefícios, à <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">transferência de renda</a> e ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do SCFV é constituída por um técnico de nível superior do CRAS e por orientadores sociais ou educadores sociais. O técnico poderá ser o assistente social, o psicólogo ou outro profissional que integre esta equipe.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa equipe é formada por dois profissionais de nível superior, sendo um assistente social e um psicólogo ou terapeuta ocupacional. Ela pode ter também até 20 profissionais de nível médio e uma coordenação do serviço no território vinculada ao CRAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial</span></h3>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do CREAS</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Municípios em Gestão Inicial e Básica</b></td>
<td><b>Municípios em Gestão Plena e Estados com Serviços Regionais</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento de 50 pessoas/indivíduos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento de 80 pessoas/indivíduos</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 coordenador</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 advogado</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2 assistentes sociais</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 assistente social</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2 psicólogos</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 psicólogo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 advogado</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">2 profissionais de nível superior ou médio com abordagem nos seus usuários</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">4 profissionais de nível superior ou médio com abordagem nos usuários</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 auxiliar administrativo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">2 auxiliares administrativos</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOB/SUAS</span></a></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do PAEFI</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td colspan="2"><b>Município</b></td>
<td><b>Capacidade de Atendimento</b></td>
<td><b>Equipe de Referência</b></td>
</tr>
<tr>
<td><b>Porte</b></td>
<td><b>Nível de Gestão</b></td>
<td><span style="font-weight: 400;"> </span></td>
<td><span style="font-weight: 400;"> </span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Pequeno Porte I e II</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Gestão Inicial Básica</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">50 pessoas/indivíduos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Coordenador</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Assistente Social</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Psicólogo</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Advogado</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 Profissionais de nível superior ou médio</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(abordagem dos usuários)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Auxiliar administrativo</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Médio Porte</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Plena</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">80 pessoas/indivíduos</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Coordenador</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 Assistentes Sociais</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 Psicólogos</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">1 Advogado</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">4 Profissionais de nível superior ou médio</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">(abordagem dos usuários)</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">2 Auxiliares administrativos</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="font-weight: 400;">Alta Complexidade</span></h3>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do Abrigo institucional, Casa-Lar e Casa de Passagem</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Profissional/Função</b></td>
<td><b>Escolaridade</b></td>
<td><b>Quantidade</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível Superior ou Médio</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional referenciado para até 20 usuários acolhidos em, no máximo, 2 equipamentos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Cuidador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível médio e qualificação específica</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para até 10 usuários, por turno. A quantidade de cuidador por usuário deverá ser aumentada quando houver usuários que demandem atenção específica (com deficiência, com necessidades específicas de saúde, pessoas soropositivas, idade inferior a um ano, pessoa idosa com Grau de Dependência II ou III, dentre outros). Para tanto, deverá ser adotada a seguinte relação: a) 1 cuidador para cada 8 usuários, quando houver 1 usuário com demandas específicas; b) 1 cuidador para cada 6 usuários, quando houver 2 ou mais usuários com demandas específicas.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Auxiliar Cuidador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível fundamental e qualificação específica</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para até 10 usuários, por turno. A quantidade de cuidador usuário deverá ser aumentada quando houver usuários que demandem atenção específica (com deficiência, com necessidades específicas de saúde, pessoas soropositivas, idade inferior a um ano, pessoa idosa com Grau de Dependência II ou III, dentre outros). Para tanto, deverá ser adotada a seguinte relação: a) 1 auxiliar de cuidador para cada 8 usuários, quando houver 1 usuário com demandas específicas; b) 1 auxiliar de cuidador para cada 6 usuários, quando houver 2 ou mais usuários com demandas específicas.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência do Programa Família Acolhedora</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Profissional/Função</b></td>
<td><b>Escolaridade</b></td>
<td><b>Quantidade</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional referenciado para até 20 usuários.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Assistente Social</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para atendimento a, no máximo, 20 usuários em até dois equipamentos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Psicólogo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para atendimento a, no máximo, 20 usuários em até dois equipamentos.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência para </span><span style="font-weight: 400;">República</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Profissional/Função</b></td>
<td><b>Escolaridade</b></td>
<td><b>Quantidade</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional referenciado para até 45 usuários acolhidos.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Assistente Social</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para acompanhamento de até 15 famílias acolhedoras e atendimento a até 15 famílias de origem dos usuários atendidos nesta modalidade.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Psicólogo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1 profissional para acompanhamento de até 15 famílias acolhedoras e atendimento a até 15 famílias de origem dos usuários atendidos nesta modalidade.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência Instituições de Longa Permanência para Idosos </span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Profissional/Função</b></td>
<td><b>Escolaridade</b></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Coordenador</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior ou médio</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Cuidadores</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível médio</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Assistente Social</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Psicólogo</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">1 Profissional para desenvolvimento de atividades socioculturais</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível superior</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Profissional de limpeza</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível fundamental</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Profissional de alimentação</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível fundamental</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Profissional de lavanderia</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Nível fundamental</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="font-weight: 400;">Gestão do SUAS</span></h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><b>Gestão</b></td>
<td><b>Funções Essenciais</b></td>
</tr>
<tr>
<td rowspan="9"><span style="font-weight: 400;">Gestão Municipal</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Gestão do Sistema Municipal de Assistência Social</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenação da Proteção Social Básica</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Coordenação da Proteção Social Especial</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Planejamento e Orçamento</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Gerenciamento do Fundo Municipal de Assistência Social</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Gerenciamento dos Sistemas de Informação Monitoramento e Controle da Execução dos Serviços, Programas, Projetos e Benefícios</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Monitoramento e Controle da Rede Socioassistencial</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Gestão do Trabalho</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Apoio às Instâncias de Deliberação</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como é o trabalho das equipes de referência no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho da equipe de referência é pautado na oferta de atenção integral às famílias e indivíduos. Na Proteção Social Básica, essa atuação acontece por meio do CRAS e do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho social com as famílias no PAIF tem o objetivo de prevenir situações de risco e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, fortalecer os vínculos familiares e comunitários e garantir o acesso da população a benefícios eventuais e de transferência de renda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito da Proteção Social Especial, o trabalho é feito pelo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pelo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paefi/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos casos em que ocorrem violações de direitos, o PAEFI direciona as suas ações para a superação dessas situações no escopo da média complexidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, a proteção social especial de alta complexidade oferece atendimento integral e ininterrupto para crianças, adolescentes e adultos, nas seguintes modalidades: serviço de acolhimento institucional, em repúblicas; família acolhedora e proteção em situações de calamidade e emergência.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais os princípios éticos a serem seguidos pelos trabalhadores do SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho das equipes de referência tem uma dimensão técnica e uma dimensão ética, e as duas estão interligadas na prática cotidiana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A NOB-RH/SUAS define os princípios que devem nortear a conduta dos profissionais do SUAS, articulando os compromissos de cada categoria à responsabilidade coletiva da equipe. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São esses princípios que sustentam a relação com os usuários e garantem que os serviços se realizem com qualidade e respeito aos direitos. Veja a seguir quais são eles.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Defesa intransigente dos direitos socioassistenciais e construção de estratégias para garanti-los.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comprometimento com a oferta de serviços socioassistenciais de qualidade, por meio do trabalho social.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Produção de vínculos com os usuários.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Proteção da privacidade e garantia do sigilo profissional.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reconhecimento do direito dos usuários aos benefícios, programas de transferência de renda e inserção profissional e social.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Incentivo à participação social dos usuários.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Garantia do acesso da população à Assistência Social sem qualquer discriminação.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Restituição à população dos resultados de estudos e pesquisas, garantindo que essas informações sirvam aos interesses dos próprios usuários.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Redução de barreiras burocráticas que dificultam o acesso aos serviços, contribuindo para um atendimento mais direto e eficiente.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecer esses princípios é o ponto de partida, mas a sua aplicação exige que a equipe incorpore cada um deles ao planejamento das ações, ao atendimento direto e à relação com o território. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O papel dos gestores na garantia dos serviços socioassistenciais</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Garantir a composição das equipes de referência conforme previsto na NOB-RH/SUAS pode ser um desafio para os gestores municipais, principalmente em municípios de pequeno porte.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A falta de estrutura do órgão gestor, a precarização dos contratos de trabalho e o desconhecimento das normativas que regem o SUAS por parte dos gestores prejudicam a oferta dos serviços socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, a NOB-RH/SUAS prevê a realização de concurso público, a construção de plano de carreiras, cargos e salários e a capacitação constante das equipes de referência para lidar com os desdobramentos da questão social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, é essencial que a gestão da assistência social, a administração municipal e seu setor jurídico concentrem seus esforços no cumprimento de tais premissas durante a composição das equipes de referência.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O alicerce legal do SUAS é fundamental para a sua consolidação em todo o território nacional. Diante disso, a NOB-RH/SUAS assume um papel central ao definir o conceito de equipes de referência e explicitar quais profissionais compõem as equipes em cada nível de proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio dessa norma, a continuidade dos serviços socioassistenciais passa a ser vista como um direito da população. Além disso, os trabalhadores contam com mais segurança para reivindicarem as condições necessárias para o pleno exercício de suas funções.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, para que a proteção social cumpra as suas atribuições, a implantação das diretrizes previstas no estabelecimento das equipes de referência deve ser garantida pelas gestões municipais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a qualificação dos serviços, benefícios e programas socioassistenciais demanda a integração de dados e serviços na rotina da gestão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, a plataforma da GESUAS conta com recursos que facilitam os registros, o acompanhamento dos atendimentos e os processos de gestão socioassistencial. Clique abaixo para conhecer.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que são equipes de referência no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">São grupos multiprofissionais responsáveis pela oferta, acompanhamento e gestão dos serviços socioassistenciais. A composição delas varia conforme o porte do município, o nível de proteção social e a unidade de atendimento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem são os profissionais que trabalham no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A NOB-RH/SUAS organiza a força de trabalho do SUAS em três eixos: gestão do sistema, vigilância socioassistencial e execução direta dos serviços. Em cada um deles atuam assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, advogados, orientadores sociais e cuidadores, entre outros profissionais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem são os técnicos de referência do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">São profissionais de nível superior, principalmente assistentes sociais e psicólogos, responsáveis pelo acompanhamento das famílias, desenvolvimento do PAIF e articulação da rede socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem compõe a equipe de referência do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela é formada, no mínimo, por assistentes sociais e psicólogos, podendo incluir outros profissionais conforme a demanda do território, o porte do município e as orientações da NOB-RH/SUAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais normativas regulamentam a equipe de referência do SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição e atuação das equipes de referência são regulamentadas principalmente pela NOB-RH/SUAS, pela NOB/SUAS, pela Política Nacional de Assistência Social (PNAS), pela Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais e por resoluções do CNAS relacionadas à gestão do trabalho.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Constituição da República Federativa do Brasil de 1988</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=4038" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução nº 17 Conselho Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=4038" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução nº 9 Conselho Nacional de Assistência Social</span></a></li>
</ul>
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<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/">O que é a equipe de referência do SUAS e como ela é composta? </a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Parecer social ou laudo social: diferença e aplicação no SUAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Kaiane Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 17:04:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentais]]></category>
		<category><![CDATA[laudo]]></category>
		<category><![CDATA[parecer]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> Parecer social e laudo social fazem parte da rotina de assistentes sociais em diferentes políticas públicas e atividades. Entretanto, mesmo profissionais experientes ainda encontram dificuldades para definir qual documento utilizar em cada situação. Essa dúvida é comum porque muitos órgãos utilizam os termos como sinônimos ou solicitam os documentos sem especificar claramente a sua finalidade técnica.  Em outros casos, modelos padronizados acabam reduzindo instrumentos complexos a formulários descritivos, sem a devida análise crítica da realidade social atendida. Dominar a finalidade e a <a href="https://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Parecer social e laudo social fazem parte da rotina de assistentes sociais em diferentes políticas públicas e atividades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, mesmo profissionais experientes ainda encontram dificuldades para definir qual documento utilizar em cada situação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa dúvida é comum porque muitos órgãos utilizam os termos como sinônimos ou solicitam os documentos sem especificar claramente a sua finalidade técnica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em outros casos, modelos padronizados acabam reduzindo instrumentos complexos a formulários descritivos, sem a devida análise crítica da realidade social atendida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dominar a finalidade e a estrutura de cada instrumento é fundamental para que o assistente social consiga produzir registros mais consistentes e alinhados às demandas institucionais e éticas da profissão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá a diferença entre parecer social e laudo social, quando utilizar cada instrumento, quais elementos eles devem conter e como esses registros aparecem na rotina do SUAS.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quando usar parecer social e quando usar laudo social no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social é indicado quando a demanda exige uma conclusão técnica destinada a subsidiar decisões, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou acesso a direitos socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o laudo social é utilizado em situações que demandam investigação mais aprofundada, análise detalhada da realidade social e registro metodológico mais completo, como ocorre em perícias, medidas protetivas e processos judiciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De modo geral, o parecer social busca responder a uma solicitação institucional, administrativa ou judicial, apresentando uma posição técnica que apoia a tomada de decisão sobre determinada demanda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o laudo social, a descrição técnica é mais detalhada, assim como a apresentação da metodologia utilizada e a análise ampliada da realidade social do usuário ou da família. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo está frequentemente associado ao âmbito sociojurídico e constitui o principal produto da perícia social. Nele, o assistente social apresenta a análise da realidade investigada e responde aos quesitos formulados pela autoridade competente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a principal diferença entre os dois </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">instrumentos sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> está na finalidade técnica, na consistência da análise e no contexto institucional em que cada documento é solicitado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso do parecer social ou laudo social exige fundamentação ética, técnica e metodológica consistente, segundo o</span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/EbookCfess-DocOpiniaoTecnica2022-Final.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Conselho Federal de Serviço Social (CFESS</span></a><span style="font-weight: 400;">). </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Situações em que o parecer social é utilizado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social é aplicado quando a instituição precisa de uma conclusão técnica objetiva sobre determinada situação social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso acontece em avaliações relacionadas ao acesso a benefícios socioassistenciais e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">benefícios eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;">, encaminhamentos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">intersetoriais</span></a><span style="font-weight: 400;">, acompanhamento familiar e situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, o parecer também pode surgir como uma demanda do Ministério Público, da Defensoria Pública e do Poder Judiciário.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitos profissionais confundem o parecer social com o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;">. O relatório social é adotado para a descrição da situação do usuário ou da família, por meio dos dados, do histórico de atendimentos e das observações técnicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora esses instrumentos possam dialogar entre si, eles possuem finalidades distintas e níveis diferentes de análise técnica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Situações em que há demanda pelo laudo social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social é útil principalmente em processos judiciais, perícias sociais, disputas de guarda e avaliações relacionadas à violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, o documento precisa apresentar os métodos utilizados, os instrumentos aplicados e a análise profissional fundamentada. Assim, o processo de construção do laudo é integrado por:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">entrevistas sociais; </span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visitas domiciliares</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">observação técnica; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">análise documental.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">As demandas relacionadas ao</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ao acompanhamento de famílias em proteção especial também podem exigir elaboração de laudo social, principalmente quando há necessidade de análise aprofundada sobre </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vínculos familiares</span></a><span style="font-weight: 400;"> e condições de proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O assistente social não produz provas, mas estuda a realidade apresentada. Nos casos em que o laudo é solicitado, essa distinção orienta tanto a construção metodológica do documento quanto os limites éticos da atuação profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A compreensão dessas diferenças também ajuda a definir quando outros instrumentos técnicos são mais adequados à demanda apresentada.</span></p>
<p><b>Saiba também quando adotar o </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/estudo-social/" target="_blank" rel="noopener"><b>estudo social</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais elementos devem constar no parecer social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do parecer social envolve decisões técnicas que impactam diretamente a clareza da análise e a utilização institucional do documento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, alguns elementos ajudam a garantir maior consistência metodológica e coerência entre a demanda apresentada e a conclusão profissional.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Identificação da demanda e do objetivo da solicitação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da análise técnica propriamente dita, o parecer social precisa apresentar de forma clara qual demanda motivou sua elaboração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o documento deve indicar quem realizou a solicitação, qual situação será analisada e qual questão necessita de resposta técnica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Fundamentação técnica e análise profissional</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do documento precisa interpretar criticamente os elementos observados durante o atendimento a partir do conhecimento técnico do assistente social. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Conclusão técnica clara e coerente</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao final do documento, a conclusão técnica precisa responder diretamente à questão que motivou sua elaboração. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O texto deve ser objetivo, coerente com a análise apresentada e livre de ambiguidades, pois conclusões genéricas fragilizam o documento e dificultam sua utilização institucional.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que diferencia a construção de um laudo social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações que envolvem perícias, medidas protetivas ou avaliações sociais mais complexas, o laudo social precisa demonstrar de forma consistente como as informações foram obtidas, organizadas e interpretadas ao longo do acompanhamento técnico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o laudo reúne informações produzidas ao longo do estudo social, da perícia e das análises realizadas pelo assistente social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura do laudo pode ser composta da seguinte maneira:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Introdução: indica a demanda judicial e os objetivos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Identificação dos sujeitos: relação dos indivíduos envolvidos e dos principais dados pessoais de cada um;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Metodologia: descrição dos métodos praticados para sua elaboração, esclarecendo a especificidade da profissão e os objetivos do estudo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Relato analítico: apresentação da construção histórica da questão estudada e do estado social atual dela;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parecer final: síntese da circunstância, análise crítica e apontamentos de conclusões ou indicações de alternativas do ponto de vista do Serviço Social. Nessa parte, o assistente social expressa o seu posicionamento técnico referente à questão em destaque.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Organização da descrição, da análise e das evidências</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A estrutura do laudo social precisa demonstrar como as informações foram coletadas, quais instrumentos foram utilizados e de que maneira a análise técnica foi construída.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Descrição e análise não são a mesma coisa, embora apareçam articuladas durante a elaboração do documento técnico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto a descrição apresenta informações observadas ao longo do acompanhamento, a análise interpreta criticamente esses elementos a partir da realidade social atendida, das condições objetivas de vida da família e dos referenciais técnicos utilizados pelo assistente social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Cuidados éticos na redação do laudo social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social exige aprofundamento técnico, mas isso não autoriza a exposição excessiva da vida privada dos usuários. Apenas informações relevantes para a finalidade da análise devem aparecer no documento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de preservar o sigilo profissional, o assistente social precisa utilizar uma linguagem livre de estigmas e manter coerência com os princípios éticos da profissão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documento também deve apresentar somente elementos indispensáveis para responder à demanda institucional que motivou sua elaboração.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como aperfeiçoar o parecer social e o laudo social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualificação de pareceres e laudos sociais depende da articulação entre domínio metodológico, organização dos registros e capacidade de análise crítica da realidade atendida. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Crie uma padronização dos documentos </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração de modelos institucionais pode ajudar na organização das informações e na padronização mínima dos registros técnicos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa perspectiva, a</span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a</span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">NOB/SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> associam a produção qualificada de informações e registros técnicos à capacidade de planejamento, monitoramento e organização da proteção social no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização de formulários padronizados de atendimento, modelos de parecer social e fluxos internos de encaminhamento entre serviços é uma estratégia adotada por muitos municípios para organizar a rotina das equipes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa padronização ajuda a:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">registrar informações essenciais; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">reduzir a perda de dados durante o acompanhamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">facilitar o diálogo entre profissionais da rede socioassistencial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizar registros;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estruturar fluxos de atendimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">consolidar os processos de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que seja eficaz, essa padronização deve considerar as especificidades de cada situação analisada e possibilitar o aprofundamento da posição técnica que será apresentada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Invista em qualificação técnica</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Definir qual instrumento usar, com que profundidade e para qual finalidade pode ser desafiador. Quando a demanda envolve outras políticas públicas ou o sistema de justiça, essa dificuldade aumenta. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O domínio metodológico é o que permite que o assistente social encare essas situações com precisão e produza análises fundamentadas, coerentes com as atribuições profissionais previstas nas normativas do Serviço Social. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre parecer social e laudo social não está apenas na nomenclatura utilizada pelas instituições, mas principalmente na finalidade técnica, no nível de aprofundamento analítico e no contexto em que cada documento é solicitado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração desses instrumentos exige responsabilidade ética, rigor metodológico e compreensão crítica da realidade social atendida. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do SUAS e das demais políticas públicas, pareceres e laudos subsidiam decisões que impactam diretamente o acesso a direitos e a proteção social das famílias acompanhadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, fortalecer a qualidade técnica da produção documental também amplia a segurança profissional, melhora a articulação intersetorial e contribui para análises mais consistentes no cotidiano do trabalho social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, ferramentas que apoiam a organização dos registros e a otimização dos atendimentos podem contribuir para o trabalho das equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a GESUAS, a preparação de documentos como laudos e pareceres é facilitada por meio da sistematização dos atendimentos e da organização técnica das equipes do SUAS. Clique e conheça.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes sobre parecer social e laudo social</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre parecer social e laudo social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O parecer social apresenta conclusão técnica objetiva sobre uma demanda específica. Já o laudo social exige investigação mais aprofundada, detalhamento metodológico e registro técnico das análises produzidas durante a perícia ou avaliação social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O parecer social pode ser feito sem estudo social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. O parecer social precisa estar fundamentado em estudo social, observação técnica e análise qualificada da realidade atendida, conforme orientações técnicas do Conselho Federal de Serviço Social (CFESS).</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode emitir parecer social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A emissão de parecer social é atribuição privativa do assistente social, conforme estabelece a</span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Lei de Regulamentação da profissão de Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando o laudo social é solicitado?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O laudo social costuma ser solicitado em processos judiciais, perícias sociais, medidas protetivas, disputas familiares e avaliações relacionadas ao acesso a direitos. Nessas situações, o documento precisa apresentar metodologia utilizada, instrumentos aplicados e análise técnica fundamentada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O laudo social precisa de visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nem sempre. A visita domiciliar pode integrar o processo metodológico de construção do laudo social, mas sua realização depende da demanda apresentada, dos objetivos da análise e da avaliação técnica do assistente social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei de Regulamentação da profissão de Assistente Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/EbookCfess-DocOpiniaoTecnica2022-Final.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ebook CFESS 2022 sobre documentos e opinião técnica</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/estudo-social-em-pericias-laudos-e-pareceres-tecnicos-19392-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O estudo social em perícias, laudos e pareceres técnicos: contribuição ao debate no Judiciário, Penitenciário e Previdência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CFESS-NotaTecnica-MarineteMoreira-BPC.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Considerações sobre a dimensão social presente no processo de reconhecimento de direito ao Benefício de Prestação Continuada (BPC) e a atuação da/o assistente social.</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS/2004).</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS). </span></a></li>
</ul>
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		<title>Programas de transferência de renda: o que são e como funcionam?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thainá Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 23 Jun 2026 16:06:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social especial]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 14 minutos</small> Os programas de transferência de renda ajudam a reduzir vulnerabilidades, fortalecer a justiça social e ampliar o acesso a direitos básicos. Diversas famílias acompanhadas pelo Sistema único de Assistência Social (SUAS) são beneficiárias de programas de transferência de renda, especialmente aqueles vinculados ao Cadastro Único (Cadúnico). Compreender como funcionam esses programas é fundamental para qualificar o atendimento, consolidar o acompanhamento social e integrar os benefícios e serviços de forma mais efetiva no território. Ao longo deste artigo, você vai entender quais são <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 14 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Os programas de transferência de renda ajudam a reduzir vulnerabilidades, fortalecer a justiça social e ampliar o acesso a direitos básicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diversas famílias acompanhadas pelo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> são beneficiárias de programas de transferência de renda, especialmente aqueles vinculados ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único (Cadúnico)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender como funcionam esses programas é fundamental para qualificar o atendimento, consolidar o acompanhamento social e integrar os benefícios e serviços de forma mais efetiva no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste artigo, você vai entender quais são os principais programas vigentes, como eles funcionam e como o SUAS participa da gestão e operacionalização dessas políticas públicas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que são os programas de transferência de renda?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os programas de transferência de renda são políticas públicas que realizam repasses financeiros diretos para indivíduos ou famílias em situação de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo dessas medidas é garantir a proteção social, reduzir as desigualdades e ampliar as condições mínimas de sobrevivência e dignidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No contexto brasileiro, muitos programas de transferência de renda dialogam com as políticas de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">seguridade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e se articulam com os pilares de saúde, educação, habitação e segurança alimentar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, a transferência de renda também se relaciona com os princípios estruturantes da Política Nacional de Assistência Social (PNAS), como a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/matricialidade-sociofamiliar/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">matricialidade sociofamiliar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">proteção social básica e especial</span></a><span style="font-weight: 400;">. Assim, o foco está na realidade vivida pelas famílias e no território onde elas estão inseridas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, o recurso financeiro é essencial para reduzir impactos urgentes da pobreza, enquanto os serviços socioassistenciais realizam o acompanhamento continuado das famílias.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como funcionam os programas de transferência de renda no Brasil?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os programas de transferência de renda no Brasil funcionam por meio de critérios definidos pelo Governo Federal, pelos estados ou pelos municípios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Grande parte desses programas utiliza as informações do CadÚnico para identificar potenciais beneficiários, embora alguns deles possuam sistemas próprios de acesso e gestão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CadÚnico reúne informações sobre renda, composição familiar, escolaridade, condições de moradia e características do território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dados ajudam no reconhecimento de famílias que estão sob riscos sociais e permitem que os governos selecionem beneficiários para diferentes programas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do CadÚnico, cada um dos programas de transferência de renda definiu regras próprias de elegibilidade, critérios de permanência e formas específicas de acompanhamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos programas de transferência de renda acessados pelo SUAS, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> exerce papel central.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe técnica do CRAS realiza acolhida, orientação, atualização cadastral, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e acompanhamento familiar, especialmente em situações de maior vulnerabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">intersetorialidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> também faz parte da operacionalização desses programas, porque saúde, educação e assistência social compartilham responsabilidades relacionadas às condicionalidades, ao monitoramento e à garantia de direitos.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre transferência de renda e benefícios assistenciais?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os programas de transferência de renda e os benefícios assistenciais têm em comum o objetivo de ampliar a proteção social e garantir condições mínimas de sobrevivência. A principal diferença entre eles está na forma de acesso e na natureza de cada ação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto programas como o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-bolsa-familia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Bolsa Família</span></a><span style="font-weight: 400;"> são voltados para famílias em situação de pobreza e seguem regras específicas de elegibilidade definidas pelo governo, os benefícios assistenciais possuem previsão legal própria, como é o caso do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-operacionalizacao-do-bpc-e-a-loas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do Bolsa Família, cuja gestão está fortemente articulada ao CadÚnico e à rede socioassistencial, o BPC é operacionalizado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que é responsável pela análise e concessão do benefício.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa diferença também impacta o trabalho dos serviços socioassistenciais. O CRAS, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">CREAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os demais serviços da rede atuam de forma articulada para garantir o acesso a esses direitos e a continuidade do acompanhamento. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais programas de transferência de renda vigentes?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os principais programas de transferência de renda atuais no Brasil estão o Bolsa Família e o </span><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/gas-do-povo" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Programa Gás do Povo</span></a><span style="font-weight: 400;">. Entenda mais sobre eles a seguir!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Bolsa Família</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Programa Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do país. Ele atende famílias em situação de pobreza e extrema pobreza e considera critérios de renda e composição familiar para definir os valores recebidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da transferência financeira, o programa inclui acompanhamento nas áreas de saúde e educação, como frequência escolar e vacinação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o</span><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/bolsa-familia" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, o Bolsa Família amplia a proteção social por meio da redução das vulnerabilidades sociais e econômicas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Programa Gás do Povo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Programa Gás do Povo, também chamado de Auxílio Gás, visa reduzir o impacto do preço do gás de cozinha para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O benefício é pago periodicamente e prioriza grupos em situação de maior vulnerabilidade, especialmente os casos que envolvem medidas protetivas relacionadas à violência doméstica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O custo do gás interfere diretamente nas condições de sobrevivência das famílias, o que torna o programa um complemento relevante para a segurança alimentar e para a proteção social básica.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os outros tipos de benefício? </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos programas de transferência de renda, há outros tipos de benefícios que são promovidos por órgãos diversos e não possuem relação direta com o SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante que os profissionais da assistência social conheçam esses benefícios para orientar adequadamente os usuários, realizar encaminhamentos qualificados e contribuir para o acesso a direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre eles, estão os benefícios assistenciais relacionados à garantia de renda e os vinculados à atividade produtiva ou laboral. Veja a seguir.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Benefícios assistenciais relacionados à garantia de renda ou emergenciais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse tipo de benefício oferece uma garantia mínima de subsistência para idosos, pessoas com deficiência e pessoas que passaram por situação de calamidade pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa categoria, estão o BPC e o </span><a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/auxilioreconstrucao" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Auxílio Reconstrução</span></a><span style="font-weight: 400;">, que não substituem os programas de transferência de renda, mas atendem públicos e situações específicas, com regras e operacionalização próprias.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O BPC é um benefício assistencial para o público de baixa renda previsto na </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742compilado.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, destinado a pessoas com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora integre a política de assistência social, o INSS é o responsável pela análise dos requerimentos e pela concessão do benefício. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o SUAS orienta os usuários, oferece apoio para inscrição e atualização no CadÚnico, realiza encaminhamentos e oferece acompanhamento socioassistencial quando necessário.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Auxílio Reconstrução</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="https://www.gov.br/mdr/pt-br/auxilioreconstrucao" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Auxílio Reconstrução</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um auxílio emergencial executado pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para apoiar as famílias atingidas por calamidades públicas e desastres ambientais reconhecidos oficialmente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O benefício possui caráter excepcional e oferece suporte financeiro imediato para famílias afetadas por enchentes, deslizamentos e outros eventos extremos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Benefícios vinculados à atividade produtiva ou laboral</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Trabalhadores de categorias específicas que enfrentam interrupções de renda ligadas diretamente ao exercício da sua atividade podem ter acesso a esses benefícios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal iniciativa inclui o </span><a href="https://www.gov.br/pt-br/servicos/consultar-o-garantia-safra" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Garantia-Safra</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://www.gov.br/inss/pt-br/servicos/seguro-defeso" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Seguro Defeso</span></a><span style="font-weight: 400;"> e funciona como uma proteção temporária para quem depende de condições externas, como clima ou calendário de pesca, para garantir o sustento.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Garantia Safra</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O Garantia-Safra é um benefício voltado para agricultores que perdem a produção em razão de seca ou excesso de chuvas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acesso exige adesão prévia do município e cadastro do agricultor no programa, que é coordenado pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Seguro Defeso</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O Seguro Defeso garante renda ao pescador artesanal durante o período em que a pesca é proibida para preservação dos estoques pesqueiros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O benefício é operacionalizado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério da Previdência Social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como a transferência de renda está relacionada com o SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentro do SUAS, os programas de transferência de renda não funcionam de forma isolada, pois se conectam ao acompanhamento familiar, à</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/principais-fontes-de-informacoes-para-a-vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Vigilância Socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e à estruturação da proteção social no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o acesso ao benefício pode demandar encaminhamentos para saúde, educação, documentação civil ou inclusão em serviços socioassistenciais, conforme necessidades identificadas. </span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">Saiba mais abaixo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Gestão local do Cadastro Único</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestão local do CadÚnico é uma das responsabilidades mais diretas do SUAS na sua interface com os programas de transferência de renda.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência social realiza o cadastro, a atualização periódica dos dados e a orientação às famílias sobre como os benefícios funcionam e como eles são acessados. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Apoio à implementação do Bolsa Família</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As famílias em situação de descumprimento de condicionalidades do Programa Bolsa Família podem ser  acompanhadas pelo  </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, conforme avaliação técnica da equipe e identificação de situações de vulnerabilidade ou risco social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa atuação busca identificar as razões do descumprimento e a realidade socioassistencial do usuário. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Acompanhamento de famílias em vulnerabilidade</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade é uma atribuição do SUAS que antecede e ultrapassa a relação com qualquer benefício específico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF define esse trabalho no CRAS com base em diagnóstico territorial e acompanhamento sistemático, conforme estabelece a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo com o recebimento do Bolsa Família, esse monitoramento é essencial enquanto a situação de risco persistir.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Busca ativa</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/busca-ativa/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">busca ativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> localiza famílias e indivíduos que ainda não chegaram aos serviços, como os casos de invisibilidade social e extrema pobreza, por exemplo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Política Nacional de Assistência Social, essa medida tem caráter proativo para assegurar a universalidade da proteção social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Vigilância Socioassistencial</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Vigilância Socioassistencial produz e sistematiza dados sobre os territórios, as populações em vulnerabilidade e as ocorrências de risco social, de acordo com a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/norma-operacional-basica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dados permitem que o CRAS e o CREAS saibam onde concentrar a busca ativa, quais grupos demandam acompanhamento prioritário e como distribuir a capacidade de resposta da equipe ao longo do território de abrangência.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar na elaboração de registros técnicos qualificados, leia também o artigo sobre </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><b>como elaborar um relatório social</b></a><b>!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Articulação intersetorial</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A articulação intersetorial deve operar de forma coordenada para que o benefício financeiro tenha efeito real na vida das famílias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O profissional do SUAS deve ser capaz de identificar quando essa articulação falha, seja no atendimento direto, seja no monitoramento das condicionalidades, e acionar os canais necessários para que o usuário consiga acessar os direitos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Encaminhamento para benefícios eventuais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">benefícios eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;"> são regulamentados pela LOAS e normatizados por cada município. Eles compõem um repertório de respostas do SUAS para situações de vulnerabilidade temporária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O encaminhamento qualificado para esses benefícios exige que a equipe técnica conheça a regulamentação local e saiba identificar quais situações se enquadram nos critérios definidos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Orientação sobre acesso a direitos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, são comuns as demandas relacionadas aos benefícios e programas que não são geridos pela assistência social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o profissional precisa conhecer os benefícios vigentes no âmbito nacional e local. Garantir que a família saiba exatamente a qual serviço recorrer, quais documentos reunir e quais são os critérios de elegibilidade é fundamental. </span></p>
<p><b>Entenda também como funciona a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><b>instrumentalidade no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os programas de transferência de renda têm papel central na proteção social brasileira e fazem parte do cotidiano das equipes que atuam no SUAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas políticas contribuem para a redução da pobreza, o fortalecimento da segurança alimentar e a ampliação do acesso a direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A efetividade da transferência de renda depende da articulação entre benefícios, acompanhamento familiar, Vigilância Socioassistencial e atuação territorial qualificada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para profissionais e gestores, construir intervenções mais alinhadas à realidade das famílias exige compreender como esses programas funcionam e como se conectam aos serviços do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando a gestão organiza informações, fluxos e acompanhamento técnico de forma estratégica, o trabalho no território ganha clareza e continuidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, a GESUAS apoia municípios na organização da gestão do SUAS, no acompanhamento das famílias e no fortalecimento das equipes socioassistenciais. Conheça a plataforma e veja como ela pode fazer diferença na sua gestão.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o maior programa de transferência de renda do Brasil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Programa Bolsa Família é o maior programa de transferência de renda do Brasil, atendendo milhões de famílias em situação de pobreza e extrema pobreza por meio do Cadastro Único (CadÚnico).</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é benefício de transferência de renda?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É um recurso financeiro pago pelo poder público para apoiar famílias ou pessoas em situação de vulnerabilidade social, com o objetivo de ampliar a proteção social e garantir condições mínimas de dignidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem tem direito ao programa de transferência de renda?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O acesso depende das regras de cada programa, mas geralmente considera renda familiar, inscrição no CadÚnico e avaliação da situação de vulnerabilidade social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os programas de transferência de renda vigentes no Brasil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais são o Bolsa Família e o Auxílio Gás.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Secretaria de Desenvolvimento Social, Benefícios de Transferência de Renda</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://portaldatransparencia.gov.br/beneficios" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Portal da Transparência, Benefícios ao cidadão</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/bolsa-familia" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Bolsa Família</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/gas-do-povo" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Programa Gás do Povo</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/beneficios-assistenciais/beneficio-assistencial-ao-idoso-e-a-pessoa-com-deficiencia-bpc" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Benefício de Prestação Continuada</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2026/05/05/lei-que-altera-regras-do-seguro-defeso-e-sancionada-com-vetos" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Senado Notícias</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil: entenda como funciona o MROSC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações da Sociedade Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 13 minutos</small> As parcerias entre o poder público e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) fazem parte da realidade da assistência social em muitos municípios brasileiros.  Com o crescimento dessas parcerias, surgiu também a necessidade de criar regras mais claras para garantir planejamento, transparência e segurança jurídica.  Nesse cenário, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) passou a ocupar um papel central na organização das relações entre a administração pública e as OSCs. Compreender as mudanças trazidas pelo MROSC ajuda os profissionais <a href="https://blog.gesuas.com.br/marco-regulatorio-das-organizacoes-da-sociedade-civil/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 13 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">As parcerias entre o poder público e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) fazem parte da realidade da assistência social em muitos municípios brasileiros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o crescimento dessas parcerias, surgiu também a necessidade de criar regras mais claras para garantir planejamento, transparência e segurança jurídica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) passou a ocupar um papel central na organização das relações entre a administração pública e as OSCs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender as mudanças trazidas pelo MROSC ajuda os profissionais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) a fortalecerem a gestão socioassistencial e reduzirem as dificuldades que aparecem na rotina administrativa e técnica dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste artigo, você vai entender o que é o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, como funcionam as parcerias previstas na legislação e quais impactos ele traz para a política de assistência social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) é o conjunto de regras estabelecido pela Lei nº 13.019/2014 para regulamentar as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, definindo critérios para seleção, execução, monitoramento e prestação de contas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele definiu regras específicas para formalização, execução, monitoramento e prestação de contas das parcerias entre a administração pública e as Organizações da Sociedade Civil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes do MROSC, muitas relações entre governos e entidades eram realizadas por meio de convênios que não consideravam as particularidades das organizações sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso gerava insegurança jurídica, fragilidade nos processos de acompanhamento e dificuldades na avaliação dos resultados alcançados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><a href="https://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.019-2014?OpenDocument" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">nova legislação</span></a><span style="font-weight: 400;">, as parcerias passaram a exigir maior planejamento, definição de metas e mecanismos de transparência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, isso impacta diretamente a organização da rede socioassistencial e a execução de serviços ligados à</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">proteção social básica e especial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da formalização das parcerias, o MROSC também reforça o acompanhamento técnico das ações desenvolvidas no território, especialmente em serviços continuados executados por entidades socioassistenciais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que mudou com a Lei nº 13.019/2014?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal mudança trazida pela legislação foi a criação de instrumentos específicos para as parcerias entre administração pública e OSCs, como o termo de colaboração, o termo de fomento e o acordo de cooperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os convênios utilizados de forma ampla, inclusive em situações que exigiam fluxos diferentes de acompanhamento e execução, passaram por revisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a legislação passou a estabelecer o chamamento público como regra para seleção das organizações parceiras, ampliando a transparência e a impessoalidade dos processos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra mudança importante foi a valorização do plano de trabalho e do acompanhamento das metas pactuadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o foco deixa de estar apenas na análise documental e passa a considerar também os impactos produzidos pela parceria no território.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem precisa cumprir o MROSC?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco deve ser seguido por diferentes órgãos e entidades sempre que houver parceria entre a administração pública e organizações da sociedade civil para execução de projetos, programas ou serviços financiados com recursos públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais envolvidos nesse processo estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">secretarias municipais, estaduais e federais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fundos públicos vinculados às políticas sociais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">autarquias e demais órgãos da administração pública;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizações da sociedade civil (OSCs) que executam ações financiadas pelo poder público.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, esse Marco faz parte do cotidiano de gestores, equipes técnicas e integrantes do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cmas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Conselho Municipal de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente nos processos de acompanhamento, monitoramento e avaliação das entidades socioassistenciais.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como funcionam as parcerias entre poder público e OSCs?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O MROSC estabelece instrumentos jurídicos específicos para organizar as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses instrumentos ajudam a definir responsabilidades, metas, formas de acompanhamento e critérios de execução das ações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, o planejamento funciona como um alinhamento inicial entre gestão pública e entidade parceira. Ainda, a clareza sobre os objetivos, indicadores e fluxos traz mais eficiência ao longo da execução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção do plano de trabalho é outra etapa dessa parceria. Ela detalha atividades, metas, prazos e formas de monitoramento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo incentiva a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/gestao-e-monitoramento-das-entidades/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">gestão e o monitoramento</span></a><span style="font-weight: 400;"> das parcerias, especialmente em serviços continuados do SUAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é termo de colaboração?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No termo de colaboração, a iniciativa da parceria parte da administração pública. O poder público identifica uma demanda relacionada à</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-no-suas-politicas-publicas-no-enfrentamento-as-desigualdades-sociais/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">política pública</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seleciona uma OSC para executar a ação prevista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo costuma ser utilizado quando o município já possui planejamento definido para determinado serviço ou projeto socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é termo de fomento?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do termo de colaboração, o termo de fomento nasce a partir de uma proposta apresentada pela própria organização da sociedade civil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caso, a OSC apresenta um projeto ou ação de interesse público e, após análise e aprovação da administração pública, a parceria pode receber apoio financeiro para execução das atividades previstas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é acordo de cooperação?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não há transferência de recursos financeiros, o instrumento aplicável é o acordo de cooperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situações de cooperação institucional, compartilhamento de espaços ou </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">articulação em rede</span></a><span style="font-weight: 400;"> são os contextos mais comuns para esse instrumento.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><b>intersetorialidade no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é chamamento público e por que ele é importante?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O chamamento público é o procedimento utilizado para selecionar a organização da sociedade civil que realizará determinada parceria com a administração pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo é garantir transparência, critérios objetivos de seleção e igualdade de participação entre as entidades interessadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ajuda a reduzir fragilidades nos processos de escolha e favorece a utilização adequada dos recursos públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, o chamamento público também contribui para qualificar a organização da rede socioassistencial e ampliar a clareza sobre responsabilidades e metas das parcerias.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando há dispensa ou inexigibilidade de chamamento público?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A legislação prevê casos específicos em que o chamamento público pode ser dispensado ou considerado inexigível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas situações incluem contextos de urgência, risco à continuidade dos serviços ou inviabilidade de competição entre organizações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, mesmo com inexigibilidade, a administração pública também precisa justificar tecnicamente a decisão e manter a transparência do processo.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o MROSC impacta a política de assistência social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil na assistência social é direto porque muitas ofertas do SUAS acontecem em parceria com OSCs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazem parte dessa rede compartilhada de proteção social:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">serviços de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ações comunitárias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atividades do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os fluxos de acompanhamento são frágeis, dificuldades administrativas podem afetar a continuidade das ações no território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o MROSC ajuda a expandir o planejamento, o monitoramento e a organização das parcerias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, informações produzidas pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/principais-fontes-de-informacoes-para-a-vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Vigilância Socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> podem contribuir para o planejamento das parcerias, auxiliando na identificação de demandas territoriais, das prioridades de atendimento e das necessidades de expansão da rede socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualificação desses processos também depende de instrumentos técnicos consistentes, principalmente no registro das ações, no acompanhamento familiar e na produção de informações para análise territorial. </span></p>
<p><b>Saiba mais sobre como a</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <b>instrumentalidade no Serviço Social</b></a><b> estimula a intervenção profissional e contribui para a gestão das parcerias!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual o papel das OSCs no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As Organizações da Sociedade Civil (OSCs) têm papel importante na oferta da proteção social dentro do SUAS, especialmente em municípios e territórios com alta demanda por atendimentos e serviços continuados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando executam serviços socioassistenciais em parceria com o poder público, as OSCs devem observar as normativas do SUAS, incluindo a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que as ofertas precisam seguir objetivos, público atendido e padrões de funcionamento definidos nacionalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da execução dos serviços socioassistenciais, as OSCs também participam de espaços de articulação comunitária, controle social e construção das políticas públicas, fomentando a integração entre território, gestão pública e rede socioassistencial.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais desafios na prestação de contas e monitoramento do MROSC?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os maiores desafios do MROSC estão a organização documental, a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/prestacao-de-contas-para-o-cmas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">prestação de contas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o acompanhamento das metas previstas no plano de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina da assistência social, equipes frequentemente lidam com demandas urgentes do território e múltiplas responsabilidades administrativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os processos internos não estão bem organizados, pequenas falhas podem gerar retrabalho, atrasos e dificuldades no acompanhamento das parcerias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, a prestação de contas funciona como ferramenta de transparência e qualificação da gestão.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que muda na prestação de contas?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o MROSC, a análise deixa de considerar apenas os documentos financeiros e passa a avaliar os resultados alcançados pela parceria, o que torna o cumprimento das metas, dos indicadores e do objeto pactuado o principal critério de acompanhamento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais erros que podem comprometer uma parceria?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns problemas aparecem com frequência na execução das parcerias:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ausência de planejamento adequado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">metas pouco objetivas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">falhas documentais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">monitoramento insuficiente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">comunicação limitada entre gestão e OSC;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">prestação de contas incompleta.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas dessas dificuldades surgem quando os fluxos internos não estão bem definidos ou quando não existe alinhamento contínuo entre equipes técnicas e administrativas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como aplicar o MROSC de forma mais eficiente na assistência social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação eficiente do MROSC depende de alguns fatores, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a elaboração do plano de trabalho;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o acompanhamento permanente das ações desenvolvidas no território;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a integração entre equipes técnicas, administrativas e financeiras.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, processos claros ajudam a reduzir sobrecarga e melhorar a continuidade dos serviços ofertados à população.</span></p>
<p><b>Veja também como o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><b>relatório social</b></a><b> pode ser usado para qualificar os registros e o monitoramento das ações!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como desenvolver a aplicação do Marco Regulatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas estratégias contribuem para a aplicação do MROSC:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">investir em capacitação contínua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizar fluxos internos de acompanhamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">definir indicadores objetivos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter documentação atualizada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecer espaços de diálogo com as OSCs;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">integrar acompanhamento técnico e administrativo.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a importância do diálogo entre gestão pública e OSCs? </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunicação contínua entre gestão pública e organizações da sociedade civil contribui para reduzir conflitos operacionais, alinhar responsabilidades e fortalecer o acompanhamento das ações executadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, os mecanismos de monitoramento e avaliação das parcerias, previstos na Lei nº 13.019/2014, evidenciam a importância da troca permanente de informações entre equipes técnicas, gestão e entidades parceiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há espaços permanentes de diálogo, as equipes conseguem identificar dificuldades com mais rapidez, ajustar fluxos de trabalho e melhorar a articulação entre serviços e território, consolidando a transparência das parcerias e a continuidade da proteção social ofertada às famílias.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil mudou a forma como as parcerias entre gestão pública e OSCs são organizadas dentro da assistência social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o MROSC, foram criados processos mais estruturados, critérios mais claros de acompanhamento e maior responsabilidade na execução e monitoramento das ações desenvolvidas no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação do Marco Regulatório depende da capacidade de organizar informações, acompanhar metas e integrar processos técnicos e administrativos no cotidiano da gestão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS contribui para qualificar a gestão socioassistencial, apoiar o acompanhamento das ações e fortalecer as rotinas do SUAS. Clique abaixo para conhecer.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é marco regulatório das Organizações da Sociedade Civil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil é o conjunto de regras criado pela Lei nº 13.019/2014 para regulamentar as parcerias entre administração pública e OSCs.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o marco regulatório da Lei 13.019 de 2014?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lei nº 13.019/2014 estabelece normas para seleção, formalização, execução, monitoramento e prestação de contas das parcerias entre poder público e organizações da sociedade civil.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é a Lei das Organizações da Sociedade Civil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É a legislação que organiza juridicamente as parcerias entre governo e entidades sem fins lucrativos, trazendo mais transparência, planejamento e controle.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode firmar parceria pelo MROSC?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Podem firmar parcerias pelo MROSC as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que atendam aos requisitos previstos na Lei nº 13.019/2014 e nos editais de chamamento público, quando aplicáveis.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O MROSC substituiu os convênios?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, o MROSC criou instrumentos próprios, como o termo de colaboração e o termo de fomento. Entretanto, os convênios continuam sendo utilizados em outras situações previstas na legislação.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O chamamento público é obrigatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O chamamento público é o procedimento utilizado para selecionar organizações da sociedade civil de forma transparente e impessoal. A legislação prevê exceções específicas de dispensa e inexigibilidade.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.019-2014?OpenDocument" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://mpce.mp.br/wp-content/uploads/2015/10/ENTENDENDO-A-LEI-13.019.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Entendendo a Lei Federal nº 13.019/14</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13019.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei nº 13.019/2014</span></a></li>
</ul>
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		<title>Relatório social: o que é, como elaborar e quais elementos não podem faltar?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório Social]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 15 minutos</small> O relatório social faz parte do cotidiano de quem atua na política de assistência social, no Judiciário, na saúde, na educação e em outros espaços.  Na rotina socioassistencial, ele funciona como um registro técnico que organiza informações, sustenta análises e contribui para a garantia de direitos.  Desse modo, o relatório social precisa ser claro, objetivo e coerente com a realidade observada.  Além disso, conforme orienta a Resolução CFESS nº 557/2009, os documentos produzidos por assistentes sociais devem preservar o rigor técnico, o <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 15 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O relatório social faz parte do cotidiano de quem atua na política de assistência social, no Judiciário, na saúde, na educação e em outros espaços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina socioassistencial, ele funciona como um registro técnico que organiza informações, sustenta análises e contribui para a garantia de direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, o relatório social precisa ser claro, objetivo e coerente com a realidade observada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, conforme orienta a </span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/Resolucao_CFESS_557-2009.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução CFESS nº 557/2009</span></a><span style="font-weight: 400;">, os documentos produzidos por assistentes sociais devem preservar o rigor técnico, o sigilo profissional e a finalidade institucional do registro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, compreender como elaborar um relatório social é o primeiro passo para assegurar a qualificação do trabalho socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste artigo, você vai entender o que é o relatório social, qual a sua função, quando ele é utilizado e como elaborar.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é um relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social é um documento que registra informações, análises, atendimentos e acompanhamentos relacionados a situações sociais de indivíduos e famílias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">instrumento social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é utilizado em políticas públicas, serviços socioassistenciais e instituições públicas para subsidiar intervenções, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, tal documento ajuda a sistematizar as informações produzidas durante os atendimentos, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visitas domiciliares</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acompanhamentos continuados</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conteúdo do relatório pode variar conforme o seu objetivo, o contexto institucional e a complexidade da situação acompanhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), o relatório social é um dos registros mais utilizados na prática profissional justamente porque acompanha a diversidade de demandas presentes no cotidiano do Serviço Social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, ele contribui para a continuidade do acompanhamento e para a construção de intervenções alinhadas ao território.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a função do relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social funciona como a memória técnica do acompanhamento diário. Em muitos equipamentos, ele permite que a equipe compreenda quais intervenções já foram realizadas, quais demandas permanecem presentes e quais encaminhamentos ainda são necessários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em serviços continuados, marcados por mudanças de equipe, alta demanda de atendimentos e acompanhamentos prolongados, o relatório social contribui diretamente para a análise técnica e a garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A transformação de observações, escuta e análise crítica em registro profissional qualificado também é uma das funções do relatório social, de acordo com o estudo </span><a href="https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/pt_BR/article/view/119/117" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A prática do assistente social: conhecimento, instrumentalidade e intervenção profissional</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quando o relatório social é utilizado?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro técnico pode ser utilizado em diferentes políticas públicas e espaços institucionais. No Sistema Único de Assistência Social (SUAS), ele aparece frequentemente em acompanhamentos familiares, registros de atendimento e encaminhamentos realizados pelas equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse documento também é utilizado em outras esferas do setor público, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Poder Judiciário; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">previdência social; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">política de saúde; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">educação; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">habitação; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">serviços de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">medidas protetivas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">processos relacionados à garantia de direitos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra </span><a href="https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/estudo-social-em-pericias-laudos-e-pareceres-tecnicos-19392-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O Estudo Social em Perícias, Laudos e Pareceres Técnicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> aponta que esses documentos ajudam a traduzir aspectos da realidade social que muitas vezes não aparecem nos registros administrativos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o relatório contribui para contextualizar situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;">, acesso a direitos e condições de vida das famílias acompanhadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante destacar que o relatório social não possui caráter investigativo ou fiscalizatório. Sua finalidade é subsidiar a compreensão da realidade social, apoiar processos de acompanhamento, orientar intervenções profissionais e contribuir para a garantia de direitos e o acesso à proteção social.</span></p>
<p><b>A articulação territorial também influencia a qualidade dos encaminhamentos e intervenções. Leia também o conteúdo sobre </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><b>como articular parcerias no território</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre relatório social, parecer social, estudo social e laudo social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o relatório social registra informações, atendimentos e acompanhamentos, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/estudo-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">estudo social</span></a><span style="font-weight: 400;"> corresponde ao processo investigativo desenvolvido para compreender determinadas realidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as demandas periciais ou judiciais, os laudos sociais são adotados para garantir uma análise técnica mais aprofundada, que pode ser construída a partir do estudo realizado e vinculada a objetivos específicos da instituição solicitante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente dos demais instrumentos, o parecer técnico expressa o posicionamento profissional fundamentado a partir da análise realizada. Nele, o assistente social apresenta conclusões técnicas relacionadas à demanda atendida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática do SUAS, esses instrumentos se complementam: um estudo social pode resultar em relatório, parecer ou laudo, dependendo da finalidade institucional e da demanda apresentada.</span></p>
<p><b>Saiba mais sobre a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social/" target="_blank" rel="noopener"><b>diferença entre laudo social e parecer</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais elementos devem constar em um relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não exista um modelo único obrigatório, alguns elementos aparecem com frequência na elaboração do relatório social e ajudam a organizar o documento de forma técnica e objetiva. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Identificação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A identificação reúne informações básicas relacionadas ao usuário, família, serviço ou instituição. Ela pode incluir nome, data, serviço responsável, profissional responsável, objetivo do relatório e período do acompanhamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse elemento deve conter apenas informações pertinentes à finalidade do documento, preservando o sigilo profissional e evitando exposição desnecessária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Histórico e contexto social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O histórico contextualiza a composição familiar, <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">acesso à renda</a>, vínculos familiares e comunitários, acesso a políticas públicas, situações de risco ou vulnerabilidade e histórico de atendimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o SUAS é organizado a partir da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/matricialidade-sociofamiliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">matricialidade sociofamiliar</span></a><span style="font-weight: 400;">, o contexto da família deve ser articulado às condições de vida daquele grupo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o relatório deve retratar as situações observadas de forma técnica, ética e fundamentada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Análise técnica</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise técnica é uma das partes mais importantes do relatório social. Ela apresenta informações coletadas, observações profissionais, contexto social e leitura crítica da realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa etapa não deve se limitar à identificação de vulnerabilidades. Também é importante reconhecer potencialidades, estratégias de enfrentamento desenvolvidas pelas famílias, vínculos de apoio existentes e recursos disponíveis no território, contribuindo para uma leitura mais ampla da realidade social acompanhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, o profissional apresenta interpretações técnicas sobre a situação acompanhada, considerando acesso a direitos, fragilização de vínculos, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e demandas identificadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos municípios, as informações registradas no relatório social também contribuem para a sistematização do acompanhamento familiar, complementando os registros realizados no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-preencher-corretamente-o-prontuario-do-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Prontuário SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> e fortalecendo a continuidade do trabalho técnico desenvolvido pelas equipes. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Encaminhamentos e considerações finais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O encerramento do relatório deve apresentar os encaminhamentos realizados, orientações fornecidas e desdobramentos previstos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme a finalidade do documento, também podem constar sugestões técnicas, necessidade de continuidade do acompanhamento, de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">intersetorialidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de inclusão em serviços ou benefícios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a conclusão precisa manter coerência com as informações apresentadas ao longo do documento.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como elaborar um relatório social na prática?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do relatório social nem sempre acontece em condições ideais. Muitas vezes, o documento é produzido entre atendimentos, reuniões, demandas urgentes e equipes reduzidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolver uma escrita técnica mais organizada ajuda a tornar o processo menos desgastante no cotidiano e reduz inconsistências no registro das informações.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como organizar as informações do atendimento?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em serviços com grande volume de atendimentos, anotações incompletas ou registros dispersos podem dificultar a compreensão do histórico familiar e comprometer os demais encaminhamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da escrita, é fundamental que haja:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">identificação clara das demandas apresentadas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">registro cronológico das intervenções realizadas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">descrição objetiva das condições observadas no território; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">indicação dos encaminhamentos efetuados pela equipe. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os instrumentos técnicos ajudam a organizar esses dados ao longo do trabalho desenvolvido e facilitam a consulta posterior.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como utilizar linguagem técnica e objetiva?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os documentos técnicos devem preservar a dignidade dos usuários e evitar abordagens discriminatórias, moralizantes ou estigmatizantes, conforme o </span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética Profissional do Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa evitar opiniões pessoais, julgamentos morais, termos pejorativos, excesso de adjetivos e descrições sem relevância para a finalidade do documento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, a objetividade não significa produzir textos frios ou superficiais. O relatório precisa traduzir a complexidade da realidade social sem transformar a situação analisada em uma sequência mecânica de informações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a escrita técnica qualificada funciona como uma escuta organizada no papel. Ela permite que outros profissionais compreendam a situação atendida sem perder o contexto daquela realidade social e das condições concretas de vida observadas durante o acompanhamento.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os aspectos éticos e legais na elaboração do relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sigilo profissional, responsabilidade técnica e preservação de direitos atravessam todas as etapas da elaboração do relatório social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas precauções influenciam desde a coleta das informações até a circulação do documento entre serviços, instituições e órgãos do sistema de garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da Resolução CFESS nº 557/2009, o Código de Ética Profissional do Assistente Social estabelece princípios relacionados à defesa dos direitos dos usuários, à preservação do sigilo profissional e à utilização responsável das informações obtidas durante os atendimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei nº 8.662/1993</span></a><span style="font-weight: 400;">, que regulamenta a profissão, também reforça atribuições relacionadas à elaboração de pareceres, laudos e estudos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Sigilo profissional e proteção de informações</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As informações obtidas durante os atendimentos não devem ser expostas de forma indiscriminada nem utilizadas fora da finalidade profissional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na elaboração do relatório social, a seleção das informações registradas deve ser feita com cautela, já que nem tudo o que é relatado pela família precisa constar no documento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O critério técnico deve considerar a relevância da informação, a finalidade do relatório, a garantia de direitos e a preservação da dignidade dos usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações que envolvem violência, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou conflitos familiares, esse cuidado se torna ainda mais necessário para evitar a exposição indevida e a reprodução de estigmas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o relatório social é utilizado nos equipamentos do SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No Sistema Único de Assistência Social (SUAS), o relatório social faz parte da organização do acompanhamento técnico realizado pelas equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de registrar intervenções, demandas identificadas e articulações intersetoriais, o documento organiza estratégias construídas junto às famílias ao longo do acompanhamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal sistematização fortalece a continuidade do trabalho técnico e reduz perdas de informação entre atendimentos e mudanças de equipe.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Relatório social no CRAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, o relatório social é adotado nos acompanhamentos realizados pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os registros mais frequentes estão atendimentos familiares, ações do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, encaminhamentos, situações de vulnerabilidade e acompanhamento territorial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documento também ajuda a organizar informações relacionadas ao fortalecimento de vínculos e ao acesso das famílias à rede socioassistencial.</span></p>
<p><b>Entenda também como funciona o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><b>Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</b></a><b>!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Relatório social no CREAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, o relatório social está relacionado a situações de violação de direitos, medidas protetivas e acompanhamento especializado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os casos acompanhados no CREAS exigem atenção ainda maior aos aspectos éticos, ao sigilo profissional e à qualidade da análise técnica, especialmente em atendimentos relacionados a violência, negligência ou rompimento de vínculos familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A articulação com serviços de acolhimento institucional, Judiciário e rede intersetorial também é frequente nesses acompanhamentos, exigindo registros claros e coerentes com as demandas apresentadas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Relatório social no acompanhamento familiar</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No acompanhamento familiar, o relatório social ajuda a registrar avanços, dificuldades, estratégias construídas com a família e acesso a serviços e direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem elaborado, ele permite visualizar o percurso do acompanhamento ao longo do tempo, ajudando a equipe a retomar o contexto, preservar a continuidade das intervenções e fortalecer o respeito à trajetória daquela família. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso contribui para reduzir rupturas no acompanhamento e ampliar a coerência do trabalho técnico desenvolvido no território.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como estruturar um relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção de modelos prontos pode servir como apoio inicial para o trabalho no SUAS. Entretanto, é essencial que esse documento registre a singularidade de cada situação acompanhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, embora não exista um modelo único, essa estrutura básica pode ajudar na organização do documento:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">identificação do usuário e do serviço, incluindo informações necessárias para contextualizar quem está sendo acompanhado e qual equipe é responsável pelo atendimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">objetivo do relatório, indicando a finalidade institucional do documento e a demanda que motivou sua elaboração;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico da situação acompanhada, com informações relevantes sobre trajetória familiar, acesso a direitos e demandas identificadas no acompanhamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">informações sociofamiliares relevantes, considerando composição familiar, vínculos, condições de moradia, renda e acesso a políticas públicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">análise técnica, articulando observações profissionais, leitura crítica da realidade e impactos das situações identificadas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos realizados, registrando ações desenvolvidas pela equipe, articulações intersetoriais e orientações fornecidas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">considerações finais, mantendo coerência com os objetivos do documento e com os elementos apresentados ao longo do relatório;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">assinatura e identificação profissional, conforme exigências éticas e normativas do exercício profissional.</span></li>
</ol>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social funciona como parte da continuidade do acompanhamento realizado pelas equipes que realizam o serviço socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele conecta atendimentos, análises, encaminhamentos e estratégias construídas ao longo do trabalho desenvolvido com famílias e indivíduos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração qualificada desse documento exige compreensão sobre território, proteção social, garantia de direitos e finalidade institucional de cada registro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais consistente for essa leitura crítica da realidade, maior tende a ser a qualidade das análises produzidas no cotidiano dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo também depende de organização das informações e sistematização do acompanhamento técnico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GESUAS contribui diretamente para essa qualificação ao integrar registros, atendimentos e fluxos de acompanhamento realizados pelas equipes do SUAS. Conheça abaixo!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é relatório social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social é um documento técnico elaborado por assistentes sociais para registrar informações, análises, atendimentos e acompanhamentos relacionados a determinada situação social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode fazer relatório social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social deve ser elaborado por assistentes sociais habilitados, conforme as atribuições profissionais regulamentadas pelo Serviço Social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como fazer um relatório social passo a passo?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo envolve identificação do objetivo, organização das informações coletadas, contextualização da situação social, elaboração de análise técnica, registro dos encaminhamentos, finalização do documento conforme normativas profissionais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que deve constar num relatório social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O documento geralmente inclui: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">identificação do usuário e do serviço;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">objetivo do relatório;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico e contexto social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">análise técnica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos realizados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">considerações finais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">assinatura e identificação profissional.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">O relatório social tem caráter fiscalizatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. O relatório social não possui caráter investigativo ou fiscalizatório. Sua finalidade é registrar informações relevantes sobre a realidade social acompanhada, subsidiando intervenções profissionais, processos de acompanhamento e garantia de direitos.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética Profissional do Assistente Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/registros-opiniao-tecnica.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instruções Sociais de Processo, Sentenças e Decisões</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/Resolucao_CFESS_557-2009.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução CFESS nº 557/2009</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/estudo-social-em-pericias-laudos-e-pareceres-tecnicos-19392-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O Estudo Social em Perícias, Laudos e Pareceres Técnicos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade do Serviço Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/pt_BR/article/view/119/117" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A prática do assistente social: conhecimento, instrumentalidade e intervenção profissional</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei nº 8.662/1993</span></a></li>
</ul>
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		<title>Psicólogo no CRAS e no CREAS: qual é seu papel na proteção social?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Fialho]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 12:50:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.blog.gesuas.com.br/?p=260</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 12 minutos</small> O psicólogo integra as equipes de referência do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), desempenhando funções específicas no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e no Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS).  Porém, ainda existem dúvidas sobre quais atividades fazem parte dessa atuação e quais demandas devem ser encaminhadas para outros serviços. Nos cursos de Psicologia, é comum a ênfase na prática clínica. Com isso, muitos profissionais ingressam na assistência social sem contato aprofundado com os marcos normativos que <a href="https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 12 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O psicólogo integra as equipes de referência do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, desempenhando funções específicas no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, ainda existem dúvidas sobre quais atividades fazem parte dessa atuação e quais demandas devem ser encaminhadas para outros serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos cursos de Psicologia, é comum a ênfase na prática clínica. Com isso, muitos profissionais ingressam na assistência social sem contato aprofundado com os marcos normativos que organizam o SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o desconhecimento sobre a atuação do psicólogo no SUAS também é frequente entre os usuários do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As referências técnicas do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> orientam para uma atuação voltada à </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção social</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao fortalecimento de vínculos e ao trabalho interdisciplinar com famílias e comunidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá qual é o papel do psicólogo no CRAS e no CREAS, quais são os limites da atuação, como ocorre a articulação com o Serviço Social e quais competências fortalecem o exercício profissional no território.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel do psicólogo no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O psicólogo no CRAS deve contribuir para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, a prevenção de situações de risco social e o desenvolvimento da autonomia das famílias acompanhadas pela proteção social básica, considerando os recursos e potencialidades presentes no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, sua atuação ocorre por meio de atendimentos psicossociais, atividades coletivas, ações comunitárias e trabalho interdisciplinar com a equipe de referência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa atuação não substitui a psicoterapia e segue as </span><a href="https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/12/Nota-te%CC%81cnica-web.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">normas técnicas do Conselho Federal de Psicologia</span></a><span style="font-weight: 400;"> para a inclusão da Psicologia na Política Nacional de Assistência Social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o psicólogo no SUAS trabalha a partir das </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">demandas do território</span></a><span style="font-weight: 400;">, considerando as condições sociais, familiares e comunitárias que influenciam a vida dos usuários.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como a Psicologia contribui para os objetivos da proteção social básica?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho do psicólogo no CRAS está alinhado aos objetivos do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecer vínculos; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ampliar o acesso a direitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estimular a participação social das famílias acompanhadas.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, a conduta profissional considera a realidade social, econômica e cultural do território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dessa leitura, o psicólogo identifica recursos individuais e coletivos que podem ser mobilizados para </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">reduzir vulnerabilidades</span></a><span style="font-weight: 400;">, fortalecer capacidades protetivas e estimular a rede de apoio das famílias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também busca reconhecer potencialidades já existentes nos indivíduos, famílias e comunidades, favorecendo processos de autonomia e participação social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, o diálogo entre o saber técnico e a experiência cotidiana contribui para os processos de mobilização social e a participação comunitária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais atividades fazem parte da rotina do psicólogo no CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No cotidiano do CRAS, o psicólogo participa de diferentes ações voltadas à </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">, entre elas:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">acolhida das famílias que chegam à unidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atendimentos individuais e familiares de caráter psicossocial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">condução de atividades coletivas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">participação em grupos do PAIF;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">desenvolvimento de ações comunitárias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">articulação com serviços e políticas públicas do território.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas atividades mantêm foco preventivo e buscam fortalecer a convivência familiar e comunitária, sem configurar acompanhamento clínico continuado.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O psicólogo realiza atendimento clínico no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. O CRAS não substitui os serviços de saúde mental e não realiza psicoterapia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A presença do psicólogo na equipe frequentemente gera a expectativa de atendimento clínico tradicional. Entretanto, a finalidade da unidade é desenvolver ações de proteção social, e não ofertar tratamento psicológico continuado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho desenvolvido no CRAS possui caráter psicossocial e territorial. A psicoterapia exige enquadre clínico específico, continuidade do atendimento e objetivos terapêuticos que não fazem parte da organização dos serviços socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por esse motivo, o psicólogo realiza acolhimentos, atendimentos pontuais, visitas domiciliares, oficinas e atividades coletivas voltadas ao fortalecimento de vínculos e à prevenção de riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como proceder quando há demanda por acompanhamento psicológico?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando uma família apresenta necessidade de acompanhamento psicológico continuado, a equipe realiza o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamento para a rede</span></a><span style="font-weight: 400;"> de saúde mental.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, o psicólogo do CRAS atua como articulador entre os serviços, ajudando a garantir que o encaminhamento não interrompa o acompanhamento socioassistencial já realizado pela equipe de referência.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre como funciona a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><b>articulação em rede no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/formulario-de-encaminhamento?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Formul%C3%A1rio+Encaminhamento+SUAS&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2073" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png" alt="Modelo de Formulário de Encaminhamento para CRAS, CREAS e SUAS em geral para download" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-320x54.png 320w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-640x108.png 640w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-360x61.png 360w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-720x122.png 720w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1080x183.png 1080w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-800x135.png 800w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1280x217.png 1280w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a diferença entre a atuação do psicólogo e do assistente social no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o assistente social atua na mediação do acesso a direitos, benefícios e políticas públicas, o psicólogo contribui para a compreensão dos aspectos subjetivos envolvidos nas situações de vulnerabilidade e risco social, articulando essa análise ao contexto familiar, comunitário e territorial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As duas profissões possuem competências próprias e complementares, o que torna indispensável a atuação integrada dentro da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">equipe de referência</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como é o trabalho do assistente social no CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A garantia de direitos e o acesso das famílias às políticas públicas estão no centro da atuação do assistente social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre suas atribuições estão a realização de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">estudos sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visitas domiciliares</span></a><span style="font-weight: 400;">, encaminhamentos e acompanhamento de demandas relacionadas à proteção social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, o foco do trabalho está na mediação entre usuários, serviços e benefícios disponíveis na rede socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que caracteriza a intervenção do psicólogo no CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os aspectos subjetivos presentes nas situações de vulnerabilidade social constituem o principal campo de atuação do psicólogo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conflitos familiares, rompimentos de vínculos, processos de luto e dificuldades de convivência são exemplos de situações que podem demandar essa leitura especializada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, a análise psicológica contribui para a construção de estratégias de acompanhamento compatíveis com os objetivos da proteção social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como ocorre a atuação interdisciplinar na equipe de referência?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação interdisciplinar reúne diferentes olhares sobre uma mesma situação familiar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Psicólogo e assistente social compartilham informações, discutem hipóteses de intervenção e definem responsabilidades dentro do acompanhamento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, uma visita domiciliar realizada pelo assistente social pode identificar dificuldades de convivência familiar que serão aprofundadas posteriormente pelo psicólogo durante os atendimentos psicossociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os registros técnicos e os espaços de discussão de caso ajudam a organizar esse trabalho conjunto e tornam as decisões da equipe mais consistentes.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o psicólogo atua no CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O psicólogo no CREAS atua em situações nas quais já existe </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Seu trabalho envolve acolhimento, escuta qualificada, acompanhamento psicossocial e participação na construção de estratégias de proteção para indivíduos e famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação ocorre em conjunto com assistentes sociais e outros profissionais da equipe multiprofissional, conforme prevê a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No geral, esse trabalho está vinculado ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paefi/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;">, principal serviço ofertado pelo CREAS.</span></p>
<p><b>Veja também como </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/psb-e-pse-servicos-e-fluxos-entre-cras-e-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>estruturar os serviços e o fluxo entre CRAS e CREAS</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais situações demandam atuação psicológica no CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre as situações mais frequentes estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">violência doméstica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">violência sexual;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">trabalho infantil;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">situação de rua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cumprimento de medidas socioeducativas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">rompimento de vínculos familiares.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Em todos esses casos, o acompanhamento ocorre de forma articulada com a rede de proteção. Quando necessário, o plano de intervenção pode envolver medidas de proteção e encaminhamentos para outros serviços especializados.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais competências o psicólogo precisa desenvolver para atuar no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O psicólogo do SUAS precisa compreender a organização da política de assistência social, conhecer os serviços da rede e desenvolver capacidade de trabalho interdisciplinar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o domínio dos marcos normativos do SUAS ajuda o psicólogo a identificar corretamente suas atribuições dentro da política pública.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais conhecimentos fortalecem a atuação do psicólogo no território?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os conhecimentos sobre proteção social, garantia de direitos e trabalho em rede ajudam esse profissional a reconhecer os recursos disponíveis no território e a construir os encaminhamentos mais qualificados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra compreensão é relevante diz respeito aos fluxos entre assistência social, saúde, educação e sistema de garantia de direitos. Esse entendimento favorece a continuidade do acompanhamento das famílias e reduz as barreiras de acesso aos serviços necessários.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como as atividades coletivas ampliam os resultados do trabalho?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Grupos e ações comunitárias ampliam o alcance das intervenções porque permitem que experiências individuais sejam discutidas de forma coletiva, fortalecendo vínculos e redes de apoio.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses espaços, o psicólogo não atua como terapeuta do grupo. Seu papel é planejar metodologias participativas, estimular reflexões, facilitar o diálogo entre os participantes e identificar fatores que influenciam a convivência familiar e comunitária.</span></p>
<p><b>Aproveite para conferir também </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" target="_blank" rel="noopener"><b>ideias de temas para oficinas com as famílias no PAIF</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A especificidade da atuação do psicólogo no SUAS está na capacidade de relacionar os processos subjetivos às condições sociais vivenciadas pelas famílias que são acompanhadas pelos serviços socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa perspectiva amplia a compreensão das situações atendidas e fortalece a construção de estratégias de proteção compatíveis com os objetivos da política de assistência social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento qualificado a partir das demandas do território é fundamental para que esse trabalho se torne capaz de responder às demandas do território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse processo, é preciso contar com recursos que organizam os registros, monitoram os atendimentos e apoiam a gestão cotidiana. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GESUAS contribui diretamente para essa qualificação da atuação técnica ao apoiar o trabalho das equipes, fortalecendo a organização dos serviços e a condução do acompanhamento socioassistencial. Conheça a seguir.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual o papel do psicólogo dentro do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Contribuir para o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, a prevenção de riscos sociais e o desenvolvimento da autonomia das famílias.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Tem psicólogo pelo CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O CRAS pode contar com psicólogos na equipe de referência, que atuam no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários por meio de atendimentos psicossociais, grupos e ações no território. Porém, o atendimento por meio da psicoterapia, não faz parte das atribuições do serviço.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são as referências técnicas para atuação do psicólogo no CRAS/SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no CRAS/SUAS do Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH/SUAS) são as principais referências.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que o psicólogo faz no CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele atua no acompanhamento de indivíduos e famílias que vivenciam situações de violência, negligência ou rompimento de vínculos familiares. O trabalho envolve acolhimento, escuta qualificada e apoio na construção de estratégias de proteção e fortalecimento dos vínculos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel do psicólogo no CRAS e no CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, o psicólogo atua na prevenção de situações de risco social e no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. No CREAS, acompanha indivíduos e famílias em situações de violação de direitos, contribuindo para a proteção social e a reconstrução de vínculos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O psicólogo e o assistente social realizam as mesmas atividades?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. Cada profissão possui competências específicas, embora atuem de forma integrada na equipe de referência.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O psicólogo do CRAS e do CREAS pode realizar visita domiciliar?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. A visita domiciliar pode fazer parte da atuação do psicólogo tanto no CRAS quanto no CREAS, desde que esteja relacionada aos objetivos do acompanhamento socioassistencial. Essa atividade contribui para a compreensão da realidade familiar, das relações comunitárias e das condições que influenciam as situações vivenciadas pelos usuários.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://site.cfp.org.br/wp-content/uploads/2016/12/Nota-te%CC%81cnica-web.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no CRAS/SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH/SUAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Orientacoes_PAIF_2.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas sobre o PAIF</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas do CRAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas do CREAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais </span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas/">Psicólogo no CRAS e no CREAS: qual é seu papel na proteção social?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">260</post-id>	</item>
		<item>
		<title>CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/cras/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/cras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 20:16:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.gesuas.com.br/?p=2891</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 9 minutos</small> Ao longo de sua consolidação, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estruturou os serviços por nível de proteção e pela territorialização das ações no Brasil.  Assim, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável pela oferta da Proteção Social Básica (PSB), foi estruturado para prevenir situações de vulnerabilidade social nos territórios. Porém, as dúvidas frequentes sobre os serviços e benefícios que essa unidade oferece podem se tornar um obstáculo para o acesso aos direitos socioassistenciais. No conteúdo a seguir, detalhamos <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/">CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 9 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua consolidação, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> estruturou os serviços por nível de proteção e pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">territorialização</span></a><span style="font-weight: 400;"> das ações no Brasil.  </span><span style="font-weight: 400;">Assim, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável pela oferta da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica (PSB)</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi estruturado para prevenir situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, as dúvidas frequentes sobre os serviços e benefícios que essa unidade oferece podem se tornar um obstáculo para o acesso aos direitos socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No conteúdo a seguir, detalhamos o que os profissionais e usuários dessa política precisam saber para entender o que é o CRAS, como ele funciona e quais são as suas atribuições. Acompanhe.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS é a unidade pública responsável pela oferta da Proteção Social Básica nos territórios. Ele atua por meio de estratégias de acolhimento, convivência e socialização de famílias e indivíduos que enfrentam riscos sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a função do CRAS é prevenir as situações de desproteção social e ampliar o alcance da cidadania no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, além de oferecer programas e benefícios socioassistenciais, o CRAS desenvolve o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as ações de gestão da rede socioassistencial no território onde atua, conforme a publicação </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre CRAS e CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atua na prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social que podem resultar em violações de direitos. Já o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> opera na </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/servico-de-protecao-social-especial-para-pessoas-com-deficiencia-idosas-e-suas-familias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial de Média Complexidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltada ao acompanhamento especializado de situações de violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, o atendimento visa fortalecer vínculos e assegurar os direitos antes que ocorra algum tipo de ruptura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o CREAS recebe pessoas e famílias que sofreram violência física, psíquica ou sexual, negligência, abandono, ameaças ou outras formas de discriminação, e que precisam de acompanhamento especializado para reconstruir vínculos e garantir proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto o CRAS quanto o CREAS são regidos pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>as diferenças do CRAS e CREAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as atribuições do CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS produz e disponibiliza informações sobre o território para subsidiar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a elaboração do </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/plano-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Plano Municipal de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o planejamento, o monitoramento e a avaliação dos serviços ofertados no CRAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a alimentação dos Sistemas de Informação do SUAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os processos de formação e qualificação da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">equipe de referência</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a oferta do PAIF e dos demais serviços socioassistenciais da Proteção Social Básica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a gestão territorial da rede socioassistencial da PSB.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessa produção de informações e da operacionalização do acesso a benefícios socioassistenciais, o CRAS também realiza ou referencia o acesso ao </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único (CadÚnico)</span></a><span style="font-weight: 400;">, de acordo com a organização da gestão municipal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, o CRAS efetiva a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-referencia-e-a-contrarreferencia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">referência e a contrarreferência</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos usuários, tendo como eixos estruturantes a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/matricialidade-sociofamiliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">matricialidade sociofamiliar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a territorialização.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais serviços são oferecidos pelo CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF é o principal serviço ofertado, pois busca garantir o direito à convivência familiar no atendimento socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do PAIF, são executados o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-ausencia-do-servico-de-protecao-social-basica-no-domicilio-para-pessoas-com-deficiencia-e-idosas-e-seus-impactos-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os serviços, benefícios, programas e ações ofertados pelo CRAS estão padronizados conforme as diretrizes da</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais benefícios socioassistenciais estão disponíveis no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do CRAS, a população pode acessar orientações, encaminhamentos e acompanhamento relacionados:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ao </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefícios Eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aos <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">Benefícios de Transferência de Renda</a>, como o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-bolsa-familia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Bolsa Família</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses benefícios socioassistenciais integram a política de assistência social e se configuram como um direito do cidadão e dever do Estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A constituição dos benefícios por meio da PSB promove a ampliação da proteção social e a superação das situações de vulnerabilidade e risco social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais situações podem ser atendidas no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As situações atendidas pelo CRAS envolvem vulnerabilidades sociais, como pobreza, fragilidade de vínculos afetivos e dificuldade de acesso aos serviços públicos. Segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o CRAS atende principalmente:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias que recebem programas de transferência de renda e benefícios socioassistenciais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias que cumprem os requisitos para acessar esses programas ou benefícios, mas ainda aguardam inclusão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias em situação de vulnerabilidade decorrente de dificuldades enfrentadas por algum de seus integrantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">pessoas com deficiência ou pessoas idosas em contextos de vulnerabilidade e risco social.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do CRAS também oferece orientações sobre direitos sociais e acesso aos programas e serviços socioassistenciais. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a equipe de referência do CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do CRAS é regulamentada pela NOB-RH/SUAS e sua composição depende do número de famílias referenciadas ao CRAS, conforme o quadro abaixo:</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Famílias referenciadas</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento anual</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Até 2.500</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">500 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Dois técnicos com nível médio e dois técnicos com nível superior, sendo um assistente social e outro preferencialmente </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas"><span style="font-weight: 400;">psicólogo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">3.500</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">750 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Três técnicos com nível médio e três técnicos com nível superior, sendo dois assistentes sociais e preferencialmente um psicólogo.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">5.000</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1.000 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Quatro técnicos com nível médio e quatro técnicos com nível superior, sendo dois assistentes sociais, um psicólogo e um profissional que compõe o SUAS.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS (2009).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As equipes de referência do CRAS também devem contar sempre com um coordenador com nível superior, concursado, com experiência em trabalhos comunitários e gestão de programas, projetos, serviços e/ou benefícios socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A NOB-RH/SUAS estabelece que a equipe de referência seja composta preferencialmente por servidores efetivos, buscando garantir continuidade e qualidade dos serviços e das ações ofertadas.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a composição mínima da equipe varia conforme o porte do CRAS e o número de famílias referenciadas, observadas as normativas vigentes do SUAS e a organização da gestão municipal.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel da coordenação dessa unidade?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As atribuições do coordenador do CRAS são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">coordenar o fluxo de entrada, o acompanhamento, o monitoramento, a avaliação e o desligamento das famílias e indivíduos nos serviços de Proteção Social Básica da rede socioassistencial referenciada ao CRAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">definir os meios e as ferramentas teórico-metodológicas do trabalho social com famílias e dos serviços de convivência em parceria com a equipe técnica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">efetuar ações de mapeamento, articulação, gestão e potencialização da rede socioassistencial no território de abrangência do CRAS.</span></li>
</ul>
<p><b>Veja também quais são os principais</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/desafios-na-coordenacao-do-cras/" target="_blank" rel="noopener"> <b>desafios na coordenação do CRAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, a oferta de serviços, programas, projetos, benefícios e ações procura assegurar a proteção social de acordo com a Política Nacional de Assistência Social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho social com famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> propõe o enfrentamento das situações de vulnerabilidade vivenciadas, contribui para sua proteção de forma integral e concretiza a matricialidade sociofamiliar no âmbito do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, de forma articulada com a rede socioassistencial e demais políticas, o CRAS possui um papel relevante ao garantir o acesso à Proteção Social Básica a milhares de famílias brasileiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestão eficiente desses processos no território exige instrumentos que acompanhem cada público de forma organizada, sem perder o vínculo entre o atendimento individual e o panorama do CRAS como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS é aliada dessa prática e integra o registro dos atendimentos, o acompanhamento das famílias e a gestão da equipe de referência. Conheça abaixo.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas Frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é o CRAS e para que serve?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a unidade pública que organiza a Proteção Social Básica no território. Ele identifica famílias em situação de vulnerabilidade e oferece serviços para fortalecer vínculos e prevenir riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais serviços do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS oferece o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Também realiza o cadastramento das famílias no Cadastro Único e o acompanhamento de seus dados.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que o CRAS tem a ver com o INSS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS orienta as famílias sobre o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a idosos e pessoas com deficiência. A equipe auxilia no encaminhamento, mas a concessão depende do próprio INSS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os benefícios que o CRAS fornece?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do CRAS, a população pode acessar ou receber orientações sobre benefícios como o Bolsa Família, o BPC e outros programas de transferência de renda vinculados ao Cadastro Único. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode acessar o CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atende famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e que passam por dificuldades de acesso a direitos, renda, serviços públicos ou precisam fortalecer os vínculos familiares e comunitários. O atendimento é gratuito e está disponível para qualquer pessoa que necessite de apoio da Proteção Social Básica.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social – NOB-RH/SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/politica-nacional-de-assistencia-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/">CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>O que é o SUAS e como ele funciona na assistência social?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Thainá Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Jun 2026 17:41:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social especial]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 15 minutos</small> O SUAS (Sistema Único de Assistência Social) é o sistema público que organiza a oferta de serviços, programas, benefícios e projetos da assistência social em todo o Brasil. O objetivo desse sistema é garantir proteção social e acesso a direitos para famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade. Assim, o SUAS orienta responsabilidades, estabelece ofertas de proteção social e define parâmetros para atuação de municípios, estados e União. A Política Nacional de Assistência Social (PNAS) consolidou as diretrizes que passaram a organizar <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/">O que é o SUAS e como ele funciona na assistência social?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 15 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O SUAS (Sistema Único de Assistência Social) é o sistema público que organiza a oferta de serviços, programas, benefícios e projetos da assistência social em todo o Brasil. O objetivo desse sistema é garantir proteção social e acesso a direitos para famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o SUAS orienta responsabilidades, estabelece ofertas de proteção social e define parâmetros para atuação de municípios, estados e União.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/politica-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> consolidou as diretrizes que passaram a organizar a <a href="https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener">assistência social como política pública</a> de proteção social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em seguida, a Lei nº 12.435/2011 incorporou formalmente o SUAS à Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), fortalecendo sua institucionalização como modelo nacional de gestão da assistência social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir desse processo, serviços, programas e benefícios passaram a seguir parâmetros nacionais voltados à garantia de direitos e à continuidade das ofertas nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Mesmo sendo parte da rotina de gestores, técnicos e conselheiros, ainda existem dúvidas sobre o que é o SUAS, quais são os seus princípios e como acontece a divisão entre </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção básica e proteção especial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá como o SUAS está organizado, quais são seus instrumentos técnicos, como funciona a articulação entre serviços socioassistenciais e de que forma essa política se materializa no cotidiano da gestão e do atendimento às famílias.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SUAS organiza a oferta de serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais em todo o território nacional, seguindo normas e diretrizes governamentais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o sistema envolve gestão, financiamento, monitoramento, participação social e organização técnica do trabalho social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, o SUAS não é um programa de governo, mas uma política pública permanente de Estado, estruturada para garantir direitos e assegurar a continuidade da proteção social independentemente de mudanças administrativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">consolidação do SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;">, a assistência social brasileira passou por mudanças importantes. Antes disso, muitas ações aconteciam de forma fragmentada, com pouca padronização entre territórios e forte presença de práticas assistencialistas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a publicação</span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Livros/30_anos_loas_18_anos_suas.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">30 anos da LOAS e 18 anos do SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;">, esse sistema  é resultado da mobilização histórica de trabalhadores, usuários, gestores e instâncias de controle social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após a sua implementação, a política de assistência social passou a operar por meio de responsabilidades compartilhadas entre União, estados e municípios. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A PNAS reforçou os princípios do SUAS relacionados à proteção social, distribuição territorial das ofertas e garantia de direitos, como aponta o </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome</span></a></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o trabalho desenvolvido nos serviços socioassistenciais passou a considerar </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidades</span></a><span style="font-weight: 400;">, riscos sociais e características específicas de cada território para dialogar diretamente com a realidade das famílias e das comunidades atendidas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os pilares do SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SUAS foi estruturado a partir dos princípios de universalidade, descentralização e participação social, que orientam tanto a gestão quanto a execução dos serviços socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses pilares ajudam a organizar as ofertas e fortalecem a integração da política pública nos diferentes territórios.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Universalidade</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/universalidade-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">universalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> garante que a política de assistência social seja acessível a todas as pessoas que dela necessitem, independentemente de contribuição prévia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, os serviços socioassistenciais devem estar disponíveis para famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade ou risco social, considerando diferentes contextos territoriais e familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse princípio reconhece a proteção social como direito assegurado pelas política públicas nacionais.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, entenda mais sobre o conceito de </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/" target="_blank" rel="noopener"><b>seguridade social</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Descentralização</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A descentralização distribui responsabilidades entre as esferas municipais, estaduais e federais. Desse modo, embora existam normativas nacionais, a execução do SUAS acontece de forma </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">territorializada</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo permite que o planejamento das ações considere especificidades locais. Isso porque municípios pequenos, regiões metropolitanas e territórios rurais apresentam demandas diferentes, o que exige estratégias compatíveis com cada realidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Participação social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/participacao-e-controle-social-fortalecimento-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">participação social</span></a><span style="font-weight: 400;"> ocupa posição estratégica dentro do SUAS. Conselhos, conferências e espaços de deliberação permitem que usuários, trabalhadores e gestores acompanhem a construção da política pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/controle-social-a-atuacao-do-usuario-nos-conselhos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">controle social</span></a><span style="font-weight: 400;"> amplia a transparência das decisões relacionadas à assistência social e fortalece o debate coletivo sobre prioridades dos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a participação popular contribui para identificar demandas locais, avaliar serviços e revisar estratégias de atendimento conforme as necessidades observadas pelas próprias comunidades.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o SUAS está organizado?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SUAS segue parâmetros definidos pela</span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-SUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do SUAS (NOB SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, documento que orienta gestão, financiamento, oferta dos serviços e divisão de responsabilidades entre os entes federativos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse sistema está organizado a partir da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">, da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/servico-de-protecao-social-especial-para-pessoas-com-deficiencia-idosas-e-suas-familias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e da articulação da rede socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Proteção Social Básica (PSB) atua na prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social. O foco deste trabalho está no fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos territórios, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> estrutura a oferta do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Esse serviço articula acolhida, acompanhamento familiar, ações comunitárias e encaminhamentos para a rede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Também integra a PSB o</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável pelo desenvolvimento de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">atividades coletivas</span></a><span style="font-weight: 400;"> com diferentes faixas etárias.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/formulario-de-encaminhamento?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Formul%C3%A1rio+Encaminhamento+SUAS&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2073" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png" alt="Modelo de Formulário de Encaminhamento para CRAS, CREAS e SUAS em geral para download" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-320x54.png 320w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-640x108.png 640w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-360x61.png 360w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-720x122.png 720w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1080x183.png 1080w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-800x135.png 800w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1280x217.png 1280w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando ocorre </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, o acompanhamento passa a acontecer no campo da Proteção Social Especial (PSE). Nesse contexto, estão as demandas relacionadas à violência, negligência, abandono, trabalho infantil e situação de rua.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">A Proteção Social Especial é organizada em dois níveis: média complexidade e alta complexidade. A média complexidade atende situações em que existem violações de direitos, mas os vínculos familiares e comunitários ainda estão preservados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a alta complexidade contempla situações que exigem afastamento do convívio familiar ou proteção integral. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> atua como porta de entrada para parte desses atendimentos e referencia o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paefi/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltado ao acompanhamento de famílias em situação de violação de direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A PSE também inclui os serviços de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;">, executados conforme os parâmetros da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais.</span></p>
<p><b>Entenda também qual é a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas" target="_blank" rel="noopener"><b>diferença entre o CRAS e o CREAS</b></a><b> na prática socioassistencial!</b></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/pia?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+PIA&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1524" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia.png" alt="Elaboração do PIA de crianças e adolescentes em Serviços de Acolhimento" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/06/faixa-pia-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Rede socioassistencial: pública e privada</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A rede socioassistencial reúne serviços públicos e entidades privadas sem fins lucrativos que atuam de forma complementar na política de assistência social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal articulação amplia a capacidade de atendimento dos territórios e exige alinhamento técnico entre serviços, planejamento compartilhado e monitoramento contínuo das ofertas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A sistematização do trabalho social considera a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/matricialidade-sociofamiliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">centralidade das famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> e das relações comunitárias na construção das estratégias de proteção social.</span></p>
<p><b>Saiba mais sobre o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><b>trabalho social com as famílias no SUAS</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as estratégias de qualificação do SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualificação do SUAS depende dos registros, do monitoramento das informações e da capacidade de transformar dados em planejamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas medidas fazem parte da rotina das equipes e ajudam a qualificar atendimentos, acompanhamentos familiares e processos de gestão. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Prontuário SUAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No cotidiano dos serviços, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-preencher-corretamente-o-prontuario-do-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Prontuário SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> organiza registros relacionados às famílias e indivíduos acompanhados pela rede socioassistencial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sua estrutura segue os parâmetros definidos pela NOB SUAS e pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">, que orientam quais informações devem ser registradas e como elas se articulam ao acompanhamento familiar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de registros também se relaciona à dimensão técnica da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">instrumentalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Serviço Social e à elaboração de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatórios sociais</span></a><span style="font-weight: 400;"> no cotidiano dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de organizar informações, o Prontuário SUAS contribui para a continuidade do acompanhamento familiar, favorecendo o registro histórico das intervenções realizadas pelas equipes e qualificando a tomada de decisões técnicas. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Vigilância socioassistencial</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/principais-fontes-de-informacoes-para-a-vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Vigilância Socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> reúne informações sobre vulnerabilidades, riscos e demandas presentes nos territórios, segundo a NOB SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela permite identificar padrões, apoiar o planejamento das ofertas e direcionar recursos conforme características sociais observadas nas regiões atendidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O uso de indicadores fortalece processos de monitoramento e amplia a capacidade de análise das equipes na gestão do SUAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Planejamento, monitoramento e avaliação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Planejamento, monitoramento e avaliação ajudam a acompanhar metas, identificar dificuldades operacionais e revisar estratégias relacionadas aos serviços socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, tais medidas contribuem para que informações produzidas no território sejam incorporadas às decisões da gestão e ao aprimoramento das ofertas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso reduz a fragmentação das ações e fortalece a continuidade do trabalho desenvolvido pelas equipes.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o SUAS funciona na prática?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O funcionamento do SUAS depende de articulação constante entre gestão, financiamento, controle social e organização das equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora existam diretrizes nacionais, a operacionalização do sistema acontece no cotidiano dos territórios, muitas vezes em contextos marcados por alta demanda e limitações operacionais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Financiamento e cofinanciamento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O financiamento do SUAS ocorre de forma compartilhada entre os poderes. Por meio do modelo de cofinanciamento, a ideia é garantir a continuidade das ofertas e maior estabilidade para os serviços socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A</span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> estabelece bases importantes para organização da política e transferência de recursos entre os entes federativos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os recursos são transferidos por meio dos fundos de assistência social das três esferas de governo, permitindo a manutenção dos serviços continuados e das ações desenvolvidas nos territórios. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é a relação entre o SUAS e o Cadastro Único?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único (CadÚnico)</span></a><span style="font-weight: 400;"> apoia a identificação das famílias de baixa renda e fortalece o planejamento das ações desenvolvidas no território pelo SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As informações registradas pelo CadÚnico ajudam as equipes a compreender características socioeconômicas da população, identificar situações de vulnerabilidade e orientar encaminhamentos para benefícios, programas e serviços públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, esse cadastro integra a rotina do CRAS e possibilita a efetividade do SUAS por meio de diversas contribuições, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o acesso a direitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a organização das ofertas socioassistenciais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os processos de vigilância socioassistencial; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o planejamento territorial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a definição de prioridades na gestão da assistência social.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Gestão do trabalho</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestão do trabalho envolve organização das equipes, vínculos profissionais, educação permanente e condições éticas e técnicas para execução dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, o trabalho social exige articulação constante entre demandas urgentes, planejamento e registro técnico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A competência das equipes influencia diretamente a capacidade de resposta dos serviços e a continuidade do acompanhamento oferecido às famílias.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como é o trabalho social no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho social no SUAS articula dimensões técnicas, éticas e políticas, pois exige leitura crítica da realidade, capacidade de articulação em rede e compreensão das vulnerabilidades presentes nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina dos serviços, demandas urgentes, acompanhamentos familiares, gestão de informações e construção de estratégias de proteção social são algumas das principais atividades.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atuação do assistente social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação do assistente social no SUAS envolve acolhida, acompanhamento familiar, elaboração de estudos sociais, articulação de rede e garantia de acesso a direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Analisar as situações atendidas exige considerar território, vínculos familiares e contexto social das famílias, o que torna o trabalho técnico inseparável da leitura crítica da realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, processos de planejamento, monitoramento e construção de fluxos institucionais também fazem parte dessa atuação, para além dos atendimentos diretos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Trabalho interdisciplinar</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SUAS funciona a partir da integração entre diferentes áreas profissionais. Assistentes sociais, psicólogos, pedagogos, orientadores sociais e gestores constroem intervenções de forma compartilhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa atuação interdisciplinar amplia a compreensão das demandas e fortalece estratégias de atendimento mais integradas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, isso exige comunicação constante entre equipes e alinhamento técnico sobre objetivos, encaminhamentos e acompanhamento das famílias.</span></p>
<p><b>Leia também o conteúdo sobre o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/psb-e-pse-servicos-e-fluxos-entre-cras-e-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>fluxo entre CRAS e CREAS</b></a><b>!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Intersetorialidade na prática</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">intersetorialidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> fortalece a articulação entre assistência social, saúde, educação e sistema de justiça, já que muitas demandas não podem ser resolvidas por uma única política pública. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, a construção de fluxos intersetoriais contribui para garantir proteção integral às famílias e ampliar a efetividade dos encaminhamentos realizados pela rede.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão: o SUAS como política estratégica de proteção social</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SUAS transforma diretrizes nacionais em atendimento concreto nos territórios, distribuindo responsabilidades, organizando ofertas e sustentando a continuidade do trabalho das equipes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A efetividade dessa política pública depende da articulação entre gestão, trabalhadores, usuários, conselhos e rede socioassistencial, fortalecendo a assistência social como política pública de Estado e direito de cidadania. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O funcionamento do sistema impacta desde os atendimentos realizados pelas equipes até a organização da rede socioassistencial, do financiamento e do planejamento das ações nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Portanto, a compreensão sobre o que é o SUAS na prática exige atuação técnica qualificada, leitura crítica das demandas sociais e integração constante entre serviços, profissionais e políticas públicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GESUAS foi desenvolvida para apoiar esse trabalho, reunindo em uma única plataforma a organização dos serviços socioassistenciais, o acompanhamento das famílias e a gestão de informações. Conheça a plataforma abaixo.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é a função do SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SUAS organiza a política pública de assistência social no Brasil, garantindo oferta de serviços, programas, benefícios e proteção social para famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre o SUS e o SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Sistema Único de Saúde (SUS) organiza a política pública de saúde. Já o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estrutura os serviços e benefícios da assistência social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os benefícios do SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SUAS oferece serviços socioassistenciais, acompanhamento familiar, benefícios eventuais e acesso a direitos, incluindo benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem são os usuários do SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">São famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade, risco social ou violação de direitos, considerando diferentes contextos sociais e territoriais.</span></p>
<h3>Quem financia o SUAS?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O financiamento ocorre de forma compartilhada entre União, estados e municípios, por meio do sistema de cofinanciamento da assistência social.</span></p>
<h3><b>O SUAS é um direito garantido pela Constituição?</b></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. A assistência social integra o sistema de seguridade social previsto na Constituição Federal de 1988 e é regulamentada pela LOAS.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do SUAS (NOB SUAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742compilado.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/MDS/2_Acoes_e_Programas/SUAS/Arquivos/Publicacao_30_anos_LOAS_13_2023_final.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">30 anos da LOAS e 18 anos do SUAS: a jornada da luta pela proteção social e pela garantia de direitos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Consolidacao_Suas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Consolidação do SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviços e Programas do SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
</ul>
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