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	<title>Juliana Medeiros, Autor em Blog do GESUAS</title>
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	<title>Juliana Medeiros, Autor em Blog do GESUAS</title>
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		<title>Acolhimento Institucional: o que é e quais as modalidades?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 15 Sep 2026 19:02:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Especial]]></category>
		<category><![CDATA[Acolhimento Institucional]]></category>
		<category><![CDATA[alta complexidade]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social especial]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 19 minutos</small> No âmbito da organização do Sistema único de Assistência Social (SUAS), o acolhimento institucional integra a Proteção Social Especial de Alta Complexidade, destinada às situações em que há rompimento de vínculos e necessidade de proteção integral, conforme definido na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Trata-se de uma medida de proteção excepcional e provisória, que não implica privação de liberdade e deve ter como prioridade a reinserção familiar e comunitária. Neste conteúdo, você vai entender o que é acolhimento institucional no SUAS, quando <a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 19 minutos</small></p> <p>No âmbito da organização do <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener">Sistema único de Assistência Social (SUAS)</a>, o acolhimento institucional integra a Proteção Social Especial de Alta Complexidade, destinada às situações em que há rompimento de vínculos e necessidade de proteção integral, conforme definido na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais.</p>
<p>Trata-se de uma <strong>medida de proteção excepcional e provisória</strong>, que não implica privação de liberdade e deve ter como prioridade a <strong>reinserção familiar e comunitária</strong>.</p>
<p>Neste conteúdo, você vai entender o que é acolhimento institucional no SUAS, quando ele deve ser aplicado, quais são suas modalidades e o que o município precisa para ofertar o serviço</p>
<h2><strong>O que é Acolhimento Institucional?</strong></h2>
<p>Conforme definido na <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener">Resolução CNAS nº 109/2009</a>, que institui a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o serviço de acolhimento institucional deve garantir moradia provisória, atendimento individualizado e desenvolvimento de ações voltadas à reconstrução de <a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener">vínculos familiares e comunitários</a>.</p>
<p>No caso do acolhimento institucional, estamos falando da <strong>Alta Complexidade</strong>, ou seja, situações em que há:</p>
<ul>
<li>há ameaça à integridade física ou emocional;</li>
<li>há abandono ou negligência grave;</li>
<li>a família não consegue, naquele momento, exercer função protetiva;</li>
<li>os vínculos estão rompidos ou inexistentes.</li>
</ul>
<p>O acolhimento surge, portanto, como medida de proteção integral diante de risco concreto.</p>
<p>Esse serviço é prestado em unidade inseridas na comunidade e deve obrigatoriamente possuir características residenciais, com um ambiente acolhedor e com estrutura física adequada para atender às necessidades dos usuários.</p>
<p>Além disso, essas unidades devem cumprir os requisitos previstos nos regulamentos para a oferta do serviço de acolhimento, promovendo condições de acessibilidade, higiene, salubridade, segurança e privacidade.</p>
<p>O serviço de acolhimento deve favorecer o convívio familiar e comunitário, a utilização dos demais equipamentos e serviços disponíveis na comunidade onde a unidade está localizada e deverá respeitar os costumes, tradições e a diversidade, como as diferentes faixas etárias, os arranjos familiares, religião, gênero, orientação sexual, raça ou etnia.</p>
<h3><strong>O que diz a legislação?</strong></h3>
<p>Quando envolve crianças e adolescentes, o acolhimento é disciplinado pelo <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm" target="_blank" rel="noopener">Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990)</a>.</p>
<p>O ECA estabelece três pilares fundamentais: Excepcionalidade; Provisoriedade e Prioridade da convivência familiar e comunitária. A <a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12010.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei 12.010</a> reforçou esses princípios ao estabelecer que o acolhimento não pode se prolongar indefinidamente e deve ser reavaliado periodicamente pela autoridade judiciária.</p>
<p>Isso significa que o município não pode organizar o serviço como estrutura permanente de moradia. A finalidade é sempre a saída qualificada, seja por reintegração familiar, colocação em família substituta ou autonomia progressiva.</p>
<h2><strong>Quais são as modalidades de Acolhimento Institucional? Como funcionam e quem atendem.<br />
</strong></h2>
<p>A Tipificação organiza o serviço conforme público e finalidade. Entender essas diferenças é essencial para a gestão municipal.</p>
<h4><strong>1. Abrigo Institucional</strong></h4>
<p><em><strong>Público-alvo</strong></em></p>
<ul>
<li>Crianças e adolescentes afastados da família por decisão judicial;</li>
<li>Adultos ou famílias em situação de risco, conforme organização local do serviço.</li>
</ul>
<p><em><strong>Como funciona</strong></em></p>
<p>O atendimento do Abrigo Institucional é contínuo (24 horas) e organizado por capacidade máxima definida. Este serviço é semelhante ao de uma residência e deve ser inserido em áreas residenciais, possuindo <a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/" target="_blank" rel="noopener">equipe técnica</a> e <a href="https://blog.gesuas.com.br/educador-social/" target="_blank" rel="noopener">educadores sociais</a>.</p>
<p>Todavia, não podem ser identificado com placas, a fim de evitar a estigmatização dos acolhidos. O abrigo também deve promover o uso dos equipamentos e serviços disponíveis na comunidade local aos usuários acolhidos.</p>
<p>O abrigo deve garantir:</p>
<ul>
<li>Atendimento individualizado;</li>
<li>Elaboração do <a href="https://blog.gesuas.com.br/pia-plano-individual-de-atendimento/" target="_blank" rel="noopener">Plano Individual de Atendimento (PIA)</a>;</li>
<li>Rotina organizada com <a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" target="_blank" rel="noopener">atividades socioeducativas</a>;</li>
<li>Acompanhamento familiar paralelo.</li>
</ul>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/pia?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+PIA&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5779" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA.png" alt="" width="2434" height="413" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA-1024x174.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA-1536x261.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA-2048x348.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_Orientacoes-tecnicas-PIA-970x165.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<p><strong><em>a) Crianças e Adolescentes:</em></strong></p>
<p>No caso de crianças e adolescentes, o atendimento em abrigos ocorre por determinação do Poder Judiciário e por requisição do Conselho Tutelar.</p>
<p>Além disso, deverá ser comunicado à autoridade competente conforme previsto no Art. 93 do ECA. É permitido no máximo 20 crianças e adolescentes em cada unidade.</p>
<p>O acolhimento de crianças e adolescentes devem estar voltados para a preservação e fortalecimento das relações familiares e comunitárias.</p>
<p>O afastamento da família deve ser uma medida excepcional, aplicada apenas nas situações de grave risco à sua integridade física e psíquica.<br />
<strong><em><br />
b) Adultos e famílias:</em></strong></p>
<p>O acolhimento provisório é previsto para <a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-pessoas-em-situacao-de-rua/" target="_blank" rel="noopener">pessoas em situação de rua</a>, desabrigados por abandono, migração, ausência de residência ou pessoas em trânsito e sem condições de se sustentar.</p>
<p>Também estão inseridos neste tipo de acolhimento, indivíduos refugiados e aquelas em situação de tráfico de pessoas (sem ameaças de morte).</p>
<p>O acolhimento institucional faz parte do Serviço de Acolhimento para Adultos e Famílias. No caso de adultos e famílias, o acolhimento institucional em abrigos possui um limite máximo de 50 pessoas por unidade ou de quatro pessoas por quarto.</p>
<p><strong><em>c) Mulheres em situação de violência:</em></strong></p>
<p>O acolhimento institucional provisório é ofertado de forma sigilosa para mulheres, acompanhadas ou não de seus filhos,  que estejam em situação de risco de morte e sob ameaças de violência doméstica e familiar, que sofreram lesões e sofrimento físico, sexual, psicológico ou dano moral.</p>
<p>O acolhimento institucional para mulheres em situação de violência faz parte do <a href="https://blog.gesuas.com.br/servico-de-acolhimento-institucional-para-mulheres-em-situacao-de-violencia/" target="_blank" rel="noopener">Serviço de Acolhimento para Mulheres em Situação de Violência</a>. O objetivo é a proteção física e emocional da mulher e seus dependentes.</p>
<p>O serviço promove a <a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">articulação com a rede de serviços socioassistenciais</a> e do sistema judiciário, buscando assim contribuir com a superação da situação de violência vivida por meio do resgate da autonomia e da inclusão produtiva da mulher ao mercado de trabalho.</p>
<p><strong><em>d) Pessoas Idosas</em></strong></p>
<p>O acolhimento institucional para pessoas idosas é ofertado pelas Instituições de Longa Permanência (ILPI), unidade institucional que acolhe pessoas idosas com diferentes necessidades e graus de dependência.</p>
<p>As ILPI’s destinam-se a idosos com 60 anos ou mais quando esgotadas todas as possibilidades para seu sustento e convívio familiar.</p>
<p>Também são atendidos idosos que não possuem condições de permanecer em família devido a situações de violência e negligência ou que estejam em situação de abandono e de rua.</p>
<p>O acolhimento institucional é ofertado pelo Serviço de Acolhimento para Pessoas Idosas e deve garantir a convivência com familiares e amigos e o acesso às atividades culturais, educativas, lúdicas e de lazer na comunidade.</p>
<p><strong>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre o <a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-idosos-ilpis/" target="_blank" rel="noopener">Serviço de Acolhimento Institucional para Idosos no Contexto das ILPIs</a>.</strong></p>
<h3><strong>2. Casa Lar</strong></h3>
<p><em><strong>Público-alvo</strong></em></p>
<p>Principalmente crianças, adolescentes e idosos</p>
<p><em><strong>Como funciona</strong></em></p>
<p>O serviço Casa Lar é ofertado em unidade residencial semelhante à familiar, com educador social ou cuidador residente que assume o papel de referência cotidiana. Geralmente, atende um número reduzido de acolhidos, favorecendo a convivência mais próxima do modelo familiar.</p>
<p><strong><em>a) Crianças e Adolescentes:</em></strong></p>
<p>No contexto das Casas Lares, o serviço de acolhimento provisório para crianças e adolescentes é ofertado em unidades residenciais, que possuam uma pessoa ou casal que trabalhe como educador ou cuidador residente.</p>
<p>A Casa Lar acolhe crianças e adolescentes de 0 a 18 anos sob medida protetiva, sendo permitido no máximo 10 usuários. Esse tipo de acolhimento permite o atendimento a grupos de irmãos e de crianças e adolescentes com acolhimento de média ou longa duração.</p>
<p><strong><em>b) Pessoas Idosas</em></strong></p>
<p>A Casa Lar para pessoas idosas possui as mesmas características e formas de acesso que o abrigo institucional.</p>
<p>A diferença reside no fato de possuir um educador social como residente responsável pelo atendimento aos idosos juntamente com uma equipe técnica especializada nos cuidados das atividades da vida diária.</p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-atuacao-dos-educadores-sociais-no-suas-desafios-e-perspectivas?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Atua%C3%A7%C3%A3o+dos+Educadores+Sociais&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5722" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS.png" alt="" width="2435" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS.png 2435w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2435px) 100vw, 2435px" /></a></p>
<h4><strong>3. Residência Inclusiva</strong></h4>
<p><em><strong>Público-alvo</strong></em></p>
<ul>
<li>Jovens e adultos com deficiência;</li>
<li>Pessoas com dependência que não possuem suporte familiar.</li>
</ul>
<p><em><strong>Como funciona</strong></em></p>
<p>As residências inclusivas são uma modalidade de serviço de acolhimento institucional oferecidas às pessoas com deficiência com alto grau de dependência.</p>
<p>Elas buscam contribuir para a construção progressiva da autonomia, o desenvolvimento de capacidades adaptativas para a vida diária, a inclusão social e comunitária.</p>
<p>O acolhimento institucional é ofertado pelo Serviço de Acolhimento Institucional em Residências Inclusivas. Faz uso de tecnologias assistivas para incentivar o desenvolvimento do protagonismo e de capacidades para a realização de atividades da vida diária e o desenvolvimento de condições para independência e autocuidado.</p>
<p>As residências inclusivas funcionam 24 horas, possuem capacidade máxima para atender 10 pessoas, jovens e adultos com idades entre 18 e 59 anos, e contam com uma equipe técnica especializada.</p>
<h4><strong>4. Casa de Passagem</strong></h4>
<p><em><strong>Público-alvo</strong></em></p>
<ul>
<li>Crianças e adolescentes em acolhimento emergencial;</li>
<li>Adultos e famílias em situação de rua ou deslocamento imediato.</li>
</ul>
<p><em><strong>Como funciona</strong></em></p>
<p>A Casa de Passagem é caracterizada pela oferta de acolhimento imediato e emergencial, com um limite de permanência máxima de 90 dias e funcionamento 24 horas em regime de plantão.</p>
<p>Com capacidade para atender 50 pessoas, o serviço pode ser acessado por meio do <a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</a>, do <a href="http://blog.gesuas.com.br/abordagem-social/">Serviço em Abordagem Social</a> e <a href="https://blog.gesuas.com.br/centro-pop/" target="_blank" rel="noopener">Centro Pop</a>.</p>
<p>A Casa de Passagem é a porta de entrada pela qual a equipe multidisciplinar especializada em diagnóstico analisará a situação de cada usuário para realizar a intervenção necessária ou realizar um<a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"> encaminhamento</a>.</p>
<h4><strong>5. Acolhimento em República</strong></h4>
<p><em><strong>Público-alvo</strong></em></p>
<ul>
<li>Jovens entre 18 e 21 anos,</li>
<li>Adultos em processo de saída das ruas;</li>
<li>Idosos</li>
</ul>
<p><em><strong>Como funciona</strong></em></p>
<p>O serviço de Acolhimento em República deve promover a construção de autonomia pessoal, possibilitar a seus usuários o desenvolvimento de sua autogestão, autossustentação e independência e considerar o projeto individual formulado em conjunto com o profissional de referência.</p>
<p>Organizadas em unidades femininas e masculinas, as repúblicas determinam um tempo de permanência limitado, que pode ser prorrogado dependendo do andamento do projeto de vida.</p>
<p><strong><em>a) Repúblicas para Jovens</em></strong></p>
<p>Essa modalidade é destinada aos egressos dos serviços de acolhimento e que estão na faixa etária de 18 a 21 anos.</p>
<p>O serviço deve ofertar apoio aos jovens em <a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener">situação de vulnerabilidade</a> e risco pessoal e social, que possuam vínculos familiares rompidos ou extremamente fragilizados.</p>
<p>O apoio aos jovens visa também a qualificação e a inserção profissional desse grupo no mercado de trabalho, além da construção de um projeto de vida.</p>
<p><strong><em>b) Repúblicas para Adultos em processo de saída das ruas</em></strong></p>
<p>Modalidade de acolhimento destinada aos usuários que estão em fase de reinserção social ocasionada pela saída das ruas e em processo de restabelecimento dos vínculos sociais e de construção de sua autonomia.</p>
<p>As repúblicas devem ser organizadas em unidades femininas e masculinas, conforme o limite de permanência e o projeto de vida formulado em conjunto com o profissional de referência.</p>
<p>O apoio na qualificação e inserção profissional no mercado de trabalho, assim como a construção do projeto de vida deve fazer parte do atendimento ofertado.</p>
<p><strong>Entenda mais sobre o <a href="http://blog.gesuas.com.br/servico-especializado-para-pessoas-em-situacao-de-rua/">Serviço especializado para pessoas em situação de rua.</a></strong></p>
<p><strong><em>c) Repúblicas para Idosos</em></strong></p>
<p>Diferentemente do acolhimento em abrigo institucional ou Casa Lar, o acolhimento de idosos na modalidade de república é destinado a idosos com capacidade de gestão coletiva de moradia e que possuam condições de realizar de forma independente as atividades da vida diária, mesmo que necessitem da utilização de equipamentos de autoajuda.</p>
<h2><strong>O que é obrigatório em qualquer modalidade de acolhimento?</strong></h2>
<p>Independentemente da forma adotada, o município deve garantir aos usuários:</p>
<ul>
<li>Plano Individual de Atendimento;</li>
<li>Acompanhamento técnico sistemático;</li>
<li>Articulação com o Sistema de Garantia de Direitos;</li>
<li>Registro e monitoramento do tempo de permanência;</li>
<li>Reavaliação periódica da medida.</li>
</ul>
<p>A vulnerabilidade socioeconômica isolada não justifica acolhimento.</p>
<h2><strong>O que o município precisa organizar para ofertar o acolhimento institucional?</strong></h2>
<p data-start="2849" data-end="3087">Compete ao município, enquanto ente responsável pela execução da política de assistência social, organizar a oferta do serviço, garantir equipe técnica compatível e assegurar previsão orçamentária no Fundo Municipal de Assistência Social.</p>
<p>Por isso, a gestão municipal deve assegurar:</p>
<p>Planejamento</p>
<ul>
<li>Previsão no <a href="https://blog.gesuas.com.br/plano-municipal-de-assistencia-social-o-que-e-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener">Plano Municipal de Assistência Social</a>;</li>
<li>Dotação no orçamento;</li>
<li>Definição clara da modalidade ofertada.</li>
</ul>
<p>Estrutura física</p>
<ul>
<li>Unidade adequada;</li>
<li>Condições de habitabilidade;</li>
<li>Espaços que garantam privacidade e convivência.</li>
</ul>
<p>Recursos humanos</p>
<ul>
<li>Equipe técnica mínima;</li>
<li>Coordenação do serviço;</li>
<li>Funcionamento 24 horas (quando aplicável).</li>
</ul>
<p>Gestão</p>
<ul>
<li>Articulação com Judiciário e Ministério Público;</li>
<li>Monitoramento de permanência;</li>
<li><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener">Relatórios técnicos</a> periódicos.</li>
</ul>
<h2><strong>Quais são os serviços de acolhimento?</strong></h2>
<h3><em>Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora</em></h3>
<p>Embora não seja institucional, o <a href="https://blog.gesuas.com.br/familia-acolhedora/" target="_blank" rel="noopener">Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora</a> também integra a Alta Complexidade.</p>
<p>Esse serviço funciona como uma medida de proteção destinado à crianças e adolescentes em situações de abandono ou <a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">violação de direitos</a>, afastados de suas famílias de origem por medida de proteção e acolhidos em famílias acolhedoras previamente cadastradas.</p>
<p>O acolhimento é particularmente adequado à crianças e adolescentes cuja avaliação da equipe técnica indique a possibilidade de retorno à família de origem, nuclear ou extensa, visando assim a reintegração familiar e evitando a institucionalização ou o encaminhamento para adoção.</p>
<h2><em>Serviço de Proteção em Situações de Calamidades Públicas e de Emergências</em></h2>
<p>Esse serviço visa promover apoio e proteção social à população atingida por <a href="https://blog.gesuas.com.br/situacoes-de-calamidade-publica-e-emergencias/" target="_blank" rel="noopener">situações de emergência e calamidade pública</a>, com a oferta de alojamentos provisórios, atenções e provisões materiais, conforme as necessidades detectadas .</p>
<p>O atendimento prioriza as três Seguranças Sociais afiançadas pela <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</a>:</p>
<ol>
<li>segurança de sobrevivência a riscos circunstanciais;</li>
<li>segurança de acolhida;</li>
<li>segurança de convívio ou vivência familiar, comunitária e social.</li>
</ol>
<p>O público-alvo têm as famílias e indivíduos como usuários e as características para atendimento destinam-se àqueles que:</p>
<ul>
<li>foram atingidos por situações de emergência e calamidade pública (incêndios, desabamentos, deslizamentos, alagamentos, dentre outros) e que tiveram perdas parciais ou totais de moradia, objetos ou utensílios pessoais e se encontram temporária ou definitivamente desabrigados; e</li>
<li>foram removidos de áreas consideradas de risco, por prevenção ou determinação do Poder Judiciário.</li>
</ul>
<p>Dentre os objetivos do serviço estão:</p>
<ul>
<li>assegurar o acolhimento imediato em condições dignas e de segurança;</li>
<li>articular a rede de políticas públicas e redes sociais de apoio para prover as necessidades detectadas;</li>
<li>identificar perdas e danos ocorridos e cadastrar a população atingida;</li>
<li>manter alojamento provisórios quando necessário;</li>
<li>promover a inserção na rede socioassistencial e o acesso a <a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener">benefícios eventuais</a>.</li>
</ul>
<p>Os alojamentos provisórios devem possuir condições de instalações sanitárias para banho e higiene pessoal, espaço para realização de refeições, espaço para o convívio com acessibilidade em todos os ambientes, privacidade individual ou familiar e salubridade.</p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/modelo-beneficio-eventual?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Modelo+de+Benef%C3%ADcio+Eventual&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5777" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-scaled.png" alt="" width="2560" height="434" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-scaled.png 2560w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_formulario-beneficio-eventual-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a></p>
<h2><strong>Quais são as práticas recomendadas para o acolhimento institucional?</strong></h2>
<p>O acolhimento institucional deve proteger sem romper com a autonomia dos indivíduos. Para isso, é preciso organizar o acolhimento de modo que a pessoa possa fazer as próprias escolhas.</p>
<p>Segundo as orientações da Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, algumas práticas podem ser incorporadas ao acolhimento, como:</p>
<ul>
<li><strong>Construir as regras de convivência com os usuários:</strong> definir coletivamente horários, combinados e formas de organização da rotina para garantir espaço para opinião e decisão.</li>
<li><strong>Estimular a participação nas atividades cotidianas:</strong> envolver os usuários na organização da vida diária de acordo com suas condições para favorecer o desenvolvimento de capacidades para o autocuidado, a autogestão e a independência.</li>
<li><strong>Manter experiências fora da unidade:</strong> facilitar o acesso a serviços e equipamentos da comunidade e a atividades culturais, esportivas, de lazer e ocupacionais, de acordo com os interesses, vivências, desejos e possibilidades de cada usuário.</li>
<li><strong>Preservar vínculos e relações significativas:</strong> organizar visitas e outras formas de contato com familiares e pessoas de referência, segundo as particularidades de cada situação. Quando houver pessoas com vínculos de parentesco ou afinidade no serviço, esses vínculos também devem ser considerados na organização do acolhimento.</li>
<li><strong>Ouvir quem utiliza o serviço:</strong> criar espaços para que os usuários expressem opiniões sobre a rotina e avaliem o atendimento, a fim de identificar as práticas que favorecem a proteção e aquelas que podem restringir desnecessariamente a participação e a autonomia.</li>
</ul>
<h2><strong>Conclusão</strong></h2>
<p>O acolhimento institucional funciona como um espaço de reconstrução para muitos usuários atendidos, independentemente da modalidade ofertada, como abrigos institucionais, casas-lares, casas de passagem, residências inclusivas ou repúblicas.</p>
<p>Ele promove o fortalecimento de vínculos comunitários, familiares e sociais, a integração e a participação social do usuário em busca do desenvolvimento de sua autonomia.</p>
<p>Assim, o acolhimento representa o início de um processo de mudança extremamente significativo para aqueles que utilizam os serviços.</p>
<p>A integração entre os equipamentos permite que a equipe conheça a trajetória das famílias na rede, dê continuidade aos acompanhamentos e evite que informações importantes se percam entre os serviços.</p>
<p>A GESUAS possibilita essa integração ao importar a base de famílias do Cadastro Único e ao criar uma base única para os equipamentos socioassistenciais do município.</p>
<p>Além disso, os encaminhamentos entre os serviços e a criação de planos para o atendimento individual e o acompanhamento familiar contribuem para a continuidade do trabalho desenvolvido durante o acolhimento e após a saída do serviço.</p>
<p>Clique abaixo para falar com nossos consultores e saber como a solução pode contribuir para a proteção social do seu município.</p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5715" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><strong>Perguntas frequentes sobre Acolhimento Institucional no SUAS</strong></h2>
<h3><strong>O acolhimento institucional é permanente?</strong></h3>
<p>Não. O acolhimento institucional é uma medida excepcional e provisória.</p>
<p>Ele deve durar apenas o tempo necessário para garantir proteção e organizar a reintegração familiar, colocação em família substituta ou encaminhamento para autonomia. No caso de crianças e adolescentes, o Estatuto da Criança e do Adolescente determina que a medida seja reavaliada periodicamente pela autoridade judiciária.</p>
<h3><strong>Quem decide pelo acolhimento institucional?</strong></h3>
<p>Depende do público atendido.</p>
<p>No caso de crianças e adolescentes, o acolhimento pode ser aplicado pelo Conselho Tutelar em caráter emergencial, com comunicação imediata ao Judiciário, ou determinado diretamente pelo Poder Judiciário.</p>
<p>Para adultos e famílias, o acesso pode ocorrer por encaminhamento da rede socioassistencial, como o CREAS, observados os critérios da Tipificação Nacional.</p>
<h3><strong>A vulnerabilidade socioeconômica justifica acolhimento?</strong></h3>
<p>Não. A vulnerabilidade econômica isolada não é motivo para acolhimento institucional.</p>
<p>A medida só deve ser aplicada quando houver violação de direitos ou risco concreto à integridade da pessoa, conforme os princípios da excepcionalidade e da proteção integral previstos na normativa do SUAS e no Estatuto da Criança e do Adolescente.</p>
<h3><strong>O município é obrigado a ofertar acolhimento institucional?</strong></h3>
<p>O município é responsável pela organização da rede socioassistencial no âmbito do Sistema Único de Assistência Social.</p>
<p>Quando houver demanda caracterizada de Alta Complexidade, deve garantir a oferta direta ou indireta do serviço, com previsão no Plano Municipal de Assistência Social e dotação no Fundo Municipal de Assistência Social.</p>
<h3><strong>Qual o tempo máximo de permanência no acolhimento?</strong></h3>
<p>Não há prazo fixo único, mas a permanência deve ser a menor possível.</p>
<p>No caso de crianças e adolescentes, a legislação determina reavaliações periódicas da medida. A permanência prolongada sem justificativa técnica e judicial descaracteriza o caráter provisório do serviço.</p>
<h3><strong>A família pode manter contato com a pessoa acolhida?</strong></h3>
<p>Sim, sempre que não houver risco à integridade do usuário.</p>
<p>O acolhimento institucional deve favorecer o convívio familiar e comunitário, salvo decisão judicial em contrário ou situações em que o contato represente risco.</p>
<h2>Referências Bibliográficas</h2>
<ul>
<li><a href="https://www.fazendohistoria.org.br/blog-geral/2018/5/9/as-modalidades-de-acolhimento-no-brasil-suas-especificidades-e-diferenas" target="_blank" rel="noopener">As modalidades de acolhimento no Brasil, suas especificidades e diferenças</a></li>
<li><a class="decorated-link cursor-pointer" href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes-tecnicas-servicos-de-alcolhimento.pdf" target="_blank" rel="noopener" data-start="363" data-end="564">Orientações Técnicas: Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes</a></li>
<li><a href="https://www.neca.org.br/wp-content/uploads/novos%20rumos%20do%20acolhimento.pdf" target="_blank" rel="noopener">Novos rumos do acolhimento institucional</a></li>
<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/decreto/d7612.htm" target="_blank" rel="noopener">Plano Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência</a></li>
<li><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener">Política Nacional de Assistência Social</a></li>
<li><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servico-socioassistenciais" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. Resolução nº 109, de 11 de novembro de 2009.</a></li>
<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm" target="_blank" rel="noopener">Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990)</a>.</li>
<li><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12010.htm" target="_blank" rel="noopener">Lei 12.010</a></li>
</ul>
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		<title>A história da assistência social no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 09 Sep 2026 18:50:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Legislação]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 14 minutos</small> A história da assistência social no Brasil teve início com ações pontuais e de caráter caritativo até se consolidar como uma política pública estruturada, com sistema próprio de gestão e proteção social garantida pela Constituição Federal. Os princípios e diretrizes que orientam a assistência social atualmente têm origem na participação popular ao longo do processo de construção dessa política.  Além disso, eles estão fundamentados na legislação que foi estabelecida para viabilizar a assistência social como um direito de todos os brasileiros. Para <a href="https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 14 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A história da assistência social no Brasil teve início com ações pontuais e de caráter caritativo até se consolidar como uma política pública estruturada, com sistema próprio de gestão e proteção social garantida pela Constituição Federal.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os princípios e diretrizes que orientam a assistência social atualmente têm origem na participação popular ao longo do processo de construção dessa política. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, eles estão fundamentados na legislação que foi estabelecida para viabilizar a assistência social como um direito de todos os brasileiros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os profissionais da assistência social, compreender os aspectos que marcaram essa trajetória é essencial para o fortalecimento da proteção social no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, você verá como a assistência social se constituiu como política pública, quais foram os seus marcos legais, o que estabelecem as suas normativas e como os conselhos contribuíram para sua construção. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O início da história da assistência social no Brasil</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A institucionalização das ações de assistência social pelo Estado brasileiro começou a se fortalecer na década de 1930, durante o governo de Getúlio Vargas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Inicialmente, as bases ideológicas do Serviço Social estavam relacionadas tanto às necessidades dos trabalhadores quanto aos interesses das classes dominantes, que tinham cunho moral e religioso.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a doutrina social era direcionada ao trabalhador e à sua família sob uma perspectiva de ajuste e enquadramento social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Até 1940, prevaleceu no país um </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/assistencia-social-x-assistencialismo/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">modelo assistencialista</span></a><span style="font-weight: 400;">, que era fundamentado em ações de caridade. Nesse momento, a proteção social ainda não era reconhecida como um direito social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O assistencialismo era realizado por meio de ações pontuais, descontínuas e em desacordo com as demais políticas e as necessidades dos usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque essa prática reforçava a exclusão social, não assegurava condições de sobrevivência digna, reproduzia relações de subalternidade e utilizava o clientelismo como instrumento de troca de favores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais eventos que marcaram o assistencialismo foram os seguintes:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a promulgação da Constituição Federal de 1934;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a inexistência de programas institucionais na área social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a fragmentação e a desorganização da política socioassistencial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o desenvolvimento do primeiro damismo, com um modelo assistencial filantrópico.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse período, houve também a regulamentação do trabalho por meio da criação da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e das ações voltadas para aposentadorias e pensões. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, foram instituídos os Ministérios de Educação e Saúde e a Legião Brasileira de Assistência (LBA), que era marcada pelo assistencialismo e pelas práticas de tutela na relação entre Estado e sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir de 1942, as ações da LBA foram redirecionadas e assumiram outras funções, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">atendimento das famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> dos soldados envolvidos na Segunda Guerra Mundial;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a ampliação da atuação federal na área da assistência social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a promoção da assistência social à maternidade, à infância, à adolescência e aos desempregados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a criação do Programa Nacional de Alimentação e Nutrição para o grupo materno-infantil em 1972;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a criação do Ministério da Previdência e Assistência Social, em 1977, com base na centralidade e na exclusividade da ação federal. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante esse período, a assistência social funcionou mais como instrumento de controle social do que como garantia de direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A superação dessa lógica dependeu de um longo processo de mobilização política e de reformas institucionais que só ganharam força nas décadas seguintes.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">A questão social e a construção da assistência no Brasil</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A busca da classe trabalhadora por melhores condições de trabalho e de vida fortaleceu o seu protagonismo nas lutas sociais, concretizadas por meio dos sindicatos e partidos políticos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a questão social é compreendida como o conjunto das expressões das desigualdades da sociedade capitalista, segundo o estudo Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa obra evidencia que a base da sociedade capitalista é a produção social, na qual a apropriação dos lucros produtivos permanece privada e é monopolizada por uma parcela da sociedade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Brasil, além do sistema capitalista, a questão social é caracterizada também pelo imperialismo e pela concentração de renda, como aponta o livro Questão Social: particularidades no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, a política socioassistencial nasce justamente da necessidade de enfrentar as desigualdades estruturais que o mercado produz e que o Estado tem responsabilidade de mitigar. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">A construção do Sistema Único de Assistência Social</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um sistema público de gestão descentralizada e participativa que organiza os serviços socioassistenciais brasileiros com financiamento nas três esferas de governo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A consolidação desse sistema é resultado de um processo histórico que atravessou décadas, envolveu disputas normativas e reformas institucionais significativas. Confira a seguir os principais marcos da sua formulação.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1937–1977: as primeiras iniciativas institucionais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As primeiras ações aconteceram em 1937, com a criação do Conselho Nacional de Serviço Social (CNSS), seguida, na década de 1940, pela criação da Legião Brasileira de Assistência (LBA). </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1977, o Ministério da Previdência e Assistência Social centralizou na esfera federal a condução da política.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1988–1993: a assistência social como direito</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Constituição Federal de 1988 alterou essa lógica: a assistência social passou a ser reconhecida como dever do Estado, desvinculada do caráter complementar à Previdência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aprovação da </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, em 1993, consolidou esse avanço e foi resultado de um processo de negociação iniciado em 1989, quando gestores municipais, estaduais e organizações não governamentais pressionaram o governo federal no Congresso, após o veto à primeira redação da lei em 1990.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1997–1998: normatização do sistema descentralizado</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 1997, a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/norma-operacional-basica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> conceituou o sistema descentralizado e participativo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No ano seguinte, uma nova edição diferenciou serviços, programas e projetos, ampliou as atribuições dos Conselhos de Assistência Social e instituiu as Comissões Intergestoras Bipartite e Tripartite.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2004–2006: a estruturação do SUAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A criação do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) e a edição da </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, ambas em 2004, fortaleceram o processo de construção do sistema. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2005, o CNAS aprovou a NOB/SUAS e, em 2006, a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">NOB-RH/SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;">, normas que definem a organização e a gestão de recursos humanos do sistema.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como parte do tripé da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">seguridade social</span></a><span style="font-weight: 400;">, ao lado da Saúde e da Previdência Social, o SUAS regula e organiza as ações socioassistenciais em todo o território nacional, ofertando <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">programas</a>, <a href="https://blog.gesuas.com.br/servicos-e-beneficios-entenda-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener">serviços e benefícios</a> com foco prioritário nas famílias, seus membros e indivíduos em <a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener">situação de vulnerabilidade</a>.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2011: institucionalização legal do SUAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em 2011, a Lei nº 12.435 promoveu alterações na LOAS e reconheceu formalmente o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), consolidando sua estrutura de gestão, financiamento e organização dos serviços socioassistenciais.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-psb?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+PSB&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5775" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-scaled.png" alt="" width="2560" height="434" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-scaled.png 2560w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/09/BANNERS-2026_e-book-psb-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2560px) 100vw, 2560px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Princípios, diretrizes e objetivos da assistência social brasileira</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A LOAS define os princípios e diretrizes que orientam a organização e a oferta da política de assistência social no Brasil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a criação dessa política buscou atender a objetivos específicos para o desenvolvimento social nacional. Entenda a seguir.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Princípios da assistência social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os princípios que distinguem a assistência social de uma ação caritativa e a afirmam como política pública de direitos são:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atender às necessidades sociais tem prioridade sobre qualquer critério de rentabilidade econômica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os direitos sociais devem chegar a todos, conectando quem acessa a assistência social às demais políticas públicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cada cidadão tem direito a um atendimento que respeite sua dignidade, sua autonomia e sua convivência familiar e comunitária, sem exigir comprovações vexatórias de necessidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o acesso aos serviços é igual para todos, sem discriminação, com as mesmas condições para quem vive na cidade e no campo;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os </span><span style="font-weight: 400;">benefícios, serviços, programas, projetos</span><span style="font-weight: 400;"> e os critérios para acessá-los devem ser amplamente conhecidos pela população.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses princípios estabelecem o compromisso ético e político da assistência social de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/universalidade-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">garantir direitos de forma universal</span></a><span style="font-weight: 400;">, igualitária e transparente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São eles que sustentam as decisões cotidianas nos serviços e que orientam como o atendimento deve ser organizado, ofertado e comunicado à população.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Diretrizes da assistência social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já as diretrizes da organização da assistência social são:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a descentralização político-administrativa para os estados, o Distrito Federal e os municípios;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a participação da população na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis por meio de organizações representativas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a responsabilidade do Estado pela condução da política de assistência social em todas as esferas de governo. </span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A partir dessas diretrizes, a construção da gestão pública e participativa da assistência social é efetivada por meio de conselhos deliberativos e paritários nas esferas federal, estadual e municipal.</span></p>
<p><b>Entenda também como funciona a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><b>articulação em rede no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Objetivos da assistência social no Brasil</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os objetivos e formas de proteção previstos pela assistência social estão:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">: para atender famílias em situação de vulnerabilidade ou risco social, fortalecendo seus vínculos familiares e comunitários; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial</span></a><span style="font-weight: 400;">: destinada ao atendimento de famílias e indivíduos que tiveram </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">direitos violados</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o amparo às crianças e adolescentes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a promoção da integração ao mercado de trabalho;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a habilitação e reabilitação das pessoas com deficiência e a promoção de sua integração à vida comunitária;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a garantia de um salário mínimo à pessoa com deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção ou de tê-la provida por sua família, conforme as regras do </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A Constituição Federal de 1988 trouxe avanços significativos ao estabelecer os direitos civis, políticos e sociais no país. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio dela, a assistência social se tornou uma estratégia relevante na luta contra a pobreza, a miséria, o desemprego e a falta de acesso a bens sociais e culturais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, a assistência social é executada de forma integrada a outras políticas setoriais. Com isso, ela se torna uma política social não contributiva, não compensatória, redistributiva e que busca a garantia dos direitos sociais.</span></p>
<p><strong>Para saber mais sobre o papel da política de assistência social no Brasil, assista a essa aula inaugural da <a href="https://www.gesuas.com.br/oferta/" target="_blank" rel="noopener">Universidade GESUAS</a> com José Crus, Assistente Social e especialista em políticas públicas.</strong></p>
<p><iframe class="youtube-player" width="1075" height="605" src="https://www.youtube.com/embed/BpKoq8M4uXU?version=3&#038;rel=1&#038;showsearch=0&#038;showinfo=1&#038;iv_load_policy=1&#038;fs=1&#038;hl=pt-BR&#038;autohide=2&#038;wmode=transparent" allowfullscreen="true" style="border:0;" sandbox="allow-scripts allow-same-origin allow-popups allow-presentation allow-popups-to-escape-sandbox"></iframe></p>
<p>&nbsp;</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">A contribuição dos Conselhos de Assistência Social na construção das políticas sociais</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação da sociedade civil foi regulamentada pela institucionalização dos conselhos por meio de órgãos colegiados, permanentes e deliberativos, responsáveis pela:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">formulação; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">execução; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fiscalização; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">promoção; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">defesa das políticas públicas. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse papel está respaldado pelo </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">artigo 204 da Constituição Federal</span></a><span style="font-weight: 400;">, que estabelece a participação da população, por meio de organizações representativas, na formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A LOAS reforça esse princípio ao determinar que a existência e o funcionamento dos conselhos de assistência social são indispensáveis para o repasse de recursos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, os conselhos passaram a ser criados por lei e, para exercer suas atribuições, não se subordinam a nenhuma hierarquia. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">São eles que concretizam a participação social prevista na Constituição e que contribuíram de forma decisiva para a criação e aprovação da PNAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Atualmente, a pressão da sociedade civil organizada ainda é fundamental para que a assistência social assuma o seu caráter de política social pública, direito do cidadão e responsabilidade do Estado.</span></p>
<p><b>Veja também como funciona a </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><b>instrumentalidade na assistência social</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência social chegou à sua configuração atual após décadas de disputas, debates e avanços normativos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A atuação no SUAS requer o entendimento dessa trajetória, já que os princípios e diretrizes que orientam os serviços hoje são frutos de uma construção histórica.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a legislação da área e o </span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética</span></a><span style="font-weight: 400;"> da profissão seguem orientando a atuação dos assistentes sociais e dos demais trabalhadores do SUAS para a defesa dos direitos de quem acessa a política.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Transformar esses fundamentos em prática cotidiana exige conhecimento técnico, organização e suporte adequado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GESUAS integra os recursos que os profissionais do SUAS precisam para estruturar esse trabalho com segurança e clareza, do registro ao monitoramento dos serviços. Conheça abaixo.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5715" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é a assistência social no Brasil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência social é uma política pública de proteção social prevista na Constituição Federal de 1988. Ela atende pessoas e famílias em situação de vulnerabilidade, independentemente de contribuição prévia.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como a assistência social evoluiu no Brasil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A assistência social no Brasil evoluiu de práticas filantrópicas e assistencialistas, predominantes até a década de 1980, para uma política pública garantida pela Constituição Federal de 1988. Esse processo foi consolidado pela LOAS, pela Política Nacional de Assistência Social e pela implementação do SUAS, responsável pela organização dos serviços socioassistenciais em todo o país.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a importância da LOAS para a assistência social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS), aprovada em 1993, regulamentou a assistência social como política pública. A lei definiu objetivos, princípios, diretrizes e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC).</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que mudou com a Constituição Federal de 1988 na assistência social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Constituição transformou a assistência social em um direito social garantido pelo Estado. Também ampliou a participação da sociedade na formulação e no controle das políticas públicas por meio dos conselhos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é a relação entre a história da assistência social e o SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Sistema Único de Assistência Social (SUAS) é resultado de um processo histórico de organização da política de assistência social. Sua criação consolidou a gestão descentralizada, o financiamento público e a garantia de direitos socioassistenciais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual foi o papel dos movimentos sociais na construção da assistência social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os movimentos sociais, entidades da sociedade civil e gestores públicos tiveram atuação decisiva para que a assistência social deixasse de ser uma prática assistencialista e passasse a ser reconhecida como política pública de direitos.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências </span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.scielo.br/j/sssoc/a/RJ3mPJjQ8Qk8WJRbLRph8Kz/?format=pdf&amp;lang=pt" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Renovação do Serviço Social e Vigência na Contemporaneidade</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12435.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">LEI Nº 12.435</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.escolavirtual.gov.br/curso/280" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Controle exercido por conselhos da assistência social</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Constituição Federal</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética do Assistente Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">IAMAMOTO, Marilda Vilela. Serviço Social na contemporaneidade: trabalho e formação profissional. 2 ed. São Paulo: Cortez, 1999.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">SANTOS, Josiane Soares. Questão Social: particularidades no Brasil. São Paulo: Cortez, 2012.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">TATAGIBA, L. A Institucionalização da participação: os conselhos municipais de políticas na cidade de São Paulo. In L. Avritzer (ed). A participação em São Paulo. São Paulo, Unesp, 2004.</span></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/">A história da assistência social no Brasil</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<item>
		<title>SCFV: o que é e como funciona o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/scfv/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/scfv/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 14 Jul 2026 17:09:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[atividades]]></category>
		<category><![CDATA[criança e adolescente]]></category>
		<category><![CDATA[idoso]]></category>
		<category><![CDATA[paif]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
		<category><![CDATA[scfv]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho social]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://blog.gesuas.com.br/?p=3502</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 15 minutos</small> O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um dos serviços mais estratégicos da Proteção Social Básica e ainda gera muitas dúvidas na execução cotidiana dos municípios. Entender seu papel, seus objetivos e sua forma de organização é fundamental para qualificar a oferta e fortalecer a política de assistência social nos territórios. Continue a leitura para entender como o SCFV funciona e o público atendido por ele! O que é o SCFV? O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos <a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 15 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um dos serviços mais estratégicos da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ainda gera muitas dúvidas na execução cotidiana dos municípios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entender seu papel, seus objetivos e sua forma de organização é fundamental para qualificar a oferta e fortalecer a política de assistência social nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continue a leitura para entender como o SCFV funciona e o público atendido por ele!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é um serviço do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> que </span>tem como objetivo criar e fortalecer espaços de convivência familiar e comunitária<span style="font-weight: 400;">, prevenindo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">situações de vulnerabilidade e risco social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática, </span>o SCFV funciona por meio de atividades coletivas<span style="font-weight: 400;">, desenvolvidas em grupos, que estimulam a convivência, o pertencimento, a participação social e a criação de vínculos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse serviço é ofertado de forma complementar ao trabalho social com famílias realizado no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-do-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e amplia as possibilidades de proteção social nos territórios com ações lúdicas, culturais e esportivas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a finalidade do SCFV? </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos oferece novas oportunidades de reflexão acerca da realidade social para a população que vivencia situações de vulnerabilidades sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o SCFV contribui para o planejamento de estratégias e a construção de novos projetos de vida. Entre as principais finalidades do SCFV estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">promover a convivência social e familiar, por meio de iniciativas em grupo que facilitam a interação, o diálogo e a troca de experiências.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">fortalecer vínculos comunitários e contribuir para sentimentos de pertencimento, identidade e solidariedade.</li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">prevenir situações de risco social, como isolamento, violências e exclusão, com a realização de intervenções planejadas que valorizem a participação e o protagonismo dos usuários.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos oferece oportunidades de reflexão acerca da realidade social, o que fortalece a construção de novos projetos de vida para populações que vivenciam vulnerabilidades sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV é um espaço de convivência qualificada que promove a proteção social antes do agravamento das situações de violação e que cumpre um papel relevante dentro da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/politica-nacional-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os eixos norteadores do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Dentre os eixos norteadores que perpassam todos os ciclos da vida dos usuários, estão: a participação, a convivência social e o direito de ser.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span>participação<span style="font-weight: 400;"> busca estimular a presença dos usuários nos diversos espaços de controle social e nos relacionamentos familiares, comunitários e escolares, assegurando seu papel como sujeitos de direitos e deveres.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já a </span>convivência social<span style="font-weight: 400;"> é considerada o principal eixo do SCFV, por traduzir a essência dos serviços da Proteção Social Básica e promover a consolidação de vínculos familiares e comunitários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por fim, o </span>direito de ser<span style="font-weight: 400;"> estimula o exercício da infância e da adolescência por meio de ações que promovem a troca de experiências e potencializam a vivência em cada ciclo de vida.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Para quem é feito o SCFV?</span></h2>
<p>O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é voltado a quem dele necessitar<span style="font-weight: 400;">, mas deve priorizar os seguintes casos, conforme a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais (TNSS)</span></a><span style="font-weight: 400;">:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Indivíduos pertencentes a famílias beneficiárias de programas de transferência de renda;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pessoas com deficiência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Egressos de medidas socioeducativas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Vítimas de situações de violência ou exclusão.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os grupos podem ser organizados por faixas etárias:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crianças até 6 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crianças e adolescentes de 6 a 15 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adolescentes de 15 a 17 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Jovens de 18 a 29 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adultos de 30 a 59 anos</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Pessoas idosas</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns grupos podem estar mais expostos a situações de vulnerabilidade e risco social devido à raça, etnia, religião, orientação sexual, entre outros fatores.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesses casos, apesar da organização dos grupos, o município deve considerar as </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">demandas do território</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as necessidades das pessoas participantes.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o SCFV é ofertado?</span></h2>
<p>O SCFV é ofertado principalmente nos <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener">Centros de Referência de Assistência Social (CRAS)</a> ou em <a href="https://blog.gesuas.com.br/centro-de-convivencia/" target="_blank" rel="noopener">Centros de Convivência</a> referenciados ao CRAS.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação ocorre a partir de:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-realizar-busca-ativa-no-meu-municipio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">busca ativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> no território;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos realizados pelo PAIF;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">demanda espontânea, quando identificada a necessidade de inclusão no serviço.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A organização da oferta deve considerar o planejamento do serviço, a capacidade de atendimento e as especificidades locais.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/guia-pratico-da-vigilancia-socioassistencial?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Vigil%C3%A2ncia&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5729" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA.png" alt="" width="2435" height="413" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA.png 2435w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA-1024x174.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA-1536x261.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GUIA-VSA-970x165.png 970w" sizes="(max-width: 2435px) 100vw, 2435px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é desenvolvido nos grupos do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades do SCFV são planejadas a partir da realidade do território e dos interesses dos participantes. Entre as ações mais comuns estão:</span></p>
<ul>
<li aria-level="1">Oficinas culturais, artísticas e esportivas;</li>
<li aria-level="1">Atividades lúdicas e recreativas;</li>
<li aria-level="1">Rodas de conversa e espaços de diálogo;</li>
<li aria-level="1">Ações educativas sobre direitos, convivência e participação social.</li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, o que caracteriza o SCFV é a intencionalidade do trabalho social, voltado ao fortalecimento de vínculos e à convivência comunitária.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais os objetivos do SCFV por faixa etária?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dos objetivos gerais, o SCFV tem objetivos específicos para cada ciclo de vida,</span><span style="font-weight: 400;"><br />
</span><span style="font-weight: 400;">tendo em vista as especificidades de cada etapa do desenvolvimento dos sujeitos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para crianças de 0 a 6 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para essa faixa etária, o SCFV busca o </span>desenvolvimento de atividades com crianças, seus familiares e a comunidade<span style="font-weight: 400;">. A prioridade é o estímulo aos vínculos de afetividade e cuidado, além da prevenção de situações de exclusão social e risco, como violência e trabalho infantil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com o </span><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a><span style="font-weight: 400;">, a organização e execução das atividades é guiada pelos seguintes eixos norteadores do serviço: </span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eixo norteador</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Descrição</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eu Comigo</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Refere-se a competências pessoais que cada indivíduo, cuidador ou criança precisa desenvolver ou reforçar para estabelecer relações interpessoais e com os contextos de vivência qualificados.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eu com Quem Cuida de Mim</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Refere-se a competências que precisam ser desenvolvidas primeiramente entre os cuidadores para que estes, a partir de sua ação, olhar e exemplo, possibilitem a aquisição por parte das crianças de competências pessoais e relacionais.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eu com os Outros</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Refere-se a competências relacionais fundamentais para a relação além do binômio criança-cuidador e do convívio criança-família em termos de comunicação, empatia, cooperação, respeito e sociabilidade.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Eu com a Cidade</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Refere-se ao desenvolvimento de competências em uma esfera mais ampla de vivência, que expande a noção de direitos e deveres dos sujeitos para reforçar a cidadania e as competências pessoais e interpessoais.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o SCFV busca fortalecer vínculos afetivos, estimular o desenvolvimento infantil e apoiar as famílias no cuidado e na proteção das crianças por meio de experiências lúdicas e de convivência.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para crianças e adolescentes de 6 a 15 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV prepara crianças e adolescentes para o </span>exercício da cidadania por meio da participação social<span style="font-weight: 400;"> para o desenvolvimento do protagonismo e da autonomia.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para adolescentes de 15 a 17 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas idades, os adolescentes são motivados a </span>ampliar a convivência familiar e comunitária<span style="font-weight: 400;">. O serviço busca viabilizar o retorno ou a permanência na escola, com atividades que incentivem a convivência social, a participação cidadã e uma formação geral para o mundo do trabalho.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para jovens de 18 a 29 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV assegura espaços de referência para o </span>convívio grupal, comunitário e social dos jovens<span style="font-weight: 400;">. Além disso, promove relações de afetividade, solidariedade e respeito mútuo, fortalecendo laços familiares e comunitários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse grupo, o SCFV também contribui para:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A ampliação do acesso à informação, arte e cultura;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O desenvolvimento de potencialidades;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A formação cidadã;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">A participação social e o desenvolvimento de habilidades.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para adultos de 30 a 59 anos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV desenvolve ações complementares para os adultos, oferece espaços de referência e promove relações de</span> afetividade, solidariedade e encontros intergeracionais<span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">SCFV para idosos</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Considerando o processo de envelhecimento, o SCFV busca desenvolver </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atividades-scfv-idosos/" target="_blank" rel="noopener">atividades para idosos</a> que promovam vínculos familiares e comunitários<span style="font-weight: 400;">, previnam situações de risco social e fortaleçam a autonomia e a sociabilidade dos participantes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os idosos atendidos são aqueles com 60 anos ou mais em situação de vulnerabilidade, especialmente:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idosos beneficiários do </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idosos de famílias beneficiárias de Programas de Transferência de Renda;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idosos com vivências de isolamento e com poucas oportunidades de convívio.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Execução direta ou indireta do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV pode ser ofertado tanto nos CRAS e Centros de Convivência, que são instituições públicas, como em entidades socioassistenciais parceiras. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas instituições devem estar inscritas no Conselho de Assistência Social dos municípios ou Distrito Federal (DF) e seguir os devidos trâmites legais para que a parceria seja reconhecida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando ofertado em uma instituição pública considera-se que </span>o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos é executado diretamente<span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já quando é operado por uma entidade de assistência social, ou seja, que não é uma instituição pública, é dito que o </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/scfv-de-forma-indireta/" target="_blank" rel="noopener"><b>SCFV é executado indiretamente</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A TNSS prevê também que o espaço de execução do SCFV de ambos contemple uma série de requisitos quanto às instalações, como adequada iluminação, ventilação, conservação, privacidade, salubridade, limpeza e acessibilidade em todos seus ambientes onde ocorrem as atividades de acordo com as normas da ABNT.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os casos em que o serviço é executado indiretamente, é importante estabelecer fluxos para o compartilhamento regular de informações entre as entidades e o CRAS. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas informações poderão contribuir na redução de situações de vulnerabilidade, aumento de acessos a serviços e direitos socioassistenciais, dentre outras formas de melhoria de qualidade de vida.</span></p>
<p><b>Entenda também como funciona o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><b>acolhimento institucional no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como organizar o SCFV: grupos e encontros</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os encontros do SCFV devem ser organizados de forma a promoverem:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Aprendizado e ensino igualitário;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Diálogo para resolução de conflitos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Escuta qualificada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Experiências de escolha e decisão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Valorização e reconhecimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Produção coletiva;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Nomeação de emoções;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reconhecimento da diversidade;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Tomada de decisão individual e coletiva.</span></li>
</ul>
<p><b>Para se aprofundar, veja </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/encontros-do-scfv-sabia-como-estruturar/" target="_blank" rel="noopener"><b>como estruturar os encontros do SCFV</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a Equipe Técnica do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">equipe de referência</span></a><span style="font-weight: 400;"> do SCFV  é composta por:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Técnico de referência:<span style="font-weight: 400;"> profissional de nível superior do CRAS.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/educador-social/" target="_blank" rel="noopener">Orientador social</a>:<span style="font-weight: 400;"><a href="https://blog.gesuas.com.br/profissionais-de-nivel-medio-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"> profissional de nível médio</a> responsável pela convivência grupal.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1">Facilitadores de oficinas:<span style="font-weight: 400;"> profissionais de nível médio responsáveis por oficinas de esporte, arte, lazer e cultura.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">A composição da equipe deve garantir a qualidade do atendimento e a intencionalidade do trabalho social.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-atuacao-dos-educadores-sociais-no-suas-desafios-e-perspectivas?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Atua%C3%A7%C3%A3o+dos+Educadores+Sociais&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5722" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS.png" alt="" width="2435" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS.png 2435w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2435px) 100vw, 2435px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o SCFV é registrado e financiado?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV integra os serviços cofinanciados do SUAS. </span>O registro das informações é realizado no Sistema de Informações do <a href="https://blog.gesuas.com.br/conhecendo-os-sistemas-de-informacao-e-controle-financeiro-do-suas/" target="_blank" rel="noopener">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SISC)</a>.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">A utilização do SISC ocorreu desde o reordenamento do SCFV, iniciado em 2013. Com isso, a ferramenta se tornou estratégica para organização da oferta, monitoramento da execução, planejamento do serviço e tomada de decisão na gestão da política de assistência social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro dos usuários no SISC é obrigatório, inclusive para aqueles não identificados nas situações prioritárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a manutenção do cofinanciamento federal está condicionada, entre outros requisitos, ao registro e à confirmação periódica da participação dos usuários no sistema.</span></p>
<p><b>Veja também como</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/sisc-com-o-gesuas/" target="_blank" rel="noopener"> <b>descomplicar o SISC com a GESUAS</b></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão: Por que o SCFV é estratégico no SUAS?</span></h2>
<p>O SCFV é uma das principais estratégias de prevenção <span style="font-weight: 400;">no âmbito da Proteção Social Básica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao promover a convivência, fortalecer vínculos e ampliar a participação social, o serviço contribui para a redução de vulnerabilidades e para a garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem planejado e articulado com os demais serviços do SUAS, o SCFV fortalece o trabalho social no território e amplia a capacidade de proteção das famílias e indivíduos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora que você já sabe o que é o SCFV, aproveite e clique abaixo para entender como o GESUAS pode fortalecer a assistência social e garantir uma gestão mais eficaz para os municípios!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5715" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O SCFV é obrigatório em todos os municípios?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não é obrigatório por si só, mas a oferta está prevista no SUAS e é fortemente recomendada como política pública de proteção social básica para prevenir vulnerabilidades.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a relação entre o SCFV e o PAIF?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV tem por objetivo complementar o trabalho social desenvolvido com famílias pelo PAIF, prevenindo a ocorrência de situações de risco social e fortalecendo a convivência familiar e comunitária junto aos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Havendo necessidade, os usuários atendidos pelo SCFV também poderão ser acompanhados pelo PAIF, juntamente com outros integrantes do núcleo familiar.</span></p>
<p><i><span style="font-weight: 400;">Saiba mais sobre a diferença entre PAIF e SCFV: </span></i><span style="font-weight: 400;"> </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica: entendendo a diferença entre PAIF e SCFV!</span></a></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual relação entre o SCFV e o AEPETI?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A participação de crianças e adolescentes retirados do trabalho infantil no SCFV é considerada uma estratégia fundamental para o enfrentamento do trabalho infantil, proporcionando a oferta de novas oportunidades de desenvolvimento às crianças e aos adolescentes atendidos pelo SCFV.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como registrar o SCFV no RMA?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/registro-mensal-de-atendimentos-cras/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Registro Mensal de Atendimentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> funciona da seguinte forma em cada faixa etária:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crianças de 0 à 6 anos em SCFV:</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se Informar o número total de crianças, com idade até 6 anos, que participaram das atividades desenvolvidas pelo SCFV no mês de referência que está sendo informado. Também deverá ser informado quais profissionais do CRAS que compõem a equipe técnica realizaram os atendimentos.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Crianças e adolescentes de 7 a 14 anos em SCFV</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se Informar o número total de crianças ou adolescentes, com idade entre 7  e 14 anos, que participaram das atividades desenvolvidas pelo SCFV no mês de referência que está sendo informado. Também deverão ser contabilizadas todas as criança que estão vinculadas às Ações Estratégicas do Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) (AEPETI), e que participam com regularidade do SCFV.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adolescentes de 15 a 17 anos em SCFV</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se Informar o número total de adolescentes, com idade entre 15 e 17 anos, que participaram das atividades desenvolvidas pelo SCFV no mês de referência que está sendo informado. Também deverão ser contabilizados todos os adolescentes que participam regularmente do serviço.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Adultos de 18 a 59 anos em SCFV</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se informar o número total de adultos com idades entre 18 e 59 anos, que participaram das atividades desenvolvidas pelo SCFV no mês de referência que está sendo informado.</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Idosos em SCFV</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Deve-se informar o número total de idosos (pessoas com idade igual ou superior a 60 anos), que foram atendidos durante o mês de referência, e que participaram das atividades desenvolvidas nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para Idosos, realizados neste CRAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os 3 eixos do SCFV?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) é estruturado pelos eixos de autonomia e autoestima; convivência e comunicação e pertencimento e cidadania.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como o SCFV funciona nas escolas?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV procura incentivar a participação social dos usuários nos ambientes escolares como uma forma de convivência, fortalecimento de laços comunitários e familiares.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências Bibliográficas</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.mds.gov.br/redesuas/wp-content/uploads/2022/04/Caderno_de_Orientacoes_Tecnicas_SCFV_Criancas_0_a_6_anos.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/crianca_feliz/CADERNO-ATIVIDADES-DIGITAL-28122018.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos: para crianças de 0 à 6 anos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/servicos-e-programas/convivencia-e-fortalecimento-de-vinculos" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Convivência e Fortalecimento de Vínculos</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.sigas.pe.gov.br/files/08092017114541-38.orientacoes.tecnicas.sobre.o.servico.de.convivencia.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações técnicas sobre o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos para crianças e adolescentes de 6 à 15 anos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://aplicacoes.mds.gov.br/sagi/atendimento/doc/Manual_RMA_CRAS2018.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Registro Mensal de Atendimentos RMA: CRAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.sedes.df.gov.br/scfv" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos – SCFV para Crianças e Adolescentes de 06 a 15 anos</span></a></li>
</ul>
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		<title>O papel do Educador Social no SUAS </title>
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					<comments>https://blog.gesuas.com.br/educador-social/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 18:28:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 10 minutos</small> O educador social, que também é conhecido como orientador social, trabalha dentro do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) para promover o desenvolvimento de potencialidades e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários. Como integrante da equipe de referência do SUAS, esse profissional atua diretamente em ações de impacto social previstas na Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais. O trabalho desenvolvido pelo educador social é realizado por meio de iniciativas com caráter preventivo, protetivo e proativo. Logo, essa é uma profissão fundamental para <a href="https://blog.gesuas.com.br/educador-social/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 10 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O educador social, que também é conhecido como orientador social, trabalha dentro do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> para promover o desenvolvimento de potencialidades e o fortalecimento de vínculos familiares e comunitários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como integrante da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">equipe de referência do SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;">, esse profissional atua diretamente em ações de impacto social previstas na </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho desenvolvido pelo educador social é realizado por meio de iniciativas com caráter preventivo, protetivo e proativo. Logo, essa é uma profissão fundamental para que o SUAS atue na garantia de direitos socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, tal função é pautada pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">. A NOB-RH/SUAS estabelece parâmetros para a organização das equipes de referência, valorizando a atuação interdisciplinar e definindo competências necessárias para que os trabalhadores desenvolvam ações integradas de proteção social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa normativa orienta os gestores e demais trabalhadores do SUAS quanto às competências e metodologias de trabalho aplicadas junto às famílias e indivíduos atendidos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continue a leitura para entender mais sobre o que faz o educador social no SUAS, qual a diferença entre orientador social e educador social e quais são os princípios dessa profissão.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que faz um educador social no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O educador social é um profissional que facilita o vínculo e o acesso de povos e comunidades tradicionais, grupos populacionais específicos ou pessoas refugiadas e migrantes à </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a </span><a href="https://7f9ee646-2885-415a-bfa4-9e608360171d.usrfiles.com/ugd/7f9ee6_179235e05a1e42368372b3620f942ec8.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução CNAS nº 09, de 15 de abril de 2014, do Conselho Nacional de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, o educador social é responsável por:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">desenvolver atividades socioeducativas, de convivência e de socialização;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">apoiar a equipe de referência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">planejar, executar e monitorar atividades individuais e coletivas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizar eventos artísticos, lúdicos e culturais.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A seguir, entenda cada uma dessas atribuições.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">1. Atividades socioeducativas, de convivência e de socialização</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades socioeducativas desenvolvidas pelos educadores sociais contribuem para o fortalecimento da função protetiva da família e para a prevenção do rompimento de vínculos familiares e comunitários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa responsabilidade é efetivada por meio da criação de um ambiente acolhedor com foco na atenção, na defesa dos direitos e na proteção aos indivíduos e famílias que vivem em </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">situação de vulnerabilidade ou risco social</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No relacionamento com os usuários da rede socioassistencial, o educador social deve informar, sensibilizar e assegurar aos usuários o direito à reconstrução da autonomia, da autoestima e do convívio social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, esse profissional adota diferentes metodologias que contemplam as dimensões individuais e coletivas, levando em consideração os ciclos de vida e as ações intergeracionais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O educador social também procura ampliar a participação social dos usuários em todas as etapas do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e promover o acesso a cursos de formação e qualificação profissional e aos programas e projetos de inclusão produtiva.</span></p>
<p><b>Veja também </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" target="_blank" rel="noopener"><b>10 ideias de temas para oficinas com famílias no PAIF</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">2. Apoio à equipe de referência</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho do educador social contribui para as ações realizadas por toda a equipe do SUAS. O conhecimento que o educador social possui sobre a realidade vivenciada por cada indivíduo e família apoia a identificação, o registro e o acompanhamento das necessidades e demandas dos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, as informações que esse profissional adquire na sua rotina podem subsidiar o preenchimento do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/pia-plano-individual-de-atendimento/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Plano Individual de Atendimento (PIA)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-elaborar-o-plano-de-acompanhamento-familiar-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Plano de Acompanhamento Familiar (PAF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, por exemplo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses dados também colaboram com o planejamento de atividades, a avaliação de processos e a organização de fluxos de trabalho capazes de assegurar os direitos sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, as demandas do educador social envolvem atividades em conjunto com outros membros da equipe, a</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/abordagem-social/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">abordagem social</span></a><span style="font-weight: 400;">, a</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/busca-ativa/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">busca ativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a identificação de grupos que buscam acesso aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">programas de transferência de renda</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">3. Planejamento, execução e monitoramento de atividades individuais e coletivas</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No planejamento das ações realizadas nos níveis de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção social básica e especial</span></a><span style="font-weight: 400;">, o educador social organiza as oficinas, incentiva a participação e acompanha a frequência e o engajamento dos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Após o acompanhamento, o estímulo, a orientação e o monitoramento das atividades executadas com as famílias e indivíduos, o educador social avalia se os resultados esperados foram alcançados. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os relatórios das suas atividades podem dar suporte aos demais </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> realizados pela equipe de referência.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">4. Organização de eventos artísticos, lúdicos e culturais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O educador social também realiza a mobilização para campanhas intersetoriais nos territórios com foco na prevenção e no enfrentamento de situações de risco social e de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal função é feita com a elaboração e distribuição de materiais de divulgação das ações e com a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">articulação com a rede de serviços socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;"> e políticas públicas.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, entenda também quais são as </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>diferenças do CRAS para o CREAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre orientador social e educador social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">De acordo com a Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social, as profissões de orientador social e de educador social dizem respeito às mesmas atribuições. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, tanto o orientador social quanto o educador social trabalham para garantir o acesso à proteção social de pessoas e grupos em situação de vulnerabilidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, em alguns municípios, a atuação do orientador social é voltada para a prevenção na Proteção Social Básica, enquanto o educador social desenvolve ações de reinserção social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais os requisitos para atuação como educador social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho como educador social não exige uma formação específica, mas possui os seguintes pré-requisitos previstos na Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">idade mínima de dezoito anos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">documentação civil;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">habilidades de comunicação com os usuários e as equipes do SUAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">conhecimento da realidade vivenciada pelas famílias e indivíduos do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">território atendido</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda é essencial que o trabalho desenvolvido por ele seja guiado pela ética e pelas orientações das normativas da proteção social, como a NOB-RH/SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não exista formação superior obrigatória, muitos municípios estabelecem requisitos próprios em seus concursos ou processos seletivos, podendo exigir ensino médio completo, cursos específicos ou experiências relacionadas ao trabalho social.</span></p>
<h2>Como o educador social pode qualificar o trabalho no SCFV?</h2>
<p>No <a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</a>, realizar atividades não é suficiente para garantir uma oferta qualificada.</p>
<p>O educador social precisa compreender qual é o objetivo de cada ação para que essa intenção seja relacionada às características dos usuários e às necessidades identificadas no território.</p>
<h3>Evitar que o SCFV se torne apenas uma agenda de oficinas</h3>
<p>Uma programação preenchida com oficinas não garante, por si só, que o serviço esteja cumprindo seus objetivos.</p>
<p>As atividades do SCFV precisam ser planejadas com uma finalidade clara e relacionadas às necessidades dos usuários, e não apenas para ocupar o tempo ou cumprir um calendário.</p>
<p>Ao acompanhar a dinâmica dos grupos, o educador social consegue perceber como os participantes respondem às propostas, quais atividades favorecem maior interação e quais estratégias precisam ser ajustadas.</p>
<p>Essa percepção ajuda a equipe a avaliar se as iniciativas estão contribuindo efetivamente para a convivência e o fortalecimento dos vínculos.</p>
<h3>Usar a realidade do grupo e do território para orientar as atividades</h3>
<p>As atividades do SCFV devem dialogar com a realidade dos usuários. Por isso, as relações familiares, a convivência comunitária e as condições do território podem orientar a escolha dos temas e das estratégias que são utilizadas nos encontros.</p>
<p>Além disso, tais necessidades variam conforme o porte do município e as características de cada território, o que exige adaptação das ações às situações encontradas.</p>
<p>Quando essas observações são compartilhadas com a equipe de referência, elas também podem contribuir para o planejamento do trabalho e para a identificação de situações que demandem acompanhamento ou articulação com outros serviços.</p>
<p>Dessa forma, o SCFV permanece integrado à oferta socioassistencial e contribui para uma atuação que considera as necessidades dos usuários, os vínculos construídos no grupo e a realidade do território.</p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-atuacao-dos-educadores-sociais-no-suas-desafios-e-perspectivas?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Atua%C3%A7%C3%A3o+dos+Educadores+Sociais&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5722" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS.png" alt="" width="2435" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS.png 2435w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_EDUCADORES-SOCIAIS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2435px) 100vw, 2435px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O papel do educador social é relevante para o desenvolvimento das atividades socioeducativas e o acesso das famílias e indivíduos aos serviços, programas e benefícios ofertados no SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, ele contribui ativamente para o protagonismo e a autonomia de famílias e indivíduos. Com o estímulo à construção de um novo projeto de vida, o educador social também incentiva a superação de barreiras sociais por essas pessoas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O cotidiano desse profissional requer habilidades específicas, aliadas aos conhecimentos nas áreas de direitos humanos, sociais, educacionais, dentre outras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim como os demais trabalhadores do SUAS, o educador social enfrenta desafios diários na gestão das ações coletivas desenvolvidas com as famílias e na integração entre os equipamentos socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS conta com recursos que simplificam essa rotina, padronizam o registro das informações e facilitam o monitoramento dos usuários atendidos. Conheça abaixo e fale com um consultor.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5715" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é a função de um educador social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O educador social desenvolve atividades socioeducativas, de convivência e de socialização, apoia a equipe de referência do SUAS e planeja, executa e monitora ações individuais e coletivas com famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é preciso para ser educador social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social exige idade mínima de dezoito anos, documentação civil, habilidades de comunicação com usuários e equipes, além de conhecimento da realidade social do território atendido.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre educador social e professor?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O professor atua no ensino formal, com foco em currículo, conteúdos escolares e avaliação pedagógica. Já o educador social trabalha em processos educativos não formais, voltados à convivência, à cidadania e ao fortalecimento dos vínculos em contextos de vulnerabilidade social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que faz um orientador social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Resolução do CNAS, o orientador social exerce as mesmas atribuições do educador social, atuando na Proteção Social Básica com foco em atividades socioeducativas e de fortalecimento de vínculos comunitários e familiares.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre orientador social e educador social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo a Resolução CNAS nº 9/2014, orientador social e educador social possuem as mesmas atribuições no SUAS. A principal diferença costuma estar apenas na nomenclatura adotada por cada município ou instituição. Em alguns locais, podem existir diferenças na distribuição das atividades conforme a organização dos serviços, mas isso não é uma distinção prevista nas normativas nacionais.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências </span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.filantropia.ong/informacao/o-sigilo-na-pratica-do-orientador-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O sigilo na prática do orientador social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://7f9ee646-2885-415a-bfa4-9e608360171d.usrfiles.com/ugd/7f9ee6_179235e05a1e42368372b3620f942ec8.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos &#8211; NOB-RH/SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">SILVA, Gerson Heidrich. Educador social: uma identidade a caminho da profissionalização? Educação e Pesquisa, São Paulo, v. 35, n. 3, p. 479-493, set./dez. 2009.</span></li>
</ul>
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		<title>Atividades do SCFV para idosos: veja 20 ideias práticas e como aplicar cada uma</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/atividades-scfv-idosos/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 17:52:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[idoso]]></category>
		<category><![CDATA[scfv]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 15 minutos</small> Planejar atividades do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) para idosos exige atenção ao território e à realidade das pessoas atendidas.  No Sistema Único de Assistência Social (SUAS), tais iniciativas precisam contribuir para a convivência, a consolidação dos vínculos e a participação comunitária.  Dessa forma, o serviço poderá responder de forma mais qualificada à demanda crescente da população idosa, que representa mais de 32 milhões de pessoas no Brasil, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  Neste conteúdo, <a href="https://blog.gesuas.com.br/atividades-scfv-idosos/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 15 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Planejar atividades do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;"> para idosos exige atenção ao território e à realidade das pessoas atendidas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No Sistema Único de Assistência Social (SUAS), tais iniciativas precisam contribuir para a convivência, a consolidação dos vínculos e a participação comunitária. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o serviço poderá responder de forma mais qualificada à demanda crescente da população idosa, que representa mais de 32 milhões de pessoas no Brasil, segundo o </span><a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste conteúdo, reunimos 20 atividades para idosos no SCFV com orientações práticas de aplicação, temas mensais e cuidados técnicos para qualificar os grupos do SCFV. Acompanhe!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual o objetivo do SCFV para idosos?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV integra a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;"> do SUAS e atua na prevenção de situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">risco social</span></a><span style="font-weight: 400;"> por meio do fortalecimento das relações familiares e comunitárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O serviço busca estimular a convivência, a autonomia, o protagonismo, o engajamento comunitário entre as pessoas idosas atendidas e a função protetiva das famílias, conforme aponta a </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os grupos ajudam a reduzir o isolamento e ampliar o acesso aos espaços de convivência e a informações sobre direitos e serviços.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Público atendido e o papel do CRAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> é a principal porta de entrada da Proteção Social Básica e organiza os encontros do SCFV no território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atende pessoas idosas em situação de vulnerabilidade social, especialmente aquelas que vivenciam fragilidade de vínculos familiares ou dificuldade de acesso aos direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento também é articulado ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, reforçando o trabalho social com famílias e a atuação integrada da equipe. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Diferencial do SCFV como ação socioassistencial</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Um dos desafios das equipes é evitar que o SCFV seja visto apenas como espaço recreativo, já que a atuação socioassistencial tem intencionalidade técnica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para que essa intenção se concretize, cada encontro precisa ter objetivos claros, como apoio à convivência, estímulo ao envolvimento na comunidade, valorização das trajetórias de vida e ampliação do acesso à informação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, as atividades para idosos no SCFV buscam gerar impactos positivos para a vida cotidiana dos participantes, de forma contínua e sustentável no longo prazo.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como planejar atividades do SCFV para idosos?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Durante o planejamento dessas iniciativas, é preciso definir o público-alvo, a frequência dos encontros e as metas previstas para eles.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse planejamento interfere diretamente na participação dos usuários e nos resultados observados pela equipe técnica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso porque, quando as ações acontecem sem organização ou continuidade, os encontros tendem a perder sentido para os usuários. Consequentemente, a frequência diminui gradualmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por outro lado, quando há planejamento, escuta e regularidade, os participantes se sentem à vontade para sugerir temas, convidar outras pessoas e ocupar o espaço com mais autonomia.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Diagnóstico do perfil do público</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender a faixa etária, as condições de saúde, as dificuldades de mobilidade, os interesses e o histórico de participação comunitária ajuda a construir propostas mais adequadas ao </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">território</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para alguns usuários, oficinas culturais despertam maior participação, enquanto outros podem preferir temas ligados a direitos, memória e convivência familiar. Por isso, o planejamento precisa dialogar com o cotidiano das pessoas atendidas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Frequência dos encontros</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A frequência deve considerar a realidade do território e a disponibilidade dos usuários. Grupos semanais podem favorecer maior sustentação para os vínculos, pois criam regularidade nos encontros.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Contudo, é importante avaliar horários acessíveis para idosos que dependem de familiares, transporte público ou cuidadores. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Metas de participação e convivência</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O planejamento precisa incluir metas simples e viáveis para acompanhamento recorrente do serviço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, registros técnicos bem organizados ajudam a acompanhar a evolução dos participantes e a qualificar o planejamento das ações. </span></p>
<p><b>Para aprofundar esse olhar sobre a organização da prática profissional, leia o artigo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <b>instrumentalidade no Serviço Social</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">20 atividades do SCFV para idosos e como aplicar</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades para idosos no SCFV podem incluir ações para:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">convivência e integração;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">cognição e memória;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">saúde e bem-estar;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">protagonismo e cidadania;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">contato com outras gerações.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A seguir, veja quais iniciativas podem ser adaptadas para diferentes realidades locais, públicos e interesses.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades de convivência e integração</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas ações favorecem a aproximação entre os participantes e expandem o sentimento de pertencimento social. Veja algumas ideias com esse foco.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">1. Roda de apresentação com histórias de vida </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">As rodas de conversa podem estimular a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/escuta-protegida-e-sua-relacao-com-a-escuta-especializada-no-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">escuta</span></a><span style="font-weight: 400;">, reconhecimento mútuo e pertencimento. Nessa dinâmica, os participantes podem compartilhar momentos marcantes da trajetória, desafios e reflexões que estão vivendo. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">2. Café coletivo com os aniversariantes do mês </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ação pode incentivar a organização do café coletivo pelos próprios participantes. Assim, a atividade estimula o protagonismo e a corresponsabilidade por meio de uma comemoração simples, que cria aproximação e momento coletivo de convivência. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">3. Dinâmicas sobre memórias do território </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">As conversas mediadas sobre a história do bairro ou da cidade aproximam gerações, reforçam a identidade comunitária e costumam revelar lideranças naturais nos encontros.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">4. Bingo comunitário </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A realização de um bingo cultural pode unir entretenimento e estímulo cognitivo. Em vez de utilizar apenas números, as cartelas podem conter palavras, imagens ou temas relacionados à história local, aos direitos da pessoa idosa ou à cultura popular. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o profissional do SUAS pode apresentar pistas ou fazer perguntas para os participantes marcarem na cartela a resposta correspondente. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de estimular a memória e a atenção, essa atividade favorece a troca de conhecimentos e as conversas sobre experiências vividas no território.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">5. Oficinas de culinária afetiva </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível organizar o preparo coletivo de receitas com significado cultural. Essa oficina abre espaço para falar de memória, família e pertencimento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades cognitivas e de memória</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Além das ações de convivência, as práticas que trabalham cognição e memória podem ampliar a participação e a troca entre os idosos ao serem conectadas às experiências de vida dos integrantes. Confira algumas opções!</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">6. Jogos de memória </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Os jogos selecionados precisam garantir que a atividade seja desafiadora, sem se tornar excludente. Para isso, cartas, palavras cruzadas e dominó adaptados são algumas atividades que estimulam atenção e linguagem de forma colaborativa. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">7. Leitura comentada de notícias ou poesias</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse encontro amplia o repertório cultural e estimula reflexões a partir das leituras propostas.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">8. Oficina de músicas antigas</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A música estimula a ativação da memória afetiva e favorece a interação. Por isso, a equipe pode montar uma playlist colaborativa com sugestões dos próprios participantes.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">9. Contação de histórias do território</span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal ação pode valorizar relatos da memória coletiva e da história oral. Além disso, os registros em áudio ou vídeo podem ampliar o valor simbólico da atividade para a comunidade.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">10. Produção coletiva de mural de memórias </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro visual das trajetórias de vida com fotos, desenhos ou recortes pode ser feito em murais coletivos. Esse material pode ser exposto no CRAS e apresentado à comunidade em datas comemorativas, por exemplo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades corporais e de bem-estar</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos encontros, as dinâmicas corporais fortalecem o bem-estar físico, a convivência e a confiança entre os participantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessas práticas, a articulação com a área de saúde do município é fundamental. Para isso, a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/"><span style="font-weight: 400;">intersetorialidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> pode ser ampliada por meio de parceria com a secretaria municipal de saúde. Veja alternativas nesse sentido!</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">11. Alongamento orientado </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa prática pode incluir movimentos simples e adaptados às condições físicas do coletivo, conduzidos com atenção às limitações individuais. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">12. Dança circular </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A dança circular é acessível e integradora, estimula movimento, ritmo e convivência sem exigir habilidade técnica. O círculo favorece a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/assistencia-social-e-populacoes-invisibilizadas-como-incluir-as-diversidades-nas-politicas-do-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visibilidade de todos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e aumenta o sentimento de coletividade.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">13. Caminhada comunitária </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">A união de atividade física e reconhecimento do espaço ao redor pode incluir visitas a equipamentos públicos e pontos de referência da comunidade.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">14. Oficina de respiração e relaxamento </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Nessa oficina, podem ser realizadas técnicas simples de respiração consciente, que ajudam no controle da ansiedade e na qualidade do sono, que são temas frequentes entre esse público.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">15. Atividades rítmicas com música </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, o uso de instrumentos simples estimula a coordenação e a participação coletiva. A proposta pode ser adotada como abertura ou encerramento dos encontros.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades de protagonismo e cidadania</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já nas ações voltadas para o protagonismo, é necessário priorizar a autonomia, a participação social e o acesso à informação sobre direitos. Entenda!</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">16. Debate sobre direitos da pessoa idosa </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O debate pode trazer a apresentação e discussão do </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Estatuto da Pessoa Idosa</span></a><span style="font-weight: 400;"> a partir de situações do cotidiano. Ainda, casos reais trazidos pelos próprios participantes tornam a conversa mais concreta.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">17. Conversa sobre violência contra idosos </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa oficina propõe reflexões sobre identificação, prevenção e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> de situações de violência.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe deve conduzir com escuta ativa e atenção a relatos que indiquem </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violações de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">18. Participação em eventos comunitários </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">O envolvimento dos participantes em ações do território amplia o senso de pertencimento e a visibilidade social do serviço junto à comunidade.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">19. Oficinas sobre acesso a benefícios sociais </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal proposta pode oferecer orientações sobre </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">seguridade social</span></a><span style="font-weight: 400;">, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-operacionalizacao-do-bpc-e-a-loas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e outros direitos socioassistenciais, contribuindo para reduzir barreiras de acesso e estimular a emancipação dos usuários.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atividades intergeracionais</span></h3>
<h4><span style="font-weight: 400;">20. Encontros entre idosos e crianças ou adolescentes do território </span></h4>
<p><span style="font-weight: 400;">As trocas entre gerações ajudam a reduzir preconceitos e fortalecem vínculos comunitários. Essas interações também podem incentivar a troca de saberes entre diferentes idades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse formato, os idosos ensinam uma habilidade manual ou cultural, e os jovens trazem elementos do próprio universo, como tecnologia básica ou música atual.</span></p>
<p><b>Aproveite e confira também </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/temas-para-oficinas-com-as-familias/" target="_blank" rel="noopener"><b>10 temas para oficinas com famílias no PAIF</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais temas mensais podem ser trabalhados nos grupos de idosos do SCFV?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A organização de temas mensais ajuda a equipe a manter a continuidade no planejamento e evita repetição de propostas ao longo do ano. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As sugestões a seguir podem facilitar a construção de iniciativas conectadas às demandas observadas nos encontros. </span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Janeiro a junho</span></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Janeiro: projeto de vida e convivência.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Fevereiro: cultura popular e território.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Março: direitos das mulheres idosas.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Abril: saúde e autocuidado.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Maio: vínculos familiares.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Junho: festas populares e memória cultural.</span></li>
</ul>
<h4><span style="font-weight: 400;">Julho a dezembro</span></h4>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Julho: participação comunitária.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Agosto: valorização da pessoa idosa.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Setembro: saúde mental e convivência.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Outubro: envelhecimento ativo.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Novembro: cidadania e acesso a direitos.</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dezembro: retrospectiva e celebração coletiva.</span></li>
</ul>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais erros devem ser evitados no trabalho com idosos no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina acelerada dos serviços, algumas escolhas podem prejudicar os objetivos do SCFV para idosos. Dessa forma, é preciso revisar constantemente as práticas e fazer ajustes para qualificar o trabalho socioassistencial. Veja os erros mais comuns para evitar!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Infantilização do público idoso</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos casos, o uso de linguagem inadequada, ações excessivamente infantilizadas ou tratamento desrespeitoso afastam os participantes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o reconhecimento a partir das experiências, trajetórias e capacidades construídas ao longo da vida promove conexões mais aprofundadas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Falta de escuta do público</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A escuta qualificada ajuda a construir ações mais significativas, aumenta o engajamento e incentiva o protagonismo dos participantes.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Ausência de registro e avaliação </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A escassez de registros adequados gera a perda de informações importantes sobre envolvimento, evolução coletiva e resultados observados no território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um tipo de instrumento social que pode trazer contribuições relevantes para a documentação do histórico das atividades para idosos no SCFV. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como registrar e avaliar os resultados das atividades?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns indicadores podem ser acompanhados de forma prática, como a participação nas oficinas, a interação entre os usuários, o envolvimento familiar e a adesão às ações comunitárias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, os indicadores facilitam o acompanhamento e ajudam a visualizar avanços dos participantes sem transformar o processo em algo burocrático.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, é necessário avaliar fatores diversos, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">frequência;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">participação espontânea; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecimento de vínculos; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">participação familiar; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">adesão contínua; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">relatos qualitativos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Também é possível usar os relatórios para que a gestão municipal acompanhe resultados e qualifique o planejamento das ações socioassistenciais. </span></p>
<p><b>Para entender mais sobre fluxos, registros e acompanhamento na rede socioassistencial, leia também o artigo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional no SUAS</b></a><b>. </b></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-gestao-da-informacao?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Gest%C3%A3o+da+informa%C3%A7%C3%A3o&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5726" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao.png" alt="" width="2434" height="413" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao-1024x174.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao-1536x261.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao-2048x348.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_gestao-da-informacao-970x165.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão sobre as atividades do SCFV para idosos </span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As atividades do SCFV para idosos têm papel central na promoção da convivência comunitária e na prevenção de situações de vulnerabilidade social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas ações são essenciais para fortalecer os vínculos, estimular a autonomia e impulsionar a participação social das pessoas idosas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entretanto, para que cumpram esses objetivos, elas devem ser planejadas com intencionalidade técnica, com foco no território e para um público específico.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, o planejamento, registro e avaliação ajudam equipes e gestores a acompanhar o que está sendo construído no território e a demonstrar os impactos reais do serviço.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para organizar essas informações com mais agilidade, a plataforma da GESUAS oferece recursos para registrar atendimentos, acompanhar os grupos do SCFV e qualificar a gestão nos municípios. Clique abaixo para conhecer os recursos da GESUAS para acompanhamento e gestão das atividades do SCFV.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5715" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são as atividades do SCFV para idosos?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV para idosos pode incluir rodas de conversa, oficinas culturais, atividades corporais, dinâmicas de convivência, ações intergeracionais e debates sobre direitos da pessoa idosa. Elas precisam atender ao território e ao público-alvo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais atividades são realizadas no SCFV?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O SCFV realiza atividades coletivas com foco em convivência, fortalecimento de vínculos, autonomia, participação social e prevenção de situações de risco social, conforme previsto na Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os temas de palestras para idosos?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns temas de palestras voltadas para idosos incluem direitos da pessoa idosa, saúde emocional, envelhecimento ativo, convivência familiar, prevenção da violência e participação comunitária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quantos idosos podem participar de um grupo do SCFV?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não existe um número único definido para todos os grupos do SCFV. A quantidade de participantes deve considerar a capacidade de acompanhamento da equipe, os objetivos da atividade, o espaço disponível e o perfil dos usuários. O mais importante é garantir a participação de todos, a qualidade das interações e o acompanhamento técnico adequado.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O SCFV para idosos é obrigatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. A participação no SCFV é voluntária. O serviço busca incentivar o envolvimento contínuo dos usuários por meio de atividades que fortaleçam vínculos familiares e comunitários, promovam a autonomia e ampliem a participação social das pessoas idosas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas/publicacoes/perguntas_frequentes_SCFV_2022.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Perguntas Frequentes sobre o SCFV</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/PNAS2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_scfv.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Caderno de Orientações Técnicas do SCFV</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.741.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Estatuto da Pessoa Idosa</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/populacao/9109-projecao-da-populacao.html" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">IBGE</span></a></li>
</ul>
<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
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</script></p>
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]]></content:encoded>
					
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">999</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil: entenda como funciona o MROSC</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/marco-regulatorio-das-organizacoes-da-sociedade-civil/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/marco-regulatorio-das-organizacoes-da-sociedade-civil/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:30:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Legislação]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações da Sociedade Civil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 13 minutos</small> As parcerias entre o poder público e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) fazem parte da realidade da assistência social em muitos municípios brasileiros.  Com o crescimento dessas parcerias, surgiu também a necessidade de criar regras mais claras para garantir planejamento, transparência e segurança jurídica.  Nesse cenário, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) passou a ocupar um papel central na organização das relações entre a administração pública e as OSCs. Compreender as mudanças trazidas pelo MROSC ajuda os profissionais <a href="https://blog.gesuas.com.br/marco-regulatorio-das-organizacoes-da-sociedade-civil/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 13 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">As parcerias entre o poder público e as Organizações da Sociedade Civil (OSCs) fazem parte da realidade da assistência social em muitos municípios brasileiros. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o crescimento dessas parcerias, surgiu também a necessidade de criar regras mais claras para garantir planejamento, transparência e segurança jurídica. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) passou a ocupar um papel central na organização das relações entre a administração pública e as OSCs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Compreender as mudanças trazidas pelo MROSC ajuda os profissionais do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) a fortalecerem a gestão socioassistencial e reduzirem as dificuldades que aparecem na rotina administrativa e técnica dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste artigo, você vai entender o que é o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil, como funcionam as parcerias previstas na legislação e quais impactos ele traz para a política de assistência social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil (MROSC) é o conjunto de regras estabelecido pela Lei nº 13.019/2014 para regulamentar as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, definindo critérios para seleção, execução, monitoramento e prestação de contas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele definiu regras específicas para formalização, execução, monitoramento e prestação de contas das parcerias entre a administração pública e as Organizações da Sociedade Civil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes do MROSC, muitas relações entre governos e entidades eram realizadas por meio de convênios que não consideravam as particularidades das organizações sociais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso gerava insegurança jurídica, fragilidade nos processos de acompanhamento e dificuldades na avaliação dos resultados alcançados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a </span><a href="https://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.019-2014?OpenDocument" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">nova legislação</span></a><span style="font-weight: 400;">, as parcerias passaram a exigir maior planejamento, definição de metas e mecanismos de transparência. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, isso impacta diretamente a organização da rede socioassistencial e a execução de serviços ligados à</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">proteção social básica e especial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da formalização das parcerias, o MROSC também reforça o acompanhamento técnico das ações desenvolvidas no território, especialmente em serviços continuados executados por entidades socioassistenciais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que mudou com a Lei nº 13.019/2014?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal mudança trazida pela legislação foi a criação de instrumentos específicos para as parcerias entre administração pública e OSCs, como o termo de colaboração, o termo de fomento e o acordo de cooperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, os convênios utilizados de forma ampla, inclusive em situações que exigiam fluxos diferentes de acompanhamento e execução, passaram por revisão.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a legislação passou a estabelecer o chamamento público como regra para seleção das organizações parceiras, ampliando a transparência e a impessoalidade dos processos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Outra mudança importante foi a valorização do plano de trabalho e do acompanhamento das metas pactuadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o foco deixa de estar apenas na análise documental e passa a considerar também os impactos produzidos pela parceria no território.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem precisa cumprir o MROSC?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco deve ser seguido por diferentes órgãos e entidades sempre que houver parceria entre a administração pública e organizações da sociedade civil para execução de projetos, programas ou serviços financiados com recursos públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os principais envolvidos nesse processo estão:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">secretarias municipais, estaduais e federais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fundos públicos vinculados às políticas sociais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">autarquias e demais órgãos da administração pública;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizações da sociedade civil (OSCs) que executam ações financiadas pelo poder público.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, esse Marco faz parte do cotidiano de gestores, equipes técnicas e integrantes do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cmas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Conselho Municipal de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, principalmente nos processos de acompanhamento, monitoramento e avaliação das entidades socioassistenciais.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como funcionam as parcerias entre poder público e OSCs?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O MROSC estabelece instrumentos jurídicos específicos para organizar as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses instrumentos ajudam a definir responsabilidades, metas, formas de acompanhamento e critérios de execução das ações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, o planejamento funciona como um alinhamento inicial entre gestão pública e entidade parceira. Ainda, a clareza sobre os objetivos, indicadores e fluxos traz mais eficiência ao longo da execução.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A construção do plano de trabalho é outra etapa dessa parceria. Ela detalha atividades, metas, prazos e formas de monitoramento. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo incentiva a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/gestao-e-monitoramento-das-entidades/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">gestão e o monitoramento</span></a><span style="font-weight: 400;"> das parcerias, especialmente em serviços continuados do SUAS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é termo de colaboração?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No termo de colaboração, a iniciativa da parceria parte da administração pública. O poder público identifica uma demanda relacionada à</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-no-suas-politicas-publicas-no-enfrentamento-as-desigualdades-sociais/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">política pública</span></a><span style="font-weight: 400;"> e seleciona uma OSC para executar a ação prevista.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse modelo costuma ser utilizado quando o município já possui planejamento definido para determinado serviço ou projeto socioassistencial.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é termo de fomento?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente do termo de colaboração, o termo de fomento nasce a partir de uma proposta apresentada pela própria organização da sociedade civil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse caso, a OSC apresenta um projeto ou ação de interesse público e, após análise e aprovação da administração pública, a parceria pode receber apoio financeiro para execução das atividades previstas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é acordo de cooperação?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando não há transferência de recursos financeiros, o instrumento aplicável é o acordo de cooperação.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Situações de cooperação institucional, compartilhamento de espaços ou </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">articulação em rede</span></a><span style="font-weight: 400;"> são os contextos mais comuns para esse instrumento.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><b>intersetorialidade no SUAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é chamamento público e por que ele é importante?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O chamamento público é o procedimento utilizado para selecionar a organização da sociedade civil que realizará determinada parceria com a administração pública.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O objetivo é garantir transparência, critérios objetivos de seleção e igualdade de participação entre as entidades interessadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso ajuda a reduzir fragilidades nos processos de escolha e favorece a utilização adequada dos recursos públicos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, o chamamento público também contribui para qualificar a organização da rede socioassistencial e ampliar a clareza sobre responsabilidades e metas das parcerias.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando há dispensa ou inexigibilidade de chamamento público?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A legislação prevê casos específicos em que o chamamento público pode ser dispensado ou considerado inexigível.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas situações incluem contextos de urgência, risco à continuidade dos serviços ou inviabilidade de competição entre organizações. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, mesmo com inexigibilidade, a administração pública também precisa justificar tecnicamente a decisão e manter a transparência do processo.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o MROSC impacta a política de assistência social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O impacto do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil na assistência social é direto porque muitas ofertas do SUAS acontecem em parceria com OSCs.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Fazem parte dessa rede compartilhada de proteção social:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">serviços de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ações comunitárias;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">atividades do</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os fluxos de acompanhamento são frágeis, dificuldades administrativas podem afetar a continuidade das ações no território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, o MROSC ajuda a expandir o planejamento, o monitoramento e a organização das parcerias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, informações produzidas pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/principais-fontes-de-informacoes-para-a-vigilancia-socioassistencial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Vigilância Socioassistencial</span></a><span style="font-weight: 400;"> podem contribuir para o planejamento das parcerias, auxiliando na identificação de demandas territoriais, das prioridades de atendimento e das necessidades de expansão da rede socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualificação desses processos também depende de instrumentos técnicos consistentes, principalmente no registro das ações, no acompanhamento familiar e na produção de informações para análise territorial. </span></p>
<p><b>Saiba mais sobre como a</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"> <b>instrumentalidade no Serviço Social</b></a><b> estimula a intervenção profissional e contribui para a gestão das parcerias!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual o papel das OSCs no SUAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As Organizações da Sociedade Civil (OSCs) têm papel importante na oferta da proteção social dentro do SUAS, especialmente em municípios e territórios com alta demanda por atendimentos e serviços continuados.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando executam serviços socioassistenciais em parceria com o poder público, as OSCs devem observar as normativas do SUAS, incluindo a Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa que as ofertas precisam seguir objetivos, público atendido e padrões de funcionamento definidos nacionalmente.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da execução dos serviços socioassistenciais, as OSCs também participam de espaços de articulação comunitária, controle social e construção das políticas públicas, fomentando a integração entre território, gestão pública e rede socioassistencial.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais desafios na prestação de contas e monitoramento do MROSC?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os maiores desafios do MROSC estão a organização documental, a</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/prestacao-de-contas-para-o-cmas/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">prestação de contas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o acompanhamento das metas previstas no plano de trabalho.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina da assistência social, equipes frequentemente lidam com demandas urgentes do território e múltiplas responsabilidades administrativas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando os processos internos não estão bem organizados, pequenas falhas podem gerar retrabalho, atrasos e dificuldades no acompanhamento das parcerias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diante disso, a prestação de contas funciona como ferramenta de transparência e qualificação da gestão.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que muda na prestação de contas?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o MROSC, a análise deixa de considerar apenas os documentos financeiros e passa a avaliar os resultados alcançados pela parceria, o que torna o cumprimento das metas, dos indicadores e do objeto pactuado o principal critério de acompanhamento.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais erros que podem comprometer uma parceria?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Alguns problemas aparecem com frequência na execução das parcerias:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ausência de planejamento adequado;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">metas pouco objetivas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">falhas documentais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">monitoramento insuficiente;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">comunicação limitada entre gestão e OSC;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">prestação de contas incompleta.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Muitas dessas dificuldades surgem quando os fluxos internos não estão bem definidos ou quando não existe alinhamento contínuo entre equipes técnicas e administrativas.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-gestao-financeira-e-orcamentaria?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Gest%C3%A3o+Financeira&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5723" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNERS-2026_GESTAO-FINANCEIRA-E-ORCAMENTARIA-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como aplicar o MROSC de forma mais eficiente na assistência social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação eficiente do MROSC depende de alguns fatores, como: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a elaboração do plano de trabalho;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o acompanhamento permanente das ações desenvolvidas no território;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a integração entre equipes técnicas, administrativas e financeiras.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Na assistência social, processos claros ajudam a reduzir sobrecarga e melhorar a continuidade dos serviços ofertados à população.</span></p>
<p><b>Veja também como o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><b>relatório social</b></a><b> pode ser usado para qualificar os registros e o monitoramento das ações!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como desenvolver a aplicação do Marco Regulatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Algumas estratégias contribuem para a aplicação do MROSC:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">investir em capacitação contínua;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">organizar fluxos internos de acompanhamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">definir indicadores objetivos;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">manter documentação atualizada;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">fortalecer espaços de diálogo com as OSCs;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">integrar acompanhamento técnico e administrativo.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a importância do diálogo entre gestão pública e OSCs? </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A comunicação contínua entre gestão pública e organizações da sociedade civil contribui para reduzir conflitos operacionais, alinhar responsabilidades e fortalecer o acompanhamento das ações executadas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, os mecanismos de monitoramento e avaliação das parcerias, previstos na Lei nº 13.019/2014, evidenciam a importância da troca permanente de informações entre equipes técnicas, gestão e entidades parceiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há espaços permanentes de diálogo, as equipes conseguem identificar dificuldades com mais rapidez, ajustar fluxos de trabalho e melhorar a articulação entre serviços e território, consolidando a transparência das parcerias e a continuidade da proteção social ofertada às famílias.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil mudou a forma como as parcerias entre gestão pública e OSCs são organizadas dentro da assistência social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com o MROSC, foram criados processos mais estruturados, critérios mais claros de acompanhamento e maior responsabilidade na execução e monitoramento das ações desenvolvidas no território.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A aplicação do Marco Regulatório depende da capacidade de organizar informações, acompanhar metas e integrar processos técnicos e administrativos no cotidiano da gestão. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS contribui para qualificar a gestão socioassistencial, apoiar o acompanhamento das ações e fortalecer as rotinas do SUAS. Clique abaixo para conhecer.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5715" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é marco regulatório das Organizações da Sociedade Civil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil é o conjunto de regras criado pela Lei nº 13.019/2014 para regulamentar as parcerias entre administração pública e OSCs.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o marco regulatório da Lei 13.019 de 2014?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Lei nº 13.019/2014 estabelece normas para seleção, formalização, execução, monitoramento e prestação de contas das parcerias entre poder público e organizações da sociedade civil.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é a Lei das Organizações da Sociedade Civil?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">É a legislação que organiza juridicamente as parcerias entre governo e entidades sem fins lucrativos, trazendo mais transparência, planejamento e controle.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode firmar parceria pelo MROSC?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Podem firmar parcerias pelo MROSC as organizações da sociedade civil sem fins lucrativos que atendam aos requisitos previstos na Lei nº 13.019/2014 e nos editais de chamamento público, quando aplicáveis.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O MROSC substituiu os convênios?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as parcerias entre a administração pública e as organizações da sociedade civil, o MROSC criou instrumentos próprios, como o termo de colaboração e o termo de fomento. Entretanto, os convênios continuam sendo utilizados em outras situações previstas na legislação.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O chamamento público é obrigatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Sim. O chamamento público é o procedimento utilizado para selecionar organizações da sociedade civil de forma transparente e impessoal. A legislação prevê exceções específicas de dispensa e inexigibilidade.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%2013.019-2014?OpenDocument" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://mpce.mp.br/wp-content/uploads/2015/10/ENTENDENDO-A-LEI-13.019.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Entendendo a Lei Federal nº 13.019/14</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2014/lei/l13019.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei nº 13.019/2014</span></a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/marco-regulatorio-das-organizacoes-da-sociedade-civil/">Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil: entenda como funciona o MROSC</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Relatório social: o que é, como elaborar e quais elementos não podem faltar?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 17 Jun 2026 13:05:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[Relatório Social]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 15 minutos</small> O relatório social faz parte do cotidiano de quem atua na política de assistência social, no Judiciário, na saúde, na educação e em outros espaços.  Na rotina socioassistencial, ele funciona como um registro técnico que organiza informações, sustenta análises e contribui para a garantia de direitos.  Desse modo, o relatório social precisa ser claro, objetivo e coerente com a realidade observada.  Além disso, conforme orienta a Resolução CFESS nº 557/2009, os documentos produzidos por assistentes sociais devem preservar o rigor técnico, o <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 15 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">O relatório social faz parte do cotidiano de quem atua na política de assistência social, no Judiciário, na saúde, na educação e em outros espaços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina socioassistencial, ele funciona como um registro técnico que organiza informações, sustenta análises e contribui para a garantia de direitos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desse modo, o relatório social precisa ser claro, objetivo e coerente com a realidade observada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, conforme orienta a </span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/Resolucao_CFESS_557-2009.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução CFESS nº 557/2009</span></a><span style="font-weight: 400;">, os documentos produzidos por assistentes sociais devem preservar o rigor técnico, o sigilo profissional e a finalidade institucional do registro.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, compreender como elaborar um relatório social é o primeiro passo para assegurar a qualificação do trabalho socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao longo deste artigo, você vai entender o que é o relatório social, qual a sua função, quando ele é utilizado e como elaborar.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é um relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social é um documento que registra informações, análises, atendimentos e acompanhamentos relacionados a situações sociais de indivíduos e famílias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">instrumento social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é utilizado em políticas públicas, serviços socioassistenciais e instituições públicas para subsidiar intervenções, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;"> e garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, tal documento ajuda a sistematizar as informações produzidas durante os atendimentos, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">visitas domiciliares</span></a><span style="font-weight: 400;">, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">entrevistas</span></a><span style="font-weight: 400;"> e </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acompanhamentos continuados</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conteúdo do relatório pode variar conforme o seu objetivo, o contexto institucional e a complexidade da situação acompanhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Segundo o Conselho Federal de Serviço Social (CFESS), o relatório social é um dos registros mais utilizados na prática profissional justamente porque acompanha a diversidade de demandas presentes no cotidiano do Serviço Social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com isso, ele contribui para a continuidade do acompanhamento e para a construção de intervenções alinhadas ao território.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a função do relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social funciona como a memória técnica do acompanhamento diário. Em muitos equipamentos, ele permite que a equipe compreenda quais intervenções já foram realizadas, quais demandas permanecem presentes e quais encaminhamentos ainda são necessários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em serviços continuados, marcados por mudanças de equipe, alta demanda de atendimentos e acompanhamentos prolongados, o relatório social contribui diretamente para a análise técnica e a garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A transformação de observações, escuta e análise crítica em registro profissional qualificado também é uma das funções do relatório social, de acordo com o estudo </span><a href="https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/pt_BR/article/view/119/117" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A prática do assistente social: conhecimento, instrumentalidade e intervenção profissional</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quando o relatório social é utilizado?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O registro técnico pode ser utilizado em diferentes políticas públicas e espaços institucionais. No <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</a>, ele aparece frequentemente em acompanhamentos familiares, registros de atendimento e encaminhamentos realizados pelas equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse documento também é utilizado em outras esferas do setor público, como:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Poder Judiciário; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">previdência social; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">política de saúde; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">educação; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">habitação; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">serviços de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">acolhimento institucional</span></a><span style="font-weight: 400;">; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">medidas protetivas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">processos relacionados à garantia de direitos.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A obra </span><a href="https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/estudo-social-em-pericias-laudos-e-pareceres-tecnicos-19392-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O Estudo Social em Perícias, Laudos e Pareceres Técnicos</span></a><span style="font-weight: 400;"> aponta que o relatório ajuda a traduzir aspectos da realidade social que muitas vezes não aparecem nos registros administrativos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse sentido, o relatório contribui para contextualizar situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;">, acesso a direitos e condições de vida das famílias acompanhadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">É importante destacar que o relatório social não possui caráter investigativo ou fiscalizatório. Sua finalidade é subsidiar a compreensão da realidade social, apoiar processos de acompanhamento, orientar intervenções profissionais e contribuir para a garantia de direitos e o acesso à proteção social.</span></p>
<p><b>A articulação territorial também influencia a qualidade dos encaminhamentos e intervenções. Leia também o conteúdo sobre </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><b>como articular parcerias no território</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre relatório social, parecer social, estudo social e laudo social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o relatório social registra informações, atendimentos e acompanhamentos, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/estudo-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">estudo social</span></a><span style="font-weight: 400;"> corresponde ao processo investigativo desenvolvido para compreender determinadas realidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para as demandas periciais ou judiciais, os laudos sociais são adotados para garantir uma análise técnica mais aprofundada, que pode ser construída a partir do estudo realizado e vinculada a objetivos específicos da instituição solicitante.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Diferentemente dos demais instrumentos, o parecer técnico expressa o posicionamento profissional fundamentado a partir da análise realizada. Nele, o assistente social apresenta conclusões técnicas relacionadas à demanda atendida.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na prática do SUAS, esses instrumentos se complementam: um estudo social pode resultar em relatório, parecer ou laudo, dependendo da finalidade institucional e da demanda apresentada.</span></p>
<p><b>Saiba mais sobre a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social/" target="_blank" rel="noopener"><b>diferença entre laudo social e parecer</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais elementos devem constar em um relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Embora não exista um modelo único obrigatório, alguns elementos aparecem com frequência na elaboração do relatório social e ajudam a organizar o documento de forma técnica e objetiva. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Identificação</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A identificação reúne informações básicas relacionadas ao usuário, família, serviço ou instituição. Ela pode incluir nome, data, serviço responsável, profissional responsável, objetivo do relatório e período do acompanhamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse elemento deve conter apenas informações pertinentes à finalidade do documento, preservando o sigilo profissional e evitando exposição desnecessária.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Histórico e contexto social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O histórico contextualiza a composição familiar, <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">acesso à renda</a>, vínculos familiares e comunitários, acesso a políticas públicas, situações de risco ou vulnerabilidade e histórico de atendimento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Como o SUAS é organizado a partir da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/matricialidade-sociofamiliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">matricialidade sociofamiliar</span></a><span style="font-weight: 400;">, o contexto da família deve ser articulado às condições de vida daquele grupo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, o relatório deve retratar as situações observadas de forma técnica, ética e fundamentada.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Análise técnica</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A análise técnica é uma das partes mais importantes do relatório social. Ela apresenta informações coletadas, observações profissionais, contexto social e leitura crítica da realidade.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa etapa não deve se limitar à identificação de vulnerabilidades. Também é importante reconhecer potencialidades, estratégias de enfrentamento desenvolvidas pelas famílias, vínculos de apoio existentes e recursos disponíveis no território, contribuindo para uma leitura mais ampla da realidade social acompanhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Aqui, o profissional apresenta interpretações técnicas sobre a situação acompanhada, considerando acesso a direitos, fragilização de vínculos, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">proteção social</span></a><span style="font-weight: 400;"> e demandas identificadas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em muitos municípios, as informações registradas no relatório social também contribuem para a sistematização do acompanhamento familiar, complementando os registros realizados no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-preencher-corretamente-o-prontuario-do-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Prontuário SUAS</span></a><span style="font-weight: 400;"> e fortalecendo a continuidade do trabalho técnico desenvolvido pelas equipes. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Encaminhamentos e considerações finais</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O encerramento do relatório deve apresentar os encaminhamentos realizados, orientações fornecidas e desdobramentos previstos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Conforme a finalidade do documento, também podem constar sugestões técnicas, necessidade de continuidade do acompanhamento, de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/intersetorialidade-assistencia-social-e-a-defesa-de-direitos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">intersetorialidade</span></a><span style="font-weight: 400;"> e de inclusão em serviços ou benefícios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além disso, a conclusão precisa manter coerência com as informações apresentadas ao longo do documento.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como elaborar um relatório social na prática?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do relatório social nem sempre acontece em condições ideais. Muitas vezes, o documento é produzido entre atendimentos, reuniões, demandas urgentes e equipes reduzidas.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Desenvolver uma escrita técnica mais organizada ajuda a tornar o processo menos desgastante no cotidiano e reduz inconsistências no registro das informações.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como organizar as informações do atendimento?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em serviços com grande volume de atendimentos, anotações incompletas ou registros dispersos podem dificultar a compreensão do histórico familiar e comprometer os demais encaminhamentos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes da escrita, é fundamental que haja:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">identificação clara das demandas apresentadas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">registro cronológico das intervenções realizadas; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">descrição objetiva das condições observadas no território; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">indicação dos encaminhamentos efetuados pela equipe. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Os instrumentos da Assistência Social ajudam a organizar esses dados ao longo do trabalho desenvolvido e facilitam a consulta posterior.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como utilizar linguagem técnica e objetiva?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os documentos técnicos devem preservar a dignidade dos usuários e evitar abordagens discriminatórias, moralizantes ou estigmatizantes, conforme o </span><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética Profissional do Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso significa evitar opiniões pessoais, julgamentos morais, termos pejorativos, excesso de adjetivos e descrições sem relevância para a finalidade do documento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ao mesmo tempo, a objetividade não significa produzir textos frios ou superficiais. O relatório precisa traduzir a complexidade da realidade social sem transformar a situação analisada em uma sequência mecânica de informações.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a escrita técnica qualificada funciona como uma escuta organizada no papel. Ela permite que outros profissionais compreendam a situação atendida sem perder o contexto daquela realidade social e das condições de vida observadas durante o acompanhamento.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os aspectos éticos e legais na elaboração do relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Sigilo profissional, responsabilidade técnica e preservação de direitos atravessam todas as etapas da elaboração do relatório social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essas precauções influenciam desde a coleta das informações até a circulação do documento entre serviços, instituições e órgãos do sistema de garantia de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além da Resolução CFESS nº 557/2009, o Código de Ética Profissional do Assistente Social estabelece princípios relacionados à defesa dos direitos dos usuários, à preservação do sigilo profissional e à utilização responsável das informações obtidas durante os atendimentos. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei nº 8.662/1993</span></a><span style="font-weight: 400;">, que regulamenta a profissão, também reforça atribuições relacionadas à elaboração de pareceres, laudos e estudos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Sigilo profissional e proteção de informações</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As informações obtidas durante os atendimentos não devem ser expostas de forma indiscriminada nem utilizadas fora da finalidade profissional. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na elaboração do relatório social, a seleção das informações registradas deve ser feita com cautela, já que nem tudo o que é relatado pela família precisa constar no documento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O critério técnico deve considerar a relevância da informação, a finalidade do relatório, a garantia de direitos e a preservação da dignidade dos usuários. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Em situações que envolvem violência, </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">violação de direitos</span></a><span style="font-weight: 400;"> ou conflitos familiares, esse cuidado se torna ainda mais necessário para evitar a exposição indevida e a reprodução de estigmas.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como o relatório social é utilizado nos equipamentos do SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, o relatório social faz parte da organização do acompanhamento técnico realizado pelas equipes.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além de registrar intervenções, demandas identificadas e articulações intersetoriais, o documento organiza estratégias construídas junto às famílias ao longo do acompanhamento.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal sistematização fortalece a continuidade do trabalho técnico e reduz perdas de informação entre atendimentos e mudanças de equipe.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Relatório social no CRAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, o relatório social é adotado nos acompanhamentos realizados pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Entre os registros mais frequentes estão atendimentos familiares, ações do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;">, encaminhamentos, situações de vulnerabilidade e acompanhamento territorial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O documento também ajuda a organizar informações relacionadas ao fortalecimento de vínculos e ao acesso das famílias à rede socioassistencial.</span></p>
<p><b>Entenda também como funciona o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><b>Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</b></a><b>!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Relatório social no CREAS</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Já no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, o relatório social está relacionado a situações de violação de direitos, medidas protetivas e acompanhamento especializado.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Os casos acompanhados no CREAS exigem atenção ainda maior aos aspectos éticos, ao sigilo profissional e à qualidade da análise técnica, especialmente em atendimentos relacionados a violência, negligência ou rompimento de vínculos familiares.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A articulação com serviços de acolhimento institucional, judiciário e rede intersetorial também é frequente nesses acompanhamentos, exigindo registros claros e coerentes com as demandas apresentadas.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Relatório social no acompanhamento familiar</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No acompanhamento familiar, o relatório social ajuda a registrar avanços, dificuldades, estratégias construídas com a família e acesso a serviços e direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando bem elaborado, ele permite visualizar o percurso do acompanhamento ao longo do tempo, ajudando a equipe a retomar o contexto, preservar a continuidade das intervenções e fortalecer o respeito à trajetória daquela família. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Isso contribui para reduzir rupturas no acompanhamento e ampliar a coerência do trabalho técnico desenvolvido no território.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como estruturar um relatório social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A adoção de modelos prontos pode servir como apoio inicial para o trabalho no SUAS. Entretanto, é essencial que esse documento registre a singularidade de cada situação acompanhada.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, embora não exista um modelo único, essa estrutura básica pode ajudar na organização do documento:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">identificação do usuário e do serviço, incluindo informações necessárias para contextualizar quem está sendo acompanhado e qual equipe é responsável pelo atendimento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">objetivo do relatório, indicando a finalidade institucional do documento e a demanda que motivou sua elaboração;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico da situação acompanhada, com informações relevantes sobre trajetória familiar, acesso a direitos e demandas identificadas no acompanhamento;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">informações sociofamiliares relevantes, considerando composição familiar, vínculos, condições de moradia, renda e acesso a políticas públicas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">análise técnica, articulando observações profissionais, leitura crítica da realidade e impactos das situações identificadas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos realizados, registrando ações desenvolvidas pela equipe, articulações intersetoriais e orientações fornecidas;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">considerações finais, mantendo coerência com os objetivos do documento e com os elementos apresentados ao longo do relatório;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">assinatura e identificação profissional, conforme exigências éticas e normativas do exercício profissional.</span></li>
</ol>
<p><strong>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre <a href="https://blog.gesuas.com.br/relatorios-do-suas/" target="_blank" rel="noopener">como gerar relatórios do SUAS</a> com rapidez e facilidade.</strong></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social funciona como parte da continuidade do acompanhamento realizado pelas equipes que realizam o serviço socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ele conecta atendimentos, análises, encaminhamentos e estratégias construídas ao longo do trabalho desenvolvido com famílias e indivíduos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração qualificada desse documento exige compreensão sobre território, proteção social, garantia de direitos e finalidade institucional de cada registro. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Quanto mais consistente for essa leitura crítica da realidade, maior tende a ser a qualidade das análises produzidas no cotidiano dos serviços.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse processo também depende de organização das informações e sistematização do acompanhamento técnico. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A GESUAS contribui diretamente para essa qualificação ao integrar registros, atendimentos e fluxos de acompanhamento realizados pelas equipes do SUAS. Conheça abaixo!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5715" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é relatório social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social é um documento técnico elaborado por assistentes sociais para registrar informações, análises, atendimentos e acompanhamentos relacionados a determinada situação social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode fazer relatório social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O relatório social deve ser elaborado por assistentes sociais habilitados, conforme as atribuições profissionais regulamentadas pelo Serviço Social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Como fazer um relatório social passo a passo?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O processo envolve identificação do objetivo, organização das informações coletadas, contextualização da situação social, elaboração de análise técnica, registro dos encaminhamentos, finalização do documento conforme normativas profissionais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que deve constar num relatório social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O documento geralmente inclui: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">identificação do usuário e do serviço;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">objetivo do relatório;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">histórico e contexto social;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">análise técnica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos realizados;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">considerações finais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">assinatura e identificação profissional.</span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">O relatório social tem caráter fiscalizatório?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Não. O relatório social não possui caráter investigativo ou fiscalizatório. Sua finalidade é registrar informações relevantes sobre a realidade social acompanhada, subsidiando intervenções profissionais, processos de acompanhamento e garantia de direitos.</span></p>
<h3 class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr">Como fazer um relatório social no CRAS?</h3>
<p class="font-claude-response-body break-words whitespace-normal" dir="ltr">O relatório social no CRAS é feito a partir das informações do estudo social, do atendimento às famílias no SUAS e da análise técnica da realidade que elas enfrentam. Para isso, o documento deve trazer os dados do usuário, os objetivos do relatório, o contexto analisado e a avaliação profissional.</p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/CEP_CFESS-SITE.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Código de Ética Profissional do Assistente Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/registros-opiniao-tecnica.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instruções Sociais de Processo, Sentenças e Decisões</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.cfess.org.br/arquivos/Resolucao_CFESS_557-2009.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Resolução CFESS nº 557/2009</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://konektacommerce.nyc3.cdn.digitaloceanspaces.com/TEXT_SAMPLE_CONTENT/estudo-social-em-pericias-laudos-e-pareceres-tecnicos-19392-1.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">O Estudo Social em Perícias, Laudos e Pareceres Técnicos</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade do Serviço Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://revistas.uepg.br/index.php/emancipacao/pt_BR/article/view/119/117" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A prática do assistente social: conhecimento, instrumentalidade e intervenção profissional</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8662.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei nº 8.662/1993</span></a></li>
</ul>
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		<title>CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/cras/</link>
					<comments>https://blog.gesuas.com.br/cras/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Tue, 16 Jun 2026 20:16:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Proteção Social Básica]]></category>
		<category><![CDATA[proteção social básica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p><small> 9 minutos</small> Ao longo de sua consolidação, o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) estruturou os serviços por nível de proteção e pela territorialização das ações no Brasil.  Assim, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável pela oferta da Proteção Social Básica (PSB), foi estruturado para prevenir situações de vulnerabilidade social nos territórios. Porém, as dúvidas frequentes sobre os serviços e benefícios que essa unidade oferece podem se tornar um obstáculo para o acesso aos direitos socioassistenciais. No conteúdo a seguir, detalhamos <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/">CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 9 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">Ao longo de sua consolidação, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> estruturou os serviços por nível de proteção e pela </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">territorialização</span></a><span style="font-weight: 400;"> das ações no Brasil.  </span><span style="font-weight: 400;">Assim, o Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), responsável pela oferta da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/paif-e-scfv-entendendo-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica (PSB)</span></a><span style="font-weight: 400;">, foi estruturado para prevenir situações de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> nos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, as dúvidas frequentes sobre os serviços e benefícios que essa unidade oferece podem se tornar um obstáculo para o acesso aos direitos socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No conteúdo a seguir, detalhamos o que os profissionais e usuários dessa política precisam saber para entender o que é o CRAS, como ele funciona e quais são as suas atribuições. Acompanhe.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é o CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS é a unidade pública responsável pela oferta da Proteção Social Básica nos territórios. Ele atua por meio de estratégias de acolhimento, convivência e socialização de famílias e indivíduos que enfrentam riscos sociais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Dessa forma, a função do CRAS é prevenir as situações de desproteção social e ampliar o alcance da cidadania no Brasil.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para isso, além de oferecer programas e benefícios socioassistenciais, o CRAS desenvolve o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e as ações de gestão da rede socioassistencial no território onde atua, conforme a publicação </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre CRAS e CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atua na prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social que podem resultar em violações de direitos. Já o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> opera na </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/servico-de-protecao-social-especial-para-pessoas-com-deficiencia-idosas-e-suas-familias/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial de Média Complexidade</span></a><span style="font-weight: 400;">, voltada ao acompanhamento especializado de situações de violação de direitos.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, o atendimento visa fortalecer vínculos e assegurar os direitos antes que ocorra algum tipo de ruptura. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Enquanto o CREAS recebe pessoas e famílias que sofreram violência física, psíquica ou sexual, negligência, abandono, ameaças ou outras formas de discriminação, e que precisam de acompanhamento especializado para reconstruir vínculos e garantir proteção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tanto o CRAS quanto o CREAS são regidos pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e pela </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB-RH/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre </b><a href="http://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/" target="_blank" rel="noopener"><b>as diferenças do CRAS e CREAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as atribuições do CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS produz e disponibiliza informações sobre o território para subsidiar:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a elaboração do </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/plano-de-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Plano Municipal de Assistência Social</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o planejamento, o monitoramento e a avaliação dos serviços ofertados no CRAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a alimentação dos Sistemas de Informação do SUAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">os processos de formação e qualificação da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/equipe-de-referencia-ou-equipe-minima-o-que-diz-a-nob-rh-suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">equipe de referência</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a oferta do PAIF e dos demais serviços socioassistenciais da Proteção Social Básica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a gestão territorial da rede socioassistencial da PSB.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Além dessa produção de informações e da operacionalização do acesso a benefícios socioassistenciais, o CRAS também realiza ou referencia o acesso ao </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Cadastro Único (CadÚnico)</span></a><span style="font-weight: 400;">, de acordo com a organização da gestão municipal. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, o CRAS efetiva a </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-referencia-e-a-contrarreferencia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">referência e a contrarreferência</span></a><span style="font-weight: 400;"> aos usuários, tendo como eixos estruturantes a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/matricialidade-sociofamiliar/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">matricialidade sociofamiliar</span></a><span style="font-weight: 400;"> e a territorialização.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais serviços são oferecidos pelo CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF é o principal serviço ofertado, pois busca garantir o direito à convivência familiar no atendimento socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Além do PAIF, são executados o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-ausencia-do-servico-de-protecao-social-basica-no-domicilio-para-pessoas-com-deficiencia-e-idosas-e-seus-impactos-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção Social Básica no domicílio para Pessoas com Deficiência e Idosas</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Todos os serviços, benefícios, programas e ações ofertados pelo CRAS estão padronizados conforme as diretrizes da</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/tipificacao-nacional-de-servicos-socioassistencias/" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional dos Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais benefícios socioassistenciais estão disponíveis no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do CRAS, a população pode acessar orientações, encaminhamentos e acompanhamento relacionados:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">ao </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/beneficios-eventuais/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Benefícios Eventuais</span></a><span style="font-weight: 400;">;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">aos <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">Benefícios de Transferência de Renda</a>, como o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-bolsa-familia/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Bolsa Família</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses benefícios socioassistenciais integram a política de assistência social e se configuram como um direito do cidadão e dever do Estado. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A constituição dos benefícios por meio da PSB promove a ampliação da proteção social e a superação das situações de vulnerabilidade e risco social.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais situações podem ser atendidas no CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">As situações atendidas pelo CRAS envolvem vulnerabilidades sociais, como pobreza, fragilidade de vínculos afetivos e dificuldade de acesso aos serviços públicos. Segundo a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais, o CRAS atende principalmente:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias que recebem programas de transferência de renda e benefícios socioassistenciais;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias que cumprem os requisitos para acessar esses programas ou benefícios, mas ainda aguardam inclusão;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">famílias em situação de vulnerabilidade decorrente de dificuldades enfrentadas por algum de seus integrantes;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">pessoas com deficiência ou pessoas idosas em contextos de vulnerabilidade e risco social.</span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do CRAS também oferece orientações sobre direitos sociais e acesso aos programas e serviços socioassistenciais. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual é a equipe de referência do CRAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A equipe de referência do CRAS é regulamentada pela NOB-RH/SUAS e sua composição depende do número de famílias referenciadas ao CRAS, conforme o quadro abaixo:</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Famílias referenciadas</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento anual</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Equipe de referência</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">Até 2.500</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">500 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Dois técnicos com nível médio e dois técnicos com nível superior, sendo um assistente social e outro preferencialmente </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/psicologo-no-cras-e-no-creas"><span style="font-weight: 400;">psicólogo</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">3.500</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">750 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Três técnicos com nível médio e três técnicos com nível superior, sendo dois assistentes sociais e preferencialmente um psicólogo.</span></td>
</tr>
<tr>
<td><span style="font-weight: 400;">5.000</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">1.000 famílias</span></td>
<td><span style="font-weight: 400;">Quatro técnicos com nível médio e quatro técnicos com nível superior, sendo dois assistentes sociais, um psicólogo e um profissional que compõe o SUAS.</span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Fonte: Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social – CRAS (2009).</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">As equipes de referência do CRAS também devem contar sempre com um coordenador com nível superior, concursado, com experiência em trabalhos comunitários e gestão de programas, projetos, serviços e/ou benefícios socioassistenciais.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A NOB-RH/SUAS estabelece que a equipe de referência seja composta preferencialmente por servidores efetivos, buscando garantir continuidade e qualidade dos serviços e das ações ofertadas.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ainda, a composição mínima da equipe varia conforme o porte do CRAS e o número de famílias referenciadas, observadas as normativas vigentes do SUAS e a organização da gestão municipal.</span><span style="font-weight: 400;"> </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é o papel da coordenação dessa unidade?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As atribuições do coordenador do CRAS são:</span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">coordenar o fluxo de entrada, o acompanhamento, o monitoramento, a avaliação e o desligamento das famílias e indivíduos nos serviços de Proteção Social Básica da rede socioassistencial referenciada ao CRAS;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">definir os meios e as ferramentas teórico-metodológicas do trabalho social com famílias e dos serviços de convivência em parceria com a equipe técnica;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">efetuar ações de mapeamento, articulação, gestão e potencialização da rede socioassistencial no território de abrangência do CRAS.</span></li>
</ul>
<p><b>Veja também quais são os principais</b><a href="http://blog.gesuas.com.br/desafios-na-coordenacao-do-cras/" target="_blank" rel="noopener"> <b>desafios na coordenação do CRAS</b></a><b>.</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, a oferta de serviços, programas, projetos, benefícios e ações procura assegurar a proteção social de acordo com a Política Nacional de Assistência Social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-suas-como-e-para-que/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho social com famílias</span></a><span style="font-weight: 400;"> propõe o enfrentamento das situações de vulnerabilidade vivenciadas, contribui para sua proteção de forma integral e concretiza a matricialidade sociofamiliar no âmbito do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, de forma articulada com a rede socioassistencial e demais políticas, o CRAS possui um papel relevante ao garantir o acesso à Proteção Social Básica a milhares de famílias brasileiras.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A gestão eficiente desses processos no território exige instrumentos que acompanhem cada público de forma organizada, sem perder o vínculo entre o atendimento individual e o panorama do CRAS como um todo. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A plataforma da GESUAS é aliada dessa prática e integra o registro dos atendimentos, o acompanhamento das famílias e a gestão da equipe de referência. Conheça abaixo.</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-5715" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png" alt="" width="2434" height="412" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS.png 2434w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-1536x260.png 1536w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-2048x347.png 2048w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-370x63.png 370w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2026/08/BANNER-PLATAFORMA-GESUAS-970x164.png 970w" sizes="(max-width: 2434px) 100vw, 2434px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas Frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é o CRAS e para que serve?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) é a unidade pública que organiza a Proteção Social Básica no território. Ele identifica famílias em situação de vulnerabilidade e oferece serviços para fortalecer vínculos e prevenir riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais serviços do CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS oferece o Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF) e o Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV). Também realiza o cadastramento das famílias no Cadastro Único e o acompanhamento de seus dados.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que o CRAS tem a ver com o INSS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS orienta as famílias sobre o acesso ao Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a idosos e pessoas com deficiência. A equipe auxilia no encaminhamento, mas a concessão depende do próprio INSS.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os benefícios que o CRAS fornece?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por meio do CRAS, a população pode acessar ou receber orientações sobre benefícios como o Bolsa Família, o BPC e outros programas de transferência de renda vinculados ao Cadastro Único. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quem pode acessar o CRAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atende famílias e indivíduos em situação de vulnerabilidade social e que passam por dificuldades de acesso a direitos, renda, serviços públicos ou precisam fortalecer os vínculos familiares e comunitários. O atendimento é gratuito e está disponível para qualquer pessoa que necessite de apoio da Proteção Social Básica.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/NOB-RH_SUAS_Anotada_Comentada.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social – NOB-RH/SUAS</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/politica-nacional-de-assistencia-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8742.htm" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS)</span></a></li>
</ul>
<p>O post <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras/">CRAS: o que é, como funciona e quem atende?</a> apareceu primeiro em <a href="https://blog.gesuas.com.br">Blog do GESUAS</a>.</p>
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		<title>Diferença entre CRAS e CREAS: o que muda na prática socioassistencial?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 17:21:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gestão do SUAS]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.blog.gesuas.com.br/?p=1017</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> A diferença entre CRAS e CREAS pode gerar dúvidas, já que as duas unidades fazem parte do Sistema Único de Assistência Social (SUAS) e atendem famílias e indivíduos. O CRAS atua na Proteção Social Básica, enquanto o CREAS integra a Proteção Social Especial de Média Complexidade. Saber diferenciar essas unidades ajuda a orientar as famílias e a organizar os fluxos de atendimento no território. Essa distinção está relacionada aos níveis de proteção previstos na Política Nacional de Assistência Social (PNAS) e nas <a href="https://blog.gesuas.com.br/diferenca-cras-creas/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> <div id="case-de-sucesso-db58a5b020a116df6c7c">
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre CRAS e CREAS pode gerar dúvidas, já que as duas unidades fazem parte do <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</a> e atendem famílias e indivíduos.</span></p>
<p>O CRAS atua na Proteção Social Básica, enquanto o CREAS integra a Proteção Social Especial de Média Complexidade. Saber diferenciar essas unidades ajuda a orientar as famílias e a organizar os fluxos de atendimento no território.</p>
<p>Essa distinção está relacionada aos níveis de proteção previstos na <a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/normativas/pnas2004.pdf" target="_blank" rel="noopener">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</a> e nas normativas que organizam o SUAS.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Neste artigo, explicamos a diferença do CRAS para o CREAS: os serviços que cada um oferta, os públicos-alvo, como funciona o acesso e quando o encaminhamento entre eles é necessário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Continue a leitura!</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre CRAS e CREAS na prática?</span></h2>
<p>O <a href="https://blog.gesuas.com.br/cras" target="_blank" rel="noopener">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</a> atua na Proteção Social Básica, com foco na prevenção de situações de vulnerabilidade e risco social, enquanto o <a href="https://blog.gesuas.com.br/creas/" target="_blank" rel="noopener">Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)</a> atua na Proteção Social Especial de Média Complexidade, voltada ao atendimento de situações de risco pessoal e social por violação de direitos.</p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o CRAS atende famílias em situação de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;"> para evitar que esses grupos tenham seus direitos comprometidos. </span><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, o CREAS acompanha aqueles que já tiveram seus </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/como-o-creas-pode-agir-para-verificar-situacao-de-violencia-e-violacao-de-direitos-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">direitos violados</span></a><span style="font-weight: 400;"> de alguma forma.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa distinção está prevista na </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/politica-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Política Nacional de Assistência Social (PNAS)</span></a><span style="font-weight: 400;"> de 2004 e na </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/norma-operacional-basica/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do Sistema Único de Assistência Social (NOB/SUAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que organizam os níveis de complexidade da proteção e fazem parte da <a href="https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener">história da assistência social no Brasil</a>.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo sintetiza como essa diferença se expressa no atendimento.</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CRAS</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><b>CREAS</b></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Descrição</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Busca prevenir situações de risco por meio do fortalecimento de vínculos familiares e comunitários, do desenvolvimento de potencialidades e da ampliação do acesso aos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/seguridade-social/"><span style="font-weight: 400;">direitos de cidadania</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Oferece apoio e orientação especializada a indivíduos e famílias que sofreram violações de direitos.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Público-alvo</b></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Famílias em situação de vulnerabilidade social, pessoas com deficiência, idosos, crianças retiradas do trabalho infantil, pessoas inseridas no Cadastro Único e usuários de <a href="https://blog.gesuas.com.br/programas-de-transferencia-de-renda/" target="_blank" rel="noopener">programas de transferência de renda</a>: Bolsa Família, BPC, Acessuas Trabalho, entre outros.</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pessoas que tiveram direitos violados: vítimas de violência física, psíquica e sexual, negligência, abandono, ameaças, maus-tratos e discriminações sociais.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Quando procurar</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Quando a família precisa de cadastramento, acesso a benefícios, acompanhamento preventivo ou fortalecimento de vínculos.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Quando há situação de violência, abuso, negligência, exploração ou qualquer outra forma de violação de direitos.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como funcionam o CRAS e o CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O funcionamento do CRAS e do CREAS é guiado pelos </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">parâmetros do  Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Família e Combate à Fome (MDS)</span></a><span style="font-weight: 400;">, que direciona onde cada equipamento deve ser implantado e quantas famílias ou casos cada um deve atender. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Porém, na prática socioassistencial, além dessas orientações, é preciso considerar a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">realidade do território</span></a><span style="font-weight: 400;"> na cobertura do SUAS no município. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Território e localização</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS deve ser instalado nos territórios com maior concentração de famílias em situação de vulnerabilidade e o mais próximo possível da comunidade para alcançar quem mais precisa.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o CREAS tem abrangência mais ampla, que pode ser municipal ou regional, dependendo do porte do município. Os municípios menores podem ser atendidos por um CREAS regional, compartilhado entre mais de um município.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo traz os parâmetros de referência para implantação do CREAS, conforme as orientações técnicas do MDS. Veja!</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Porte do município</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Número de habitantes</b></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>Parâmetros de referência para o CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Até 20.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Cobertura por CREAS regional; ou implantação de CREAS municipal quando a demanda local justificar.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte II</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">De 20.001 até 50.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de pelo menos 1 CREAS.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Médio porte</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">De 50.001 até 100.000</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de pelo menos 1 CREAS.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte, metrópoles e DF</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">A partir de 100.001</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Implantação de 1 CREAS a cada 200.000 habitantes.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h3><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade de atendimento varia conforme o porte do município. Para o CRAS, o parâmetro é medido pelo número de famílias referenciadas. Para o CREAS, pelo número de casos em acompanhamento simultâneo.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esses números ajudam o gestor a dimensionar equipe, estrutura física e orçamento. As cidades que operam acima da capacidade de referência precisam avaliar a necessidade de implantar novas unidades.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Veja nas tabelas abaixo a diferença do CRAS para o CREAS em relação à capacidade de atendimento conforme os parâmetros do MDS.</span></p>
<h4><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento do CRAS por porte de município</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Município</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CRAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 1 CRAS para até 2.500 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte II</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 1 CRAS para até 3.500 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Médio porte</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 2 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 4 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Metrópoles</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Mínimo de 8 CRAS, cada um para até 5.000 famílias referenciadas.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<h4><span style="font-weight: 400;">Capacidade de atendimento do CREAS por porte de município</span></h4>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>Município</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Pequeno porte I e II e médio porte</span></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">50 casos (famílias / indivíduos).</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Grande porte, metrópole e DF</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">80 casos (famílias / indivíduos).</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><b>Entenda também como funciona o </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/planejamento-financeiro-no-cras-e-creas-oferta-dos-servicos-socioassistenciais/" target="_blank" rel="noopener"><b>financiamento do CRAS e do CREAS</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais serviços são oferecidos pelo CRAS e pelo CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, são ofertados o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Já o CREAS desenvolve o </span><a href="https://www.gov.br/mds/pt-br/acoes-e-programas/suas" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/abordagem-social/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A tabela abaixo resume os serviços ofertados em cada unidade.</span></p>
<table>
<tbody>
<tr>
<td style="text-align: center;"><b>CRAS</b></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><b>CREAS</b></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF).</span></p>
</td>
<td style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI).</span></td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV).</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado em Abordagem Social.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica no domicílio para pessoas com deficiência e idosas.</span></p>
</td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social a Adolescentes em Cumprimento de Medida Socioeducativa de Liberdade Assistida (LA) e de Prestação de Serviços à Comunidade (PSC).</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Especial para Pessoas com Deficiência, Idosas e suas Famílias.</span></p>
</td>
</tr>
<tr>
<td style="text-align: center;"></td>
<td>
<p style="text-align: center;"><span style="font-weight: 400;">Serviço Especializado para Pessoas em Situação de Rua.</span></p>
</td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><span style="font-weight: 400;">Os serviços ofertados pelo CRAS e pelo CREAS estão definidos na </span><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a><span style="font-weight: 400;">. Veja mais detalhes sobre os principais!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O PAIF realiza o</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho social com famílias</span></a><span style="font-weight: 400;">: visitas domiciliares, atendimentos individuais e em grupo, articulação com a rede local e acompanhamento continuado. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse serviço é voltado a crianças, adolescentes, adultos e idosos, com foco em socialização e prevenção de riscos sociais.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Especializado a Famílias e Indivíduos (PAEFI)</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">No PAEFI, o acompanhamento é mais intensivo e pode exigir a elaboração de</span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;">, articulação com o sistema de garantia de direitos e, quando necessário, interface com o sistema de Justiça.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são as formas de acesso ao CRAS e ao CREAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">O acesso ao CRAS e ao CREAS acontece por três caminhos principais: procura espontânea, busca ativa e encaminhamento. Saiba mais a seguir!</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Procura espontânea</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A procura espontânea ocorre quando a própria família ou indivíduo procura o serviço por conta própria, devido a uma necessidade identificada, para cadastro no <a href="https://blog.gesuas.com.br/cadastro-unico/" target="_blank" rel="noopener">CadÚnico</a>, acesso a benefício ou busca por orientação. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No CRAS, essa é a forma mais comum de chegada, mas ela também acontece no CREAS, quando a pessoa busca ajuda diretamente.</span></p>
<p><b>Para se aprofundar, leia também o conteúdo sobre</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional/" target="_blank" rel="noopener"><b>acolhimento institucional</b></a><b>.</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Busca ativa</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/busca-ativa/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">busca ativa</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma das ferramentas mais importantes do SUAS para alcançar famílias que não chegam por conta própria ao serviço. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Ela acontece por meio de visitas domiciliares, articulação com equipes multidisciplinares, escolas e outros equipamentos do território. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CREAS também realiza busca ativa, principalmente por meio do Serviço Especializado em Abordagem Social, para identificar </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-pessoas-em-situacao-de-rua/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">pessoas em situação de rua</span></a><span style="font-weight: 400;"> e ocorrências de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/programa-erradicacao-trabalho-infantil/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">trabalho infantil</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Encaminhamento</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Em alguns casos, é preciso fazer o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> do CRAS para o CREAS. Esse fluxo deve ser documentado com informações suficientes sobre a situação da família ou indivíduo, incluindo o histórico de atendimento e a demanda identificada. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, o CREAS poderá dar continuidade ao acompanhamento sem que a família ou indivíduo precise recomeçar do zero. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS mantém o vínculo com a família durante todo o processo para garantir a integração real da rede socioassistencial do SUAS.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/formulario-de-encaminhamento?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Formul%C3%A1rio+Encaminhamento+SUAS&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2073" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png" alt="Modelo de Formulário de Encaminhamento para CRAS, CREAS e SUAS em geral para download" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento.png 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-320x54.png 320w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-640x108.png 640w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-360x61.png 360w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-720x122.png 720w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1080x183.png 1080w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-800x135.png 800w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2019/01/faixa-formulario-de-encaminhamento-1280x217.png 1280w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão sobre a diferença entre CRAS e CREAS na Assistência Social</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A principal diferença entre CRAS e CREAS na Assistência Social está na forma como cada unidade atua. Os dois equipamentos são complementares e, juntos, formam a base da proteção social no Brasil. Por isso, entender essa diferenciação é essencial para o trabalho no SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para gestores e secretários, essa compreensão também contribui para as decisões de planejamento: quantas unidades o município precisa, como estruturar o fluxo entre elas e como garantir que os dois equipamentos operem de forma conjunta na rede socioassistencial.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Colocar esse conhecimento em prática no dia a dia da gestão pode ser desafiador. Registrar atendimentos, acompanhar famílias, monitorar encaminhamentos e garantir a continuidade do acompanhamento entre os serviços exige organização e integração entre as equipes. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Com a GESUAS, equipes do CRAS e do CREAS conseguem registrar atendimentos, acompanhar famílias, organizar encaminhamentos e manter o histórico dos acompanhamentos em um único sistema, com mais segurança e eficiência. Clique abaixo para saber mais!</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;"><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual é a diferença do CRAS para o CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O CRAS atua na Proteção Social Básica, atendendo famílias em situação de vulnerabilidade para prevenir riscos. O CREAS atua na Proteção Social Especial, acompanhando pessoas que já tiveram seus direitos violados.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quando devo procurar o CREAS?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Quando há situação de violação de direitos, como em casos de violência doméstica, abuso, negligência, trabalho infantil, situação de rua ou cumprimento de medida socioeducativa. Em caso de dúvidas, o CRAS pode orientar e fazer o encaminhamento adequado.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que eu posso resolver no CRAS?</span></h3>
<p>No CRAS, a população pode receber orientação sobre benefícios e serviços socioassistenciais, realizar ou buscar atendimento relacionado ao Cadastro Único conforme a organização do município, participar do PAIF e do SCFV e acessar outras ofertas da Proteção Social Básica.</p>
</div>
<h3 data-start="0" data-end="308">Quando o CRAS encaminha para o CREAS?</h3>
<p data-start="0" data-end="308">O CRAS encaminha para o CREAS quando identifica situações de violação de direitos, como violência doméstica, abuso, negligência, trabalho infantil ou outras ocorrências que exigem acompanhamento especializado. O CREAS atua na proteção social especial desses casos.</p>
<h3 data-start="310" data-end="597">O que faz o assistente social no CRAS e no CREAS?</h3>
<p data-start="310" data-end="597">O assistente social no CRAS atua na prevenção de vulnerabilidades sociais e no fortalecimento de vínculos familiares. No CREAS, esse profissional realiza o acompanhamento especializado de pessoas e famílias que estão em situação de violação de direitos.</p>
<h3 data-start="599" data-end="883">Quais os tipos de serviços que o CRAS oferece?</h3>
<p data-start="599" data-end="883">O CRAS oferece serviços de proteção social básica, incluindo atendimento familiar, Cadastro Único, encaminhamento para benefícios sociais, Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV) e orientações socioassistenciais.</p>
<h3 data-start="885" data-end="1183">Quais são os profissionais que atuam no CREAS?</h3>
<p data-start="885" data-end="1183" data-is-last-node="" data-is-only-node="">O CREAS conta com equipe multiprofissional formada por assistentes sociais, psicólogos, advogados, educadores sociais e outros especialistas. Esses profissionais atuam no atendimento e acompanhamento de situações de risco e violação de direitos.</p>
<p><span style="font-family: 'Roboto Slab', 'Helvetica Neue', Helvetica, Arial, sans-serif; font-size: 1.80203rem;">Referências</span></p>
<div id="case-de-sucesso-db58a5b020a116df6c7c">
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Cadernos/orientacoes_creas.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência Especializado de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/cadernos/orientacoes_cras.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Orientações Técnicas: Centro de Referência de Assistência Social</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/publicacao/assistencia_social/Normativas/tipificacao.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais</span></a></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.mds.gov.br/webarquivos/public/NOBSUAS_2012.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Norma Operacional Básica do SUAS</span></a></li>
</ul>
</div>
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]]></content:encoded>
					
		
		
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		<item>
		<title>Instrumentalidade na assistência social: o que é e como aplicar no SUAS?</title>
		<link>https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Juliana Medeiros]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 11 May 2026 17:08:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Trabalho no SUAS]]></category>
		<category><![CDATA[instrumentais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://www.blog.gesuas.com.br/?p=717</guid>

					<description><![CDATA[<p><small> 11 minutos</small> A Instrumentalidade integra o Sistema Único de Assistência Social (SUAS) por meio de recursos diversos, como entrevistas, relatórios e visitas domiciliares.  Esse conceito faz parte da rotina dos serviços ofertados por profissionais da Proteção Social Básica e Proteção Social Especial. No entanto, as dúvidas sobre os fundamentos da Instrumentalidade ainda são comuns e podem afetar a qualidade do registro, a clareza do encaminhamento e a consistência da intervenção. A diferença entre uma ação automática e uma intervenção qualificada está na compreensão sobre <a href="https://blog.gesuas.com.br/a-instrumentalidade/" class="more-link"><span>Continue lendo</span>→</a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="estimated-read-time">Tempo de leitura:<small> 11 minutos</small></p> <p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade integra o <a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-o-suas/" target="_blank" rel="noopener">Sistema Único de Assistência Social (SUAS)</a> por meio de recursos diversos, como entrevistas, relatórios e visitas domiciliares. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse conceito faz parte da rotina dos serviços ofertados por profissionais da </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/protecao-social-basica-especial/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Proteção Social Básica e Proteção Social Especial</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No entanto, as dúvidas sobre os fundamentos da Instrumentalidade ainda são comuns e podem afetar a qualidade do registro, a clareza do encaminhamento e a consistência da intervenção.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A diferença entre uma ação automática e uma intervenção qualificada está na compreensão sobre o funcionamento dessas ferramentas, em que condições elas devem ser aplicadas e quais resultados se espera alcançar.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Por isso, este artigo apresenta o conceito de Instrumentalidade aplicado à prática no SUAS, identifica os principais instrumentos utilizados no trabalho socioassistencial e discute como desenvolver essa competência no dia a dia dos serviços. Acompanhe a seguir.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">O que é Instrumentalidade na assistência social?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade é a capacidade profissional de utilizar conhecimentos, técnicas e instrumentos profissionais de forma intencional, ética e fundamentada para garantir direitos e responder às demandas dos usuários.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conceito de Instrumentalidade pode ser compreendido a partir de três dimensões complementares, como aponta a obra </span><a href="https://www2.uepg.br/proex/wp-content/uploads/sites/8/2018/10/LIVRO-INSTRUMENTAIS-TECNICO-OPERATIVOS-NO-SERVICO-SOCIAL.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instrumentos Técnico-Operativos no Serviço Social</span></a><span style="font-weight: 400;">: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">o conhecimento teórico-metodológico; </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a postura ético-política;</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">a competência técnico-operativa. </span></li>
</ul>
<p><span style="font-weight: 400;">O debate sobre Instrumentalidade no Serviço Social ganhou grande destaque a partir das contribuições de Yolanda Guerra, especialmente na discussão sobre mediação entre teoria, ética e prática profissional.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Essa ideia guia o trabalho no Serviço Social no sentido da intencionalidade. Assim, de acordo com o estudo </span><a href="https://www.unirio.br/cchs/ess/Members/vanessa.bezerra/pesquisa/2020-2/texto-3/a-instrumentalidade-no-trabalho-do-assistente-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade no Trabalho do Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;">, a finalidade de uma iniciativa social deve estar relacionada aos meios usados em busca da sua concretização. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Na rotina socioassistencial, um dos exemplos de como funciona a Instrumentalidade na prática está no  trabalho com famílias em situação de </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/atendimento-risco-e-vulnerabilidade/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">vulnerabilidade social</span></a><span style="font-weight: 400;">, que</span><span style="font-weight: 400;"> é realizado por meio do </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/trabalho-social-com-familias-no-paif/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (PAIF)</span></a> e <span style="font-weight: 400;">ofertado pelo </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/cras" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Centro de Referência de Assistência Social (CRAS)</span></a><span style="font-weight: 400;">.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse serviço exige que o assistente social saiba qual instrumento acionar em cada momento e o motivo. Desse modo, a capacidade de dar sentido à ação é o que sustenta a qualidade do trabalho no SUAS.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Qual a importância da Instrumentalidade no SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, ela conecta a intencionalidade profissional à </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/por-que-o-territorio-e-tao-importante-no-suas-saiba-mais-a-respeito/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">realidade dos territórios</span></a><span style="font-weight: 400;"> e das famílias atendidas, além de organizar os instrumentos em torno de uma lógica de proteção social.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No plano institucional, ela sustenta a qualidade dos registros e a consistência dos </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/encaminhamento-no-suas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">encaminhamentos</span></a><span style="font-weight: 400;">. Isso fortalece o <a href="https://blog.gesuas.com.br/articulacao-em-rede-no-suas-como-articular-parcerias-no-territorio/" target="_blank" rel="noopener">trabalho em rede</a>, qualifica a</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/a-referencia-e-a-contrarreferencia" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">referência e contrarreferência</span></a><span style="font-weight: 400;"> entre serviços e contribui para a continuidade da atenção às famílias.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade bem desenvolvida também protege o profissional do tecnicismo acrítico, que é a tendência de executar procedimentos sem questionar os seus fundamentos ou os seus efeitos.</span></p>
<p><b>Para aprofundar, veja nosso conteúdo sobre a </b><a href="https://blog.gesuas.com.br/historia-da-assistencia-social/" target="_blank" rel="noopener"><b>História da Assistência Social no Brasil</b></a><b>!</b></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Quais são os principais instrumentos utilizados no trabalho socioassistencial?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">Os instrumentos socioassistenciais são meios pelos quais o assistente social operacionaliza a sua intervenção. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Eles se dividem em instrumentos diretos, que envolvem contato imediato com o usuário, e indiretos, voltados ao registro, análise e documentação. Na prática, a instrumentalidade no serviço social se materializa por meio de instrumentos como:</span></p>
<ol>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Entrevista</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Visita</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acolhimento Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Acompanhamento Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Atendimento Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Trabalho em Grupo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Dinâmicas de Grupo</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Reunião</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Estudo Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Parecer Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Relatório Social</span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Perícia Social</span></li>
</ol>
<p><span style="font-weight: 400;">Agora, entenda mais sobre o funcionamento de cada um deles.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Entrevista</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/entrevista-social-no-suas-o-que-e-por-que-importa-e-como-fazer/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">entrevista</span></a><span style="font-weight: 400;"> é uma escuta qualificada e intencional, estruturada para coletar informações, identificar demandas e estabelecer vínculo com o usuário. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, a entrevista pode ser realizada no primeiro contato ou ao longo do acompanhamento familiar. A sua condução exige preparo técnico e clareza de objetivos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Visita</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/visita-domiciliar" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">visita domiciliar</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um instrumento de leitura do território e de compreensão da realidade concreta das famílias. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse instrumento socioassistencial permite ao profissional observar condições de moradia, dinâmicas familiares e contextos que dificilmente emergem em atendimentos institucionais. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Acolhimento Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O </span><span style="font-weight: 400;">acolhimento</span><span style="font-weight: 400;"> social é o primeiro contato entre o usuário e o serviço e une escuta, orientação e triagem das demandas apresentadas. Além disso, durante o acolhimento, o profissional identifica qual caminho o atendimento deve seguir. </span></p>
<p><b>Veja também como funciona o</b><a href="https://blog.gesuas.com.br/acolhimento-institucional" target="_blank" rel="noopener"> <b>acolhimento institucional</b></a><b> no SUAS!</b></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Acompanhamento Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O acompanhamento social é um processo contínuo, realizado ao longo do tempo, com famílias ou indivíduos em situação de vulnerabilidade ou risco social. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nele são realizadas ações de monitoramento, reavaliação periódica e uso articulado de diferentes instrumentos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atendimento Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O atendimento social é a ação direta com o usuário para responder a uma demanda específica, como uma orientação, um encaminhamento ou a </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/servicos-e-beneficios-entenda-as-diferencas/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">oferta de um benefício</span></a><span style="font-weight: 400;">. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a principal </span><a href="http://blog.gesuas.com.br/atendimento-e-acompanhamento" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">diferença entre atendimento e acompanhamento</span></a><span style="font-weight: 400;"> é que o atendimento demanda ações imediatas e o acompanhamento é um processo de longo prazo.  </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A qualidade do atendimento social depende da capacidade do profissional de articular escuta, conhecimento da rede e clareza sobre os direitos envolvidos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Trabalho em Grupo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O trabalho em grupo é uma metodologia coletiva que reúne usuários em torno de objetivos comuns, como fortalecimento de vínculos, reflexão sobre direitos e desenvolvimento de habilidades. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">No SUAS, é amplamente utilizado no </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/scfv" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)</span></a><span style="font-weight: 400;"> e no PAIF.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Dinâmicas de Grupo</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">As dinâmicas de grupo são recursos metodológicos utilizados dentro dos grupos socioassistenciais como um meio para facilitar a interação, a reflexão e o engajamento dos participantes. </span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Reunião</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A reunião é um instrumento de articulação interna e intersetorial. No SUAS, é utilizada tanto para alinhamento de equipe quanto para articulação com a rede de serviços. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Sob a perspectiva da instrumentalidade, a condução da reunião requer pauta definida, registro em ata e encaminhamentos claros, para que não seja apenas um encontro sem efeito prático sobre o trabalho.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Estudo Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/estudo-social" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">estudo social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um instrumento de análise aprofundada da situação do usuário ou da família, que articula dados objetivos e interpretação técnica para subsidiar decisões institucionais ou judiciais. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Logo, exige rigor metodológico e fundamentação teórica, sendo frequentemente solicitado por instâncias externas, como o sistema de justiça.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Parecer Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">O</span><a href="http://blog.gesuas.com.br/parecer-social-ou-laudo-social" target="_blank" rel="noopener"> <span style="font-weight: 400;">parecer social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é um documento técnico que expressa a opinião fundamentada do assistente social sobre uma situação, com base em análise criteriosa. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Esse documento é emitido quando há necessidade de posicionamento profissional formal, geralmente para subsidiar decisões administrativas ou jurídicas. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A elaboração do parecer social exige domínio técnico e clareza na distinção entre fato observado e interpretação profissional.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Relatório Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Por sua vez, o </span><a href="https://blog.gesuas.com.br/o-que-e-relatorio-social-e-quais-sao-os-tipos/" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">relatório social</span></a><span style="font-weight: 400;"> é o instrumento de registro que documenta atendimentos, acompanhamentos, encaminhamentos e a evolução dos casos. Um relatório bem elaborado também expressa a instrumentalidade aplicada.</span></p>
<p><strong>Saiba <a href="https://blog.gesuas.com.br/relatorios-do-suas/" target="_blank" rel="noopener">como gerar relatórios do SUAS</a> de forma fácil e rápida.</strong></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Perícia Social</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A <a href="https://blog.gesuas.com.br/pericia-social/" target="_blank" rel="noopener">perícia</a></span> <span style="font-weight: 400;">social é usada quando há demanda de avaliação técnica em contextos que envolvem disputas de direitos, processos judiciais, concessão do </span><a style="background-color: #ffffff; font-size: 1rem;" href="https://blog.gesuas.com.br/beneficio-de-prestacao-continuada/" target="_blank" rel="noopener">Benefício de Prestação Continuada (BPC)</a><span style="font-weight: 400;"> ou situações que requerem laudo oficial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Tal instrumento exige formação específica e posicionamento ético rigoroso por parte do profissional.</span></p>
<p><a href="https://conteudo.gesuas.com.br/ebook-case-de-sucesso-saltinho?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Case+Saltinho&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-2618 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho.png" alt="Conheça a história de sucesso de Saltinho com a implementação do GESUAS!" width="1773" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho.png 1773w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho-300x51.png 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho-1024x173.png 1024w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho-768x130.png 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2020/03/faixa-case-de-sucesso-gesuas-saltinho-1536x260.png 1536w" sizes="(max-width: 1773px) 100vw, 1773px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Como desenvolver a Instrumentalidade na prática do SUAS?</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade é uma competência desenvolvida por meio de práticas como: intencionalidade no planejamento, registro qualificado, atualização teórica contínua, reflexão em equipe e aprendizado com os erros. Confira.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Intencionalidade no planejamento </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Antes de qualquer intervenção, é preciso considerar alguns questionamentos para evitar ações automáticas e recuperar o caráter técnico do trabalho. Entre eles, é preciso responder: </span></p>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">Qual é o objetivo deste instrumento neste momento? </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><span style="font-weight: 400;">O que se espera produzir com essa visita, essa entrevista, esse grupo? </span></li>
</ul>
<h3><span style="font-weight: 400;">Registro qualificado </span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A documentação do trabalho socioassistencial precisa ir além da descrição dos fatos, pois a análise das situações é essencial para a fundamentação da prática. Nesse sentido, a qualificação do registro significa, na prática, a qualificação da leitura da realidade.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Atualização teórica contínua</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade exige que o profissional dialogue com o debate da categoria, por meio de leituras, formações e supervisão técnica. Sem esse movimento, a prática tende a se cristalizar em rotinas que perdem sentido com o tempo.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Reflexão coletiva em equipe</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Discutir casos, instrumentos utilizados e resultados alcançados em reuniões de equipe fortalece a consistência das intervenções e reduz a fragmentação entre os técnicos de um mesmo serviço.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Aprendizado com os erros</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade se desenvolve também na análise dos encaminhamentos que não produziram efeito e dos instrumentos escolhidos de forma inadequada para o contexto. Com isso, o profissional ganha experiência, coerência e densidade. </span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Conclusão sobre a Instrumentalidade na qualificação do trabalho no SUAS</span></h2>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade no Serviço Social deve estar presente em cada entrevista conduzida, em cada relatório elaborado e em cada encaminhamento feito dentro do SUAS.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">A capacidade de articular esses instrumentos a uma finalidade clara, a uma leitura crítica da realidade e a um posicionamento ético fundamentado é fundamental para que esse conceito seja exercido na prática.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">O conhecimento teórico-metodológico, a postura ético-política e a competência técnico-operativa constroem a prática cotidiana dos serviços, a reflexão sobre o trabalho realizado e o compromisso com a qualificação contínua.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Para os profissionais da assistência social, a Instrumentalidade impacta diretamente na produção de registros mais consistentes, encaminhamentos mais precisos e intervenções com maior capacidade de resposta às demandas dos territórios.</span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Nesse cenário, a GESUAS foi desenvolvida para apoiar esse nível de qualificação. A plataforma conta com funcionalidades voltadas à gestão técnica dos serviços, ao registro das intervenções e ao monitoramento do trabalho socioassistencial. </span></p>
<p><span style="font-weight: 400;">Assim, a GESUAS ajuda a transformar a instrumentalidade em rotina qualificada de trabalho. Clique abaixo e veja como ela pode fortalecer a atuação da sua equipe!</span></p>
<p><a href="https://www.gesuas.com.br/funcionalidades/?utm_source=blog&amp;utm_medium=banner&amp;utm_campaign=Banner+Software&amp;utm_id=banner" target="_blank" rel="noopener"><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter wp-image-578 size-full" src="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg" alt="software para CRAS CREAS - GESUAS" width="1772" height="300" srcset="https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas.jpg 1772w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-300x51.jpg 300w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-768x130.jpg 768w, https://blog.gesuas.com.br/wp-content/uploads/2017/10/faixa-software-suas-1024x173.jpg 1024w" sizes="(max-width: 1772px) 100vw, 1772px" /></a></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Perguntas frequentes</span></h2>
<h3><span style="font-weight: 400;">O que é Instrumentalidade na assistência social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade na assistência social é a capacidade de utilizar conhecimentos, habilidades e instrumentos técnicos de forma intencional e fundamentada, articulando meios e finalidades para garantir direitos e qualificar a intervenção profissional.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os três níveis de Instrumentalidade do Serviço Social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os três níveis são: o conhecimento teórico-metodológico, que orienta a leitura da realidade; a postura ético-política, que define os valores que guiam a ação; e a competência técnico-operativa, que envolve o domínio e o uso qualificado dos instrumentos.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Quais são os instrumentais do assistente social?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Os principais instrumentais incluem: entrevista, visita domiciliar, acolhimento social, atendimento social, acompanhamento social, trabalho em grupo, dinâmicas de grupo, reunião, estudo social, parecer social, relatório social e perícia social.</span></p>
<h3><span style="font-weight: 400;">Qual a diferença entre Instrumentalidade e instrumentos técnicos?</span></h3>
<p><span style="font-weight: 400;">Instrumentos técnicos são os meios utilizados na intervenção: entrevista, visita, relatório. Já a Instrumentalidade é a capacidade de utilizá-los com intencionalidade e fundamentação, articulando cada instrumento a objetivos claros e a uma leitura crítica da realidade.</span></p>
<h2><span style="font-weight: 400;">Referências</span></h2>
<ul>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www2.uepg.br/proex/wp-content/uploads/sites/8/2018/10/LIVRO-INSTRUMENTAIS-TECNICO-OPERATIVOS-NO-SERVICO-SOCIAL.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">Instrumentos Técnico-Operativos no Serviço Social: um debate necessário</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://www.unirio.br/cchs/ess/Members/vanessa.bezerra/pesquisa/2020-2/texto-3/a-instrumentalidade-no-trabalho-do-assistente-social" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A Instrumentalidade no Trabalho do Assistente Social</span></a><span style="font-weight: 400;"> </span></li>
<li style="font-weight: 400;" aria-level="1"><a href="https://cressrn.org.br/files/arquivos/k7maNx2767S70XHK8137.pdf" target="_blank" rel="noopener"><span style="font-weight: 400;">A prática do assistente social: conhecimento, Instrumentalidade e intervenção profissional</span></a></li>
</ul>
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<p><script type="text/javascript" src="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js"></script><br />
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  new RDStationForms('modelo-de-paf-5460b416eedb56209b3a-html', 'UA-104403806-1').createForm();
</script></p>
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