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	<title>Blog do GESUAS</title>
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	<description>Seja bem vindo!</description>
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	<title>Blog do GESUAS</title>
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		<title>Diferença entre CRAS e CREAS: o que muda na prática socioassistencial?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 17:21:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 10 minutos</small> A diferença entre CRAS e CREAS pode gerar dúvidas, já que as duas unidades fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e atendem famílias em situação de vulnerabilidade. Entretanto, cada unidade tem um papel específico dentro da rede socioassistencial e a confusão entre elas pode prejudicar as ações de Proteção Social Básica e Especial.  Saber exatamente onde cada situação deve ser atendida é parte do trabalho técnico no SUAS, pois isso orienta as famílias e organiza o fluxo de atendimento <a href="https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/">Diferença entre CRAS e CREAS: o que muda na prática socioassistencial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 10 minutos</small></p> <div id="case-de-sucesso-db58a5b020a116df6c7c">
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre CRAS e CREAS pode gerar dúvidas, já que as duas unidades fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e atendem famílias em situação de vulnerabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, cada unidade tem um papel específico dentro da rede socioassistencial e a confusão entre elas pode prejudicar as ações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica e Especial</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Saber exatamente onde cada situação deve ser atendida é parte do trabalho técnico no SUAS, pois isso orienta as famílias e organiza o fluxo de atendimento com mais segurança.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender essa distinção de forma prática, é importante observar como cada unidade atua no dia a dia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, explicamos a diferença do CRAS para o CREAS: os serviços que cada um oferta, os públicos-alvo, como funciona o acesso e quando o encaminhamento entre eles é necessário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continue a leitura!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre CRAS e CREAS na prática?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> atua na Proteção Social Básica, com foco na prevenção de riscos sociais, enquanto o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> atua na Proteção Social Especial de Média Complexidade, voltada à reparação de violações de direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o CRAS atende famílias em situação de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> para evitar que esses grupos tenham seus direitos comprometidos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, o CREAS acompanha aqueles que já tiveram seus </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">direitos violados</span></a><span style="font-weight: 400;"> de alguma forma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa distinção está prevista na </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/politica-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2004 e na </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/norma-operacional-basica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que organizam os níveis de complexidade da proteção social no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo sintetiza como essa diferença se expressa no atendimento.</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CRAS</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><b>CREAS</b></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Descrição</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Busca prevenir situações de risco por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, do desenvolvimento de potencialidades e da ampliação do acesso aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/"><span style="font-weight: 400;">direitos de cidadania</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Oferece apoio e orientação especializada a indivíduos e famílias que sofreram violações de direitos.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Público-alvo</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Famílias em situação de vulnerabilidade social, pessoas com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no Cadastro Único e usuários de programas de transferência de renda: Bolsa Família, BPC, Acessuas Trabalho, entre outros.</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pessoas que tiveram direitos violados: vítimas de violência física, psíquica e sexual, negligência, abandono, ameaças, maus-tratos e discriminações sociais.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Quando procurar</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Quando a família precisa de cadastramento, acesso a benefícios, acompanhamento preventivo ou fortalecimento de vínculos.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Quando há situação de violência, abuso, negligência, exploração ou qualquer outra forma de violação de direitos.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como funcionam o CRAS e o CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O funcionamento do CRAS e do CREAS é guiado pelos </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">parâmetros do  Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Família e Combate à Fome (MDS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que direciona onde cada equipamento deve ser implantado e quantas famílias ou casos cada um deve atender. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, na prática socioassistencial, além dessas orientações, é preciso considerar a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">realidade do território</span></a><span style="font-weight: 400;"> na cobertura do SUAS no município. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Território e localização</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS deve ser instalado nos territórios com maior concentração de famílias em situação de vulnerabilidade e o mais próximo possível da comunidade para alcançar quem mais precisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o CREAS tem abrangência mais ampla, que pode ser municipal ou regional, dependendo do porte do município. Os municípios menores podem ser atendidos por um CREAS regional, compartilhado entre mais de um município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo traz os parâmetros de referência para implantação do CREAS, conforme as orientações técnicas do MDS. Veja!</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Porte do município</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Número de habitantes</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Parâmetros de referência para o CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Até 20.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Cobertura por CREAS regional; ou implantação de CREAS municipal quando a demanda local justificar.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte II</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">De 20.001 até 50.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de pelo menos 1 CREAS.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Médio porte</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">De 50.001 até 100.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de pelo menos 1 CREAS.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte, metrópoles e DF</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">A partir de 100.001</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de 1 CREAS a cada 200.000 habitantes.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade de atendimento varia conforme o porte do município. Para o CRAS, o parâmetro é medido pelo número de famílias referenciadas. Para o CREAS, pelo número de casos em acompanhamento simultâneo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses números ajudam o gestor a dimensionar equipe, estrutura física e orçamento. As cidades que operam acima da capacidade de referência precisam avaliar a necessidade de implantar novas unidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja nas tabelas abaixo a diferença do CRAS para o CREAS em relação à capacidade de atendimento conforme os parâmetros do MDS.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento do CRAS por porte de município</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Município</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CRAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 1 CRAS para até 2.500 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte II</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 1 CRAS para até 3.500 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Médio porte</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 2 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 4 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Metrópoles</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 8 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento do CREAS por porte de município</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Município</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I e II e médio porte</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">50 casos (famílias / indivíduos).</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte, metrópole e DF</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">80 casos (famílias / indivíduos).</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>Entenda também como funciona o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/planejamento-financeiro-no-cras-e-creas-oferta-dos-servicos-socioassistenciais/" target="_blank" rel="noopener"><b>financiamento do CRAS e do CREAS</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais serviços são oferecidos pelo CRAS e pelo CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, são ofertados o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o CREAS desenvolve o </span><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/abordagem-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo resume os serviços ofertados em cada unidade.</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>CRAS</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI).</span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado em Abordagem Social.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida (LA) e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Os serviços ofertados pelo CRAS e pelo CREAS estão definidos na </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Veja mais detalhes sobre os principais!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF realiza o</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">trabalho social com famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">: visitas domiciliares, atendimentos individuais e em grupo, articulação com a rede local e acompanhamento continuado. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse serviço é voltado a crianças, adolescentes, adultos e idosos, com foco em socialização e prevenção de riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No PAEFI, o acompanhamento é mais intensivo e pode exigir a elaboração de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;">, articulação com o Sistema de Garantia de Direitos e, quando necessário, interface com o sistema de Justiça.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as formas de acesso ao CRAS e ao CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O acesso ao CRAS e ao CREAS acontece por três caminhos principais: procura espontânea, busca ativa e encaminhamento. Saiba mais a seguir!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Procura espontânea</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A procura espontânea ocorre quando a própria família ou indivíduo procura o serviço por conta própria, devido a uma necessidade identificada, para cadastro no CadÚnico, acesso a benefício ou busca por orientação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, essa é a forma mais comum de chegada, mas ela também acontece no CREAS, quando a pessoa busca ajuda diretamente.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Busca ativa</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/busca-ativa/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">busca ativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das ferramentas mais importantes do SUAS para alcançar famílias que não chegam por conta própria ao serviço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela acontece por meio de visitas domiciliares, articulação com equipes multidisciplinares, escolas e outros equipamentos do território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CREAS também realiza busca ativa, principalmente por meio do Serviço Especializado em Abordagem Social, para identificar </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-pessoas-em-situacao-de-rua/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pessoas em situação de rua</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ocorrências de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-erradicacao-trabalho-infantil/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho infantil</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Encaminhamento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, é preciso fazer o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do CRAS para o CREAS. Esse fluxo deve ser documentado com informações suficientes sobre a situação da família ou indivíduo, incluindo o histórico de atendimento e a demanda identificada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o CREAS poderá dar continuidade ao acompanhamento sem que a família ou indivíduo precise recomeçar do zero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS mantém o vínculo com a família durante todo o processo para garantir a integração real da rede socioassistencial do SUAS.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/formulario-de-encaminhamento?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Formul%C3%A1rio+Encaminhamento+SUAS&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2073" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png" alt="Modelo de Formulário de Encaminhamento para CRAS, CREAS e SUAS em geral para download" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-320x54.png 320w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-640x108.png 640w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-360x61.png 360w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-720x122.png 720w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1080x183.png 1080w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-800x135.png 800w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1280x217.png 1280w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão sobre a diferença entre CRAS e CREAS na Assistência Social</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal diferença entre CRAS e CREAS na Assistência Social está na forma como cada unidade atua. Os dois equipamentos são complementares e, juntos, formam a base da proteção social no Brasil. Por isso, entender essa diferenciação é essencial para o trabalho no SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para gestores e secretários, essa compreensão também contribui para as decisões de planejamento: quantas unidades o município precisa, como estruturar o fluxo entre elas e como garantir que os dois equipamentos operem de forma conjunta na rede socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colocar esse conhecimento em prática no dia a dia da gestão pode ser desafiador. Registrar atendimentos, acompanhar famílias, monitorar encaminhamentos e garantir a continuidade do acompanhamento entre os serviços exige organização e integração entre as equipes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, organizar esse fluxo, documentar os atendimentos e garantir a continuidade do acompanhamento entre os serviços é um dos maiores desafios da gestão no SUAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a GESUAS, equipes do CRAS e do CREAS conseguem registrar atendimentos, acompanhar famílias, organizar encaminhamentos e manter o histórico dos acompanhamentos em um único sistema, com mais segurança e eficiência. Clique abaixo para saber mais!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"> <a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é a diferença do CRAS para o CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atua na Proteção Social Básica, atendendo famílias em situação de vulnerabilidade para prevenir riscos. O CREAS atua na Proteção Social Especial, acompanhando pessoas que já tiveram seus direitos violados.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando devo procurar o CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há situação de violação de direitos, como em casos de violência doméstica, abuso, negligência, trabalho infantil, situação de rua ou cumprimento de medida socioeducativa. Em caso de dúvidas, o CRAS pode orientar e fazer o encaminhamento adequado.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que eu posso resolver no CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, é possível se inscrever no Cadastro Único, acessar benefícios como o BPC e o Bolsa Família, participar do PAIF e do SCFV, receber orientações sobre direitos e ter acompanhamento social preventivo com a família.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do SUAS</span></a></li>
</ul>
</div>
<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
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  new RDStationForms('case-de-sucesso-db58a5b020a116df6c7c-html', 'UA-104403806-1').createForm();
</script></p>
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		<item>
		<title>Instrumentalidade na assistência social: o que é e como aplicar no SUAS?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 17:08:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> A Instrumentalidade integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) por meio de recursos diversos, como entrevistas, relatórios e visitas domiciliares.  Esse conceito faz parte da rotina dos serviços ofertados por profissionais da Proteção Social Básica e Proteção Social Especial. No entanto, as dúvidas sobre os fundamentos da Instrumentalidade ainda são comuns e podem afetar a qualidade do registro, a clareza do encaminhamento e a consistência da intervenção. A diferença entre uma ação automática e uma intervenção qualificada está na compreensão sobre <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) por meio de recursos diversos, como entrevistas, relatórios e visitas domiciliares. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse conceito faz parte da rotina dos serviços ofertados por profissionais da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica e Proteção Social Especial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, as dúvidas sobre os fundamentos da Instrumentalidade ainda são comuns e podem afetar a qualidade do registro, a clareza do encaminhamento e a consistência da intervenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre uma ação automática e uma intervenção qualificada está na compreensão sobre o funcionamento dessas ferramentas, em que condições devem ser aplicadas e quais resultados se espera alcançar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, este artigo apresenta o conceito de Instrumentalidade aplicado à prática no SUAS, identifica os principais instrumentos utilizados no trabalho socioassistencial e discute como desenvolver essa competência no dia a dia dos serviços. Acompanhe a seguir!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é Instrumentalidade na assistência social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade é a capacidade profissional de utilizar conhecimentos, técnicas e instrumentos profissionais de forma intencional, ética e fundamentada para garantir direitos e responder às demandas dos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conceito de Instrumentalidade pode ser compreendido a partir de três dimensões complementares, como aponta a obra </span><a href="https://www2.uepg.br/proex/wp-content/uploads/sites/8/2018/10/LIVRO-INSTRUMENTAIS-TECNICO-OPERATIVOS-NO-SERVICO-SOCIAL.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instrumentos Técnico-Operativos no Serviço Social</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o conhecimento teórico-metodológico; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a postura ético-política;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a competência técnico-operativa. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O debate sobre Instrumentalidade no Serviço Social ganhou grande destaque a partir das contribuições de Yolanda Guerra, especialmente na discussão sobre mediação entre teoria, ética e prática profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ideia guia o trabalho no Serviço Social no sentido da intencionalidade. Assim, de acordo com o estudo </span><a href="https://www.unirio.br/cchs/ess/Members/vanessa.bezerra/pesquisa/2020-2/texto-3/a-instrumentalidade-no-trabalho-do-assistente-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade no Trabalho do Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, a finalidade de uma iniciativa social deve estar relacionada aos meios usados em busca da sua concretização. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho com famílias em situação de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é realizado por meio do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, ofertado pelo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse serviço exemplifica como a Instrumentalidade funciona na prática, pois exige que o assistente social saiba qual instrumento acionar em cada momento e por quê. Desse modo, a capacidade de dar sentido à ação é o que sustenta a qualidade do trabalho no SUAS.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a importância da Instrumentalidade no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, ela conecta a intencionalidade profissional à </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">realidade concreta dos territórios</span></a><span style="font-weight: 400;"> e das famílias atendidas, além de organizar os instrumentos em torno de uma lógica de proteção social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No plano institucional, ela sustenta a qualidade dos registros e a consistência dos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso fortalece o trabalho em rede, qualifica a</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-referencia-e-a-contrarreferencia" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">referência e contrarreferência</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre serviços e contribui para a continuidade da atenção às famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade bem desenvolvida também protege o profissional do tecnicismo acrítico, que é a tendência de executar procedimentos sem questionar seus fundamentos ou seus efeitos, e fortalece uma postura ético-política.</span></p>
<p><b>Para aprofundar, veja nosso conteúdo sobre a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><b>História da Assistência Social no Brasil</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais instrumentos utilizados no trabalho socioassistencial?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os instrumentos socioassistenciais são meios concretos pelos quais o assistente social operacionaliza sua intervenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles se dividem em instrumentos diretos, que envolvem contato imediato com o usuário, e indiretos, voltados ao registro, análise e documentação. Na prática, a instrumentalidade no serviço social se materializa por meio de instrumentos como:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Entrevista</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Visita</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acolhimento Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acompanhamento Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atendimento Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Trabalho em Grupo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dinâmicas de Grupo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reunião</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estudo Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parecer Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Relatório Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perícia Social</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, entenda mais sobre o funcionamento de cada um deles!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Entrevista</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma escuta qualificada e intencional, estruturada para coletar informações, identificar demandas e estabelecer vínculo com o usuário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, a entrevista pode ser realizada no primeiro contato ou ao longo do acompanhamento familiar. A sua condução exige preparo técnico e clareza de objetivos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Visita</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">visita domiciliar</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um instrumento de leitura do território e de compreensão da realidade concreta das famílias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse instrumento socioassistencial permite ao profissional observar condições de moradia, dinâmicas familiares e contextos que dificilmente emergem em atendimentos institucionais. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Acolhimento Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/assistencia-social-e-o-acolhimento-na-protecao-social-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acolhimento</span></a><span style="font-weight: 400;"> social é o primeiro contato entre o usuário e o serviço e une escuta, orientação e triagem das demandas apresentadas. Além disso, durante o acolhimento, o profissional identifica qual caminho o atendimento deve seguir. </span></p>
<p><b>Veja também como funciona o</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional</b></a><b> no SUAS!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Acompanhamento Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento social é um processo contínuo, realizado ao longo do tempo, com famílias ou indivíduos em situação de vulnerabilidade ou risco social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nele são realizadas ações de monitoramento, reavaliação periódica e uso articulado de diferentes instrumentos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atendimento Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O atendimento social é a ação direta com o usuário para responder a uma demanda específica, como uma orientação, um encaminhamento ou a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/servicos-e-beneficios-entenda-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">oferta de um benefício</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a principal </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/atendimento-e-acompanhamento" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">diferença entre atendimento e acompanhamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> é que o atendimento demanda ações imediatas, e o acompanhamento é um processo de longo prazo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualidade do atendimento social depende da capacidade do profissional de articular escuta, conhecimento da rede e clareza sobre os direitos envolvidos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Trabalho em Grupo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho em grupo é uma metodologia coletiva que reúne usuários em torno de objetivos comuns, como fortalecimento de vínculos, reflexão sobre direitos e desenvolvimento de habilidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, é amplamente utilizado no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e no PAIF.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Dinâmicas de Grupo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As dinâmicas de grupo são recursos metodológicos utilizados dentro dos grupos socioassistenciais como um meio para facilitar a interação, a reflexão e o engajamento dos participantes. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Reunião</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A reunião é um instrumento de articulação interna e intersetorial. No SUAS, é utilizada tanto para alinhamento de equipe quanto para articulação com a rede de serviços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a perspectiva da instrumentalidade, a condução da reunião requer pauta definida, registro em ata e encaminhamentos claros, para que não seja apenas um encontro sem efeito prático sobre o trabalho.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Estudo Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/estudo-social" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">estudo social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um instrumento de análise aprofundada da situação do usuário ou da família, que articula dados objetivos e interpretação técnica para subsidiar decisões institucionais ou judiciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, exige rigor metodológico e fundamentação teórica, sendo frequentemente solicitado por instâncias externas, como o sistema de justiça.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Parecer Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">parecer social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um documento técnico que expressa a opinião fundamentada do assistente social sobre uma situação, com base em análise criteriosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse documento é emitido quando há necessidade de posicionamento profissional formal, geralmente para subsidiar decisões administrativas ou jurídicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do parecer social exige domínio técnico e clareza na distinção entre fato observado e interpretação profissional.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Relatório Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o instrumento de registro que documenta atendimentos, acompanhamentos, encaminhamentos e a evolução dos casos. Um relatório bem elaborado também expressa a instrumentalidade aplicada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Perícia Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A perícia social é usada quando há demanda de avaliação técnica em contextos que envolvem disputas de direitos, processos judiciais, concessão do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou situações que requerem laudo oficial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal instrumento exige formação específica e posicionamento ético rigoroso por parte do profissional.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-case-de-sucesso-saltinho?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Saltinho&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-2618 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho.png" alt="Conheça a história de sucesso de Saltinho com a implementação do GESUAS!" width="1773" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho.png 1773w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho-1536x260.png 1536w" sizes="(max-width: 1773px) 100vw, 1773px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como desenvolver a Instrumentalidade na prática do SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade é uma competência desenvolvida por meio de práticas como: intencionalidade no planejamento, registro qualificado, atualização teórica contínua, reflexão em equipe e aprendizado com os erros. Confira!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Intencionalidade no planejamento </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer intervenção, é preciso considerar alguns questionamentos para evitar ações automáticas e recuperar o caráter técnico do trabalho. Entre eles, é preciso responder: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual é o objetivo deste instrumento neste momento? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O que se espera produzir com essa visita, essa entrevista, esse grupo? </span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Registro qualificado </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A documentação do trabalho socioassistencial precisa ir além da descrição dos fatos, pois a análise das situações é essencial para a fundamentação da prática. Nesse sentido, a qualificação do registro significa, na prática, a qualificação da leitura da realidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atualização teórica contínua</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade exige que o profissional dialogue com o debate da categoria, por meio de leituras, formações e supervisão técnica. Sem esse movimento, a prática tende a se cristalizar em rotinas que perdem sentido com o tempo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Reflexão coletiva em equipe</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Discutir casos, instrumentos utilizados e resultados alcançados em reuniões de equipe fortalece a consistência das intervenções e reduz a fragmentação entre os técnicos de um mesmo serviço.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Aprendizado com os erros</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade se desenvolve também na análise dos encaminhamentos que não produziram efeito e dos instrumentos escolhidos de forma inadequada para o contexto. Com isso, o profissional ganha experiência, coerência e densidade. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão sobre a Instrumentalidade na qualificação do trabalho no SUAS</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade no Serviço Social deve estar presente em cada entrevista conduzida, em cada relatório elaborado, em cada encaminhamento feito dentro do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade de articular esses instrumentos a uma finalidade clara, a uma leitura crítica da realidade e a um posicionamento ético fundamentado é fundamental para que esse conceito seja exercido na prática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento teórico-metodológico, a postura ético-política e a competência técnico-operativa constroem a prática cotidiana dos serviços, a reflexão sobre o trabalho realizado e o compromisso com a qualificação contínua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os profissionais da assistência social, a Instrumentalidade impacta diretamente na produção de registros mais consistentes, encaminhamentos mais precisos e intervenções com maior capacidade de resposta às demandas dos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, a GESUAS foi desenvolvida para apoiar esse nível de qualificação. A plataforma conta com funcionalidades voltadas à gestão técnica dos serviços, ao registro das intervenções e ao monitoramento do trabalho socioassistencial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a GESUAS ajuda a transformar a instrumentalidade em rotina qualificada de trabalho. Clique abaixo e veja como ela pode fortalecer a atuação da sua equipe!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é Instrumentalidade na assistência social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade na assistência social é a capacidade de utilizar conhecimentos, habilidades e instrumentos técnicos de forma intencional e fundamentada, articulando meios e finalidades para garantir direitos e qualificar a intervenção profissional.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os três níveis de Instrumentalidade do Serviço Social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os três níveis são: o conhecimento teórico-metodológico, que orienta a leitura da realidade; a postura ético-política, que define os valores que guiam a ação; e a competência técnico-operativa, que envolve o domínio e o uso qualificado dos instrumentos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os instrumentais do assistente social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais instrumentais incluem: entrevista, visita domiciliar, acolhimento social, atendimento social, acompanhamento social, trabalho em grupo, dinâmicas de grupo, reunião, estudo social, parecer social, relatório social e perícia social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre Instrumentalidade e instrumentos técnicos?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Instrumentos técnicos são os meios utilizados na intervenção: entrevista, visita, relatório. Já a Instrumentalidade é a capacidade de utilizá-los com intencionalidade e fundamentação, articulando cada instrumento a objetivos claros e a uma leitura crítica da realidade.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www2.uepg.br/proex/wp-content/uploads/sites/8/2018/10/LIVRO-INSTRUMENTAIS-TECNICO-OPERATIVOS-NO-SERVICO-SOCIAL.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instrumentos Técnico-Operativos no Serviço Social: um debate necessário</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.unirio.br/cchs/ess/Members/vanessa.bezerra/pesquisa/2020-2/texto-3/a-instrumentalidade-no-trabalho-do-assistente-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade no Trabalho do Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://cressrn.org.br/files/arquivos/k7maNx2767S70XHK8137.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A prática do assistente social: conhecimento, Instrumentalidade e intervenção profissional</span></a></li>
</ul>
<div id="modelo-de-paf-5460b416eedb56209b3a" role="main"></div>
<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
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  new RDStationForms('modelo-de-paf-5460b416eedb56209b3a-html', 'UA-104403806-1').createForm();
</script></p>
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		<item>
		<title>Temas para oficinas com as famílias no PAIF: 10 ideias para colocar em prática</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Kaiane Reis]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 15:06:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[família]]></category>
		<category><![CDATA[oficinas]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 19 minutos</small> As oficinas com famílias integram o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e contribuem para o fortalecimento de vínculos, acesso a direitos, prevenção de riscos sociais e desenvolvimento da autonomia. Essas atividades são realizadas de forma contínua no Centro de Referência de Assistência Social (CRAS). Quando elas trazem temas relevantes para os grupos, a participação aumenta, a troca acontece e o encontro gera resultados concretos. Para isso, as ações coletivas devem partir da realidade das famílias e do território, <a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 19 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">As oficinas com famílias integram o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e contribuem para o fortalecimento de vínculos, acesso a direitos, prevenção de riscos sociais e desenvolvimento da autonomia.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas atividades são realizadas de forma contínua no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. Quando elas trazem temas relevantes para os grupos, a participação aumenta, a troca acontece e o encontro gera resultados concretos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, as ações coletivas devem partir da realidade das famílias e do território, da escuta qualificada, da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial-consolidacao-da-assistencia-social-como-politica-publica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do acompanhamento técnico, como indicam as Orientações Técnicas do PAIF.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá </span><b>10 temas para oficinas com as famílias no PAIF</b><span style="font-weight: 400;"> com aplicação prática, além de critérios para escolher assuntos relevantes e tornar os encontros mais efetivos.</span></p>
<h2>O que são as oficinas com famílias na Assistência Social e qual sua importância?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As oficinas com famílias são estratégias coletivas desenvolvidas no âmbito do PAIF, serviço ofertado exclusivamente no CRAS dentro da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> do Sistema Único de Assistência Social (SUAS).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Elas criam espaços de convivência, reflexão e troca de experiências entre famílias que compartilham desafios semelhantes. Diferentemente de uma palestra, a oficina precisa estimular participação ativa, diálogo e construção coletiva.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, essas ações servem para:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecer vínculos familiares e comunitários;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ampliar acesso à informação e direitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">prevenir situações de risco social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">estimular protagonismo das famílias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">apoiar processos de autonomia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aproximar usuários da rede socioassistencial.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme estabelece a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (Resolução CNAS nº 109/2009), o PAIF tem caráter proativo, preventivo e protetivo. As oficinas são o instrumento que concretiza esse caráter no encontro direto com as famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a condução da</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-do-paif/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">equipe de referência do PAIF</span></a><span style="font-weight: 400;">, os encontros são planejados com objetivos claros, metodologia definida e conexão com o que o serviço pretende alcançar junto a cada família.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A importância das oficinas vai além da transmissão de informações. Segundo as Orientações Técnicas sobre o PAIF, elas favorecem o protagonismo e a autonomia das famílias, contextualizam situações de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade e risco social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e promovem uma nova compreensão da realidade, que nega a passividade e estimula o engajamento.</span></p>
<p><b>Quer entender a diferença entre oficinas, grupos e outras modalidades de trabalho coletivo? Veja o conteúdo sobre a</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/diferenca-oficinas/" target="_blank" rel="noopener"> <b>diferença entre as oficinas no SUAS</b></a><b>!</b></p>
<h2>Como escolher temas para oficinas com as famílias no PAIF?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para a escolha das temáticas, é preciso considerar a realidade ao redor, segundo a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cartilha do PAIF</span></a><span style="font-weight: 400;">. Nesse sentido, conhecer o </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">perfil das famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">, as </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">demandas do território</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os objetivos a serem alcançados é fundamental. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja os detalhes de cada um desses aspectos!</span></p>
<h3>1. Considere o perfil das famílias atendidas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Famílias com crianças pequenas têm demandas diferentes de famílias com idosos dependentes. Grupos com alta incidência de trabalho infantil pedem abordagens distintas daquelas onde o tema central é o uso abusivo de álcool e drogas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o ponto de partida é a leitura das famílias que estão sendo atendidas: suas composições, ciclos de vida, situações de vulnerabilidade identificadas no acompanhamento e histórico de vínculos com o CRAS.</span></p>
<h3>2. Avalie quais são as demandas do território</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O território traz dados relevantes para a seleção das oficinas. A alta incidência de violência doméstica em determinada região e o desemprego estrutural, que marca a vida de grande parte das famílias, são alguns exemplos que comprovam o papel da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/vigilancia-socioassistencial-consolidacao-da-assistencia-social-como-politica-publica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> no planejamento das atividades.</span></p>
<h3>3. Defina um objetivo claro para cada encontro</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo encontro precisa de uma intenção clara. Entre os pontos a definir, é possível pensar nos seguintes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual competência o grupo vai exercitar? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual reflexão deve sair daquela roda de conversa? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual informação precisa chegar de forma acessível e verificável?</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Sem objetivos definidos, a oficina pode virar apenas uma conversa informal, o que é diferente de um trabalho social planejado. </span></p>
<p><b>Para aprofundar como estruturar esses objetivos, veja nossas</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/dicas-para-alcancar-objetivos-do-paif/" target="_blank" rel="noopener"> <b>dicas para alcançar os objetivos do PAIF</b></a><b>.</b></p>
<h2>10 temas para oficinas com as famílias no PAIF para aplicar na prática</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As ideias de temas para oficinas com as famílias no PAIF são as seguintes:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Território: potencialidades e vulnerabilidades</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os desafios da vida em família</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Cuidar de quem cuida</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Direito à transferência de renda e benefícios assistenciais</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Direitos das mulheres, das crianças, dos adolescentes, dos idosos e das pessoas com deficiência</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Violência doméstica e rede de proteção</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Comunicação e resolução de conflitos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Saúde mental e autocuidado</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Projeto de vida e autonomia</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Convivência comunitária e participação social</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Acompanhe mais informações sobre como usar cada uma delas!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1. Território: potencialidades e vulnerabilidades</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Reconhecer o território onde se vive é o primeiro passo para agir sobre ele. Uma oficina com esse tema ajuda as famílias a identificarem os recursos disponíveis na comunidade, como equipamentos públicos, redes de apoio, espaços culturais e também os fatores de risco que afetam o cotidiano.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa abordagem estimula o protagonismo local e fortalece o sentido de pertencimento, que é um dos pilares do trabalho social com famílias. Ela também dialoga com o papel do CRAS como porta de entrada do SUAS no território.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> início de grupos, diagnóstico participativo, fortalecimento comunitário.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolver leitura crítica do território.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que temos de bom aqui? O que precisa melhorar?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolvimento de um cartaz com potencialidades e prioridades locais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2. Convivência familiar</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina sobre a complexidade da vida em família abre espaço para que os grupos verbalizem dificuldades silenciadas. A democratização do ambiente familiar e a resolução de conflitos são conteúdos centrais nesse tema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunicação não violenta, referenciada no </span><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a><span style="font-weight: 400;">, também pode ser uma ferramenta metodológica útil nesse contexto.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> queixas de brigas frequentes, distanciamento entre gerações, dificuldades de comunicação.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> fortalecer relações familiares e práticas de diálogo.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Como resolvemos conflitos em casa? O que piora uma discussão? O que ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> construção coletiva de combinados de convivência.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">3. Cuidar de quem cuida</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ideia de tema para oficina valida a experiência de quem cuida, promove troca entre pares e pode levantar necessidades que apontam para serviços domiciliares ou para o fortalecimento da rede de apoio. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é uma ponte natural para encaminhamentos ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que também trabalha com cuidadores de crianças de 0 a 6 anos.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> cuidadores sobrecarregados ou sem rede de apoio.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> reconhecer demandas do cuidador e fortalecer suporte social.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quem cuida de quem cuida? Como pedir ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> mapa de rede de apoio familiar e comunitária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4. Direitos socioassistenciais e benefícios</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O público do PAIF é composto por famílias em situação de vulnerabilidade social decorrente da pobreza, de acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas dessas famílias desconhecem seus direitos: não sabem a quais benefícios têm acesso, quais os critérios de elegibilidade ou como recorrer em caso de negativa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina informativa sobre os direitos socioassistenciais e benefícios ajuda a ampliar o acesso a eles. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> novos usuários, famílias em vulnerabilidade econômica, dúvidas recorrentes sobre benefícios.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar acesso a direitos e reduzir desinformação.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais benefícios vocês conhecem? Onde costumam buscar informação?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> quiz coletivo sobre Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Cadastro Único e benefícios eventuais.</span></p>
<p><span style="font-family: 'Roboto Slab', 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 1.42383rem;">5. Direitos das mulheres, das crianças, dos adolescentes, dos idosos e das pessoas com deficiência</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conhecer direitos é parte essencial da proteção social. Esse tema ajuda as famílias a compreenderem garantias previstas em legislações como o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Lei Maria da Penha, o Estatuto do Idoso e a Lei Brasileira de Inclusão, aproximando esses direitos da realidade cotidiana.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal perspectiva fortalece a consciência cidadã, amplia a capacidade de identificar violações e incentiva a busca por apoio quando necessário. Ela também dialoga com o papel do CRAS na prevenção de riscos sociais e no acesso a direitos no território.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> dúvidas frequentes sobre direitos, relatos de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">, grupos com mulheres, idosos, cuidadores ou responsáveis por crianças e adolescentes.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar conhecimento sobre direitos.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais direitos vocês conhecem? Onde buscar ajuda quando um direito não é respeitado?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> construção coletiva de um painel com direitos básicos e serviços da rede de proteção do município.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">6. Violência doméstica e rede de proteção</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma oficina bem conduzida sobre violência doméstica cria um ambiente seguro para que esse assunto seja tratado sem julgamento, com informação qualificada e com apresentação da rede de proteção disponível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Vale a pena incluir nesse encontro a apresentação do Conselho Tutelar, do CREAS, dos demais serviços de acolhimento institucional e dos canais de denúncia. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> território com alta incidência de violência, relatos indiretos, necessidade preventiva.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> informar sinais de violência e caminhos de proteção.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que é violência além da agressão física? Onde buscar ajuda?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> apresentação da rede local: Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), saúde, Conselho Tutelar, canais de denúncia.</span></p>
<p><b>Conheça mais sobre o</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional</b></a><b> para enriquecer a preparação técnica da equipe para esse tema!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">7. Comunicação e resolução de conflitos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Conflitos fazem parte da convivência familiar e comunitária e demandam reflexões sobre falta de diálogo, como escutar e quais as estratégias de resolução pacífica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa iniciativa fortalece relações familiares, previne agravamentos e incentiva práticas mais saudáveis de convivência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela também dialoga com o papel preventivo do CRAS, ao contribuir para redução de situações que podem evoluir para violações de direitos e demandar Proteção Social Especial.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> relatos frequentes de brigas familiares, dificuldades de convivência, conflitos entre gerações ou tensões recorrentes no grupo.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> desenvolver habilidades de diálogo, escuta e resolução não violenta de conflitos.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Como costumamos reagir em momentos de conflito? O que ajuda a resolver uma discussão sem piorar a situação?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> simulação de situações do cotidiano com construção coletiva de alternativas baseadas em escuta ativa e acordos familiares.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">8. Saúde mental e autocuidado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa oficina, é possível abordar o reconhecimento das próprias emoções, a importância das redes de apoio, os direitos de acesso à saúde mental no SUS e estratégias simples de autocuidado no cotidiano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, o diálogo com a rede de saúde é fundamental para apoiar a reflexão sobre como a sobrecarga emocional, a ansiedade e o esgotamento afetam diretamente a rotina familiar. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> grupos sobrecarregados, cuidadores familiares, sofrimento emocional recorrente.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> ampliar percepção sobre autocuidado e rede de apoio.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> O que vocês fazem quando estão no limite? Quem ajuda quando a rotina pesa?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> lista prática de estratégias de cuidado possíveis no cotidiano.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">9. Projeto de vida e autonomia</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Famílias em situação de vulnerabilidade frequentemente organizam sua vida no tempo imediato: o que comer hoje ou como pagar a conta deste mês, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, uma oficina sobre projeto de vida e autonomia ajuda as famílias a pensarem seus objetivos a médio e longo prazo, identificarem potencialidades próprias e reconhecerem caminhos possíveis. </span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> famílias desmotivadas, desemprego prolongado, baixa perspectiva.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> estimular planejamento e reconhecimento de potencialidades.</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Onde quero estar daqui a um ano? O que posso começar agora?</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> plano simples de metas em curto prazo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">10. Convivência comunitária e participação social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa oficina pode ajudar as famílias a reconhecerem que a proteção social também se fortalece nos vínculos construídos com a comunidade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O tema incentiva a participação em espaços coletivos, amplia o sentimento de pertencimento e valoriza redes de apoio presentes no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, pode ser uma oportunidade para apresentar o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/centro-de-convivencia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Convivência</span></a><span style="font-weight: 400;">, conselhos de direitos e outras iniciativas que estimulam participação cidadã no município.</span></p>
<p><b>Quando usar:</b><span style="font-weight: 400;"> baixa participação comunitária, isolamento social, necessidade de fortalecer vínculos no território.<br />
</span><b>Objetivo:</b><span style="font-weight: 400;"> estimular protagonismo social, convivência comunitária e acesso às oportunidades existentes na rede local.<br />
</span><b>Perguntas para roda de conversa:</b><span style="font-weight: 400;"> Quais espaços da comunidade vocês conhecem? Onde as famílias podem participar mais? O que falta no bairro ou território?<br />
</span><b>Atividade:</b><span style="font-weight: 400;"> elaboração de um mapa comunitário participativo, no qual o grupo identifica espaços do território, serviços públicos, iniciativas locais, lideranças comunitárias e oportunidades de participação social existentes na região.</span></p>
<h2>Temas para oficinas com as famílias no CRAS: como adaptar à realidade do município?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A forma como os temas serão abordados também depende do porte do município. A seguir, entenda como adaptar!</span></p>
<h3>Municípios pequenos</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em municípios pequenos, a proximidade entre as famílias costuma favorecer vínculo e participação, mas exige atenção redobrada ao sigilo e à exposição dos participantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em temas sensíveis, como violência doméstica ou saúde mental, busque priorizar grupos menores, pactos de confidencialidade e construção gradual de confiança.</span></p>
<h3>Grandes cidades</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em territórios urbanos com alta vulnerabilidade social, a rotatividade do grupo tende a ser maior. Nesse caso, os temas que demandam continuidade e aprofundamento precisam ser estruturados para funcionar mesmo quando os participantes mudam.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diversidade das famílias atendidas exige atenção para que nenhum grupo seja invisibilizado na condução dos encontros.</span></p>
<h3>Territórios rurais e comunidades tradicionais</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Comunidades quilombolas, indígenas, ribeirinhas e outros Povos e Comunidades Tradicionais (PCTs) têm dinâmicas culturais específicas que precisam ser respeitadas no planejamento das oficinas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso que a condução de temas como território, direitos coletivos e identidade cultural seja feita com escuta real para a compreensão do contexto.</span></p>
<h2>Quais metodologias usar em oficinas com famílias?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As principais metodologias para usar nas oficinas são: dinâmicas em grupo, rodas de conversa, estudos de caso e atividades participativas. Saiba mais sobre elas abaixo!</span></p>
<h3>Dinâmicas em grupo</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As dinâmicas de grupo são úteis para criar vínculo no início do percurso, trabalhar autoconhecimento, estimular escuta e mobilizar afeto. Elas funcionam bem quando o objetivo é criar um ambiente seguro antes de aprofundar conteúdos mais sensíveis.</span></p>
<h3>Roda de conversa</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A roda de conversa favorece a horizontalidade, dá voz a todos os participantes e permite que o técnico conduza sem centralizar e é indicada quando o grupo já tem algum nível de confiança estabelecido.</span></p>
<h3>Estudos de caso</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os estudos de caso apresentam situações fictícias, mas plausíveis para o grupo, e pedem que os participantes analisem e proponham encaminhamentos para desenvolver o raciocínio crítico sem expor histórias reais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, pode ser útil em temas como violência doméstica, trabalho infantil e negligência.</span></p>
<h3>Atividades participativas</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Criação de murais coletivos, mapeamento de recursos do território, elaboração de acordos de convivência, produção de materiais informativos, são atividades que combinam reflexão com ação coletiva.</span></p>
<h2>Quais são os erros comuns ao planejar oficinas com famílias e como evitá-los?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os erros na estruturação de temas para oficinas com as famílias envolvem a falta de estudo sobre o público-alvo, confusão entre oficinas e palestras, ausência de objetivos claros, falhas no planejamento e desvalorização dos registros sociais. Veja!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Escolher o tema sem considerar o grupo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um tema válido para qualquer público não é necessariamente válido para aquele grupo específico, naquele momento. O planejamento precisa partir de quem está na sala e não de uma pauta genérica.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Confundir oficina com palestra</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando o técnico fala a maior parte do tempo, a oficina perde seu caráter participativo. O papel do facilitador é conduzir, não ensinar. A voz que precisa soar com mais frequência é a das famílias.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Não definir objetivos mensuráveis</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O que se espera que mude, que seja aprendido ou que seja mobilizado ao final do encontro? Sem essa definição, fica difícil avaliar se a oficina cumpriu seu propósito. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Subestimar o tempo de planejamento </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Uma boa oficina leva tempo para ser estruturada. Improvisar pode funcionar pontualmente, mas não sustenta um percurso de trabalho social com famílias de qualidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Ignorar os registros sociais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os registros de grupo são instrumentos de trabalho que documentam o percurso, orientam os próximos encontros e evidenciam o impacto do serviço. </span></p>
<p><b>Para quem quer aprofundar o conceito de instrumentalidade no trabalho do assistente social, o artigo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <b>instrumentalidade no Serviço Social</b></a><b> oferece uma base sólida.</b></p>
<h2>Conclusão: como tornar oficinas com famílias mais efetivas no PAIF</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os temas para oficinas com as famílias não existem isolados. Eles fazem parte de um percurso planejado de trabalho social, orientado pelos objetivos do PAIF: fortalecer a função protetiva da família, prevenir a ruptura de vínculos, promover autonomia e garantir acesso a direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A escolha certa dos temas para oficinas com as famílias começa com a leitura do território e do grupo. Passa pela definição de objetivos práticos para cada encontro e se consolida em uma metodologia que coloca as famílias como protagonistas da reflexão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, a oficina deixa de ser uma atividade do serviço e se torna parte do processo de proteção social que o SUAS se propõe a garantir.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma GESUAS apoia equipes e gestores do SUAS com ferramentas que organizam o trabalho social com famílias, facilitam registros e qualificam a gestão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você quer saber como isso pode funcionar na sua realidade, conheça as soluções da GESUAS para a assistência social!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>Quais são os temas para oficinas com as famílias no PAIF?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns temas para oficinas com as famílias trabalhados com frequência são: renda, benefícios, convivência familiar, saúde mental, violência doméstica, projeto de vida e participação comunitária. Porém, é necessário considerar a realidade local e as demandas identificadas pela equipe técnica na seleção temática. </span></p>
<h3>Quantas famílias podem participar de uma oficina?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As orientações técnicas do PAIF indicam grupos de até 15 famílias para favorecer a participação qualificada. </span></p>
<h3>Como aumentar a participação das famílias nas oficinas?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Busque temas relevantes, horários viáveis e estratégias de vínculo com a equipe técnica.</span></p>
<h3>Qual a diferença entre grupo PAIF e oficina com famílias?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O grupo PAIF é uma modalidade coletiva de trabalho social com famílias no âmbito do PAIF, com caráter continuado e organizado em percursos. A oficina é uma das estratégias utilizadas dentro desse grupo, com tema, metodologia e objetivos definidos para um ou mais encontros específicos. </span></p>
<h3>Como registrar oficinas com famílias no prontuário SUAS?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Informe tema, objetivos, participantes, principais demandas discutidas, encaminhamentos e avaliação técnica.</span></p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV para Crianças de 0 a 6 Anos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS) — Resolução CNAS nº 145/2004</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/Orientacoes_PAIF_2.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas sobre PAIF &#8211; Trabalho Social com Famílias do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/servicos-e-programas/protecao-e-atencao-integral-a-familia" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atenção Integral à Família</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/Cartilha_PAIF_1605.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cartilha PAIF</span></a></li>
</ul>
<div id="modelo-de-paf-5460b416eedb56209b3a" role="main"></div>
<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
<script type="text/javascript">
  new RDStationForms('modelo-de-paf-5460b416eedb56209b3a-html', 'UA-104403806-1').createForm();
</script></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/">Temas para oficinas com as famílias no PAIF: 10 ideias para colocar em prática</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<item>
		<title>Seguridade Social: o que é, como ela funciona no Brasil e qual a sua relação com o SUAS?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Thainá Cunha]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Apr 2026 21:22:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[assistencia social]]></category>
		<category><![CDATA[seguridade social]]></category>
		<category><![CDATA[SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 8 minutos</small> A Seguridade Social ancora boa parte do trabalho de proteção social no Brasil. Ela conecta três pilares essenciais para a garantia de direitos: a previdência, a saúde e a assistência social.  Assim, o Tripé da Seguridade busca garantias para que ninguém fique completamente desprotegido, independentemente de onde nasceu ou quanto ganhou na vida. Na rotina da assistência social, são comuns as dúvidas sobre direitos básicos garantidos pela Seguridade Social. Para orientar bem os usuários, é preciso entender com profundidade como funciona o <a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/">Seguridade Social: o que é, como ela funciona no Brasil e qual a sua relação com o SUAS?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 8 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A Seguridade Social ancora boa parte do trabalho de proteção social no Brasil. Ela conecta três pilares essenciais para a garantia de direitos: a previdência, a saúde e a assistência social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o Tripé da Seguridade busca garantias para que ninguém fique completamente desprotegido, independentemente de onde nasceu ou quanto ganhou na vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina da assistência social, são comuns as dúvidas sobre direitos básicos garantidos pela Seguridade Social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para orientar bem os usuários, é preciso entender com profundidade como funciona o sistema de Seguridade. Continue a leitura para saber mais!</span></p>
<h2>O que é Seguridade Social?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Seguridade Social é o conjunto integrado de ações do poder público e da sociedade para garantir direitos relacionados à saúde, à previdência e à assistência social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse direito de cidadania, construído coletivamente e financiado por toda a sociedade, está na </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Seguridade Social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e é reforçado pela Constituição Federal de 1988.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A legislação estabelece os seguintes princípios da Seguridade Social:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/universalidade-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">universalidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> no atendimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a equidade no custeio;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a irredutibilidade dos benefícios; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a diversidade das fontes de financiamento; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">gestão democrática e descentralizada, com participação de trabalhadores, empregadores, aposentados e governo.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a ela reforça o papel e a voz da comunidade na gestão dos serviços que a atendem para que o sistema sirva a quem mais precisa.</span></p>
<h2>Quais são os pilares da Seguridade Social?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O tripé da Seguridade Social organiza o sistema em três políticas distintas e complementares: previdência, saúde e assistência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Cada uma delas tem sua lógica, seu público e seus instrumentos, e as três precisam funcionar juntas para que a proteção social seja de fato efetiva. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entenda mais sobre cada uma!</span></p>
<h3>Previdência Social</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Previdência é o pilar contributivo, que protege quem contribuiu ao longo da vida laboral contra riscos como aposentadoria, invalidez, morte ou doença. O Regime Geral de Previdência Social, operado pelo INSS, é a porta de entrada da maioria dos trabalhadores brasileiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os demais idosos e pessoas com deficiência que possuem baixa renda, mas não contribuíram com a previdência, é possível obter o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada</span></a><span style="font-weight: 400;"> (BPC). O acesso ao BPC exige inscrição atualizada no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">CadÚnico</span></a><span style="font-weight: 400;">, além da análise realizada pelo INSS.  </span></p>
<h3>Saúde</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Sistema Único de Saúde garante que qualquer pessoa, independentemente de renda ou vínculo contributivo, tenha acesso aos serviços de saúde. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse princípio de universalidade foi uma conquista histórica da Constituição de 1988 e representou uma ruptura com modelos anteriores, que atendiam apenas quem tinha carteira assinada.</span></p>
<h3>Assistência Social</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a Assistência Social é o pilar não contributivo. Ela atende quem precisa, sem exigir que a pessoa tenha contribuído previamente para o sistema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Assistência é operada por meio do SUAS para garantir serviços, programas, projetos e benefícios socioassistenciais a indivíduos e famílias em situação de vulnerabilidade ou risco social.</span></p>
<p><b>Saiba mais sobre a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/vinculos-que-protegem-a-centralidade-das-relacoes-na-protecao-social-do-suas/" target="_blank" rel="noopener"><b>centralidade das relações na proteção social do SUAS</b></a><b>!</b></p>
<h2>Quais os benefícios da Seguridade Social?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os benefícios que compõem o sistema de Seguridade Social cobrem diferentes situações de vulnerabilidade ao longo da vida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na Previdência, estão as aposentadorias por idade, por tempo de contribuição e por invalidez, além do auxílio-doença, do salário-maternidade e da pensão por morte. Esses benefícios substituem a renda do trabalhador quando ele não pode trabalhar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a Saúde, o benefício é o próprio acesso universal: consultas, internações, medicamentos, exames, atenção básica e especializada pelo SUS, sem custo direto para o cidadão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, na Assistência Social, os principais benefícios incluem os serviços socioassistenciais ofertados nos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/psb-e-pse-servicos-e-fluxos-entre-cras-e-creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">CRAS e CREAS</span></a><span style="font-weight: 400;">, além dos demais equipamentos do SUAS. Os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, também integram esse pilar, combinando suporte financeiro com acesso a direitos.</span></p>
<p><b>Veja também o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/09/gesuas-ebook-3.pdf" target="_blank" rel="noopener"><b>Guia definitivo: Serviços, Programas e Benefícios Socioassistencias</b></a><b>!</b></p>
<h2>Como funciona a Seguridade Social no município?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Seguridade Social deve ser gerida de forma descentralizada e democrática, segundo a Constituição Federal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que a União, os estados e os municípios compartilham responsabilidades, e que a gestão local tem papel determinante na qualidade do que chega ao cidadão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No campo da assistência social, essa descentralização se organiza por meio do SUAS, com os municípios responsáveis pela oferta direta dos serviços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, cada secretaria municipal de assistência social é, na prática, um ponto de materialização do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/164-beneficiometro-projeto/14038-o-que-e-a-seguridade" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA)</span></a><span style="font-weight: 400;"> reforça que esse sistema é responsável por promover melhorias nas condições de vida da população brasileira.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, quando a gestão municipal é fragilizada, com sistemas precários e ausência de planejamento, por exemplo, quem paga o preço são as famílias que dependem desses serviços para sobreviver.</span></p>
<h2>Como a Seguridade Social é financiada?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O financiamento desse sistema funciona de formas diferentes em cada pilar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Previdência opera como um seguro social de base contributiva: trabalhadores e empregadores recolhem contribuições mensais que sustentam os benefícios pagos. Assim, quem ainda trabalha financia quem já está aposentado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Saúde e a Assistência Social são financiadas com recursos públicos provenientes de tributos gerais, que são pagos por toda a sociedade. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque o Estado tem o dever de prover, executar, financiar e manter o acesso a serviços sociais que atendam necessidades coletivas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, segundo a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/capacitasuas_caderno_1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Secretaria Nacional de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, cabe ao Estado também exercer o papel de regulador, inclusive nas relações com organizações da sociedade civil que executam serviços por meio de convênios e parcerias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a diversidade das fontes de financiamento, prevista como princípio constitucional, é o que garante que o sistema não dependa de uma única receita, tornando-o mais resiliente às oscilações econômicas.</span></p>
<h2>Qual a relação entre SUAS e Seguridade Social?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SUAS é a operacionalização da Assistência Social dentro do sistema de Seguridade Social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele organiza a oferta de serviços socioassistenciais em dois níveis de proteção: a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltada à prevenção e a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-protecao-social-especial-e-as-situacoes-de-violencia-e-violacao-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial</span></a><span style="font-weight: 400;">, para o atendimento de violações de direitos já ocorridas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que o SUAS funcione de verdade, ele precisa trabalhar a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">intersetorialidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> com os pilares da Seguridade de forma contínua.</span></p>
<h2>Conclusão: a Seguridade Social e a redução das desigualdades no Brasil</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Seguridade Social foi construída como um instrumento de redistribuição em um país onde a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-no-suas-politicas-publicas-no-enfrentamento-as-desigualdades-sociais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">desigualdade</span></a><span style="font-weight: 400;"> é estrutural. Ela representa a aposta coletiva de que é possível garantir uma vida digna a todos, independentemente de onde a pessoa nasceu ou de qual família vem.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para o profissional do SUAS, entender o sistema completo significa atender com mais precisão, encaminhar com mais segurança e defender direitos com mais convicção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina prática, quando a gestão municipal tem as  ferramentas adequadas, esse trabalho ganha escala. A GESUAS foi criado para isso: para que os municípios brasileiros tenham mais eficiência na gestão do SUAS</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Clique abaixo para conhecer a plataforma e fortalecer a gestão da assistência social no seu município!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>O que é Seguridade Social?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Seguridade Social é o sistema integrado de políticas públicas que garante direitos à saúde, à previdência e à assistência social a todos os brasileiros, previsto na Constituição Federal de 1988. </span></p>
<h3>Quais são os 3 pilares da Seguridade Social?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os três pilares são Saúde, Previdência Social e Assistência Social. A Saúde é universal, a Previdência atende quem contribui para o INSS e a Assistência Social atende quem precisa, sem exigência de contribuição prévia.</span></p>
<h3>Quem tem direito à Seguridade Social?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Todo cidadão brasileiro tem direito à Seguridade Social. O acesso à saúde e à assistência social independe de contribuição. A previdência exige vínculo contributivo, mas trabalhadores informais podem se filiar como contribuintes individuais para garantir seus direitos.</span></p>
<h3>Qual a diferença entre Seguridade Social e Previdência?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Previdência Social é apenas um dos três pilares da Seguridade Social. Enquanto a Previdência atende quem contribuiu ao sistema, a Seguridade como um todo inclui também a Saúde, de acesso universal, e a Assistência Social, voltada a quem precisa, formando uma rede de proteção mais ampla.</span></p>
<h3>O que é a Reforma da Seguridade Social?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As reformas da Seguridade Social são mudanças legislativas que alteram regras dos seus pilares, especialmente da Previdência. A Emenda Constitucional nº 103/2019 foi a mais recente reforma previdenciária significativa no Brasil, alterando idades mínimas e critérios de acesso às aposentadorias.</span></p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.ipea.gov.br/portal/categorias/164-beneficiometro-projeto/14038-o-que-e-a-seguridade" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8212rep.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Seguridade Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Constituição Federal</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/capacitasuas_caderno_1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Assistência Social: Política de Direitos à Seguridade Social</span></a></li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/">Seguridade Social: o que é, como ela funciona no Brasil e qual a sua relação com o SUAS?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>O que é o CREAS e quais são suas funções na Proteção Social Especial?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 09 Apr 2026 12:30:24 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 14 minutos</small> O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) é uma unidade pública do SUAS responsável por atender famílias e indivíduos em situação de violação de direitos, oferecendo serviços especializados de Proteção Social Especial de Média Complexidade. Na prática, o CREAS atua quando há rompimento ou fragilização de vínculos familiares e comunitários, oferecendo acompanhamento técnico continuado, escuta qualificada e encaminhamentos para a rede de proteção social e demais políticas públicas. Se você tem dúvidas sobre o que é o CREAS e qual <a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/">O que é o CREAS e quais são suas funções na Proteção Social Especial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 14 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span> <span style="font-weight: 400;">é uma unidade pública do SUAS responsável por atender famílias e indivíduos em situação de violação de direitos, oferecendo serviços especializados de Proteção Social Especial de Média Complexidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, o CREAS atua quando há rompimento ou fragilização de vínculos familiares e comunitários, oferecendo acompanhamento técnico continuado, escuta qualificada e encaminhamentos para a rede de proteção social e demais políticas públicas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Se você tem dúvidas sobre o que é o CREAS e qual a sua função, continue a leitura!</span></p>
<h2>O que é o CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><b>Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</b><span style="font-weight: 400;"> é uma unidade pública que oferta serviços de </span><b>Proteção Social Especial de Média Complexidade</b><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CREAS, são realizados atendimentos e acompanhamentos especializados de </span><b>famílias e indivíduos cujos direitos foram violados ou ameaçados</b><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades exercidas pelo CREAS podem possuir abrangência local ou regional, de forma a garantir maior cobertura e eficácia na oferta dos atendimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CREAS surgiu em 2004 como uma unidade física que integra a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> no Brasil e, hoje, atende quase 3 mil municípios brasileiros, segundo dados do </span><a href="https://aplicacoes.cidadania.gov.br/vis/data3/v.php?q[]=oNOhlMHqwGZsemeZ6au8srNijd1k5q%2Bc2dy7o7jEsbbp#:~:text=Table_title:%20S%C3%A9rie%20hist%C3%B3rica%20%2D%20Brasil%20Table_content:%20header:,o%20preenchimento%20do%20Censo%20SUAS:%202.782%20%7C"><span style="font-weight: 400;">Censo SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa unidade é regulamentada por um conjunto de normativas que estruturam o SUAS. Dentre elas, destacam-se a PNAS, a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais  de 2009, as Orientações Técnicas do CREAS, a Norma Operacional Básica do SUAS (NOB-SUAS) e a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/desvendando-a-nob-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOB-RH/SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> atua diretamente na prevenção de riscos sociais na </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">, o CREAS age de forma especializada para atender populações que vivenciam violações de direitos.</span></p>
<p><b>Entenda a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/psb-e-pse-servicos-e-fluxos-entre-cras-e-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>diferença entre CRAS e CREAS</b></a><b>! </b></p>
<h3>O que é a Proteção Social Especial de Média e de Alta Complexidade?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><b>Proteção Social Especial de Média Complexidade</b><span style="font-weight: 400;"> tem por objetivo a oferta de atendimento às famílias e indivíduos que sofreram violações de direito, mas que ainda preservam os vínculos familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do CREAS, a Proteção Social Especial de Média Complexidade é executada nos seguintes equipamentos:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/centro-pop/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado para População em Situação de Rua (Centro POP</span></a><span style="font-weight: 400;">);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Centro &#8211; Dia de referência para pessoas com deficiência.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a </span><b>Proteção Social Especial de Alta Complexidade </b><span style="font-weight: 400;">visa garantir a proteção integral por meio de serviços direcionados ao acolhimento, em suas diferentes modalidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Alta Complexidade busca, dessa forma, preservar os indivíduos que estão em situação de ameaça em seu núcleo familiar ou comunitário.</span></p>
<h2>Quais são as funções do CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para cumprir com os objetivos da atenção ofertada pelos serviços do CREAS, são atribuições desses centros:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Apoiar o exercício do protagonismo e da participação social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Contribuir para a superação de situações vivenciadas e a reconstrução de relacionamentos familiares e comunitários;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Facilitar o <a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/" target="_blank" rel="noopener">acesso das famílias e indivíduos aos direitos</a> socioassistenciais e à rede de proteção social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Interromper padrões de relacionamentos familiares e comunitários com violação de direitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Prevenir os agravamentos e a institucionalização;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Proporcionar </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acolhimento instituciona</span></a><span style="font-weight: 400;">l e escuta qualificada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Promover o fortalecimento da função protetiva da família.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessas atribuições, também são funções do CREAS: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Elaboração de</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/estudo-social/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">estudos sociais</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Realização de diagnósticos socioeconômicos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Construção do</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/pia-plano-individual-de-atendimento/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Plano Individual</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou Familiar de atendimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Orientação sociofamiliar, jurídico-social e</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">encaminhamento para a rede</span></a><span style="font-weight: 400;"> de serviços locais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atendimento psicossocial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Identificação da família extensa ou ampliada.</span></li>
</ul>
<p><strong>Veja <a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">como o CREAS pode verificar violação de direitos no território</a>!</strong></p>
<h2>Quais serviços são oferecidos pelo CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No CREAS, a equipe atua por meio de serviços complementares que se articulam para responder às situações de violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre eles, está o </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/paefi/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos – PAEFI</span></a><span style="font-weight: 400;">, responsável pelo acompanhamento de famílias e indivíduos que enfrentam situações graves e pela oferta de proteção, escuta qualificada e construção de novos caminhos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CREAS também acompanha adolescentes que cumprem </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/medidas-socioeducativas-em-meio-aberto/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">medidas socioeducativas</span></a><span style="font-weight: 400;"> em meio aberto, como Liberdade Assistida e Prestação de Serviços à Comunidade para garantir que esse processo seja feito com orientação, responsabilidade e respeito.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nas ruas, o trabalho se estende por meio do Serviço Especializado em </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/abordagem-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Abordagem Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, que identifica e acolhe a população em situação de rua, fortalece vínculos e encaminha para a rede de proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">E, para pessoas com deficiência, pessoas idosas e suas famílias, o CREAS oferece um serviço específico, dedicado a apoiar quem enfrenta violações ou necessita de cuidados intensificados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-paf" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-1772 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png" alt="Saiba como preencher um Plano de Acompanhamento Familiar (PAF) com o modelo do Gesuas!" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/09/Faixa-Formulario-copy-1024x173.png 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></span></p>
<h2>Quais situações podem ser atendidas no CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Nos serviços ofertados pelo CREAS, podem ser atendidas famílias e indivíduos em situação de risco pessoal e social, com violação de direitos, tais como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Abandono;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adolescentes que estejam em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto de Liberdade Assistida (LA) e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Afastamento do convívio familiar devido à aplicação de medida de proteção;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Violência física, psicológica e negligência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Violência sexual;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/servico-especializado-para-pessoas-em-situacao-de-rua/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Situação de rua</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Discriminação em função da orientação sexual, raça e etnia;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Descumprimento de condicionalidades do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-bolsa-familia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Programa Bolsa Família</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-erradicacao-trabalho-infantil/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (PETI)</span></a><span style="font-weight: 400;"> em decorrência de situações de risco pessoal e social, por violação de direitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tráfico de pessoas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Vivência de trabalho infantil.</span></li>
</ul>
<p><b>Saiba </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><b>como o CREAS pode agir em situações de violência e violações de direitos</b></a><b>!</b></p>
<h2>Qual é a equipe de referência do CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência constitui um dos principais elementos para a qualificação da oferta do trabalho social, de acordo com a NOB-RH/SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O quadro a seguir, proposto pelo </span><a href="http://mpce.mp.br/wp-content/uploads/2017/03/20180095-Cartilha_O-MP-e-o-SUAS-Uma-interlocucao-necessaria.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Ministério Público do Estado do Ceará</span></a><span style="font-weight: 400;">, apresenta o planejamento das equipes e tem como base o porte dos municípios:</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Municípios em Gestão Inicial e Básica</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><b>Municípios em Gestão Plena e Estados com Serviços Regionais</b></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento de 50 pessoas/indivíduos</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento de 80 pessoas/indivíduos</span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">1 coordenador</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">1 coordenador</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">1 assistente social</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">2 assistentes sociais</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">1 psicólogo</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">2 psicólogos</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">1 advogado</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">1 advogado</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">2 profissionais de nível superior ou médio</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">4 profissionais de nível superior ou médio</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">1 auxiliar administrativo</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">2 auxiliares administrativos</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">As equipes de referência devem possuir qualificação técnica, conhecimentos e habilidades compatíveis com a natureza e os objetivos dos serviços ofertados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, elas serão capazes de suprir a complexidade das ocorrências atendidas nos CREAS.</span></p>
<h2>Qual é o papel da coordenação do CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Para entender realmente o que é o CREAS e o que ele faz, é preciso identificar como a coordenação atua dentro desse serviço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o CREAS deve conduzir o processo de articulação cotidiana com as demais unidades e serviços socioassistenciais, especialmente os CRAS e o Serviço de Acolhimento, na sua área de abrangência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, é importante definir e discutir com a equipe técnica a dinâmica e os processos de trabalho a serem desenvolvidos na Unidade, assim como a adoção de estratégias e ferramentas teórico-metodológicas visando à qualificação do trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, também é função do CREAS a participação na elaboração, acompanhamento, implementação e avaliação dos fluxos e procedimentos adotados, visando garantir a efetivação das articulações necessárias.</span></p>
<p><b>Veja quais são </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/coordenacao-no-creas-quais-sao-as-atribuicoes/" target="_blank" rel="noopener"><b>os desafios na Coordenação do CREAS</b></a><span style="font-weight: 400;">!</span></p>
<h2>Qual é a capacidade de atendimento do CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade de atendimento pelo CREAS precisa levar em consideração a realidade e a demanda local, de modo que o gestor possa planejar e implementar o CREAS de forma adequada ao território onde atua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, é necessário conhecer as orientações técnicas sobre a organização, implementação e funcionamento do CREAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, cabe à gestão local avaliar a necessidade de ampliação da equipe e da estrutura para garantir que o atendimento seja realizado de forma qualificada e de acordo com as características do município e da complexidade das situações atendidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja a seguir os parâmetros que podem ser adaptados para a realidade local:</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Equipe mínima do CREAS por porte de município</span></h3>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Porte do município</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Capacidade de Atendimento</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno Porte I, II e Médio Porte</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pelo menos 50 famílias/indivíduos por mês</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande Porte, Metrópole e Distrito Federal</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pelo menos 80 famílias/indivíduos por mês</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: Ministério Público do Estado do Ceará</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, é importante avaliar que a unidade deve reunir condições de atendimento visando à possível ampliação de sua capacidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, deverá contar com uma infraestrutura adequada e uma equipe preparada para suprir a demanda das famílias e indivíduos do território na qual está localizada.</span></p>
<h2>Quais são as políticas públicas articuladas com o CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Em sua articulação, o CREAS busca a efetividade dos atendimentos ofertados. Nesse sentido, os centros contam com uma rede de proteção composta pelos seguintes atores:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Gestão dos Programas de Transferência de Renda e Benefícios (PETI, Bolsa Família,</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;"> Benefício de Prestação Continuada – BPC</span></a><span style="font-weight: 400;">);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Delegacias Especializadas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Órgãos de Defesa de Direitos (Conselho Tutelar, Ministério Público, Poder Judiciário, Defensoria Pública);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Rede de Educação;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Serviços de Acolhimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Serviços de Saúde (Saúde Mental).</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A articulação do CREAS pode ser realizada com outros órgãos que atuam na defesa dos direitos. Com isso, a ideia é garantir a qualidade dos serviços ofertados e o fortalecimento do trabalho em rede.</span></p>
<h2>Quais instrumentos e relatórios são utilizados no CREAS?</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A produção de registros e relatórios é parte estruturante do trabalho desenvolvido no CREAS, tanto para fins de acompanhamento técnico quanto para a gestão e a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/category/vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vigilância socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> no âmbito do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses instrumentos não se resumem a um único sistema, mas compõem um conjunto articulado de registros que subsidiam o atendimento às famílias, a tomada de decisão da gestão e a produção de informações sobre o território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais instrumentos utilizados, estão o </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/rma-do-creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Registro Mensal de Atendimentos (RMA)</span></a><span style="font-weight: 400;">, os relatórios técnicos produzidos pela equipe, os registros no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/importancia-do-correto-preenchimento-do-prontuario-suas-para-a-materializacao-da-protecao-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Prontuário SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> e os sistemas vinculados à gestão de condicionalidades.</span></p>
<h3>Registro Mensal de Atendimentos (RMA)</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Registro Mensal de Atendimentos (RMA) é um instrumento nacional padronizado que integra a Vigilância Socioassistencial do SUAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Seu objetivo é sistematizar, de forma quantitativa, as informações relativas aos atendimentos realizados pelas unidades e possibiliar o monitoramento da oferta de serviços e o planejamento das ações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/rma-do-creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">RMA do CREAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> organiza as informações a partir dos principais serviços ofertados, incluindo: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI);</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O atendimento a adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas em meio aberto;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O Serviço Especializado em Abordagem Social; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Os atendimentos realizados na unidade.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O RMA possui caráter predominantemente quantitativo e gerencial e não substitui os registros técnicos detalhados necessários ao acompanhamento das famílias e indivíduos.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/caso-de-sucesso-nepomuceno" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-472 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno.jpg" alt="como responder mais facilmente o rma" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixa-nepomuceno-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h3>Relatórios técnicos e relatório mensal consolidado</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do RMA, o CREAS elabora diferentes tipos de relatórios técnicos, que são fundamentais para o acompanhamento das situações atendidas e para a articulação com o Sistema de Garantia de Direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses relatórios podem ser encaminhados, por exemplo, ao Poder Judiciário, ao Ministério Público, ao Conselho Tutelar e a outros órgãos da rede.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No âmbito da gestão municipal, é comum a elaboração de relatórios mensais consolidados, que sistematizam as atividades desenvolvidas pela equipe no período. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, geralmente, são usados os dados do RMA, mas também podem ser incorporadas análises qualitativas sobre os atendimentos, os principais tipos de violação identificados, as dificuldades enfrentadas e as estratégias adotadas pela equipe.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o relatório consolidado não se limita à reprodução dos dados quantitativos, mas busca oferecer uma leitura crítica da realidade do território e do trabalho desenvolvido no CREAS.</span></p>
<h3>Integração com outros sistemas de informação</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho do CREAS também envolve o registro de informações em outros sistemas, como o Sistema de Gestão de Condicionalidades do Programa Bolsa Família (SICON). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse registro é importante, especialmente, nos casos de famílias em acompanhamento por descumprimento de condicionalidades associadas à situações de violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o uso do Prontuário SUAS é fundamental para o registro sistemático do acompanhamento das famílias e indivíduos, pois garante continuidade, qualidade e rastreabilidade das intervenções realizadas.</span></p>
<h2>Conclusão</h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> é fundamentada na perspectiva </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/diagnostico-socioterritorial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">socioterritorial</span></a><span style="font-weight: 400;">, atuando diretamente em situações de risco que demandam intervenções em problemas específicos ou abrangentes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse contexto, as estratégias de atenção social visam a reestruturação do grupo familiar como forma de promover o fortalecimento dos vínculos afetivos e sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, a Proteção Social Especial possui uma série de ações e serviços ofertados pelo CREAS e pelos demais equipamentos que compõem esse nível de proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/protecao-social-especial-sem-creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">municípios onde não existem os CREAS</span></a><span style="font-weight: 400;">, a Proteção Social Especial é viabilizada por meio de outras alternativas de cooperação intermunicipal para a oferta do serviço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, os serviços de Proteção Social Especial devem atuar de forma contínua e compartilhada com outras políticas setoriais que compõem o Sistema de Garantia de Direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assegurar a efetividade da reinserção social, a qualidade na atenção protetiva e o monitoramento dos encaminhamentos realizados são alguns dos desafios dos profissionais da Assistência Social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora que você já entendeu o que é o CREAS, aproveite para saber mais sobre como a plataforma GESUAS pode te ajudar nos desafios da Proteção Social!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2>Perguntas frequentes</h2>
<h3>O que é o CREAS e para que serve?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CREAS é uma unidade pública do SUAS responsável por atender famílias e indivíduos em situação de violação de direitos, oferecendo serviços especializados de Proteção Social Especial de Média Complexidade.</span></p>
<h3>Qual é a diferença entre o CREAS e o CRAS?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) promove ações de prevenção de vulnerabilidades sociais. Já o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) atende pessoas que tiveram seus direitos violados.</span></p>
<h3>Quando devo procurar o CREAS?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É preciso procurar o CREAS em situações de direitos violados, como nos casos de violência, abandono, cumprimento de medidas socioeducativas, situação de rua, trabalho infantil, discriminação, dentre outros.</span></p>
<h3>O que o advogado do CREAS faz?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No CREAS, a equipe de advogados é responsável pelo atendimento dos usuários que vivenciam situações de violação de direitos.</span></p>
<h3>O CREAS recebe denúncias?</h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. O CREAS é uma unidade de atendimento ao público que vivencia vulnerabilidades sociais. As denúncias devem ser realizadas por meio de órgãos oficiais, como Conselho Tutelar, delegacias e Ministério Público.</span></p>
<h2>Referências</h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://mpce.mp.br/wp-content/uploads/2017/03/20180095-Cartilha_O-MP-e-o-SUAS-Uma-interlocucao-necessaria.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O Ministério Público e o Sistema Único de Assistência Social (SUAS): uma interlocução necessária</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOB-RH/SUAS: anotada e comentada</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/atendimento/doc/Manual_RMA_CREAS2018.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Registro Mensal de Atendimentos CREAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/revista/revistacreas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Revista CREAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.cidadania.gov.br/vis/data3/v.php?q[]=oNOhlMHqwGZsemeZ6au8srNijd1k5q%2Bc2dy7o7jEsbbp#:~:text=Table_title:%20S%C3%A9rie%20hist%C3%B3rica%20%2D%20Brasil%20Table_content:%20header:,o%20preenchimento%20do%20Censo%20SUAS:%202.782%20%7C" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">CREAS que completaram o Censo SUAS</span></a></li>
</ul>
<p>*Conteúdo atualizado em 09/04/2026</p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/">O que é o CREAS e quais são suas funções na Proteção Social Especial?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<item>
		<title>PMAS aprovado, e agora? Passo a passo para colocá-lo em prática!</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/pmas-aprovado-e-agora-passo-a-passo-para-coloca-lo-em-pratica/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/pmas-aprovado-e-agora-passo-a-passo-para-coloca-lo-em-pratica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 29 Jan 2026 21:56:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.gesuas.com.br/?p=5103</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 5 minutos</small> Por Eugene Francklin 2025 foi um ano de estruturação para o SUAS. Com o início de um novo ciclo de gestão, equipes precisaram se debruçar sobre diagnósticos, pactuações e documentos fundamentais para orientar a política de assistência social nos próximos quatro anos. Entre esses instrumentos, um ganhou destaque: o Plano Municipal de Assistência Social (PMAS). Agora, o cenário muda. 2026 marca a virada do planejamento para a ação. É o momento em que o PMAS deixa de ser apenas um documento e <a href="https://blog.gesuas.com.br/pmas-aprovado-e-agora-passo-a-passo-para-coloca-lo-em-pratica/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 5 minutos</small></p> <h6><em>Por Eugene Francklin</em></h6>
<p>2025 foi um ano de estruturação para o SUAS. Com o início de um novo ciclo de gestão, equipes precisaram se debruçar sobre diagnósticos, pactuações e documentos fundamentais para orientar a política de assistência social nos próximos quatro anos. Entre esses instrumentos, um ganhou destaque: o <strong>Plano Municipal de Assistência Social (PMAS)</strong>.</p>
<p>Agora, o cenário muda. 2026 marca a virada do planejamento para a ação.<br />
É o momento em que o PMAS deixa de ser apenas um documento e passa a ser colocado em prática nas decisões da gestão, na organização dos serviços, no trabalho das equipes e na relação com o controle social.</p>
<p>E é justamente aí que surge uma pergunta comum: Como transformar o PMAS em ação concreta no dia a dia da gestão?</p>
<p>Este texto foi pensado como um passo a passo, para apoiar gestores e equipes nesse desafio.<br />
Vamos colocar o PMAS em prática?</p>
<h2><strong>Passo 1: Tire o PMAS da gaveta e traga para o centro da gestão</strong></h2>
<p>O primeiro movimento é simbólico e estratégico. O PMAS não pode ser tratado como um documento que “já cumpriu sua função” só porque foi aprovado. A partir de agora, ele precisa ocupar um lugar central nas decisões da política de assistência social.</p>
<p>Isso significa que é necessário:</p>
<ul>
<li>retomar o documento com atenção;</li>
<li>reconhecer o PMAS como referência principal do planejamento;</li>
<li>abandonar a lógica do improviso e da resposta apenas às urgências.</li>
</ul>
<h2><strong>Passo 2: Releia o PMAS com olhar estratégico e coletivo</strong></h2>
<p>Agora que o PMAS já foi aprovado e hora de retomar o documento para uma leitura estratégica, para entender o caminho que o município decidiu seguir.</p>
<p>Uma boa tática é organizar uma releitura orientada por perguntas, como:</p>
<ul>
<li>Quais são as prioridades definidas para o período do plano?</li>
<li>Quais metas precisam começar a ser executadas imediatamente?</li>
<li>O que exige reorganização interna da política?</li>
<li>O que depende de articulação com outras áreas da gestão?</li>
</ul>
<p>Sempre que possível, essa releitura deve envolver coordenações, equipes técnicas, vigilância socioassistencial e gestão do trabalho. Quanto mais o plano é apropriado coletivamente, maiores são as chances de ele se concretizar no território.</p>
<h2><strong>Passo 3: Transforme diretrizes e metas em ações executáveis</strong></h2>
<p>Esse é o ponto em que muitos PMAS travam, o plano existe, mas não vira ação concreta.</p>
<p>Para avançar, é preciso fazer um exercício de tradução:</p>
<ul>
<li>diretrizes → viram ações</li>
<li>objetivos → viram tarefas</li>
<li>metas → viram prazos, responsáveis e recursos</li>
</ul>
<p>Na prática, isso significa desdobrar o PMAS em instrumentos operacionais, como:</p>
<ul>
<li>planos de ação anuais,</li>
<li>cronogramas de execução,</li>
<li>definição clara de responsabilidades,</li>
<li>estimativa de recursos financeiros e humanos.</li>
</ul>
<p>Aqui, o diálogo do PMAS com o Plano de Ação, o PPA, a LDO e a LOA é fundamental. Planejamento só se sustenta quando conversa com o orçamento.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em><a href="https://blog.gesuas.com.br/gestao-de-impacto-na-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"> Gestão focada em impacto na assistência social: quais indicadores para medir as ações?</a></p>
<h2><strong>Passo 4: Use o PMAS como base para as decisões do dia a dia</strong></h2>
<p>O PMAS não serve apenas para planejar o futuro. Ele é uma ferramenta poderosa para resolver dilemas cotidianos da gestão. Sempre que surgirem perguntas como:</p>
<ul>
<li>“Onde investir primeiro?”</li>
<li>“Qual serviço fortalecer?”</li>
<li>“Por que ampliar equipe?”</li>
<li>“Como justificar essa decisão para o Executivo?”</li>
</ul>
<p>Vale voltar ao plano.</p>
<p>Quando o PMAS é usado como referência, ele orienta prioridades, dá respaldo técnico às decisões, fortalece a posição da gestão e reduz decisões improvisadas.</p>
<h2><a class="img-hyperlink" href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-case-de-sucesso-pombal?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Pombal&amp;utm_id=banner"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2481 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial.jpg" sizes="(max-width: 1773px) 100vw, 1773px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial.jpg 1773w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2018/10/faixa-case-de-sucesso-pombal-implantou-vigilancia-scioassistencial-1024x173.jpg 1024w" alt="Veja como Pombal implantou a Vigilância Socioassistencial em poucos meses em nosso case de sucesso!" width="1773" height="300" /></a></h2>
<h2></h2>
<h2><strong>Passo 5: Acompanhe, monitore e ajuste o percurso</strong></h2>
<p>Colocar o PMAS em prática não significa executar tudo exatamente como foi escrito, sem revisões. O plano precisa ser acompanhado, monitorado e ajustado ao longo do tempo.</p>
<p>O monitoramento permite:</p>
<ul>
<li>identificar avanços e obstáculos,</li>
<li>compreender por que determinadas metas não saíram do papel,</li>
<li>redirecionar estratégias sem perder os objetivos centrais.</li>
</ul>
<p>Esse acompanhamento pode ser fortalecido com:</p>
<ul>
<li>indicadores definidos no próprio plano,</li>
<li>apoio da vigilância socioassistencial,</li>
<li>registros sistemáticos do trabalho,</li>
<li>diálogo permanente com equipes e controle social.</li>
</ul>
<h2><strong>Passo 6: Compartilhe o PMAS com o Conselho</strong></h2>
<p>A execução do PMAS não é tarefa exclusiva da gestão. Ela é, necessariamente, coletiva, como já falamos.</p>
<p>As equipes precisam conhecer o plano, se reconhecer nas diretrizes e compreender como seu trabalho cotidiano se conecta com os objetivos definidos.</p>
<p>Da mesma forma, o Conselho Municipal de Assistência Social segue tendo papel fundamental no acompanhamento da execução do PMAS, fortalecendo o controle social e a política no território.</p>
<p>Quando o plano é apropriado por todos, ele deixa de ser apenas um documento técnico e passa a ser um projeto político de fortalecimento do SUAS.</p>
<h2><strong>PMAS em prática: mais do que um plano, um caminho</strong></h2>
<p>Agora, com o PMAS aprovado, ele precisa ganhar vida no cotidiano da gestão, nos serviços, nas equipes e nas decisões.</p>
<p>Colocar o PMAS em prática é organizar prioridades, dar direção à política, fortalecer o SUAS no território e, principalmente, garantir direitos.</p>
<p>Planejar foi o primeiro passo. Executar, acompanhar e ajustar o PMAS é o que transforma o planejado em realidade.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/vinculos-que-protegem-a-centralidade-das-relacoes-na-protecao-social-do-suas/" target="_blank" rel="noopener">Vínculos que protegem: a centralidade das relações na proteção social do SUAS</a></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/pmas-aprovado-e-agora-passo-a-passo-para-coloca-lo-em-pratica/">PMAS aprovado, e agora? Passo a passo para colocá-lo em prática!</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Vínculos que protegem: a centralidade das relações na proteção social do SUAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 22 Jan 2026 00:45:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Educação Permanente]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social]]></category>
		<category><![CDATA[psb]]></category>
		<category><![CDATA[pse]]></category>
		<category><![CDATA[Vínculos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Por Eugene Francklin No desenho normativo do Sistema Único de Assistência Social, a proteção social é definida por níveis, seguranças, serviços, programas e benefícios. No entanto, no cotidiano dos territórios, aquilo que efetivamente sustenta a ação socioassistencial não está apenas nos instrumentos formais, mas nas relações que se constroem entre profissionais, usuários e instituições. Em meio a normas, sistemas, planos e indicadores, há um elemento do SUAS que muitas vezes não aparece nos relatórios, mas sem o qual nenhuma política se sustenta: <a href="https://blog.gesuas.com.br/vinculos-que-protegem-a-centralidade-das-relacoes-na-protecao-social-do-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>No desenho normativo do Sistema Único de Assistência Social, a proteção social é definida por níveis, seguranças, serviços, programas e benefícios. No entanto, no cotidiano dos territórios, aquilo que efetivamente sustenta a ação socioassistencial não está apenas nos instrumentos formais, mas nas relações que se constroem entre profissionais, usuários e instituições.</p>
<p>Em meio a normas, sistemas, planos e indicadores, há um elemento do SUAS que muitas vezes não aparece nos relatórios, mas sem o qual nenhuma política se sustenta: os vínculos humanos.</p>
<p>Os vínculos não são um elemento acessório da política de assistência social, eles constituem uma dimensão estruturante da oferta de proteção social. É a partir deles que a proteção social se concretiza no cotidiano. O SUAS não é apenas uma rede de serviços, benefícios e programas, é, antes de tudo, uma rede de relações. É por meio dos vínculos que o SUAS consegue transformar uma resposta institucional em um processo de cuidado continuado.</p>
<h2><strong>O vínculo como fundamento dos serviços socioassistenciais</strong></h2>
<p>Desde a formulação da Política Nacional de Assistência Social e da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o vínculo aparece como categoria central, especialmente nos serviços de proteção social básica.</p>
<p>O próprio PAIF é definido como um serviço que visa:</p>
<ul>
<li>Fortalecer a função protetiva da família;</li>
<li>Prevenir a ruptura de vínculos familiares e comunitários;</li>
<li>Promover acesso a direitos e desenvolvimento de capacidades.</li>
</ul>
<p>Ou seja, o objeto do trabalho não é apenas a família em situação de vulnerabilidade, mas os seus vínculos internos e externos.</p>
<p>No SCFV, essa dimensão é ainda mais explícita. A convivência é reconhecida como estratégia de prevenção de riscos sociais, de construção de pertencimento e de fortalecimento de redes comunitárias.</p>
<p>Já na proteção social especial, o vínculo assume outra função, ele é condição para a reconstrução de trajetórias marcadas por violações de direitos, rompimentos e desfiliações sociais.</p>
<p>Sem vínculo, não há acompanhamento e sem acompanhamento, não há proteção especializada possível.</p>
<h2><strong>Vínculo, confiança e continuidade</strong></h2>
<p>A literatura da assistência social e das políticas de proteção social é convergente em um ponto: a proteção social não se produz em atendimentos episódicos, mas em relações continuadas no tempo.</p>
<p>Nesse sentido, o vínculo é a peça-chave, pois permite a adesão das famílias aos acompanhamentos, a permanência destas nos serviços reduzindo a descontinuidade, identificar demandas ocultas, a construção de projetos de vida, a mediação entre demandas imediatas e processos de autonomia e a sustentação de processos de acompanhamento a longo prazo.</p>
<p>Em contextos de alta vulnerabilidade, a desconfiança em relação às instituições é frequente. O vínculo, nesses casos, é o que transforma o serviço em referência e o profissional em mediador legítimo.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong> </em><a href="https://blog.gesuas.com.br/assistencia-social-e-populacoes-invisibilizadas-como-incluir-as-diversidades-nas-politicas-do-suas/" target="_blank" rel="noopener">Assistência Social e Populações Invisibilizadas: como incluir as diversidades nas políticas do SUAS</a></p>
<h2><strong>Quando os vínculos institucionais se fragilizam</strong></h2>
<p>No entanto, a produção de vínculos não depende apenas da postura dos profissionais. Ela é profundamente condicionada pelas condições institucionais de trabalho.</p>
<p>Alta rotatividade de equipes, vínculos precários de contratação, sobrecarga de atendimentos e pressão por produtividade afetam diretamente a continuidade dos acompanhamentos, a  memória institucional dos casos e a capacidade de construção de relações de confiança.</p>
<p>Nesse sentido, discutir vínculos é também discutir sobre gestão do trabalho, financiamento adequado, dimensionamento de equipes e modelos de avaliação que não reduzam o trabalho a números.</p>
<h2><strong>Vínculos e redes: para além da relação profissional–usuário</strong></h2>
<p>Os vínculos que sustentam a proteção social não se limitam à relação direta com as famílias. Eles atravessam toda a arquitetura do SUAS.</p>
<p>Vínculos intersetoriais, que permitem respostas integradas.<br />
Vínculos federativos, que garantem cooperação entre entes.<br />
Vínculos institucionais, que sustentam a governança do sistema.<br />
Vínculos comunitários, que ampliam a rede de proteção no território.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">Articulação em rede no SUAS: como articular parcerias no território?</a></p>
<h2><strong>Um desafio permanente para o SUAS</strong></h2>
<p>Pensar os vínculos como eixo da proteção social desloca o olhar da política de uma lógica puramente administrativa para uma lógica relacional e processual.</p>
<p>Isso nos obriga a perguntar:</p>
<ul>
<li>Que tipo de relações os nossos serviços conseguem produzir?</li>
<li>Elas são relações de controle ou de cuidado?</li>
<li>Produzem dependência ou autonomia?</li>
<li>Produzem silêncio ou escuta?</li>
</ul>
<p>Em um sistema orientado por direitos, fortalecer os vínculos é uma condição para que o SUAS continue sendo, de fato, uma política pública de proteção social.</p>
<h2><strong>Vínculos, educação permanente e a construção de espaços de reflexão </strong></h2>
<p>A produção de vínculos qualificados exige muito mais do que boa vontade. Ela exige formação continuada, reflexão crítica sobre a prática e espaços de aprendizagem coletiva.</p>
<p>O trabalho socioassistencial é um trabalho complexo que envolve escuta, mediação de conflitos, leitura de contextos territoriais, articulação de redes, tomada de decisões éticas e construção de projetos de acompanhamento de longo prazo.</p>
<p>Nesse cenário, a educação permanente no SUAS não é um complemento da política, ela é uma condição para a qualidade da proteção social.</p>
<p>Profissionais que não têm espaço para refletir sobre seus próprios modos de intervenção, atualizar referenciais teóricos e normativos, compartilhar dilemas éticos e metodológicos, e elaborar coletivamente suas práticas tendem a produzir atendimentos mais burocratizados, mais defensivos e menos capazes de sustentar vínculos duradouros.</p>
<p>Fortalecer vínculos com usuários passa, necessariamente, por fortalecer vínculos entre os próprios profissionais e com o projeto do SUAS.</p>
<p>Criar e frequentar espaços de reflexão coletiva é uma tarefa estratégica da gestão do trabalho. É nesses espaços que os municípios conseguem parar, analisar suas práticas, compartilhar experiências e qualificar o fazer profissional.</p>
<p>O <a href="http://www.suas360.com.br">SUAS 360</a> nasce justamente com o propósito de contribuir para que gestores e trabalhadores tenham um espaço de reflexão coletiva sobre o SUAS e sobre o cotidiano do trabalho socioassistencial.</p>
<p>Mais que um evento, o SUAS 360 é um espaço de construção de conhecimentos que reúne gestores e trabalhadores do SUAS de todo o Brasil em torno do desafio de fortalecer a política de assistência social a partir da qualificação das práticas e das relações que a sustentam.</p>
<p>Na edição desse ano, com o tema “Vínculos e conexões que protegem”, o SUAS 360 propõe colocar no centro do debate aquilo que estrutura a proteção social: as relações construídas nos serviços, nos territórios e nas equipes.</p>
<p>Vamos refletir, debater e construir práticas para fortalecer a atuação dos técnicos e gestores nos serviços para a promoção e garantia de proteção social, garantindo uma política de Assistência Social cada vez mais eficiente e acessível.</p>
<p>Afinal, fortalecer as conexões que transformam territórios e os vínculos que sustentam a proteção social por meio do fortalecimento da atuação dos técnicos e gestores nos diversos serviços que garantem a proteção social das famílias e indivíduos é essencial para um SUAS mais justo que seja capaz de promover uma transformação social de impacto.</p>
<p>Clique abaixo e venha com a gente nesse movimento transformador.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Demanda Reprimida no Bolsa Família: como o município pode agir?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/demanda-reprimida-no-bolsa-familia-como-o-municipio-pode-agir/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/demanda-reprimida-no-bolsa-familia-como-o-municipio-pode-agir/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 03 Dec 2025 22:09:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Recursos]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsa Família]]></category>
		<category><![CDATA[Busca ativa]]></category>
		<category><![CDATA[Cadastro Único]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Por Eugene Francklin Segundo um relatório da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), em 2025 aproximadamente 1,9 milhão de famílias, o que equivale a cerca de 2,8 milhões de pessoas, estão elegíveis a receber o Bolsa Família, mas permanecem fora do programa. Esse dado, não é apenas uma estatística, mas um indicador de lacuna estrutural no sistema de proteção social, que exige respostas articuladas e planejamento local, impondo um desafio direto aos municípios. Por que a demanda reprimida existe? Analisar apenas o número <a href="https://blog.gesuas.com.br/demanda-reprimida-no-bolsa-familia-como-o-municipio-pode-agir/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>Segundo um <a href="https://cnm.org.br/storage/biblioteca/2025/Estudos_Tecnicos/ET_ASOCIAL_05-2025_Fila_do_Programa_Bolsa_Familia.pdf?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">relatório da Confederação Nacional dos Municípios (CNM)</a>, em 2025 aproximadamente 1,9 milhão de famílias, o que equivale a cerca de 2,8 milhões de pessoas, estão elegíveis a receber o Bolsa Família, mas permanecem fora do programa. Esse dado, não é apenas uma estatística, mas um indicador de lacuna estrutural no sistema de proteção social, que exige respostas articuladas e planejamento local, impondo um desafio direto aos municípios.</p>
<h2><strong>Por que a demanda reprimida existe?</strong></h2>
<p>Analisar apenas o número não basta, é fundamental entender por que há tantas famílias elegíveis que não conseguiram entrar no programa. Entre os principais fatores estão:</p>
<ul>
<li><strong>Redução orçamentária e de repasses</strong>: Em 2025, os repasses federais para gestão do programa (triagem, cadastros, averiguações) foram reduzidos. Esse corte fragiliza a capacidade dos municípios de realizar busca ativa e atualização cadastral necessária para incluir famílias.</li>
<li><strong>Capacidade limitada de atendimento municipal</strong>: Municípios com restrição orçamentária ou carência de estrutura enfrentam dificuldades para mobilizar equipes, fazer visitas domiciliares ou acompanhar famílias vulneráveis que nunca formalizaram o CadÚnico.</li>
<li><strong>Deficiências no cadastro</strong>: Muitas famílias estão nos cadastros, mas com dados desatualizados ou inconsistentes, o que dificulta a inclusão. Processos de cruzamento de dados, averiguação e atualização nem sempre são contínuos. A falta de revisão cadastral recente pode levar ao bloqueio de famílias por inconsistência.</li>
<li><strong>Critérios rígidos e limitação de vagas/repasses</strong>: Mesmo quando há famílias elegíveis, os limites orçamentários e de cobertura podem impedir a inclusão de todos, o que gera uma “fila” de espera.</li>
<li><strong>Barreiras de informação, acesso e mobilização social</strong>: Há famílias vulneráveis que desconhecem seus direitos, que não estão bem orientadas ou não conseguiram acessibilidade para fazer o cadastro. Alcances territoriais, exclusão social, desinformação e estigmas podem impedir o acesso.</li>
</ul>
<p>Esses fatores combinados fazem com que a demanda reprimida não seja apenas uma falha momentânea, mas um problema estrutural que exige atenção contínua e articulação local.</p>
<p>A existência dessa demanda reprimida expressiva evidencia que a política de transferência de renda, embora fundamental, não basta sozinha. A proteção social precisa avançar em integração, universalização real e políticas públicas estruturantes.</p>
<h2><strong>Qual impacto dessa demanda reprimida no Bolsa Família sobre o SUAS e os municípios?</strong></h2>
<p>Para quem atua no campo da assistência social municipal, a demanda reprimida representa consequências concretas, como:</p>
<ul>
<li><strong>Planejamento comprometido</strong>: Sem conhecer o real universo de pessoas em vulnerabilidade, os municípios têm dificuldades para projetar orçamentos, dimensionar equipes e prever a demanda por serviços. Isso fragiliza a gestão municipal e prejuízos podem ocorrer para a cobertura e qualidade dos serviços.</li>
<li><strong>Aumento da desigualdade e vulnerabilidades sociais</strong>: A não inclusão no Bolsa Família perpetua privação de renda, insegurança alimentar, exclusão, fruto de uma estratégia de proteção social incompleta, o que reforça desigualdades estruturais.</li>
<li><strong>Fragilidade da proteção social como política de Estado</strong>: A persistência de uma fila grande mostra que a política de transferência de renda pode não estar cumprindo integralmente seu papel de proteção universal. Para os municípios, isso significa conviver com um abismo social que pressiona a rede local.</li>
</ul>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>O que os municípios podem fazer diante desse desafio?</strong></h2>
<p>Apesar das limitações federais, os municípios não estão impotentes. Há um conjunto de estratégias e ações que podem, de forma imediata ou progressiva, mitigar a demanda reprimida no Bolsa Família e fortalecer a proteção social:</p>
<ol>
<li><strong>Busca ativa e mapeamento socioterritorial</strong>
<ul>
<li>Realizar levantamento das áreas mais vulneráveis, identificar famílias que reúnem condições socioeconômicas, mas não constam como beneficiárias.</li>
<li>Mobilizar CRAS, conselhos de assistência social, lideranças comunitárias, organizações da sociedade civil e movimentos sociais para chegar às famílias “invisíveis”.</li>
<li>Garantir visitas domiciliares, entrevistas e preenchimento/atualização correta do cadastro.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Qualificação e atualização sistemática do cadastro</strong>
<ul>
<li>Promover revisões periódicas no cadastro social local.</li>
<li>Fazer checagem de renda, composição familiar, verificar dados inconsistentes, residências desatualizadas, óbitos, migrações, etc.</li>
<li>Incentivar o uso de sistemas integrados e cruzamentos com outras bases (saúde, educação, emprego) para mapear potenciais beneficiários.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Fortalecimento da gestão municipal e do SUAS local</strong>
<ul>
<li>Organizar equipes com foco em inclusão, busca ativa e acompanhamento de famílias em situação de risco.</li>
<li>Priorizar orçamento municipal para apoiar a operacionalização do CadÚnico e do registro de famílias vulneráveis, mesmo quando o repasse federal for reduzido.</li>
<li>Promover parceria intersetorial com saúde, educação, habitação, direitos humanos para dar suporte às famílias de forma integrada.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Controle social, transparência e mobilização comunitária</strong>
<ul>
<li>Ativar conselhos municipais de assistência social para monitorar a fila de demanda reprimida, exigir dados públicos e apoiar a inclusão.</li>
<li>Incentivar participação da comunidade, conselhos e movimentos sociais para denunciar invisibilidades e vulnerabilidades não atendidas.</li>
<li>Produzir relatórios municipais que evidenciem o problema e possam ser base para advocacy local e mobilização por recursos.</li>
</ul>
</li>
<li><strong>Advocacy e pressão política por recomposição orçamentária e ampliação do programa</strong>
<ul>
<li>Utilizar os dados locais e nacionais para dialogar com gestores estaduais e federais, reivindicando ampliação do orçamento do programa.</li>
<li>Articular redes intermunicipais para fortalecer demanda e visibilidade, sensibilizar representantes políticos.</li>
<li>Combinar a transferência de renda com outras políticas de garantia de direitos como habitação, trabalho, saúde e educação para assegurar proteção integral.</li>
</ul>
</li>
</ol>
<p>Municípios, SUAS e sociedade civil precisam atuar como protagonistas na garantia de direitos, não apenas como executores de um programa, mas como vigilantes da proteção social, identificando lacunas e pressionando por políticas mais amplas.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><strong>Conclusão: A gestão municipal como território de atuação estratégica</strong></h2>
<p>A demanda reprimida no Bolsa Família, representada pelas 1,9 milhões de famílias elegíveis não atendidas, é um indicador de que a proteção social no Brasil permanece incompleta. Mas, sobretudo, é uma chamada urgente à ação municipal.</p>
<p>Os municípios, por estarem mais próximos da realidade concreta das famílias vulneráveis, têm papel fundamental para transformar essa demanda em inclusão real. A partir de busca ativa, qualificação de dados, mobilização comunitária, articulação intersetorial e advocacy, é possível reduzir, ainda que parcialmente, essa lacuna.</p>
<p>Para o SUAS, para os conselhos municipais e para a sociedade civil, o desafio não é apenas técnico ou burocrático, é político, ético e humanitário. Cada família que permanece fora é uma vida vulnerável, uma oportunidade de dignidade perdida.</p>
<p>Agir não é opcional, é urgente.</p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Referências</strong></h2>
<p>Confederação Nacional de Municípios (CNM). Assistência Social Fila do Programa Bolsa Família (PBF) se aproxima de 3 milhões de pessoas. Estudo Técnico. Abril 2025. Disponível em: <a href="https://cnm.org.br/storage/biblioteca/2025/Estudos_Tecnicos/ET_ASOCIAL_05-2025_Fila_do_Programa_Bolsa_Familia.pdf?utm_source=chatgpt.com" target="_blank" rel="noopener">https://cnm.org.br/storage/biblioteca/2025/Estudos_Tecnicos/ET_ASOCIAL_05-2025_Fila_do_Programa_Bolsa_Familia.pdf?utm_source=chatgpt.com</a></p>
<p>FDR. Bolsa Família tem NOVA redução de beneficiários esse mês: O que explica isso? Fonte FDR: <a href="https://fdr.com.br/2025/11/17/bolsa-familia-tem-nova-reducao-de-beneficiarios-esse-mes-o-que-explica-isso/" target="_blank" rel="noopener">https://fdr.com.br/2025/11/17/bolsa-familia-tem-nova-reducao-de-beneficiarios-esse-mes-o-que-explica-isso/</a></p>
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		<title>Assistência Social e Populações Invisibilizadas: como incluir as diversidades nas políticas do SUAS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 27 Nov 2025 15:55:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Atendimento Humanizado]]></category>
		<category><![CDATA[Minorias Sociais]]></category>
		<category><![CDATA[qualificação dos dados]]></category>
		<category><![CDATA[Vigilância Socioassistencial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 6 minutos</small> Por Eugene Francklin A assistência social tem como fundamento o direito à proteção social para todos, mas, na prática, ainda existem grupos que permanecem invisibilizados seja pela ausência de dados, pela falta de reconhecimento institucional ou por barreiras históricas e sociais que os afastam das políticas públicas. Diversidade sexual e de gênero, raça e etnia, povos tradicionais e pessoas com deficiência são exemplos de segmentos que vivenciam vulnerabilidades específicas e, muitas vezes, não conseguem acessar plenamente os serviços e benefícios do SUAS. <a href="https://blog.gesuas.com.br/assistencia-social-e-populacoes-invisibilizadas-como-incluir-as-diversidades-nas-politicas-do-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 6 minutos</small></p> <h6>Por Eugene Francklin</h6>
<p>A assistência social tem como fundamento o direito à proteção social para todos, mas, na prática, ainda existem grupos que permanecem invisibilizados seja pela ausência de dados, pela falta de reconhecimento institucional ou por barreiras históricas e sociais que os afastam das políticas públicas. Diversidade sexual e de gênero, raça e etnia, povos tradicionais e pessoas com deficiência são exemplos de segmentos que vivenciam vulnerabilidades específicas e, muitas vezes, não conseguem acessar plenamente os serviços e benefícios do SUAS.</p>
<p>Nos últimos anos, o debate sobre inclusão, equidade e visibilidade ganhou força. A modernização dos sistemas de dados sociais, o fortalecimento do controle social e a ampliação do diálogo com movimentos sociais colocam o tema no centro das discussões sobre o futuro do SUAS. Mas, afinal: como transformar reivindicações importantes em práticas efetivas no cotidiano da gestão e dos serviços?</p>
<h2><strong>Por que ainda existem populações invisibilizadas no SUAS?</strong></h2>
<p>A invisibilidade não significa ausência de pessoas, significa ausência de reconhecimento e de informação. Quando populações inteiras não aparecem nos dados, nos planos municipais ou nas ações do território, a política pública tende a não enxergá-las.</p>
<p>Entre os fatores que produzem invisibilidade, destacam-se:</p>
<ol>
<li><strong> Dados insuficientes ou não qualificados</strong></li>
</ol>
<p>Alguns segmentos não aparecem de forma adequada nas bases de dados, dificultando análises sobre vulnerabilidade. Falta de campos específicos, subnotificação e medo de exposição agravam esse cenário.</p>
<ol start="2">
<li><strong> Barreiras culturais e institucionais</strong></li>
</ol>
<p>O preconceito e a discriminação, explícitos ou sutis, ainda são realidade. Sem preparo técnico para acolher as diferenças nos serviços, muitos usuários deixam de busca-los.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Serviços padronizados que não consideram especificidades</strong></li>
</ol>
<p>Uma população quilombola, uma pessoa indígena, uma pessoa LGBTQIA+ expulsa de casa ou uma pessoa transexual vítima de violência têm vulnerabilidades distintas que não cabem em um padrão único de atendimento.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Falta de articulação com outras políticas e com movimentos sociais</strong></li>
</ol>
<p>Sem diálogo com saúde, educação, direitos humanos e organizações da sociedade civil, a rede de proteção se fragmenta.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong> </em><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhida-no-cras-boas-praticas-para-um-atendimento-humanizado/" target="_blank" rel="noopener">Acolhida no CRAS: boas práticas para um atendimento humanizado!</a></p>
<p><a href="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Materiais-Blog_banner@2x.png" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="alignnone size-full wp-image-5080" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Materiais-Blog_banner@2x.png" alt="" width="960" height="163" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Materiais-Blog_banner@2x.png 960w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Materiais-Blog_banner@2x-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Materiais-Blog_banner@2x-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2025/11/Materiais-Blog_banner@2x-370x63.png 370w" sizes="(max-width: 960px) 100vw, 960px" /></a></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><strong>Como incluir diversidade nas políticas e práticas do SUAS?</strong></h2>
<p>A inclusão não é um ato isolado, ela é um conjunto de escolhas cotidianas de gestão, organização de serviços, formação de equipes e produção de dados. Aqui estão alguns caminhos para municípios que querem avançar e abraçar as diversidades em seu território:</p>
<ol>
<li><strong> Qualificar o diagnóstico socioterritorial com foco em diversidade</strong></li>
</ol>
<p>Um diagnóstico atualizado e realista deve responder perguntas essenciais:</p>
<ul>
<li>Quem são as populações historicamente invisibilizadas no município?</li>
<li>Onde estão?</li>
<li>Quais vulnerabilidades específicas enfrentam?</li>
<li>Há barreiras de acesso aos serviços do SUAS?</li>
</ul>
<p>Ferramentas como vigilância socioassistencial, mapeamento participativo, busca ativa qualificada e articulação com lideranças comunitárias quilombolas, indígenas, coletivos LGBTQIA+, coletivos de pessoas portadoras de deficiência e movimentos negros ajudam a trazer luz a esses grupos.</p>
<ol start="2">
<li><strong> Reforçar a coleta e qualificação de dados</strong></li>
</ol>
<p>A gestão pode:</p>
<ul>
<li>Incentivar o registro adequado no Cadastro Único e nos sistemas do SUAS.</li>
<li>Dialogar com a área responsável pelo CadÚnico para apoiar campos de diversidade como identidade de gênero e orientação sexual.</li>
<li>Realizar capacitações para evitar subnotificação.</li>
<li>Integrar dados da saúde, educação e direitos humanos.</li>
</ul>
<p>Quanto mais dados qualificados, melhor o planejamento e realização de ações socioassistenciais para atender esse público.</p>
<ol start="3">
<li><strong> Fortalecer a formação das equipes para o acolhimento sem discriminação</strong></li>
</ol>
<p>Capacitações regulares são fundamentais. Temas como:</p>
<ul>
<li>atendimento humanizado a pessoas LGBTQIA+;</li>
<li>racismo institucional e suas implicações;</li>
<li>protocolos de acolhimento a mulheres em situação de violência;</li>
<li>práticas seguras de atendimento a povos e comunidades tradicionais;</li>
<li>abordagem interseccional.</li>
</ul>
<p>O SUAS só garante direitos quando as equipes se sentem preparadas e seguras para acolher a diversidade.</p>
<ol start="4">
<li><strong> Adaptar serviços, fluxos e protocolos às necessidades reais do território</strong></li>
</ol>
<p>Alguns exemplos:</p>
<ul>
<li>CRAS ou CREAS com rotinas específicas para acolher expulsão familiar de jovens LGBTQIA+.</li>
<li>Articulação com a saúde no atendimento a mulheres negras que sofrem violência obstétrica.</li>
<li>Ações de proteção em territórios quilombolas e indígenas com equipe volante.</li>
<li>Flexibilização de horários para mulheres cuidadoras sobrecarregadas.</li>
<li>Atendimento prioritário para pessoas com deficiência sem barreiras estruturais.</li>
</ul>
<p>A inclusão se materializa no cotidiano da unidade.</p>
<ol start="5">
<li><strong> Fortalecer o controle social e a participação das populações diversas</strong></li>
</ol>
<p>Os Conselhos têm um papel importante para o fortalecimento do SUAS e isso inclui olhar para populações invisibilizadas. Algumas boas práticas:</p>
<ul>
<li>Incentivar a participação de representantes de grupos diversos nos conselhos;</li>
<li>Promover audiências e consultas públicas;</li>
<li>Coletar percepções da comunidade sobre barreiras nos serviços;</li>
<li>Produzir relatórios temáticos para subsidiar decisões.</li>
</ul>
<p>O controle social é chave para iluminar realidades que a gestão, sozinha, nem sempre enxerga.</p>
<ol start="6">
<li><strong> Ampliar articulação intersetorial e comunitária</strong></li>
</ol>
<p>Ninguém garante proteção social sozinho. Parcerias com:</p>
<ul>
<li>saúde;</li>
<li>educação;</li>
<li>direitos humanos;</li>
<li>promoção da igualdade racial;</li>
<li>organizações comunitárias e coletivos de diversidade;</li>
<li>universidades;</li>
</ul>
<p>contribuem para uma rede mais forte e coerente com a realidade dos territórios.</p>
<h2><strong>O caminho para um SUAS mais inclusivo: ver, ouvir, reconhecer</strong></h2>
<p>Incluir diversidade não é apenas criar ações pontuais. É reconhecer que desigualdades estruturais como racismo, LGBTfobia, machismo, capacitismo e etnocentrismo impactam diretamente as vulnerabilidades atendidas pelo SUAS.</p>
<p>Um SUAS que enxerga, escuta e respeita essas populações invisibilizadas fortalece a proteção social, amplia o acesso a direitos e se aproxima do que a política pública se propõe a ser: <strong>um sistema universal, democrático e comprometido com a dignidade de todas as pessoas</strong>.</p>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-invisibilidade-das-minorias-no-brasil-e-sua-relacao-com-os-servicos-de-protecao-social-para-pessoas-com-deficiencia-e-pessoas-idosas-no-suas/" target="_blank" rel="noopener">A invisibilidade das minorias no Brasil e sua relação com os serviços de Proteção Social para pessoas com deficiência e pessoas idosas no SUAS</a></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<p>Referências:</p>
<p>Caderno &#8220;O Dia 17 de maio e o papel do suas no combate à lgbtfOBIA NO BRASIL&#8221;, Secretaria Nacional de Assistência Social (SNAS), 2020. Disponível em: <a href="https://aliancalgbti.org.br/wp-content/uploads/2020/08/22.-O-Papel-do-SUAS-no-combate-a-LGBTFOBIA.pdf" target="_blank" rel="noopener">https://aliancalgbti.org.br/wp-content/uploads/2020/08/22.-O-Papel-do-SUAS-no-combate-a-LGBTFOBIA.pdf</a></p>
<p>Guia ANS de Diversidade e Inclusão. Agência Nacional de Saúde Suplementar, 2023. Disponível em: h<a href="https://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/transparencia-institucional/planos-de-gestao-de-logistica-sustentavel/copy_of_GuiaANSdediversidadeeincluso.pdf" target="_blank" rel="noopener">ttps://www.gov.br/ans/pt-br/arquivos/acesso-a-informacao/transparencia-institucional/planos-de-gestao-de-logistica-sustentavel/copy_of_GuiaANSdediversidadeeincluso.pdf</a></p>
<p>RESOLUÇÃO CONJUNTA Nº 1, DE 21 DE SETEMBRO DE 2018, Ministério do Desenvolvimento Social (MDS). Disponível em: <a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=5254" target="_blank" rel="noopener">https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=5254</a></p>
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		<title>Conhecendo os Sistemas de Informação e Controle Financeiro do SUAS!</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eugene Francklin]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 22 Oct 2025 23:42:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão financeira e orçamentária]]></category>
		<category><![CDATA[gestão financeira]]></category>
		<category><![CDATA[prestação de contas no suas]]></category>
		<category><![CDATA[recursos]]></category>
		<category><![CDATA[sistemas de informação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://blog.gesuas.com.br/?p=5052</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 7 minutos</small> Por Aline Barreto   A gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), política pública de grande complexidade e capilaridade, depende fundamentalmente de uma rede integrada de sistemas de informação. Esses sistemas são instrumentos estratégicos que viabilizam o planejamento, a execução, o monitoramento e, crucialmente, o controle financeiro dos recursos públicos destinados à proteção social brasileira.  A seguir, detalha-se a função e a importância de cada sistema de informação e controle financeiro do SUAS para a garantia da transparência, legalidade e eficiência na <a href="https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 7 minutos</small></p> <h6><span data-contrast="auto">Por Aline Barreto</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h6>
<p><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span><span data-contrast="auto">A gestão do Sistema Único de Assistência Social (SUAS), política pública de grande complexidade e capilaridade, depende fundamentalmente de uma rede integrada de sistemas de informação. Esses sistemas são instrumentos estratégicos que viabilizam o planejamento, a execução, o monitoramento e, crucialmente, o controle financeiro dos recursos públicos destinados à proteção social brasileira.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">A seguir, detalha-se a função e a importância de cada sistema de informação e controle financeiro do SUAS para a garantia da transparência, legalidade e eficiência na aplicação dos recursos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h3><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"><br />
<strong>1. Rede SUAS (Rede de Informações do Sistema Único de Assistência Social)</strong></span></h3>
<ul>
<li><strong><i>Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> É o principal sistema de gestão da informação da assistência social. Registra os dados dos (as) usuários (as), os serviços prestados (como atendimentos, acompanhamentos e encaminhamentos), os benefícios eventuais concedidos e a gestão do PAIF e PAEFI. É alimentado diretamente pelos profissionais dos CRAS, CREAS e demais unidades.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Estabelece o vínculo direto entre o recurso financeiro repassado e o atendimento realizado. Muitas transferências do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) para os fundos municipais e estaduais são calculadas com base em parâmetros como o número de famílias acompanhadas e serviços executados, cuja comprovação se dá através dos registros na Rede SUAS. É a prova da execução do serviço pelo qual o recurso foi pago, sendo fundamental para auditorias e prestação de contas.</span></li>
</ul>
<h3><strong> 2. SAA (Sistema de Avaliação e Acompanhamento)</strong></h3>
<ul>
<li><strong><i>Função:</i> </strong><span data-contrast="auto">É a ferramenta de gestão estratégica.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></li>
<li><strong><i>Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Ao permitir o monitoramento de indicadores de desempenho e resultados, o SAA ajuda a responder se os recursos investidos estão gerando os impactos sociais desejados (ex.: fortalecimento de vínculos, melhoria da autonomia das famílias). Isso direciona o controle financeiro para uma perspectiva de eficácia e não apenas de conformidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></li>
</ul>
<h3><strong>3.</strong><strong>CadSUAS (Sistema de Cadastro do SUAS)</strong></h3>
<ul>
<li><strong><i style="font-size: 1rem;">Função:</i></strong><span style="font-size: 1rem;" data-contrast="auto"> É o Sistema Nacional de Cadastro de Entidades, organizações e equipamentos de assistência social, públicos e privados sem fins lucrativos (CRAS, CREAS, Centros Pop, entidades de acolhimento, etc.) e seus trabalhadores.</span></li>
<li><strong> Importância para o Controle Financeiro</strong><span data-contrast="auto"><strong>:</strong> Funciona como um &#8220;CNPJ&#8221; do SUAS. É condição essencial para que um ente ou entidade possa celebrar convênios ou receber transferências de recursos públicos federais. </span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="auto">Os repasses financeiros são vinculados a equipamentos específicos cadastrados (ex.: verba para um CRAS nº XYZ). Isso permite rastrear se o dinheiro foi destinado à unidade correta. Para a Transparência, tornar pública a rede executora e permite o controle social sobre quem está recebendo os recursos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h3><strong> 4.RMA (Relatório Mensal de Atendimentos)</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Não é um sistema, mas um relatório extraído obrigatoriamente da Rede SUAS por todos os CRAS, CREAS e Centros Pop no último dia de cada mês. Consolida os dados quantitativos e qualitativos dos atendimentos realizados.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"><span data-contrast="auto"><span data-contrast="auto"><span data-contrast="auto"><span data-contrast="auto"> É o documento oficial que consolida a informação mensal de execução serviço. Serve como base de evidência para a prestação de contas perante os conselhos de assistência social e os órgãos de controle. Demonstra o cumprimento de metas físicas (número de atendimentos) que justificam a aplicação dos recursos financeiros recebidos.</span></span></span></span></span><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></li>
</ul>
<h3><strong> 5. SISC (Sistema de Informações dos Serviços de Convivência e de Fortalecimento de Vínculos)</strong><strong> </strong></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Sistema destinado ao registro e gestão das informações do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), incluindo dados dos grupos, oficinas e participantes.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Similar à Rede SUAS, o SISC comprova a execução do SCFV. Como o cofinanciamento federal para esse serviço é calculado com base no número de participantes e frequência, o sistema fornece os dados que validam o valor do repasse financeiro e comprovam que a atividade foi realizada.</span></li>
</ul>
<h3><strong> 6. SUAS WEB</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Plataforma digital que consolida o acesso a vários outros sistemas do SUAS (como o CadSUAS e o SISC) e disponibiliza informações gerenciais para gestores. É um portal de acesso integrado.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Facilita a gestão ao centralizar o acesso, agilizando a consulta a dados cadastrais e de execução que são essenciais para a correta aplicação e fiscalização dos recursos. Melhora a eficiência da gestão, reduzindo erros e tempo de processamento.</span></li>
</ul>
<h3><strong> 7. CNEAS (Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social)</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Substituto do antigo Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) para registro das entidades de assistência social privadas sem fins lucrativos. É gerido pelos Conselhos de Assistência Social dos estados e municípios.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> O certificado de inscrição no CNEAS é exigência legal para que uma entidade privada possa firmar convênios ou termos de colaboração com o Poder Público e receber recursos. É, portanto, a certidão de validade para o repasse de verbas a entidades não-governamentais, assegurando que cumpram os requisitos da Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS).</span></li>
</ul>
<h3><strong> 8. Sigcon Saída (Sistema de Gestão de Convênios e Contratos de Repasse &#8211; Módulo Saída)</strong><strong> </strong></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Sistema da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) que registra e acompanha todo o ciclo das transferências voluntárias da União (convênios, termos de colaboração, termos de fomento).</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> É a ferramenta máxima de controle da execução financeira. Todas as fases (proposta, celebração, empenho, pagamento, prestação de contas) ocorrem no sistema e todos os dados ficam disponíveis publicamente no Portal da Transparência.</span></li>
</ul>
<p><span data-contrast="auto">Permite monitorar em tempo real o status de cada repasse, o saldo disponível e o cumprimento de prazos. É a fonte oficial para auditorias da CGU, TCU e conselhos.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<h3><strong> 9. Agiliza SUAS</strong><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<ul>
<li><strong><i> Função:</i></strong><span data-contrast="auto"> Sistema do MDS que automatiza e gerencia o processo de prestação de contas de convênios e termos de colaboração. Ele se integra ao Sigcon Saída para trazer os dados financeiros e permite o upload digital dos documentos comprobatórios.</span></li>
<li><strong><i> Importância para o Controle Financeiro:</i></strong><span data-contrast="auto"> Agiliza e dá transparência ao estágio final do ciclo financeiro: a prestação de contas, reduzindo  a Inadimplência, pois contribui com os entes a cumprirem prazos, evitando que caiam em situação irregular (como o CADIN).</span></li>
</ul>
<p><em><strong>Leia também:</strong></em> <a href="https://blog.gesuas.com.br/alternativas-de-captacao-de-recursos-para-o-suas-editais-parcerias-e-fundos-municipais-em-acao/" target="_blank" rel="noopener">Alternativas de Captação de Recursos para o SUAS: editais, parcerias e fundos municipais em ação.</a></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-beneficio-eventual?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+de+Benef%C3%ADcio+Eventual&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-512" src="http://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formul%C3%A1rio-b.jpg" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/09/faixas-formulário-b-1024x173.jpg 1024w" alt="faixa formulário beneficio eventual" width="1772" height="300" /></a></p>
<h2><strong>Considerações finais sobre os Sistemas de Informação e Controle Financeiro do SUAS </strong></h2>
<p><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span><span data-contrast="auto">A interoperabilidade desses sistemas cria um ecossistema robusto de controle. O CadSUAS/CNEAS valida quem pode receber. O Sigcon Saída gerencia como o recurso é transferido. A Rede SUAS, SISC e SAA comprovam o que foi feito e para quem. O RMA consolida essa execução, e o Agiliza SUAS facilita a prestação de contas dessa aplicação.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">Juntos, esses sistemas de informação e controle financeiro do SUAS formam uma barreira contra desvios e ineficiências, garantindo que os recursos financeiros cheguem aos seus destinos previstos e se transformem efetivamente em proteção social para a população em situação de vulnerabilidade.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><em><strong>Leia também: </strong></em><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-utilizar-o-cadastro-unico-no-planejamento-do-suas-dicas-praticas/" target="_blank" rel="noopener">Como utilizar o Cadastro Único no planejamento do SUAS? Dicas práticas!</a></p>
<h3><b><span data-contrast="auto">Bibliografia</span></b><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></h3>
<p><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span><span data-contrast="auto">BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Norma Operacional Básica do SUAS (NOB-SUAS 2012). Brasília, 2012. (Estabelece as regras para a gestão do SUAS, incluindo o uso dos sistemas de informação).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">BRASIL. Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Portaria nº 109, de 12 de maio de 2023. Aprova a Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do SUAS (NOB-RH/SUAS). (Trata das responsabilidades dos gestores no registro de informações).</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">BRASIL. Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Manual do Sigcon Saída. Disponível em: <a href="https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/manual-de-orientacao-do-sigcon-saida/2023/100." target="_blank" rel="noopener">https://www.tesourotransparente.gov.br/publicacoes/manual-de-orientacao-do-sigcon-saida/2023/100.</a></span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">BRASIL. Controladoria-Geral da União (CGU). Orientações para Prestação de Contas de Transferências Voluntárias. Disponível em: <a href="https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/transferencias-voluntarias." target="_blank" rel="noopener">https://www.gov.br/cgu/pt-br/assuntos/transferencias-voluntarias.</a></span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p><span data-contrast="auto">CONSELHO NACIONAL DE ASSISTÊNCIA SOCIAL (CNAS). <a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/snas/regulacao/visualizar.php?codigo=4868" target="_blank" rel="noopener">Resolução CNAS nº 33</a>, de 12 de dezembro de 2012. Dispõe sobre a regulamentação do Cadastro Nacional de Entidades de Assistência Social.</span><span data-ccp-props="{&quot;335551550&quot;:6,&quot;335551620&quot;:6}"> </span></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/">Conhecendo os Sistemas de Informação e Controle Financeiro do SUAS!</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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